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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O euro é irrevogável

Porque será que o PCP ataca o Euro e iniciou uma campanha nacional contra o Euro ?

“O euro é o pilar do mercado único, é o seu pré-requisito, e sem mercado único não há União Europeia. É irrealista propor algo diferente do euro”, acentuou ainda face aos movimentos eurocéticos que vão a votos no calendário eleitoral deste ano. Além do mais, o euro tem o apoio de mais de 70% dos cidadãos na zona euro, alegou.

Draghi reforçou inclusive a sua posição, dando a entender que a moeda comum serve de guarda-chuva geopolítico: “Face aos desafios geopolíticos, o euro é um canal de solidariedade entre os seus membros”. O que é preciso, concluiu, é torna-lo mais forte, mais resiliente”.

Ora o PCP sempre esteve no outro lado da barreira na luta que opõe o Ocidente e a sua forma de vida democrática aos regimes totalitários comunistas. Como muito bem diz Draghi, o Euro sendo um dos pilares da União Europeia é também, necessariamente, um dos objectivos a abater pelos euro-cépticos e pelos que pugnam por uma sociedade comunista.

Não tem nada a ver com o interesse nacional e com "uma política patriótica e de esquerda.

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PCP e BE reaccionários e que odeiam o pluralismo

Nestes ataques ao governador do Banco de Portugal e à Presidente da Comissão de Finanças Públicas o que mais se estranha é a posição de algum PS . Do PC e do BE não se pode esperar outra coisa que não seja acabar com o pluralismo. Vozes contrárias às posições que querem impor à sociedade no seu todo são para ser amordaçadas e liquidadas.

Mas o que é mesmo ameaçador é a cobertura de Marcelo Rebelo de Sousa a essas posições reaccionárias e antidemocráticas que não se limitam a criticar mas que exigem a liquidação pura e simples dessas entidades que não alinham na cartilha oficial que nos querem impor.

Esta ilusão monista e autoritária teve expressão durante o Estado Novo na chamada “União Nacional”. E reapareceu durante o PREC com o célebre slogan “O povo unido jamais será vencido”. É bom recordar que o Partido Socialista sempre denunciou essas duas versões autoritárias da “democracia”, ou da chamada “vontade geral” — uma expressão tristemente celebrizada por Jean-Jacques Rousseau e depois retomada por todos os autoritários anti-pluralistas, de esquerda e de direita.

É preciso avisar a malta que o actual PS está a atraiçoar o PS democrático e lutador da liberdade de Mário Soares.

 

Há alianças que comprometem

O governo começou com uma previsão para a economia de 2,4% acabou em 1,4% . Que moral tem o governo para atacar quem também errou ?

Explorando uma deslocada referência de Teodora Cardoso a um possível "milagre" no défice orçamental do ano passado, um deputado do PCP, mais papista do que o papa na defesa do Governo, veio considerar ser um milagre que Teodora Cardoso ainda tenha emprego e salário. É uma advertência coerente, pois na futura "democracia popular" que o PCP defende não haveria obviamente entidades independentes de escrutínio orçamental e quem ousasse discordar da pauta do poder teria como destino imediato a porta da rua. De facto, há alianças que comprometem...

E quando a execução orçamental, deixa cair os princípios do documento dos doze sábios,( em que se baseou o programa do governo) apostando no consumo interno e se agarra desesperadamente às exportações e às cativações que degradam o serviço público, dá que pensar ouvir o BE e o PCP exigirem a saída de quem falhou bastante menos .

Aponta o roto para o nu ...

 

O BE na lama como todos os outros

O poder corrompe e é o que está a acontecer ao BE e ao PCP (embora menos) . O que seria de berraria e de indignação se BE e PCP estivessem na oposição .

É um regalo ver Catarina Martins recorrer aquela táctica de José Sócrates de justificar com a vida privada as malandrices da vida pública. Os SMS entre Centeno e Domingues são privados embora versem a coisa pública. Uma delícia ver Catarina e as meninas do Bloco, exigirem "ser diferentes" e de terem uma superioridade moral acima de todas as suspeitas. É de rebolar a rir .

O BE converteu-se em uma agremiação de fanáticos a caminho do poder e, para isso, não tiveram pejo em deitar lama na ventoinha que agora se espalha na cara, nas mãos e na alma da Catarina .

Entretanto, Louçã está a caminho do Conselho Consultivo do Banco de Portugal.

O neocentralismo da extrema esquerda

O PCP tem um poder autárquico limitado o BE nem isso. Está explicada a aversão de ambos pela descentralização.
É oficial: depois do PCP, também o BE se manifesta contra uma maior descentralização territorial mediante a municipalização de novas tarefas atualmente nas mãos do Estado.

Dizem que os municipios não têm escala para terem mais poder . É um argumento pobrezinho . Catarina Martins não quer a descentralização porque abre portas à privatização dos serviços públicos. É uma mentira piedosa . A razão é o BE não ter qualquer poder autárquico .

O argumento é um simples pretexto para justificar a estranha metamorfose centralista da extrema-esquerda. Mas a verdadeira justificação é outra: fazendo agora parte da solução de Governo ao nível nacional e tendo portanto meios de influenciar o poder central, tanto ao PCP como o BE preferem exercer esse inesperado poder do que transferir competências para o poder local, onde têm uma influência limitada e localizada (no caso do BE nem isso).

A Catarina e o Jerónimo andam a vender a alma ao diabo .

PCP e BE também já sujaram as mãos

Acabou a superioridade moral que PCP e BE tantas vezes reivindicaram face aos partidos do arco da governação anterior ao actual governo.

