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BandaLarga

as autoestradas da informação

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"Lixo " garantido até 2018 - juros continuam a subir

Bem podem alimentar narrativas que a realidade é o que é.

A maneira como as decisões das agências são tomadas é que, primeiro, há um outlook positivo e depois só na avaliação seguinte é que pode haver uma melhoria do rating. Não me parece que nesta ronda tenhamos uma melhoria do outlook. Já tivemos este ano informação da Moody’s e da Fitch sem subidas, e não me parece que a S&P o vá fazer”, disse em entrevista ao Público (acesso pago).

“Há três aspetos em que os relatórios das agências coincidem: o nível global de endividamento da economia como um todo é elevado, a dívida externa é das mais altas do mundo — eles já nem distinguem se a dívida é pública ou privada, olham muito mais de uma forma abrangente. O segundo fator é o crescimento e o terceiro o setor bancário, nomeadamente por causa do aspeto das responsabilidades contingentes”.

Os lamentos de Centeno não nos tiram do "lixo"

E os factos são factos de António Costa também não . A M&S manteve Portugal no lixo.

“Os mercados querem que Portugal encontre formas de crescer para lhe permitir pagar as suas obrigações. É essa a grande preocupação dos mercados. E querem que Portugal mantenha um grau de responsabilidade financeira que permita pagar a dívida".

Na altura, Centeno desvalorizava os relatórios feitos por bancos de investimento, como o Commerzbank, que viam com desconfiança a viragem da página da austeridade prometida pelo novo Governo.

Um ano depois dessa entrevista, em novembro de 2016, Mário Centeno aproveitou uma entrevista ao tablóide alemão Bild para deixar claro que uma das prioridades do Governo seria persuadir as agências de rating (as três grandes, Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch) a tirarem a notação de risco de Portugal de lixo. Seria algo essencial, porque permitiria que mais investidores pudessem financiar o Estado português. Vários analistas têm avisado que quando o Banco Central Europeu (BCE) deixar de comprar dívida portuguesa nos mercados, se o rating não tiver subido até lá, a falta de investidores poderá colocar Portugal numa “situação dramática”.

É nesta situação que estamos . Factos são factos e não há nenhuma narrativa pós verdade que mude a realidade.

A nova esperança do PCP e do BE

O povo Venezuelano procura no lixo os alimentos que faltam nos supermercados .É este o resultado da nova esperança que há quinze anos crescia na América do Sul e que fazia os nossos amigos do povo exultarem. E na Venezuela não há desculpas pois está plantada em cima de um mar de petróleo.

“É cada vez mais difícil a situação que se vive na Venezuela, com a economia em acelerado colapso e um número cada vez maior de pessoas mergulhadas na mais absoluta pobreza”, escreve a Fundação AIS, em comunicado.

A fundação de cunho pastoral que apoia projetos em países onde a Igreja Católica está em dificuldades estima de 82% da população viva hoje abaixo do limiar da pobreza, “sem recursos económicos suficientes para a própria sobrevivência”. Dada a falta de alternativas, são cada vez mais as pessoas que recorrem à Igreja, procurando comida e medicamentos, que escasseiam na Venezuela. Em algumas paróquias são distribuídas até 600 refeições por dia.

Segundo o relatório anual de 2016 da OVV, nos últimos meses, tem havido uma proliferação dos chamados “crimes por fome”. Os grupos de crime organizados têm também vindo a crescer em número e em sofisticação. O narcotráfico e violações de direitos humanos têm aumentado e, dada a falta de autoridade da polícia, nas ruas respira-se o sentimento de insegurança.

A Venezuela é o segundo país mais violento do mundo, apenas ultrapassado por El Salvador.

Como em todos os países socialistas/comunistas falta em alimentos o que sobra em ideologia . Como quer esta gente ser levada a sério se não têm um único exemplo de sucesso ? É para isto que o PCP e o BE querem voltar depois de saírem do Euro ?

Ao que chegamos

A manutenção de Portugal ao nível de "lixo" é uma boa notícia ? A ser uma boa notícia é porque estamos bem pior do que parece. Atualmente, "mantermo-nos estáveis já é visto como boas notícias e isso já vai sendo recorrente", o facto de se "achar que [quando] não acontece nada pior é uma boa notícia", o que "é pena". 

Segundo a vice-presidente do PSD, que falava aos jornalistas à margem de um jantar da JSD em Évora, "até há um ano atrás" Portugal estava "na perspetiva de subir novamente para o nível de investimento, numa outra agência, que não apenas a agência canadiana DBRS".

"Quando saímos do Governo, deixámos o país prestes a passar para um grau de investimento em pelo menos mais uma agência e, portanto, tudo aquilo que seja continuarmos no nível de não-investimento ou no nível de lixo é uma má notícia para o país", insistiu Maria Luís Albuquerque.

O silêncio na comuncação social sobre o assunto representa um profundo alívio. Vá lá, ainda não foi desta que descemos mais um degrau.

Espanha e Irlanda abandonam os "PIIGS" os restantes são "lixo"

Graças à economia que cresce bem acima da de Portugal e das dos restantes países periféricos, Espanha e Irlanda , abandonam e distanciam-se do grupo denominado de "PIIGS" . Agora já só temos "PIG" ( Portugal, Itália, Grécia ) . E o ambiente externo internacional é igual para todos.

“Faço uma separação muito rápida entre aquilo a que chamo boas periferias e más periferias”, explica o chefe de dívida em grau de investimento na BlueBay Asset Management LLP, Mark Dowding, à Bloomberg. “As boas periferias são os países que tiveram problemas no setor da banca e que os resolveram, que fizeram reformas e que voltaram a crescer. Isto aconteceu na Irlanda e em Espanha”.

