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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PSD de bem com o governo e de mal com a esquerda ou ao contrário ?

O PSD vai deixar o problema da progressão das carreiras dos professores nas mãos do governo . E faz bem . O governo que se "desmerde" já que desta vez não tem como fugir .

De bem com o PS e de mal com o PCP e o BE  ou ao contrário ? Se quiser colocar o governo em dificuldades é colocar-se ao lado da extrema esquerda que está a guilhotinar o orçamento. PCP e BE sabem muito bem que não há folga orçamental . Se não há pão deem-lhes croissans, dizia a Austríaca em Versailhes quando o povo já se amotinava.

Claro que os dois partidos anti-Europa basicamente o que querem é testar até onde vai o governo no cumprimento das metas do Tratado Orçamental. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos porque ambos os partidos estão grávidos de saber que António Costa e Mário Centeno não afrontarão a União Europeia e a Zona Euro.

Vamos pois ter um 2018 e um 2019 com uma luta doméstica ( agressão?) . Penoso mas estão todos atados de pés e mãos. O primeiro que ceder, abrindo uma crise governamental desaparece do mapa eleitoral .

Prejudicial porque se até agora não tomaram decisão nenhuma relevante e estrutural a partir de agora o governo "vai ser uma espécie de mortos-vivos".

Até que eleições antecipadas ou não nos desperte do pesadelo.

Um orçamento manipulador

Este orçamento não contempla verbas nem para as florestas nem para os professores as duas frentes quentes da política nacional.

Para a floresta está em curso, segundo o ministro Capoulas, a maior reforma desde D. Dinis . Para os professores a esperança mora no Parlamento já que a enorme manifestação não comoveu ninguém.

Mas não há dinheiro apesar do país estar melhor e do maior crescimento da economia como não se cansa de afirmar António Costa .

Ferreira Leite disse que muito provavelmente o Governo terá feito promessas que não podia cumprir e que os próprios sindicatos “sabem que é uma reivindicação inviável” dado o “impacto brutal” que teria no Orçamento.

A comentadora frisou que os próprios partidos que apoiam essa reivindicação aprovaram o orçamento, que não contempla verbas para a satisfazer, e acusou essas forças políticas de estarem a “tentar capitalizar esse problema”. “Acho isto tudo um exercício de uma enorme hipocrisia política”, afirmou.

Palavra dada palavra errada.

Passos Coelho ganhou as eleições e sempre teve razão

Passos Coelho escolheu dizer a verdade. Faltavam (faltam ) 600 milhões na Segurança Social, faria as devoluções e desagravaria o enorme aumento de impostos conforme as possibilidades orçamentais.

António Costa perdeu as eleições e prometeu devolver tudo a todos para conseguir o apoio dos partidos anti-Europa . Uma mentira que, como todas as mentiras, tem perna curta e, ao fim de apenas dois anos ( meio mandato) Costa anda a tentar conter PCP e BE com o argumento de que afinal não tem dinheiro . Tem que ser de forma escalonada no tempo , aos poucochinhos, como dizia e diz Passos Coelho

É de tal forma humilhante que o sindicalista Mário Nogueira veio hoje anunciar que vai pedir ao PSD e ao CDS para, no Parlamento, votarem favoravelmente a proposta de descongelamento das carreiras dos professores e assim derrotarem o PS e consequentemente o governo.

António Costa agachou-se com medo e vai escolher a menos má das soluções. Porque são todas más como o próprio já intuiu e deixa transparecer no seu desespero televisivo. Vai deixar que seja o PSD  a lembrar-lhe que o problema é o tal diabo que sempre veio ? O crescimento da economia não chega, é poucochinho, já estamos a divergir da média da Zona Euro e da União Europeia . O país está ficar mais pobre enquanto o governo tira à sociedade civil para dar aos seus eleitores, o Estado. E, na verdade, tal como dizia Passos Coelho, o orçamento só pobre cobrir as devoluções e melhorar a vida de vida dos portugueses com mais e melhor economia, melhor emprego, melhores serviços públicos e as contas nacionais controladas.

E agora António Costa ? A humilhação de ser salvo pelo inimigo de estimação ou a humilhação de morrer às mãos dos comunistas anti-Europa ?

Saíste-me cá um estadista, pá, para mal dos nossos pecados...

