Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

António Costa, primeiro-ministro de Lisboa

António Costa desde os catorze anos que anda na política entre o Terreiro do Paço e S. Bento. Não conhece o país. Após dois anos de governação a realidade está aí para quem quer ver. Não há uma só reforma.

Quando olhamos para os seus dois anos como primeiro-ministro, aquilo que vemos é uma gestão política confinada ao eixo Terreiro do Paço-São Bento, com incursões pontuais a Bruxelas. O Governo leva muito mais tempo a reunir-se com o Bloco e com o PCP do que a pensar no futuro de Portugal, até porque as grandes reformas estão bloqueadas à esquerda. A chamada “geringonça” é uma máquina carente de assistência técnica permanente, pelo que não é de espantar que quando o país real telefona para São Bento a linha esteja ocupada. Não são só os bombeiros e a GNR que não conseguem contactar a Protecção Civil – o Portugal profundo também não consegue falar com o primeiro-ministro.

Jerónimo ataca violentamente PS e BE

Foram todos contra um segundo Jerónimo. A hostilização do PCP por parte dos outros partidos foi a culpada do tremendo desaire eleitoral.

Sabe-se que a linha dura mais ortodoxa dentro PCP esteve contra a solução conjunta e Jerónimo de Sousa perante a perda de dez câmaras, bastiões autárquicos do partido, vê-se agora na necessidade de conter a natural reacção dos seus camaradas.

PS e BE tentam a todo o custo vender a ideia que o PCP não perdeu, na tentativa de apaziguar os ânimos comunistas. As contas e as interpretações dos resultados chegam ao ridículo.

Jerónimo diz que votaram no PCP 500 000 eleitores mas estas contas não valem se forem aplicadas ao outro perdedor o PSD que obteve 1 600 000 votos. E o BE que não obteve nenhuma presidência de câmara apresenta como grande feito o ter nomeado um vereador em Lisboa.

E a quadratura do círculo está montada : para o PS a maioria absoluta é apenas um sonho, não mais que um sonho, vai precisar de votos à esquerda - não pode hostilizar PCP e BE. Se os partidos da esquerda acharem que o negócio não é bom para eles, então o PS vai precisar de acordos à sua direita .

Pois é, caro Jerónimo, quem tem amigos destes não precisa de inimigos e por isso a CGTP já tem os tambores a rufar...

Entregar o ouro ao bandido

Jerónimo de Sousa tem um fantasma. Que o PS venha a ter uma maioria absoluta. O PCP ficaria como o idiota útil que ajudou o PS a governar, a ganhar uma maioria absoluta e que em troca seria remetido para a insignificância .

É por isso que avisa que uma segunda edição da geringonça é altamente improvável a não ser que o PCP tenha tantos votos que possa aspirar a ser governo. Doutra forma não brinca.

O seu braço armado - a CGTP- já avisou que o governo PS está muito aquém do cumprimento dos acordos é preciso um governo patriota e de esquerda . E nós todos sabemos o que isso quer dizer, quanto à relação com a União Europeia e a Zona Euro .

Catarina Martins diz que a geringonça é irrepetível deixando a entender que só com mais votos e a governar. Face às sondagens sente-se injustiçada, logo o BE que se arroga pai de tantas medidas de esquerda.

É, claro, que o futuro próximo não é brilhante - é tudo poucochinho - e PCP e BE não podem deixar de se afastar o mais possível do governo de que não fazem parte. A responsabilidade é toda do PS que continua a fazer uma governação de direita . Tudo o que é bom deve-se à determinação e exigência dos partidos à esquerda tudo o que é mau deve-se ao PS de direita.

Só fazendo parte do governo e com mais votos . António Costa pode pagar caro ter remetido os partidos que o apoiam para o papel de idiotas úteis.

 

O PCP é contra a nossa terra

Na festa do "Avante" Jerónimo não deixou a sua aversão ao Ocidente e à Europa por mãos alheias. Não perdeu o ensejo de se juntar ao ditador da Coreia do Norte . A culpa de quem anda a fazer experiências nucleares é do imperialismo . Como sempre. E apoia este partido um governo pró-União Europeia .

