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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mariana, tudo, tudo errado não está, mas está quase tudo

A opinião dos partidos sobre o PEC e o Programa de Reformas :  O PE não será votado esta sexta-feira. Talvez seja essa a explicação para o ataque cerrado que os parceiros da geringonça fizeram aos documentos apresentados pelo Governo. O Bloco de Esquerda falou em "poupança forçada", que levará o Estado a ter "um lucro de 5%" até 2031. Dinheiro esse "utilizado para pagar juros à custa de investimento público". "Está tudo errado", concluiu Mariana Mortágua. É estranho não terem visto a mesma estratégia no Orçamento de Estado para este ano…

Também o PCP, no mesmo tom, atacou a “política orçamental enfiada no espartilho das imposições europeias”, o que impossibilita, segundo o deputado Paulo Sá, melhorias na vida dos trabalhadores, corte nos impostos, a recuperação dos serviços públicos e do sector produtivo. “Como se enfia o Rossio na Rua da Betesga?”, foi a pergunta que deixou.

Maria Luís Albuquerque criticou o facto de o Governo "não apresentar uma única reforma estrutural" e de o crescimento previsto ser "muito curto para o que o país precisava de alcançar”.

Pedro Mota Soares acusou o PS de liderar o "Governo menos reformista e mais situacionista da União Europeia". O deputado do CDS deixou ainda um aviso: "Não nos resignamos com o crescimento poucochinho da economia e com a revisão em baixa do futuro de Portugal".

 

O PS vai de vitória em vitória até ao colapso final . Quando e onde já vimos isto ?

 

A CGTP segue as lições de Álvaro Cunhal

A concertação social é o esvaziamento da luta de classes , foi mais ou menos assim que Cunhal caracterizou o diálogo entre patrões, sindicatos e governo. É, claro, que a CGTP, aluno directo do dirigente comunista, nunca esqueceu a lição e há 40 anos que não assina os entendimentos conseguidos .

Finalmente ( há sempre uma primeira vez) a UGT bateu com o punho na mesa e disse o que é claro para todos. Ou a CGTP participa tendo em vista a procura de soluções ou a UGT só assina se a CGTP assinar . Para já está em cima da mesa a questão do desconto no PEC ( pagamento Especial por Conta ) que visa substituir a chumbada TSU .

Questionado sobre se a CGTP quiser entrar na negociação da adenda sem assinar o acordo de concertação social, Carlos Silva reforçou a posição: “Não estaremos [na mesa das negociações], nem assinaremos qualquer aditamento”.

A CGTP avisou ( ou ameaçou) que a UGT tenha cuidado . E para quem ainda tenha dúvidas acerca do padrão estalinista da CGTP, acrescentou :

"Para nós, o nosso adversário não é a UGT, o nosso adversário são as confederações patronais e hoje a UGT juntou-se às confederações patronais para caluniar e mentir aos portugueses no que respeita à intervenção da CGTP e isso é grave", considerou Arménio Carlos.

Isto é, segundo o sindicalista estalinista, nas empresas onde se produz riqueza e se pagam salários, impostos, taxas e taxinhas, não existe uma organização, existe uma guerra entre empregadores e trabalhadores . Há patrões que também pensam assim. E Portugal continua pobre e atrasado com estes canastrões.

 

Maior erro de Sócrates foi consentido por Cavaco

Um governo que em cinco anos passa de um apoio maioritário na Assembleia da República para uma minoria reúne todas as condições para que tudo ou quase tudo corra mal. Cavaco Silva sabia isso melhor do que ninguém mas mesmo assim deu posse a Sócrates . As presidenciais estavam no horizonte o melhor mesmo era não despertar forças adversas.

José Sócrates, com a sua imensa auto estima e convencimento, encenou uma farsa de negociações com os restantes partidos. O que chegou à opinião pública é que apesar de todas as boas intenções nenhum partido quis negociar a participação no governo. Se foi assim era porque o pântano já estava instalado e pouco havia a fazer.

O que nos foi oferecido pelo governo foi um processo Kafkiano, um delírio que acabou com o país a pedir ajuda externa e a semanas de entrar na bancarrota. Um primeiro ministro que não ouvia ninguém embora até do seu ministro das finanças lhe chegassem avisos cada vez mais estridentes. Agarrou-se desesperadamente aos PEC que não eram mais que pedidos de ajuda externa  mas que não concediam permissão de entrada aos técnicos do FMI e do Eurogrupo.

O estado a que o país tinha chegado era bem pior do que alguma vez alguém se atreveu a pensar. O ex-primeiro ministro, enquanto teve dinheiro para gastar ( e mesmo quando já não tinha mas os negócios ainda eram possíveis) foi levado aos ombros sem que a sua imensa vaidade lhe permitisse ver que " o rei ia nu ". Os mesmos que o aplaudiam foram os mesmos que lhe passaram um bilhete só de ida. 

Essa parte do país que viveu de delírios, de TGVs e de Novos aeroportos, está a  cair como castelos de areia. Ainda há por aí quem veja no  PEC IV a salvação que nos foi negada.