 

 

Os mil milhões de euros que faltam na saúde

Uma despesa pública que vai figurar para sempre nos futuros orçamentos. Quando descerem as receitas em IRS, IVA e IRC e nos impostos indirectos, e isso é inevitável, vamos ter que cortar na despesa dos mais fracos. Como já está a acontecer na Saúde.

Este aumento de despesa com alguns grupos de funcionários públicos devia ser aplicada na redução da dívida ao mesmo tempo que se colocaria o défice em zero e se reduziam os juros . Conjugados estes três factores tornariam o orçamento um orçamento de relançamento da economia.

Mas não, a prioridade é a má despesa à custa do Serviço Nacional de Saúde . Depois disto os partidos que suportam este orçamento não podem continuar a afirmar-se como os grandes defensores do SNS. Basta de hipocrisia.

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O governo e os seus apoiantes não querem ver ( ou não podem ver ?)

O artigo de hoje: A Comissão Europeia disse ontem que não acredita que o défice orçamental português baixe para 1% do PIB em 2018. Fala em 1,4%. Mais: a Comissão avança que Portugal está a criar despesa rígida, estrutural, que é coberta com receita conjuntural. Quando se analisa ao detalhe o documento de ontem percebe-se que a Comissão está ainda mais pessimista do que no documento divulgado há uma semana... onde já chamava a atenção do governo para os problemas do OE 2018. Bruxelas diz que o saldo estrutural não se vai alterar em 2018, violando a regra que obriga a uma redução de 0,5 pontos do PIB. Quanto é que isto vale em valores absolutos? Mil milhões de euros. Mil milhões de divergência entre as contas de Lisboa e de Bruxelas...
As dúvidas sobre a execução orçamental não são exclusivas da Comissão Europeia. A UTAO já se pronunciou no mesmo sentido e o Conselho de Finanças Públicas também. Ontem, no Parlamento, Teodora Cardoso lembrou a fragilidade da consolidação orçamental e os riscos da dívida muito elevada. A seu lado, o outro membro do board do CFP, Paul De Grawe (que foi sempre um crítico do programa da troika), foi no mesmo sentido: "Como instituição (CFP) não podemos deixar de lembrar que há um problema de sustentabilidade da dívida a que se tem de prestar atenção". Só o governo e os seus apoiantes é que não vêem...

A austeridade que atinge a PSP é má de mais

É mau de mais para ser verdade o que o orçamento dedica à PSP. A gente sabe que a actual austeridade é boa mas, esta, nem nos tempos da troika. Confuso ? Só se andar distraído .

"Lembro-me que em 2011, quando veio a crise, nos pediram para fazer mais com menos. Agora é querer que façamos mais com nada. Dizem que a crise acabou, mas alguém se esqueceu de avisar a PSP. Nem nos piores anos da Troika a PSP esteve tão mal."

Mais de metade das viaturas estão inoperacionais e o efectivo reduziu-se em 1 000 agentes mas o orçamento não contempla verba para reposição e manutenção .

"Não prevejo nada de bom. As pessoas não têm noção do drama que vivemos todos os dias, com falta de pessoal, de meios. Mais de metade da frota automóvel está inoperacional e o policiamento de proximidade faz-se com viaturas emprestadas pelas autarquias."

Mas PCP, BE e PS não desarmam nas exigências a favor das suas clientelas eleitorais.

Conselho de Finanças Públicas : a ilusão orçamental

Entre tantos ceguinhos o CFP tem um olho e por isso é rei. Anda a avisar e já foi objecto de tentativa de silenciamento . Infelizmente a realidade dá-lhe razão.

Quando os juros voltam aos níveis de 2015 e a economia corre para 2008 e o primeiro ministro lhes chama as " maiores vitórias do século" não se aceitam vozes incómodas nem realidades trágicas.

Na leitura do Conselho das Finanças Públicas, Mário Centeno limita-se a fazer o mínimo para tentar passar o teste de Bruxelas, procurando uma situação de ilusão orçamental, em que um ajustamento numérico não respeita as regras europeias de consolidação estrutural, que são essenciais para se possam atingir objectivos sustentáveis de crescimento, redução de desigualdade e melhoria dos serviços públicos.

A consolidação estrutural no biénio 2017/18 é de 03% quando o que Bruxelas espera é de 06% . Nos dois anos ficamos pela metade o que se traduz numa fragilidade que o mais pequeno abalo externo derrubará.

Mas dizem que está melhor apesar das tragédias, da degradação dos serviços públicos e do aumento insustentável da despesa rígida pública .

É o que se chama " ensaio da cegueira" agora com outro autor.

