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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que faz falta é avisar a malta

Desde a crise financeira, seis economias europeias conseguiram regressar à notação de investimento deixando para trás a notação de "lixo". E o que foi preciso para que as agências financeiras deixassem de "chantagear" esses países ? Um crescimento robusto e sustentável do PIB e uma descida gradual mas consistente da dívida pública. Duas coisas que Portugal não consegue fazer e que pelo menos nos dois próximos anos não fará se continuar no actual registo. O foguetório é isso mesmo. Foguetório.

E para mal do nossos pecados ainda temos a situação da Banca especialmente a situação da CGD e a venda do Novo Banco que ainda não sabemos como vão ser tratadas . Vai ao défice ? Vai à dívida ? Num caso e noutro é um piparote de todo o tamanho .

Como por outro lado a variação para cima das taxas de juro é certa com a retirada da compra de dívida do BCE, estamos como em Pedrógão Grande ( Deus nos valha) . Basta uma fagulha.

Por isso o melhor mesmo é proibir o foguetório e os balões de S. João e seguir os avisos de quem é prudente. É que ser prudente é ser amigo e as instituições já andam a prever que o crescimento do PIB ao nível deste ano é fogo de pouca dura. Para 2018 e 2019 já se espera um abrandamento.

Sem as reformas que o apoio da extrema esquerda não deixa fazer, o crescimento do PIB e a descida da dívida são como o SIRESP. Não comunicam .

 

Muitas vitórias mas continuamos no "lixo"

Desta vez foi a agência de notação financeira Moody's que decidiu manter a dívida portuguesa no lixo. Falam, falam, mas eu não os vejo fazer nada. Vitória atrás de vitória mas nada. Parece que vem aí a saída dos défices excessivos, anunciada hoje mesmo por António Costa para contrabalançar a manutenção do país no lixo.

Entre as restantes grandes agências, também a Fitch e a Standard & Poor’s colocam Portugal neste patamar e com perspectiva "estável". Apenas a canadiana DBRS tem a dívida soberana do país fora de "lixo", no último grau da categoria de investimento de qualidade – sendo que o "outlook" é "estável".

Ao ser a única agência que mantém Portugal acima de "lixo", a DBRS tem o poder de ligar ou desligar Portugal da máquina do Banco Central Europeu, uma vez que é a única actualmente que garante a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE.

As razões das agências de rating

O país não melhora na avaliação das agências de rating porque ao contrário do governo e seus seguidores não vê melhorias no que é realmente importante .

Para haver uma subida de "rating" ou um "outlook" positivo, o rácio de dívida tem de estar numa tendência de descida duradoura e sustentável. A nossa expectativa é que, com base nas políticas de que temos conhecimento e das estimativas que usamos, o rácio de dívida desça, mas de forma lenta. O factor crítico é que o rácio de dívida continua muito elevado e é por isso que somos conservadores.

Nós sublinhamos no relatório o que tem de acontecer para um "outlook" positivo ou uma melhoria do "rating". Tem de haver provas de uma sustentada redução do rácio de dívida. E isso tem de vir via crescimento e via saldo primário. Está com o mesmo equilíbrio em ambas as direcções, como da última vez, porque da última vez também tivemos o "outlook" estável. Mas, claro, a estrutura económica tem sido um pouco mais encorajadora nos meses mais recentes.

O que temos é poucochinho .

Um país ligado ao ventilador DBRS

Nem "coiso" nem sai de cima . O tão apregoado sucesso não é reconhecido por ninguém lá fora. A DBRS - a única agência que nos mantém acima do "lixo" - é o fio vital que nos mantém acima da linha que nos permite ir ao mercado e evitar novo resgate .

No relatório divulgado esta sexta-feira, 21 de Abril, a DBRS justifica a manutenção do "rating" da dívida de longo prazo de Portugal com vários factores positivos: ser membro da Zona Euro e aderir à estrutura de governança económica da União Europeia; possuir uma estrutura favorável da maturidade da dívida pública, bem como um pequeno excedente das contas correntes.

No entanto, deixa um alerta: "Portugal também se depara com desafios substanciais, incluindo os elevados níveis de endividamento no sector público e privado, o baixo potencial de crescimento, as pressões orçamentais e o elevado endividamento do sector corporativo".

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"Lixo " garantido até 2018 - juros continuam a subir

Bem podem alimentar narrativas que a realidade é o que é.

A maneira como as decisões das agências são tomadas é que, primeiro, há um outlook positivo e depois só na avaliação seguinte é que pode haver uma melhoria do rating. Não me parece que nesta ronda tenhamos uma melhoria do outlook. Já tivemos este ano informação da Moody’s e da Fitch sem subidas, e não me parece que a S&P o vá fazer”, disse em entrevista ao Público (acesso pago).

“Há três aspetos em que os relatórios das agências coincidem: o nível global de endividamento da economia como um todo é elevado, a dívida externa é das mais altas do mundo — eles já nem distinguem se a dívida é pública ou privada, olham muito mais de uma forma abrangente. O segundo fator é o crescimento e o terceiro o setor bancário, nomeadamente por causa do aspeto das responsabilidades contingentes”.

Os lamentos de Centeno não nos tiram do "lixo"

E os factos são factos de António Costa também não . A M&S manteve Portugal no lixo.

“Os mercados querem que Portugal encontre formas de crescer para lhe permitir pagar as suas obrigações. É essa a grande preocupação dos mercados. E querem que Portugal mantenha um grau de responsabilidade financeira que permita pagar a dívida".

