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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Há comprimidos para a azia ?

Primeiro o governo manda fazer um estudo sobre a "candidatura do Instituto do Medicamento Europeu para instalar em Lisboa" . Sobraram as críticas, o Porto, bem, veio lembrar que não podíamos continuar a centralizar tudo na capital. Perante o erguer de voz portuense o governo rapidamente deu o dito por não dito e decidiu-se pela capital do norte.

Mas não é que agora se sabe que um inquérito feito aos 900 funcionários da agência, localizada em Londres, a maioria escolheu Lisboa ?

Com a falta de jeito a que já nos habituou, António Costa, "o hábil", acabou por cortar o pescoço ao melhor argumento que Portugal podia apresentar na candidatura. A vontade maioritária dos funcionários. Esta nem dá para acreditar.

Como o actual governo se limita a fazer render o peixe, cavalgando a onda positiva que se formou na austeridade e que agora se desenvolve no crescimento da economia na Zona Euro, sempre que tem uma decisão para tomar enreda-se na rede esburacada que lança ao mar. E espera que algum peixe venha à rede. Desta vez em vez de peixe apanhou uma barrigada de ridiculo.

 

 

O PS vai pagar esta vergonha

A recolocação do Agência Europeia para o Medicamento em Lisboa ainda vai fazer correr muita água debaixo da ponte. Coimbra, Porto, Braga e mesmo outras cidades não compreendem esta decisão sem que tenha havido uma prévia discussão. Uma vergonha chama-lhe o Prof Daniel Bessa. Uma precipitação chama-lhe Catarina Martins.

Os argumentos apresentados por António Costa são um hino à centralização e são uma boa razão para que Bruxelas rejeite a proposta.

"Com toda a consideração e todo o respeito, nós temos obrigação de assumir claramente que já basta", frisou.

O economista disse que, "tanto quanto parece, o simples facto de a quererem por em Lisboa foi um fator decisivo para que não tenha sido aceite".

"A União Europeia, muito bem, tem um princípio de descentralização, os outros países têm essas agências descentralizadas, Portugal já tinha duas em Lisboa, como é que agora vai por a terceira? Foi chumbada e muito bem, eu tiro o meu chapéu à Comissão Europeia" .

Rui Rio alinha pela mesma bitola . "

Não compreendo. O país é um todo, não é só a capital. Por essa lógica tem de ir tudo para Lisboa. Está tudo em Lisboa, tem de ficar tudo em Lisboa por uma questão de proximidade". E acrescentou. “Vai ter de se dar um murro na mesa e pôr termo a isto. Não é inteligente”.

Rui Rio acrescentou que o Porto até é das cidades que menos se pode queixar neste tipo de situações. “O resto do país não pode ficar satisfeito com isto”. O social-democrata lamentou ainda as contradições entre as palavras e os atos do Governo. “Não há coerência direta entre as palavras e os atos, que são os mais importantes Nas palavras o Governo está sempre a falar em descentralização e desconcentração, nos atos temos sempre situações destas”.

Não é justo nem democrático para as cidades do interior.

Argumentos viciados

Carlos Guimarães Pinto

2 h ·
 

António Costa disse hoje que a Agência Europeia do Medicamento não podia ser no Porto porque o regulador nacional (o Infarmed) estava em Lisboa e porque apenas Lisboa pode vir a ter uma "Escola Europeia".

Vamos por partes. A questão do Infarmed já ser em Lisboa é daqueles argumentos que alimentam o ciclo vicioso do centralismo. Quantos mais organismos na mesma cidade, mais se justifica a centralização acrescida. Mas será que ter o regulador nacional na mesma cidade é um requisito assim tão importante? Olhemos o que acontece nas outras cidades candidatas:
- Espanha candidata Barcelona. Regulador nacional do medicamento é em Madrid.
- Itália candidata Milão. Regulador nacional do medicamento é em Roma.
- Holanda candidata Amsterdão. Regulador nacional do medicamento é em Utrecht
- Suécia candidata Estocolmo. Regulador nacional do medicamento é em Uppsala

Sobre a absoluta necessidade de a Agência Europeia ficar na mesma cidade do regulador nacional, estamos conversados.

O segundo argumento de Costa é que só Lisboa poderá vir a ter uma Escola Europeia (ou seja, uma escola gerida conjuntamente pela UE e governo nacional). Este ainda é mais risível que o anterior. Em primeiro lugar porque a instalação de uma Escola Europeia em Portugal nem sequer é certa pelo que não poderá ser uma vantagem na candidatura. Em segundo lugar, fica por explicar porque é que "só Lisboa poderá vir a ter uma Escola Europeia". Em Itália, a escola Europeia é em Varese, a uns 600km da capital. Na Holanda é em Bergen. Em Espanha é em Alicante e no Reino Unido em Culham. Para além disso, das cidades candidatas à Agência Europeia do Medicamento, apenas Bruxelas tem uma escola Europeia. A esmagadora maioria das agências europeias não está em cidades com escolas europeias. Os filhos dos funcionários vão simplesmente para escolas internacionais.