...Mas há aqui duas novidades que importa não perder de vista. Primeiro, desta vez, BE e PCP também sujaram as mãos. Após anos de fora e, na oposição, a ser implacáveis com o governo na defesa do escrutínio parlamentar, PCP e BE perderam a autoridade moral que reclamavam para si ao defenderem Mário Centeno e contribuírem para o encobrimento das suas mentiras. Na promiscuidade da nossa cena política e nesse atropelo institucional, já nada distingue PCP-BE de PS-PSD-CDS. Segundo, esta completa ausência de autoridade moral por entre todo o espectro parlamentar legitimou uma indiferença generalizada face às regras institucionais. Se todos têm as mãos sujas, ninguém consegue apontar o dedo a ninguém. E, por isso, a força da actual maioria parlamentar impõe-se sobre o próprio regimento da Assembleia da República, impedindo a fiscalização do governo.

O silêncio do PCP e do BE

Esta experiência de um governo suportado parlamentarmente pelo PCP e pelo BE tem uma enorme vantagem. Acabou-se a virgindade, o somos melhores que os outros, damos lições de ética. Interessa-nos a verdade não mais que a verdade.

Mas o silêncio é ensurdecedor , a pressa de virar a página não pode ser mais revelador . Jerónimo e Catarina fazem de conta que não se passa nada e dão tudo para a recapitalização da CAIXA. Como todos os outros interessa-lhes pouco os meios instrumentais para chegar aos objectivos. Tal como os outros é um fartar vilanagem. 

O artigo hoje: Catarina Martins e Jerónimo de Sousa andam desaparecidos em combate. No passado recente não perdiam uma oportunidade para a pedir a demissão de ministros por tudo e por nada. Agora não abrem a boca para condenar o cozinhado entre o governo e a administração da CGD.
Este silêncio do Bloco e do PCP não é novo (repararam como Mariana Mortágua anda afastada da ribalta?). Mas ganhou força no caso da CGD. Porquê? Simples: Bloco e PCP andam por baixo nas sondagens. E se houvesse eleições agora sairiam claramente a perder: o PCP voltaria para o gueto onde esteve 41 anos e o Bloco, se não tivesse o mesmo destino, perderia muita da força que tem atualmente. Só não sei muito bem se o eleitorado de um e outro partido vai perdoar esta "traição"

O BE face ao cinzento da situação inventa todos os dias uma causa fracturante para não ter que se atirar ao governo e, o PCP, vai agora lançar um "amplo" debate sobre a saída da Zona Euro cujas conclusões por unanimidade já todos conhecemos.

Nada sobre a economia que não cresce, os juros altos, a dívida que cresce .

 

O objectivo do PCP é descaracterizar o PS

Descaracterizar o PS é o grande objectivo do PCP colocando em cima da mesa as suas opções políticas que cavam um fosso entre os dois partidos. Durante décadas o PCP acusou o PS de ser um partido de direita agora, quere-o contra a União Europeia, a Zona Euro e a Nato .

   "O PCP prosseguirá a sua intervenção determinada pelo seu compromisso com os trabalhadores, o povo e o país. Tendo presente as possibilidades e a necessidade de dar resposta às suas aspirações e direitos, não iludindo limitações, constrangimentos e contradições resultantes das opções e orientações do Governo PS”, afirmou Jerónimo de Sousa. "

Os comunistas não precisam de mudar nada para alcançarem um acordo para a década, patriótico e de esquerda" , já o PS precisa de deixar de ser quem é .

Sem mácula, como há cem anos , sem nada para aprender , como se o mundo não se movesse . E sem nada para oferecer para chegar ao acordo.

Ainda há dentro do PS quem se iluda com os objectivos estratégicos do PCP ( que não mudaram nem mudam) e o seu jogo de cintura táctico que lhe permite adaptar-se a cada momento.

Tudo muda menos o PCP .

         

Diz Jerónimo " se o PS deixar de ser PS "

Constrangimentos . Leia-se , dificuldades que a União Europeia levanta para travar o comunismo.

"Estas exigências, esta pressão, esta chantagem da União Europeia (UE). Na semana passada foi o presidente do Eurogrupo a querer dar lições e a impor soluções porque não gostam desta solução política. Obviamente, se não vencermos estes constrangimentos que, quotidianamente, nos são impostos - uma vez é défice, outras vezes é a dívida, outras vezes é o euro, outras vezes são os mecanismos e os tratados da UE - não poderemos determinar o futuro", sublinhou.

E o futuro é o que o PCP defende, por isso, não tem que mudar nada. Basta o PS deixar de ser o PS e passar a ser o PC. Pouca coisa como bem se entende.

Porque está o PCP contra a gestão municipal da Carris ?

Porque na Câmara de Lisboa não têm poder, nem presidente nem vereadores. E os trabalhadores acusam :

          "Já Sérgio Monte, do Sindicato dos Trabalhadores dos Transportes (SITRA), “estranha” a posição do PCP que “vem aqui criar uma reprise da TSU e impede o Governo de governar”. O secretário-geral da estrutura sindical admite a “legitimidade do PCP” de avançar com a iniciativa parlamentar, mas atira com violência ao partido a situação dos transportes municipalizados do Barreiro, terra comunista. “A menos que o PCP tenha medo que em Lisboa a câmara faça o que eles fizeram no Barreiro…” O quê? “Pagavam salários muito baixos e a frota não tinha as melhores condições”.

E como não têm poder na Carris tentam levar a empresa para o sector empresarial do Estado onde podem baralhar e dar de novo . Mesmo contra a vontade dos trabalhadores