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BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Não, não estava nem está tudo esclarecido

Percebe-se a pressa do primeiro ministro em fechar o processo dos incêndios em Pedrogão. Contrariamente ao que Costa diz, o processo não está esclarecido. Á medida que conhecemos mais informações percebemos a dimensão das falhas e da descoordenação.

"Nem sempre foi possível garantir a defesa perimétrica das povoações, as intervenções de socorro e as evacuações desejadas" durante o incêndio de Junho de Pedrógão Grande, reconheceu esta quarta-feira, 9 de Agosto, a ministra da Administração Interna. Por outro lado, acrescentou, "as condições do incêndio inviabilizavam os acessos a algumas localidade e algumas situações de emergência chegaram, por dificuldades de comunicação, tardiamente ao conhecimento ao Posto de Comando e Controlo".

Não fosse o imenso clamor da sociedade civil, o governo teria dado por terminada uma tragédia onde morreram 66 pessoas . Com Costa é sempre assim, varrer para debaixo do tapete como se ele próprio não tivesse largas culpas .

E como se tinha já percebido a informação foi centralizada para ser filtrada. Mas quem se indigna com estas jogadas pouco escrupulosas é que é o mau da fita.

 

A medalha póstuma da estupidez

O PSD na oposição não acerta uma. Com o governo a tentar justificar-se apressou-se a indicar-lhe o caminho da salvação. Abrir um inquérito parlamentar ao fogo que é, como se sabe, a melhor maneira de não se tirar conclusão nenhuma.

O inquérito devia ser independente, constituído por técnicos não engajados aos partidos e inclusive, por técnicos estrangeiros. E, as suas conclusões, deviam fazer parte de um consenso geral nacional para que de uma vez se fizesse o que há muito devia estar feito.

É preciso afrontar interesses instalados poderosos e perder votos ? Que seja, mas os mortos merecem um trabalho honesto .

O que já dá para ver é que tudo anda a ser tratado no recato dos gabinetes como sempre. É preciso que o tempo passe, a dor acalme, e as indemnizações cheguem. E, bem se vê, que a oposição é isso que anda a fazer. Têm todos culpas no cartório não se esperem inquéritos independentes .

Venham para o terreno, dizia uma moradora local, e deixem-se de levantamentos, estamos fartos de levantamentos e de conversa. A população sabe que o estado falta no que só ao estado compete fazer. Não protege a propriedade, não protege as populações e não faz cumprir a legislação vigente. 

Quem se lembrar do discurso de António Costa no verão de 2016 não terá dúvidas nenhumas sobre o que nos espera.

Enterrar os mortos porque o verão só agora começou e, o Presidente, avisou Costa das consequências se os fogos de 2017 fossem tão graves como os de 2016.

Estamos todos a arder . Lá se vão os afectos.

 

Os segredos da Caixa incomodam muita gente

Paulo Barros Vale

 

Mais uma vez, a teimosia de Passos Coelho está a assustar a oligarquia nacional. Já começaram as pressões para o PSD desistir da comissão de inquérito parlamentar. Até já se fala em potenciais sucessores na liderança dos sociais-democratas. A antipatia de muitas elites políticas em relação ao anterior PM não tem nada a ver com questões ideológicas ou doutrinais. As nossas elites são demasiado cínicas para levar ideias políticas a sério. Foi o modo como lidou com o BES que fez de Passos um problema para a oligarquia. E agora está a comportar-se do mesmo modo em relação à Caixa. A verdade assusta muita gente. E quem não se incomoda com a verdade torna-se uma ameaça.

O dever de memória na Caixa Geral de Depósitos no Observador ; A culpa não pode morrer solteira ; Lesados da Caixa somos todos nós e temos o direito de saber

Porque será que BE e PCP não aprovam inquérito à CGD ?

A CGD é o espelho do que pode ser uma empresa pública. A administração de catorze elementos passa a dezanove. Sem tecto salarial. São precisos quatro mil milhões de Euros como almofada e os contribuintes não sabem para onde foi o dinheiro.

O BE e o PCP dizem que a CGD não precisa de inquérito vá lá saber-se porquê. Será que se pode encontrar alguma trafulhice atribuível aos fracturantes ? Eles que gostam tanto de inquéritos nos privados.