As ‘yields‘ da dívida pública portuguesa não estão a ter o mesmo desempenho que a de Espanha ou da Irlanda, uma das razões que pode ditar o fim da configuração. O diferencial entre as taxas das obrigações espanholas e italianas tem aumentado e está em máximos de 2012.

A situação de Portugal é má e as razões são internas não há como esconder a verdade. Como ficou hoje mais uma vez avaliado continuamos no "lixo"

Estão a empurrar a CAIXA para o "lixo "

DBRS ameaça baixar a avaliação da Caixa para "lixo" se a brincadeira do governo continuar. Mas Costa diz que não há responsáveis. A seguir à Caixa vai o governo e o país.

"Apesar do grupo estar num processo de recapitalização que iria fortalecer o seu balanço, foram tidos em conta para este período de revisão os atrasos e o risco de execução nesse processo", refere a nota da DBRS. "Como resultado, a DBRS espera que o grupo esteja fracamente capitalizado por um maior período que o inicialmente previsto".

E, acrescenta, que tem dúvidas quanto à capacidade da Caixa ir ao mercado buscar os capitais privados de que necessita e quanto à capacidade do estado manter o apoio a médio e longo prazo.

O governo está, literalmente, a mexer no nosso bolso.

Não creio que só nos reste rezar

Na próxima semana a agência DBRS vai rever a avaliação sobre Portugal. Não me parece que a revisão se faça em baixa pois isso teria consequências desastrosas no financiamento do país. A política faz-se de pesos e contrapesos e atirar o país para o "lixo" seria como a detonação de uma bomba.

O BCE andou a vender que queria colocar um ponto final na influência das agências de rating mas nada fez quanto a isso. Estamos nas mãos de uma só agência a única que nos mantém acima do lixo. Centeno já se deslocou ao Canadá para falar com os responsáveis da DBRS e, parece, que conseguiu algumas garantias. Com a apresentação do orçamento que acolhe as linhas vermelhas de Bruxelas estarão afastadas as previsões mais pessimistas.

No entanto, consideram que a meta para o défice de 1,6% "como muito ambiciosa, dados os ganhos optimistas para as medidas de poupança e a estimativa de crescimento de 1,5%". E, dadas estas estimativas e as actuais regras de elegibilidade do BCE, prevêem que "nos próximos trimestres regresse o ruído sobre o "rating" da DBRS". 

Continuamos a um passo do abismo mas não à distancia de um Padre Nosso.

Para se manter acima do lixo governo aumenta impostos indirectos

A DBRS, agencia de notação financeira que nos mantém no programa do BCE, sentiu necessidade de explicar que nas muitas conversas que manteve com o ministério das finanças, lhe foi garantido que em caso de aperto o governo aumenta os impostos indirectos. Exactamente o contrario do que nos vai dizendo cá dentro.

 Convém lembrar que os impostos indirectos já foram aumentados e se fizermos as contas, o que nos foi tirado já e mais do que o que nos foi devolvido.

A DBRS diz saber que “é difícil politicamente fazer reformas no mercado de trabalho. Mas se a rigidez não for reduzida, será muito difícil para Portugal aumentar o PIB potencial no futuro, o que é crucial, e para criar mais empregos, o que é muito importante para a estabilidade geral”.

Mais uma vez o emprego e o investimento são as preocupações justamente o que foi esquecido nas contas do governo

 

Portugal volta ao lixo

Se a consolidação orçamental abrandar. Se as reformas estruturais enfraquecerem. Se...

Tudo a reflectir o que se vai sabendo. A agência de rating S&P avisa que descerá o rating de Portugal o que se traduzirá por juros mais altos e maior dificuldade em obter empréstimos.

Temos todas as razões para temer a reversão do caminho positivo até agora seguido. As instituições internacionais e o próprio Banco de Portugal apontam para um crescimento da economia entre 1,5% e 1,7 em 2015 e 2017 . O governo para equilibrar as contas aponta para crescimentos de 2,4% em 2016 e uns milagrosos 3,4% em 2017. Tudo num país que não cresce há 15 anos.

Há tantos "ses" que até assusta . Esperemos que a ponderação regresse e que PCP e BE deixem de pressionar o PS para fazer o que não pode. Quem não tem dinheiro não tem vícios. Jerónimo não para de avisar que a politica deste governo vai ser a mesma da do anterior, no essencial. E tira a conclusão. Só fora do Euro. Só fora da União Europeia.

Contrariamente ao que nos querem fazer crer esta "posição comum" assusta os credores e muito. Veio na pior altura quando o país já apresentava sinais positivos. A factura que António Costa vai apresentar ao país será muito difícil de pagar.

Nunca desejei tanto estar enganado.

LIXO

As coisas são com são :  Primeiro, um pequeno perigo que pode deitar abaixo todo o edifício construído por uma “esquerda” que não consegue medir o efeito da sua inesperada ascensão ao governo. A agência de “rating” canadiana DBRS (a única das quatro grandes que não desceu a dívida portuguesa à categoria de “lixo”) avisou terça-feira que admite fazer descer um degrau à nossa papelada. Se isso vier a acontecer, não será permitido ao BCE comprar dívida portuguesa (de que em larga parte nós vivemos), nem aos bancos dar dívida portuguesa como colateral do dinheiro que andam por aí a pedir; e não tardará que uma nova troika desembarque em Lisboa.