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BandaLarga

as autoestradas da informação

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No investimento só a Grécia e a Letónia fazem pior

Sem investimento não há crescimento da economia que se veja nem criação de postos de trabalho. E fica-se para trás na investigação e na inovação . Sete anos abaixo da linha de água.

A implicação mais imediata foi a redução do stock total de capital do país de 2012 a 2016. Os trabalhadores portugueses trabalham hoje com menos capital, o que reduz a sua produtividade e torna mais difícil os aumentos salariais.

E apesar de as projecções actuais apontaram para um crescimento do Investimento em 2017 e 2018, o aumento ainda não chega para inverter a tendência. Na Zona Euro, só a Grécia e a Letónia fazem pior. As duas foram das economias mais afectadas pela crise económica de 2009 .

Um desastre que continua .

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A longa agonia do investimento

Em jeito de resposta a um comentário sobre o nível de investimento actual .       

O investimento pode estar a crescer, mas o ritmo não chega sequer para repor a desvalorização corrente do capital existente. E a situação pode manter-se assim (pelo menos) até 2018. Isto quer dizer que o actual nível de investimento não repõe as empresas que fecharam modernizando-as, não substitui os equipamentos que se tornaram obsoletos e muito menos cria novas empresas . Com o actual nível de investimento fica pelo caminho a inovação dos produtos, a criação de novos produtos e a competitividade.

Ao contrário do que a ignorância de alguns e o desejo bem intencionado de outros querem fazer crer, o emprego que se vai criando reflete a retoma da capacidade potencial já instalada . Isto é, estamos a chegar a 2011 com o nível de desemprego ainda em dois dígitos. E tudo isto se deve à falta de investimento.

Assim é fácil mas muito caro

Descer o défice como está a fazer o actual governo é fácil mas não é barato .

Uma banca com problemas que se arrastam, crescimento económico fraco e abaixo do previsto pelo governo, uma montanha de dívida acumulada e um défice que, apesar de ter ficado abaixo de 2,5%, não chega para impressionar a agência de rating, porque é sabido que efeitos extraordinários e uma quebra histórica no investimento público foram decisivos.

“Nós importamos-nos com o crescimento potencial a longo prazo e com a sustentabilidade da dívida. Ou seja, se as políticas que estão a ser aplicadas são apenas one offs (efeitos extraordinários) ou se são sustentáveis. É muito fácil cortar o défice de forma expressiva num ano, cortando no investimento, mas estando a criar-se problemas para o futuro. Vemos isso muito em algumas economias emergentes, por vezes”, ouviu o Observador da boca de Federico Barriga Salazar, o diretor da área de soberanos europeus da Fitch.

Sem investimento a economia não cresce

investimento em Portugal deu um trambolhão nunca visto , isto apesar de Costa ter dito que não há relançamento da economia sem investimento. Mas para conter o défice com reversões de salários e pensões que não pode pagar, Costa cortou estupidamente no investimento e com essa decisão decepou a economia.

"Essa ideia peregrina de que é possível relançar uma economia sem haver aumento significativo do investimento público é uma ideia absolutamente fracassada". As palavras são de António Costa, proferidas há exatamente dois anos, mas os atos do atual primeiro-ministro são o oposto."

Siga o link e veja o vídeo e perceba como o governo está a afundar o país e a limitar o crescimento da economia. E sem crescimento à volta dos 4% não pagamos a dívida nem haverá melhoria nos salários e pensões.

Há vida para além do défice . Leia também " Como se fabrica um défice "

A Catarina rabina

Ela, a Catarina , sabe que o défice de 2,3% só foi conseguido porque o governo cortou criminosamente no investimento. O que quer dizer que deixando de cortar no investimento o défice torna a subir. No meio disto tudo a economia não cresce.

Mas, para a Catarina , tirar o tapete ao governo é mais forte do que fazer umas contas simples. Além disso, não é questão que se coloque porque o orçamento já foi aprovado e o que se vai fazer no investimento está lá inscrito . É mesmo só para repetir o número da TSU. Entalar António Costa.

Defendendo que é preciso olhar para o que ensinou o último ano e tirar algumas lições, a coordenadora do BE recusou a ideia de que é impossível existir investimento porque Portugal continua a ter muitas dificuldades, tem uma dívida pública alta e precisa de controlar o défice.

E diz que foi possível aumentar salários e pensões mas não diz que foi à custa de mais impostos indirectos  e do aumento generalizado dos preços dos produtos mais elementares.

Jerónimo já o disse alto e em bom som, os cidadãos pouco ou nada ganharam com o suposto aumentos dos salários e pensões.

Afinal não havia outro caminho

Cativar verbas orçamentais que prejudicam gravemente a qualidade dos serviços públicos . Cortar no investimento público com prejuízo da economia . Afinal não havia outro caminho.

Do lado da despesa, além do “maior corte no investimento público de que há memória na história democrática”, Leitão Amaro alerta para o impacto das cativações no funcionamento dos serviços. Olhando para os mais de mil milhões de euros congelados, o vice-presidente da bancada do PSD diz que “não admira, que no final de 2016 e no início de 2017 se estejam a suceder notícias de degradação dos serviços na educação, saúde, inovação, investigação e transportes“.

Leitão Amaro lembra que “chegámos ao ponto de não haver sequer bilhetes no metro porque não havia dinheiro para os comprar, várias escolas que fecharam porque estavam sem trabalhadores suficientes para que pudessem funcionar no seu horário e assistimos ao aumento dos pagamentos em atraso.”

