Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

A derrota dos anti UE e anti Zona Euro

"O nosso norte deve ser uma Europa mais unida e mais forte" , afirmou António Costa deixando subentendido que Lisboa apenas contempla como hipóteses futuras o terceiro (maior integração para quem quiser) e quinto (muito maior integração para todos) cenários. As palavras foram proferidas por Costa no encerramento da conferência "O Futuro da Europa em Debate", que decorreu esta sexta-feira, 14 de Julho, em Lisboa, e que foi promovida pela Comissão Europeia com o objectivo de iniciar uma discussão sobre os cinco cenários presentes no Livro Branco que a instituição liderada por Jean-Claude Juncker lançou para discussão pública.

Depois da ameaça colocada ao futuro da integração europeia pelo Brexit e pelo calendário eleitoral de 2017, o líder do PS considera que a recente celebração do 60.º aniversário do Tratado de Roma "foi um ponto de viragem".

A vitória é de quem sempre foi pró UE e pró Zona Euro e, ao invés, a derrota é de quem sempre foi e continua a ser anti UE e anti Zona Euro.

Não ponham a narrativa ao contrário. A UE e a ZE estão bem e recomendam-se têm soluções e caminham para mais integração e não para menos.

 

Sem alternativa à austeridade

austeridade continua sob a forma de cativações, maus serviços públicos e cortes no investimento . Com os partidos que apoiam o governo a divergir no essencial, a integração europeia, não podia ser de outra forma .

Depois de quatro anos de “austeridade”, Costa esperava ganhar as eleições, e o PCP e o BE ascender ao nível do Syriza. Mas não aconteceu nem uma coisa nem outra. O insucesso das esquerdas portuguesas juntou-as no que é uma simples tentativa de ocupação do Estado, para benefício das suas clientelas. Que mais poderiam fazer em conjunto? PS, PCP e BE reconhecem divergir sobre a “integração europeia”. Mas a “integração europeia” diz respeito ao tipo de regime político e ao modelo de sociedade. Ou seja, PS, PCP e BE estão separados em relação ao que é fundamental. Por isso, não estão em condições de se unir em grandes iniciativas.

E os "outlooks " das agências estão aí para o demonstrar .

A UE do pós-Brexit será a Europa da paz da união da liberdade e dos sonhos

Voltar aos principios poderosos que levaram à União Europeia. Merkel voltou a lembrar que a União Europeia nasceu de alguns dos "mais sombrios momentos da História europeia" e, perante "gigantescos desafios", deve trabalhar cada vez mais em conjunto, contribuindo para maiores níveis de crescimento económico, maior segurança nas suas fronteiras e maior criação de emprego para os jovens. 

Os países mais poderosos não devem tomar decisões pelos outros mas devem liderar, sem exarcebar nacionalismos. A segurança exige mais coesão entre todos. O crescimento da economia exige maior solidariedade e a Política exige maior integração.

Não, o Brexit não é o fim da UE é o que nos dizem Merkel, Holland e Renzi .

O multiculturalismo pode destruir os sistemas democráticos

Integrar os imigrantes que nos procuram : Numa sociedade integrada, tendencialmente toda a gente vive com toda a gente, não há bairros segregados nem guetos. As escolas são frequentadas por todos. O mesmo se aplica aos hospitais, aos tribunais e aos espaços públicos. Na Europa, os imigrantes têm o dever de respeitar o ethos cívico e democrático que caracteriza actualmente as sociedades deste continente. Estou convencido de que a integração é, para a liberdade individual e a democracia, mas também para o bem-estar dos imigrantes, uma política superior e vantajosa!

Pelo multiculturalismo, tudo é feito, nas sociedades de acolhimento, para que os imigrantes possam manter e cultivar as suas tradições, regras de vida e valores, tanto privados como públicos. Numa sociedade multicultural, os bairros dividem-se, planeada ou espontaneamente, por etnias, as escolas são diferentes para cada grupo, podendo as instituições ter regras diferenciadas. A segregação pode ver-se no urbanismo, na economia doméstica e no emprego. Pode ser reflexo de autodefesa dos grupos minoritários ou da recusa da integração. As burcas e os niqab, a poligamia, a excisão das mulheres, a venda de crianças, as várias formas de escravatura, a proibição de bebidas alcoólicas, a interdição de conduzir automóveis, os casamentos contratados de crianças, as regras do poder conjugal, paternal e marital, assim como do poder político do sacerdote, são alguns dos exemplos de tradições que fazem parte das culturas não ocidentais. Creio que a fragmentação social, para não dizer apartheid, levada a cabo pelo multiculturalismo pode destruir os sistemas democráticos.