E se mais dúvidas existissem sobre as vantagens de Lisboa é ver o relatório desenvolvido pela KPMG há 3 meses, analisando 16 cidades europeias tidas como candidatas à agência. Nessa análise, Lisboa ficava em 15º lugar. (retirado daqui http://www.greatercph.com/a-way-of-li…/…/location-comparison

Mais um exemplo de descentralização exemplar

Os argumentos para trazer o Instituto do Medicamento Europeu para Lisboa são uma "pescadinha de rabo na boca ". Traz-se o Instituto do Medicamento para Lisboa porque já cá estão o Instituto da Droga e o Infarmed e, estes, estão em Lisboa porque já cá estavam as melhores infraestruturas e acessibilidades. E assim por diante.

O Porto reage mal e com razão porque aceitando este raciocínio Lisboa será cada vez mais a cabeça de um deserto. E, na cidade invicta, há infraestruturas de investigação médica de grande reputação mundial com o I3S e o IPATIMUP onde se encontra a mais avançada investigação como é o caso do cancro da tiróide e do estômago. E há, hospitais que estão na primeira linha do que melhor se faz em várias áreas da medicina.

No entanto, por motivos de “conveniência da proximidade do Infarmed” e também por Lisboa já ter outra agência europeia, Costa acredita que, com as três sedes em Lisboa, seria possível criar uma Escola Europeia. E considera a questão fechada.

Rui Moreira tem-se mostrado contra a decisão de Portugal candidatar Lisboa para acolher a agência que, por causa do Brexit, terá de sair do Reino Unido e encontrar um novo país de acolhimento. E considera mesmo que candidatar novamente Lisboa, que já tem uma agência europeia, é uma fraqueza da candidatura portuguesa. O autarca deu vários exemplos na Europa. Espanha, por exemplo, discutiu o assunto desde julho de 2016, depois do Governo ter aberto a discussão nacional. Barcelona foi a cidade escolhida, num país que já acolhe cinco agências europeias — nenhuma em Madrid. E lembrou que a Escola Europeia, em Espanha, fica em Alicante.

 

Lisboa cheia de luz de gente bonita e de mistérios

Hoje fui à Baixa de Lisboa tratar de um assunto. Aproveitei para ir almoçar à Cervejaria Trindade, que depois de um fogo ainda antes do Terramoto de 1775 , de  uma reabilitação e de mais um fogo, foi comprada por um cidadão empreendedor que ali instalou a primeira cervejaria de Lisboa . Claro que nunca mais tornou a arder.

Cheia que nem um ovo por gente loira e barulhenta. Segui para as instalações dos conhecedores. Uma esplanada coberta de árvores meia escondida. E ali cantei a "La Bohémia" por duas vezes, bela cerveja a acompanhar o repasto a condizer. Andando que se faz tarde, desci o Chiado pejado de gente e aportei ao Rossio. Dali ao Tejo é a descer a Rua do Ouro e dar de caras com uma frente de rio das mais belas do mundo. Digo-vos eu que já fui a muito lado .

As nórdicas aproveitam a praia e a escadaria para apanhar sol . Sucedem-se  o Terreiro do Paço, a Praça Europa e a Praça do Cais do Sodré. Um conjunto sem igual.

Volvendo e já com tempo para apreciar o ambiente, vejo as inúmeras reabilitações de edifícios, as lojas cheias de gente endinheirada , os artistas de rua e as "mil e desvairadas gentes " de que falava Camões. E sentir o nó emocional que levava Cesário Verde a "sentir uma paradoxal vontade de morrer" .

E os mistérios de Lisboa a serem expostos por estes dias nas visitas ao subsolo para apreciar as galerias velhas de séculos. 

Contrariamente a uns senhores que estão sempre contra a vida, contra o progresso e a favor da paz dos cemitérios , voltei a casa prenhe de alegria. Cada qual come do que gosta é a convicção que há mais tempo me acompanha.

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Presidente do Hospital de Santa Maria -Antes ser acusado de incumprimento do que de homicídio

Lisboa está transformada num enorme estaleiro de obras que dá cabo dos nervos dos cidadãos. Nos dois últimos anos houve um aumento de 15 000 carros/mês nas ruas de Lisboa. Ora, só há uma arma para combater este pesadelo. A melhoria dos transportes públicos.

Ao invés o que se vê é o metro nem sequer ter dinheiro para comprar papel e as carruagens são cada vez menos ( estão paradas para fornecerem peças às que se movimentam) e o seu ritmo é cada vez mais espaçado. Os autocarros não cumprem horários. Os barcos no rio estão parados há tanto tempo que perderam as autorizações para navegar.

Se o governo fosse o anterior não faltariam greves e manifestações contra as retenções de verbas que prejudicam a qualidade dos serviços públicos desde a educação aos transportes passando pelo SNS ( prefiro ir a tribunal por não cumprir regulamentos do que ser acusado de homicídio- Presidente do Conselho de Administração do Hospital de Santa Maria)

É isto o controlo do défice e os aumentos/reposição das pensões e dos salários da função pública. Um falhanço em toda a linha na qualidade dos serviços públicos mas não se ouve uma voz dos seus habituais indignados defensores.