Na altura, Centeno desvalorizava os relatórios feitos por bancos de investimento, como o Commerzbank, que viam com desconfiança a viragem da página da austeridade prometida pelo novo Governo.

Um ano depois dessa entrevista, em novembro de 2016, Mário Centeno aproveitou uma entrevista ao tablóide alemão Bild para deixar claro que uma das prioridades do Governo seria persuadir as agências de rating (as três grandes, Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch) a tirarem a notação de risco de Portugal de lixo. Seria algo essencial, porque permitiria que mais investidores pudessem financiar o Estado português. Vários analistas têm avisado que quando o Banco Central Europeu (BCE) deixar de comprar dívida portuguesa nos mercados, se o rating não tiver subido até lá, a falta de investidores poderá colocar Portugal numa “situação dramática”.

É nesta situação que estamos . Factos são factos e não há nenhuma narrativa pós verdade que mude a realidade.

A nova esperança do PCP e do BE

O povo Venezuelano procura no lixo os alimentos que faltam nos supermercados .É este o resultado da nova esperança que há quinze anos crescia na América do Sul e que fazia os nossos amigos do povo exultarem. E na Venezuela não há desculpas pois está plantada em cima de um mar de petróleo.

“É cada vez mais difícil a situação que se vive na Venezuela, com a economia em acelerado colapso e um número cada vez maior de pessoas mergulhadas na mais absoluta pobreza”, escreve a Fundação AIS, em comunicado.

A fundação de cunho pastoral que apoia projetos em países onde a Igreja Católica está em dificuldades estima de 82% da população viva hoje abaixo do limiar da pobreza, “sem recursos económicos suficientes para a própria sobrevivência”. Dada a falta de alternativas, são cada vez mais as pessoas que recorrem à Igreja, procurando comida e medicamentos, que escasseiam na Venezuela. Em algumas paróquias são distribuídas até 600 refeições por dia.

Segundo o relatório anual de 2016 da OVV, nos últimos meses, tem havido uma proliferação dos chamados “crimes por fome”. Os grupos de crime organizados têm também vindo a crescer em número e em sofisticação. O narcotráfico e violações de direitos humanos têm aumentado e, dada a falta de autoridade da polícia, nas ruas respira-se o sentimento de insegurança.

A Venezuela é o segundo país mais violento do mundo, apenas ultrapassado por El Salvador.

Como em todos os países socialistas/comunistas falta em alimentos o que sobra em ideologia . Como quer esta gente ser levada a sério se não têm um único exemplo de sucesso ? É para isto que o PCP e o BE querem voltar depois de saírem do Euro ?

Ao que chegamos

A manutenção de Portugal ao nível de "lixo" é uma boa notícia ? A ser uma boa notícia é porque estamos bem pior do que parece. Atualmente, "mantermo-nos estáveis já é visto como boas notícias e isso já vai sendo recorrente", o facto de se "achar que [quando] não acontece nada pior é uma boa notícia", o que "é pena". 

Segundo a vice-presidente do PSD, que falava aos jornalistas à margem de um jantar da JSD em Évora, "até há um ano atrás" Portugal estava "na perspetiva de subir novamente para o nível de investimento, numa outra agência, que não apenas a agência canadiana DBRS".

"Quando saímos do Governo, deixámos o país prestes a passar para um grau de investimento em pelo menos mais uma agência e, portanto, tudo aquilo que seja continuarmos no nível de não-investimento ou no nível de lixo é uma má notícia para o país", insistiu Maria Luís Albuquerque.

O silêncio na comuncação social sobre o assunto representa um profundo alívio. Vá lá, ainda não foi desta que descemos mais um degrau.

Espanha e Irlanda abandonam os "PIIGS" os restantes são "lixo"

Graças à economia que cresce bem acima da de Portugal e das dos restantes países periféricos, Espanha e Irlanda , abandonam e distanciam-se do grupo denominado de "PIIGS" . Agora já só temos "PIG" ( Portugal, Itália, Grécia ) . E o ambiente externo internacional é igual para todos.

“Faço uma separação muito rápida entre aquilo a que chamo boas periferias e más periferias”, explica o chefe de dívida em grau de investimento na BlueBay Asset Management LLP, Mark Dowding, à Bloomberg. “As boas periferias são os países que tiveram problemas no setor da banca e que os resolveram, que fizeram reformas e que voltaram a crescer. Isto aconteceu na Irlanda e em Espanha”.

As ‘yields‘ da dívida pública portuguesa não estão a ter o mesmo desempenho que a de Espanha ou da Irlanda, uma das razões que pode ditar o fim da configuração. O diferencial entre as taxas das obrigações espanholas e italianas tem aumentado e está em máximos de 2012.

A situação de Portugal é má e as razões são internas não há como esconder a verdade. Como ficou hoje mais uma vez avaliado continuamos no "lixo"

Estão a empurrar a CAIXA para o "lixo "

DBRS ameaça baixar a avaliação da Caixa para "lixo" se a brincadeira do governo continuar. Mas Costa diz que não há responsáveis. A seguir à Caixa vai o governo e o país.

"Apesar do grupo estar num processo de recapitalização que iria fortalecer o seu balanço, foram tidos em conta para este período de revisão os atrasos e o risco de execução nesse processo", refere a nota da DBRS. "Como resultado, a DBRS espera que o grupo esteja fracamente capitalizado por um maior período que o inicialmente previsto".

E, acrescenta, que tem dúvidas quanto à capacidade da Caixa ir ao mercado buscar os capitais privados de que necessita e quanto à capacidade do estado manter o apoio a médio e longo prazo.

O governo está, literalmente, a mexer no nosso bolso.