"Os Estados Unidos, a NATO, as grandes potências da União Europeia e os seus aliados são, de acordo com Jerónimo de Sousa, os "responsáveis por uma colossal corrida aos armamentos, incluindo o aperfeiçoamento de armas nucleares e a instalação de sistemas anti-míssil à escala global".

"São responsáveis pela militarização das relações internacionais, o uso da chantagem nuclear, a criação de sucessivos e constantes focos de tensão, o desrespeito da legalidade internacional" .

O governo não se deixou contaminar pelo PCP

E o próprio BE está bem longe do PCP e das suas posições antidemocráticas . O que é bem visível nas suas posições em relação à Venezuela. Mais tarde ou mais cedo esta clivagem profunda estará em cima da mesa . E quais serão as consequências ?

Governo e BE alinham ao lado das posições da UE não só nesta caso mas também, aqui e ali com pequenas nuances, no geral . Pode o PCP manter o apoio político ao governo quando as divergências são tão evidentes ? E presentemente em que a UE e a Zona Euro ganham músculo podem os comunistas manter a sua posição quanto à pertença do espaço europeu ?

Este tipo de divergências desgastam o governo? 

A minha questão não é se desgastam... O que acho é que, à partida, limitam a possibilidade de sucesso de uma solução política desta natureza e retiram sempre alguma energia a uma solução governativa em que o partido do governo está dependente - não para estas coisas, mas para muitas outras - de partidos, como é o caso do Partido Comunista, em relação ao qual nós temos divergências profundíssimas. Não são divergências de pormenor. Mas isso não é nada de novo. Já se sabia que ia ser assim. ( Francisco Assis)

PCP e BE cativados

A partir de Junho do ano passado a economia da Zona Euro começou a espevitar e Portugal a crescer por arrasto . Mas não chegou aos 2,5% e Centeno teve que lançar mão das cativações que PCP e BE engoliram sem protesto. Agora estão a arder como parte do país.

Bem podem dizer que não sabiam ou que foram enganados - o orçamento executado não é o que aprovaram grita Mariana - mas a verdade é que o orçamento para 2018 ainda vai ser mais difícil . O crescimento da economia vai reduzir-se - nas previsões do governo - e isso vai manter ou mesmo aumentar as cativações .

Entretanto Costa, ganha tempo nas várias frentes da bagunça. A Pedrogão ainda nem sequer chegou a famosa comissão independente, Tancos está a revelar-se uma batalha política - como Vasco Lourenço acusa - e o governo derrete-se como um gelado no pico do verão.

PCP e BE estão entalados contra a parede vão ter que negociar o orçamento e as cativações e lá se vai a credibilidade dos seus protestos.

Hoje são evidentes as razões que levaram as agências de rating a não melhorarem a notação do país e os avisos frequentes das instituições financeiras. A dívida que não desce ( a segunda maior de todas), as taxas de juro que são o triplo das de Espanha, as reversões justas mas não prudentes. Tudo para acomodar o suposto milagre do défice mais baixo de sempre que PCP e BE engolem a custo.

Mas, mais uma vez estavam todos errados e nós é que estávamos certos.

O PCP abre a porta à nova vida de Costa

A convergência entre o PS, o PSD e o CDS é cada vez mais visível acusa o PCP numa altura em que ainda não se sabe qual o efeito político e eleitoral do incêndio assassino. Mas já todos perceberam que há uma vida antes e depois para António Costa.

O PCP, como é natural, já o percebeu e já veio dizer que se o governo tivesse ouvido as suas propostas ter-se-iam evitado as mortes .

Acusa o governo de estar aquém do necessário e de seguimento às políticas de Bruxelas. À submissão , quebrando um longo período de aparente apaziguamento em relação à União Europeia.

... Jerónimo de Sousa apontou "os constrangimentos impostos no investimento público, as cativações orçamentais que agravam a afectação de financiamento em áreas como a saúde, a educação, a cultura ou a modernização do sistema de transportes, bem como a recusa em ir mais longe na reposição de direitos ou na resposta a questões como a da reforma de trabalhadores com longas carreiras contributivas".

Estas matérias, sustentou, "todas ditadas e justificadas com o cumprimento das determinações da União Europeia, mostram, ao contrário do que o governo sustenta, o confronto entre a sujeição às imposições europeias e a resposta plena e sustentada aos problemas do povo e do país".