Se fosse consciente, fugia

O Orçamento de Estado foi aprovado pelo PCP e BE mas sem aplausos. E os incêndios dão-lhes razão. Em 2017 antes do verão um secretário de estado avisou : se fosse consciente, fugia . Governo e apoios sabiam que 2016 já tinha sido o pior ano de fogos e 2017 tinha tudo para ser ainda pior. Mas no Orçamento não havia dinheiro como não há no orçamento hoje aprovado .

"O Governo sabia que 2017 teria tudo para ser pior do que 2016. De outra forma, como se explica que um secretário de Estado tenha afirmado em Maio que se “fosse consciente, fugia”? Recordo que para este ano foi projectada uma redução do défice de 1522 milhões de euros no OE 2017. Ao mesmo tempo, foi orçamentado apenas mais 2,5 milhões de euros para a “Protecção Civil e Luta Contra Incêndios” da Segurança Interna face ao valor inscrito no OE 2016; ainda assim a dotação total é inferior em 18 milhões face à de 2015 (OE 2015). Não se poderia ter dado uma maior importância a esta rubrica dado o diagnóstico? Se tal tivesse ocorrido teriam os decisores políticos alegado “custos incomportáveis” em matéria de contratação de vigilantes da natureza? Aparentemente, a este facto acrescem erros de “casting”. É o caso das trocas de metade do comando da protecção civil, o que segundo analistas pode ter conduzido a descoordenação."

O OE é "mau" e a economia abranda no 3º trimestre

O orçamento está preso por quatro arames .

"Com uma política orçamental conservadora e prudente, Portugal teria já em 2017 atingido um equilíbrio orçamental nominal", critica o economista, que classifica este orçamento de "mau", apesar da cautela nas previsões macroeconómicas e em poucas mudanças na área fiscal, onde esperemos que seja abandonada a ideia de aumentar a taxa de IRC", que caso seja efectivado como pretende o PCP, colocaria a taxa máxima de imposto aplicado às empresas em 31,5%, "o valor mais alto dos países da União Europeia".

Segundo João Miranda Sarmento, a economia portuguesa está presa por "quatro grandes arames": uma política monetária expansionista do BCE [Banco Central Europeu], um crescimento moderado das economias europeias, o baixo preço do petróleo e um efeito de crescimento do turismo, pois embora outros sectores estejam também a crescer, o turismo sustenta parte considerável do crescimento.

Estes são "factores conjunturais que geram crescimento cíclico, que gera receita cíclica (ou menos despesa de juros no caso do BCE, que vai mantendo as taxas de juro historicamente baixas), que financia despesa estrutural".

Isto é a despesa veio para ficar mas a receita pode ficar ou não. E como nestas coisas o diabo pode não se ver mas anda sempre por aí...

 

 

Obrigar o PCP a votar o orçamento

O PSD pela voz de Passos Coelho anunciou que vai votar contra o orçamento de 2018. E tem muitas razões para tal que aliás acompanham a declaração.

Mas o PSD devia abster-se para obrigar o PCP e o BE a votarem favoravelmente o documento . Há muita exigência que não cabe no orçamento, já falam em não cumprir o défice para arranjar dinheiro para reconstruir o interior .

“Tem sido comum ouvir algumas notas do PCP dando conta que agora votam a favor na generalidade, mas ameaçando que pode não ser assim no final se a negociação orçamental com o Governo não for aprovada no parlamento”, salientou.

Passos Coelho aconselhou os parceiros da maioria (BE, PCP e PEV) a discutirem “muito bem entre si” as alterações ao Orçamento, dizendo que não é por o partido estar a preparar diretas e congressos que “poderão pôr o PSD na posição embaraçosa de suportar um orçamento”.

Este orçamento está orientado para o curto prazo - manter unida a Frente de Esquerda até às próximas eleições legislativas - mas deixa mais uma vez fora da centralidade orçamental as empresas e os agentes económicos, sem os quais mais tarde ou mais cedo a economia fenece e o país volta ao caminho das pedras já mais de uma vez percorrido.

Já só não vê quem não quer ver as cativações, a desorçamentação do SNS, o interior onde morrem pessoas por falta de meios e de reformas, a dívida que não desce ( vão ao mercado fazem-na crescer e depois com esses empréstimos angariados, fazem-na descer para o nível anterior.)

Salva-nos o Banco Central Europeu mantendo os juros baixos e comprando-nos  dívida .