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A crónica falta de crescimento da economia

Tal como em 2011 é a crónica falta de crescimento da economia que arrasta o país para o abismo. O actual governo começou com um programa em que previa um crescimento de 2,4% e acabou com um corte cego nas despesas do Estado nas correntes e nas do investimento.

Catarina e Jerónimo estão furiosos porque são obrigados a engolir um sapo que é do tamanho de 33% na redução do investimento em relação a 2008 e reconhecer que não há mais vida para além do défice . Quem os ouviu e quem os ouve...

Para devolver rendimentos Centeno teve que cortar no investimento que é de facto o que faz crescer a economia. Vamos de mal a pior.

Um perdão fiscal, uns aviões vendidos e mais umas receitas manhosas ajudaram ( e de que maneira) a alcançar um défice que BE e PCP sempre combateram.

Afinal o caminho era mesmo aquele.

 

O condicionamento industrial de Salazar

As vozes que se fazem ouvir contra o turismo, o alojamento local e os "tuk tuk " são a cultura do condicionamento industrial de Salazar que perdura 40 após o 25 de Abril. Amordaçar, acorrentar a liberdade de iniciativa da sociedade civil que só os que têm muito dinheiro e poder conseguem contornar.

Ora, se há alguma certeza é que Portugal nunca sairá da sua apagada e vil tristeza enquanto perdurar este ódio feito bandeira "pública" aos empreendedores. Já não serve dizer que a culpa é do Euro ou dos mercados porque os outros países com os mesmos " constrangimentos e chantagens , no típico linguarejar do PCP e BE, crescem, criam postos de trabalho, e até absorvem a mão de obra portuguesa que aqui não encontra trabalho.

Por outro lado os patrões portugueses, na sua maioria, têm como objectivo enriquecer depressa deixando para segunda preocupação o investimento em novos equipamentos, na inovação e na formação dos seus trabalhadores.

O crescimento da economia é a chave para a resolução de todos os problemas macro-económicos nacionais. Portugal nunca foi capaz de produzir o suficiente para que o seu povo tivesse uma vida digna e é por isso, e não por ser um povo aventureiro, que procurou novos mundos e que continua a emigrar às centenas de milhar.

E, a verdade, é que mais uma vez a economia não cresce , a emigração continua, o SNS soçobra e a educação continua nas mãos de quem a cobriu, ano após ano, de um manto de mediocridade.

Bem pode a extrema esquerda lançar poeira para os olhos e não perder oportunidade de manifestar o seu ódio a quem cria riqueza e postos de trabalho . E o "Babush ", feito primeiro ministro, lá anda pela longínqua Índia a atrair investimento que não consegue captar aqui no ocidente. Como se as condições que Portugal oferece para atrair investimento e empresários fossem más para os ocidentais mas boas para os orientais.

A China anda por cá a comprar empresas públicas "rentistas " que não encontra em mais país nenhum. Ou acham mesmo que os chineses andam por cá por terem "os olhos em bico "?

PS :

Esta lei foi publicada em 1931 pelo decreto lei nº 19354, define que compete ao Ministro do Comércio e Comunicações depois de consultado o Conselho Superior Técnico das Industrias autorizar:

 

A instalação de novos estabelecimentos industriais e a reabertura no caso de paragens por tempo igual ou superior a dois anos.

                                  

A montagem ou substituição de tecnologia nas empresas de que resulte aumento de produção;

A transferência de licenças de exploração, arrendamento ou alienação de estabelecimentos a estrangeiros ou a empresas estrangeiras                              

              

            A lei do Condicionamento Industrial serviu para eliminar a concorrência interna das empresas já existentes em cada ramo , mas ao mesmo tempo , contribuiu para a estagnação tecnológica, a criação de monopólios e a fraca qualidade dos bens e serviços comercializados.

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É preciso voltar a Salazar para encontrar um investimento tão baixo

É preciso voltar a 1952, ao tempo de Salazar, para encontrar um investimento público tão baixo como o verificado em 2016. António Costa, diz que é preciso recuperar o investimento quando foi ele e o seu governo que o cortou . Um artista este primeiro ministro .

Em 65 anos nenhum governo "diabolizou" o investimento quanto o actual governo mas, Costa, faz de conta que não foi o seu governo . Costa pensa que se está dirigir a atrasados mentais .

Os números são elucidativos: em 2016 fecharemos o ano com um investimento público correspondente a apenas 1,8% do PIB. Menos do que em qualquer um dos anos da troika. 

É o futuro e o crescimento da economia que Costa está a trocar por mais despesa com as suas clientelas políticas .

 

 

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Regra de ouro

Cortar nas despesas de investimento para aumentar as despesas de pessoal é uma regra de lata que mata. A regra de ouro é ao contrário. Cortar na despesa corrente para aumentar a despesa de investimento. O governo opta pela regra de lata. E a consequência é que a economia não cresce, nem este ano nem nos mais próximos e , assim, vai-nos roubando o futuro.

OCDE insta governo português a poupar nas despesas correntes de modo a poder lançar mais investimentos público. Costa cá nos vai enganando fazendo crer que a situação conjunta tem futuro com PC e BE a exigirem mais despesa para os seus eleitorados.

É preciso fazer crescer o PIB para enfrentar os crescentes desafios do crescimento e das desigualdade.

Ora, a OCDE não acredita na recuperação do investimento em Portugal . É este fraco investimento público e privado que está a travar a reforma da economia nacional. O investimento privado está a ser bloqueado pela elevada incerteza e endividamento das empresas e a banca tem que limpar o crédito malparado.

Sem maior crescimento não se derrota a pobreza nem as desigualdades. O resto é  demagogia e populismo .