Histerismo saloio cerca Lisboa

Eu que ando cá por Lisboa há 52 anos e que já palmilhei a cidade dezenas de vezes ( o médico diz que os meus pés estão uma desgraça não posso andar tanto) não sei se morro de riso se de tristeza com o histerismo que grassa por algumas cabeças bem pensantes. Agora é o turismo.

Eu vejo em Lisboa gente jovem e não jovem linda, que aprecia o nosso sol, a nossa gastronomia e a nossa cidade. Vejo como nunca a recuperação dos imóveis na baixa e nos bairros mais castiços. Os restaurantes cheios, os transportes cheios. A nossa gente com trabalho e a fazer o que de melhor sabe fazer. Receber com cordialidade e simpatia.

A cidade ferve como já dizia Camões " de muitas e desvairadas gentes " . Ali no Rossio lembro-me sempre de Luís de Camões e de Cesário Verde, o seu amor por Lisboa cheia de gente de distintas origens. Lisboa foi sempre assim, aberta ao mundo a quem nos quer visitar.

Mas há gente que pisa tudo o que mexe. Metidas nas suas tamanquinhas vêem horrores onde só há vida. Olham para a felicidade dos comerciantes e dos empresários ( pequenos) e só vêem o lucro malvado. Casas recuperadas segundo as instruções da Câmara como atentado à autenticidade das velhas casas a cair de séculos.  

Debaixo da capa fracturante e prá-frentex há uma alma poeirenta e profundamente conservadora .   

 

 

A TAP cresceu 82% entre Lisboa e Porto

Comparando com o mesmo período do ano passado a "TAP Express" cresceu 82% em passageiros transportados. Está a concorrer com o comboio. Há partidas de hora a hora. O passageiro sabe que há sempre um avião disponível. Ainda há quem não perceba o que a gestão privada trás à companhia aérea ?

A taxa de ocupação média ronda os 65%, o que a TAP considera "bom para pouco mais de um mês de serviço". O objetivo da companhia é crescer sobretudo no chamado ponto a ponto, ou seja nos voos puros entre as duas cidades. Assim, com a ponte aérea, "o transporte de avião já concorre com outros modos de transporte tanto em preço como em duração total da viagem".

O preço oscila entre 39 Euros e 99 Euros e não há atrasos no embarque . O passageiro tem flexibilidade podendo viajar num ou outro avião segundo as suas conveniências .   

 

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Cheira a obras cheira a eleições

Quando alguns milhões de turistas invadem Lisboa, no verão, a câmara vira a cidade num estaleiro. As eleições autárquicas falam mais alto e 2017 está aí à porta. O Rossio e o Terreiro do Paço estiveram anos em obras, sempre no verão, escondendo fachadas de edifícios e fontanários.

Agora vamos ter o pandemónio no Saldanha uma das principais entradas da cidade. Mas parece que vamos ganhar setes lugares a mais de parqueamento. Nada mau.

Há uma série de artérias fechadas ao trânsito um pouco por toda a cidade .A ano e meio das eleições autárquicas, andar em Lisboa vai sendo cada vez mais difícil. Antes mesmo de começarem as obras de requalificação da Segunda Circular e do eixo Picoas/Campo Grande, duas das vias críticas para o trânsito na cidade, a câmara continua num frenesim de obras um pouco por todo o lado. Ontem, o município avançou mais umas tantas ruas que vão ter obras durante pelo menos três meses.

E o Saldanha vai ficar assim :

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Afinal a loura não era uma turista

Presidente do Turismo de Portugal diz que não há turistas a mais em Lisboa até há margem para crescer. Há meia dúzia de anos o problema era a desertificação do centro de Lisboa, lembra. Havia que atrair jovens para ocuparem as casas devolutas, puxar pelo comercio e hotelaria enfim, reabilitar os bairros populares. Agora percebemos que quem assim falava andava de tanga, sem clientes, o centro histórico dizia-lhes pouco. Chegaram os turistas com o seu poder de compra e os "queixinhas" com os bolsos meio cheios já acham que é demais. Querem lá saber dos jovens e da reabilitação urbana.

Tal como o PÚBLICO noticiou, há quem se sinta cada vez mais esmagado pelo fluxo de turistas na capital com todo o impacto que este movimento traz à cidade, do aumento do trânsito e do lixo, aos apartamentos de aluguer temporário que ocupam, agora, os bairros históricos.

"Não acho que seja possível dizer com cara séria que há turistas a mais. Isso é esquecer um passado não muito longínquo onde, nomeadamente, nos centros urbanos havia desertificação, decadência económica e das próprias estruturas edificadas. O turismo tem permitido fazer uma recuperação e uma regeneração importantes"

Afinal a loura que me acossava não era uma nórdica era uma velha.