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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Mário presidente do Eurogrupo vai-nos proteger de Centeno ministro

Jerónimo de Sousa já viu tudo. Não será Centeno que vai mudar as políticas europeias, serão as políticas europeias que vão ter a garantia que Centeno as aplica em Portugal. Um seguro, pois, contra a geringonça.

Bem podem o PCP e o BE apontar o dedo a Bruxelas que estarão a apontar o dedo ao ministro das finanças do governo que apoiam. E Centeno, presidente do Eurogrupo, não tem outro cenário que não seja implementar o que for decidido em Bruxelas.

Pode, naturalmente, participar na construção das decisões, sendo um entre pares, mas não mais do que isso.

Centeno ganha reputação pessoal e profissional e Portugal ganha estabilidade mas, a geringonça, não ganha nada a não ser mais uma fonte de atritos.

O Presidente da República não está satisfeito com este governo, nem com este ministro, nem com esta nomeação. Foi por isso que, antes de qualquer elogio, lembrou a Costa que Centeno é, primeiro, ministro das Finanças de Portugal. Marcelo sabe que a presidência no Eurogrupo é em acumulação de funções, poderá ser um cargo em full-time apenas no próximo mandato se houver uma reforma do euro. Marcelo esta, agora, sobretudo preocupado com a estabilidade política, mas também deveria estar preocupado com a sustentabilidade das finanças e da economia. Se estiver a ouvir os empresários e gestores certos, certamente estará.

O cancro financeiro público e privado

Centeno goza de uma paz e popularidade nunca vistas num ministro das finanças. Com o silêncio dos sindicatos e da extrema esquerda . Quantas grandoladas já teriam percorrido o país se fosse um governo de direita ?

Porque os meios utilizados para atingir o sucesso devem mais a expedientes oportunistas do que a rigor técnico. Cortes selváticos no investimento e despesas de operação, receitas extraordinárias e impostos originais não constituem receita válida e consistente para gerir um país. Corta-se onde se pode, não onde se deve. Assim, em cada mês renasce a interrogação do que se conseguirá.

A dívida pública continua a subir, e até acelerou face ao período anterior. Não existem medidas estruturais ou sequer estratégia orçamental sólida e segura. Centeno, decerto forçado pelas restrições políticas, limita-se a sacrificar tudo ao objectivo imperativo da meta do défice em percentagem do PIB. Entretanto, o cancro financeiro, público e privado, agrava-se em surdina, sob a aparência de sucesso de um governo alheio à sua função de criar uma situação sólida e sustentável de apoio ao progresso económico e social. Centeno é ministro de um número só, mas a exigência europeia, se pode ser instrumento, nunca é objectivo final.

Apelo a Portugal para evitar novo resgate

ministro das Finanças da Alemanha apela a Portugal para tomar as medidas estruturais necessárias para evitar novo resgate. Ao contrário, Centeno congratula-se com as boas notícias. Quem tem razão ?

Tirando a fotografia da situação, Centeno pode adoçar a situação com alguns resultados ( défice mais baixo, emprego mais alto, exportações a crescer ) mas se projectarmos o futuro as coisas não são boas. Dívida cada vez mais alta, taxa de juro elevadíssima (em conjunto isto é insustentável face ao nível de crescimento da economia) e medidas estruturais que tardam em ser implementadas por oposição do PCP e BE. 

É preciso dizê-lo. Portugal corre o risco de cair para a segunda divisão agora que tanto se fala na Europa a duas velocidades. E se António Costa não conseguir maioria absoluta e precisar do actual apoio parlamentar ( que quer sair da UE e da Zona Euro) muito provavelmente, Portugal terá que sair provisoriamente do Euro para poder empobrecer rapidamente . Depois das medidas estruturais tomadas o país poderá então voltar a integrar-se na Zona Euro. 

São estas as diferenças entre Schaube e Centeno, estão ambos a ter razão mas sobre realidades diferentes.

Não nos deixemos enganar, caminhamos no fio da navalha .

 

Marcelo fragiliza ainda mais o ministro

Há frases assassinas . Esta do Presidente da República é uma delas. O ministro Centeno não cai por " estrito interesse nacional " . Isto é, é culpado e merece cair mas o interesse nacional sairia prejudicado . O que também é verdade . Mas em nenhum ponto da sua nota o Presidente da República defende as explicações do Ministro .

E agora siga a banda que não há tempo a perder . Portugal é o país intervencionado que menos cresce na economia, que tem os juros mais altos ( agora a taxa de 4% já é historicamente razoável quando a BDRS diz que é o limite ) e a dívida continua a crescer.

É o que se chama "favorecer o infractor". Se a situação estivesse boa Centeno ia à vida .

A marosca na CAIXA

Veto de gaveta feito pelo primeiro ministro mete António Costa ao barulho no caso CAIXA . O Primeiro Ministro sabia e o Ministro das Finanças também que estavam a preparar um fato feito à medida de António Domingues . Transformar um banco público num banco com gestão privada . E vencimentos correspondentes . E deveres aplicáveis que deixavam de o ser. Tudo às escondidas.

" Então a pergunta sacramental é esta: o que é que correu mal? O que correu mal foi toda esta "marosca" ter vindo a público, ter sido descoberta e revelada.

Tudo isto foi feito à socapa. Às escondidas. Para que ninguém soubesse de nada. O Ministro sabia que se viesse a público era um terramoto.