Sempre foi óbvio que a opção que o PCP aponta ao governo não desapareceu, esteve e estará presente. E o caminho pró - europa continuará a abrir feridas profundas entre os partidos que apoiam o governo.

 

 

 

A terrível acusação do PCP : as mortes podiam ter sido evitadas

Se só 13% dos incêndios têm mão criminosa porque é que todos os anos nos vendem a cantiga do incendiário ? Não sabem ? Mas há estudos que confirmam. Sabem ? Então porque insistem na mentira? É absolutamente necessário saber. Se o estado não faz em décadas o que devia fazer ( e todos sabem o que é preciso fazer) então estamos perante um crime de Estado.

Hoje Louçã vem acusar António Costa de não ter actuado com a necessária rapidez . Tentou travar o prejuízo político descendo ao terreno . Presidente, primeiro ministro, ministra e secretário de estado quiseram circunscrever o incêndio político que lavrava, ganhar tempo apontando para as circunstancias singulares.

Mas as razões que rapidamente foram adiantadas ( a PJ já tinha encontrado a razão da ignição) foram ainda mais rapidamente desmentidas quando a população começou a falar. Tinham morrido 34 pessoas numa estrada seis horas depois do início do fogo. O SIRESP não funcionou.

Olhando para aqueles carros calcinados percebe-se bem a desorientação que os fez embater uns nos outros e ficarem prisioneiros no inferno.

Mas a mais terrível acusação é o PCP dizer que aquelas mortes podiam ter sido evitadas se os governantes tivessem olhado para as suas propostas.

Quem pode confiar no que nos dizem ? A última vez que nos vendiam o paraíso, corríamos nós para a bancarrota.

 

É o momento de largar os sindicatos

Isto está a ficar mau para o PCP. As sondagens mostram o PS perto da maioria absoluta. Não pode ser, larguem os sindicatos .

Então porque é que durante um ano não se ouviu falar dos sindicatos? Porque o PCP e o BE "foram para o governo".

Larguem os sindicatos, então. Agora que se está a começar a negociar o Orçamento do Estado para o próximo ano e que os candidatos autárquicos estão na estrada, façam barulho. Façam muito barulho, mas não façam estragos. E reivindicamos o quê? Não interessa. Não faltam motivos para reivindicar. Reforma dos professores aos 36 anos de serviço? Siga. Repor o subsídio de exclusividade dos juízes nos 600 euros? É pouco. Peçam 1000. As greves são para marcar nos dias que provocarem mais impacto. Em dia de exames? E os alunos? O governo que mude a data dos exames.

É este o problema das encenações políticas. Não podem ser levadas muito a sério. E é isto que faz que os sindicatos tenham cada vez mais dificuldades em arregimentar trabalhadores. Porque fazem política em nome desses trabalhadores sem estar necessariamente a defender-lhes os interesses.

As máscaras caíram

As mascaras caíram ao PCP e ao BE. Não, Macron e Le Pen não são a mesma coisa.

"Nem o espírito anti-fascista que comunistas e bloquistas reivindicam com tanto fervor foi suficiente para ajudá-los a não confundir o inconfundível. As máscaras caíram. E o álibi de Macron ter sido banqueiro e representar a alta-finança é demasiado cómodo, frágil e sobretudo hipócrita quando se está perante uma escolha política tão radical. De facto, a verdadeira questão que o velho PCP (historicamente refém da sua submissão ao comunismo soviético, ao ponto de a transferir para Putin, apoiante convicto, aliás como Trump, de Le Pen) ou o mais juvenil mas igualmente sectário Bloco não conseguem disfarçar é o seu anti-europeísmo primário, tão grosseiro e vesgo que não se importam de fazer dele contrabando com o seu tão incensado anti-fascismo.

Essa Europa melhor, mais integrada e solidária a que aspiramos, para além de qualquer miragem isolacionista e suicidária, é incompatível com o fanatismo anti-europeísta de comunistas e bloquistas. E será por aí que, quer se queira, quer não, chegará o momento da verdade entre um PS europeísta e os seus aliados de circunstância, prometidos aliás a um ocaso como aquele a que as presidenciais francesas conduziram uma esquerda e uma direita decrépitas. Não, Le Pen e Macron não são, de todo, a mesma coisa.