E até revelo hoje um facto novo que passou despercebido a toda a gente e que comprova toda esta vontade de esconder a "marosca". Este Decreto-Lei foi aprovado a 8 de Junho de 2016. Promulgado 13 dias depois, a 21 de Junho. Até aqui tudo normal. Mas só foi publicado em Diário da República no dia 28 de Julho. Mais de um mês depois. Quando o habitual é a publicação ocorrer 2, 3, 4, 5 dias após a promulgação.

O que significa o quê? O Governo atrasou deliberadamente a publicação e fez o "veto da gaveta" durante mais de um mês. Manipulou a data da publicação. Para quê? Para ser publicado em DR quando os deputados estavam a entrar de férias. Deste modo não se aperceberiam do DL e não podiam pedir a sua análise no Parlamento.

Tudo isto prova: acordo, reserva mental, falta de transparência e fuga ao escrutínio democrático. "

O problema é que quando estas coisas são feitas pelo PS ( e agora sabemos que PC e BE não se indignam ) logo há uma tentativa concertada para que tudo morra na praia. Até o Presidente da República fez de conta que não viu .

 

A remodelação feita esta 2º feira preparou a saída de Centeno ?

Além do afastamento de Centeno, Rangel exige que esta seja acompanhada da “inibição de Mourinho Félix fazer parte da equipa do próximo ministro das Finanças”. Isto porque acredita que a “remodelação feita esta segunda-feira pelo Governo já tinha um objetivo escondido. O Governo sabia que Centeno podia ter que abandonar o cargo e pôs Mourinho Félix a número dois, para que o substituísse. Foi uma manobra. Uma cortina de fumo para preparar a saída de Centeno.”

O deputado europeu admite que esta demissão, a acontecer, seria “má para o país, mas é pior para o país ser visto como um estado que tem uma equipa ministerial capaz desta promiscuidade. É a credibilidade junto das instituições europeias que está em causa”. Rangel atira ainda aos parceiros de Governo do PS, dizendo que o PCP e o BE “que eram no passado tão moralistas, agora são o detergente que lava mais branco.

Paulo Rangel não vê outro caminho senão o afastamento de Centeno, depois de se saber que “o Governo, através do ministro das Finanças e do Secretário de Estado Mourinho Félix andaram a fazer uma lei especial com escritórios privados.” O eurodeputado acrescenta ainda que esta “já não é a primeira vez, depois de levarem um administrador privado a negociar com a Comissão Europeia e o BCE a recapitalização do banco público. Isto demonstra a promiscuidade desta equipa das Finanças.”

Antes que seja tarde

Aí está, ao fim de apenas um ano, o resultado das políticas do governo. Um governo a desmoronar-se com importantes ministros na porta da saída.

Para Março de 2017 o BCE prepara-se para acabar com a política de compra de dívida pública o que fará que os juros da dívida portuguesa saltem para perto dos 5%. Insuportável com uma dívida que não para de crescer.

Uma coisa é certa. Sem os investidores que PCP e BE tanto odeiam não haverá crescimento da economia para criar riqueza e postos de trabalho.

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Há tanta maneira de dizer que o défice melhorou

O ministério das Finanças diz que o défice melhorou 543 milhões em relação ao mesmo mês do ano passado. Não diz é que isto é quase metade do que tinha melhorado o mês passado.( 971 milhões)

Os dados de execução orçamental serão publicados ainda hoje pela Direcção-Geral do Orçamento. São valores importantes para avaliar se as contas estão controladas e em linha com o Orçamento do Estado. Contudo, importa sublinhar que os dados estão expressos em contabilidade pública, o que dificulta essa análise. O défice que interessa para Bruxelas é em contabilidade nacional e é publicado trimestralmente pelo Instituto Nacional de Estatística (INE).

Não é mais que uma azelhice política

Marques Mendes e Campos e Cunha, embora criticando a ministra das finanças nem de perto nem de longe alinham pelo tremendismo da demissão.

Quanto à polémica dos swaps, Campos e Cunha é da opinião que deve ter-se em conta que "foram contratados fundamentalmente durante o Governo anterior e são esses gestores das empresas públicas e alguns responsáveis políticos os primeiros responsáveis". Mas, alerta, que esses instrumentos financeiros "em si mesmo, não são necessariamente maus pois os swaps são necessários e importantes para a gestão das finanças empresariais".

Campos e Cunha como se sabe foi o ministro das finanças de Sócrates que abandonou a nave dos loucos três meses depois de tomar posse. Adivinhou os resultados da política financeira para onde o empurravam.

E quando o ministro das finanças pediu a demissão ao fim de três meses?

Foi o Prof. Luis Campos e Cunha no governo de Sócrates. Alertado para a política económica e financeira que o primeiro ministro queria implementar, preferiu sair a alimentar uma política que, como se viu rapidamente, levou o país à bancarrota. Nessa altura a demissão não teve o mesmo eco porque o país caminhava para o desastre mas era possível ainda esconde-lo. Agora sabemos no mesmo dia quanto as nossas empresas perdem na bolsa e quanto as taxas de juro da dívida aumentam. E a inquietação é maior.

No essencial a questão é a mesma só que agora contamos os tostões. Mas é bom que não se esqueça para não alimentar a demagogia!