No fórum da TSF foi ainda discutida a hipótese de se avançar com uma comissão parlamentar de inquérito à situação do banco do Estado, que acumula prejuízos há vários anos. A sugestão, feita inicialmente pelo ex-presidente do PSD e comentador, Marques Mendes, foi já rejeitada pelos partidos à esquerda do PS. João Galamba admitiu o cenário, mas não por iniciativa dos socialistas.

Sem tecto salarial, sem inquérito, sem dinheiro e sem vergonha.

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A verdade a que temos direito segundo a Frenprof

denúncia rezava assim : “Com a promessa de soluções milagrosas para o insucesso escolar dos filhos e de os preparar convenientemente para o ‘importantíssimo exame de inglês do Cambridge, utilizando técnicas de marketing irresistíveis, os pais quase assinam de cruz um contrato de fidelização de 36 meses com pagamento por débito direto”.

Os inquéritos chegaram a esta conclusão : "“Nesses inquéritos, no essencial, apurou-se que seis agrupamentos/escolas haviam celebrado, no âmbito da sua autonomia, protocolos de cooperação com uma empresa privada para a cedência das suas instalações, mediante uma compensação financeira, em resultado de um processo negocial, tendo subjacente o interesse do estabelecimento e a proposta apresentada pela empresa, e que as importâncias cobradas foram objeto de depósito bancário, de registo contabilístico e contempladas nos respetivos orçamentos, tendo sido cumpridos todos os requisitos legais”, esclareceu o MEC."

É isto a escola pública. Deles.

Prendam-nos!

Deixem-se de merdas. Com o que se viu e ouviu na comissão de inquérito ao BES ficou mais que demonstrado que a culpa é da ganância de quem administrava e que também eram os principais accionistas. E é claro que só funciona assim quem sabe ou está convencido que sabe, que nada lhe acontecerá. Que as instituições de controlo e de supervisão não sabem nada porque nada fazem para saber. Sabem o que lhes metem pelos olhos dentro.

Podem dar a volta que quiserem à legislação ( e devem fazê-lo, melhorando) mas haverá sempre quem encontre buracos na lei e distracções em quem está obrigado em fazer cumprir.

Se os tribunais lhes forem às contas off shores e on shores, ao património que há muito está em nome de familiares, na próxima vez terão mais cuidado e menos ganância. E se fizeram desaparecer o dinheiro e o património, prendam-nos. É a única linguagem que conhecem tudo o resto são tremoços.

Que a administração pública anda muito atrás de todos estes esquemas só não sabe quem não quer. O estado é eficaz em que área? Sobra assim tanta surpresa por tantas instituições públicas durante tantos anos não terem visto nada?

A natureza humana explica isto tudo. Não me venham com o sistema e com o "homem novo". Crime e castigo.

Anatomia da entropia identificada

A ideia é boa, mas esperemos que o "academismo" não acabe com ela mesmo antes de começar. Conhecer quais são os serviços que trabalham bem e que respondem em tempo oportuno, que se evitem duplicações de procedimentos e de papéis, é fundamental para se melhorar e para introduzir o mérito nas carreiras dos funcionários. Foram os empresários e associações de cidadãos que foram convidados a indicar os maiores problemas burocráticos estatais.

No inquérito às empresas são colocadas questões para avaliar as deficiências do Estado ao nível do registo, licenciamento, cumprimento da legislação ambiental, cumprimento da legislação laboral, cumprimento das normas de saúde pública, cumprimento de obrigações fiscais entre outros temas. Da interacção entre empresários e Administração Pública em cada uma das áreas os inquiridos tem uma escala com cinco opções que vão do “muito baixo” ao “muito elevado”.   

O título é que deve tirar a vontade a muita gente!

Inquérito arrasa governos entre 2005 e 2011 e segue para o Ministério Público

As Parcerias Público Privadas rodoviárias podem ascender a 23,7 mil milhões de euros. (...)Paulo Campos é um dos ex--secretários de Estado mais visados no processo e a comissão recorda as acusações do antigo presidente das Estradas de Portugal, Almerindo Marques, sobre pressões diretas desse governante e pressões indiretas do ex--primeiro-ministro José Sócrates. Os deputados revelam que a 20 de junho de 2011, a menos de 24 horas da tomada de posse do atual primeiro-ministro, o secretário de Estado do Orçamento, Emanuel dos Santos, assinou um despacho que permitia a reprogramação de verbas do PIDDAC."

 Com eles o país foi à bancarrota. O que é necessário para assumirem a responsabilidade?

Inquérito a Nuno Santos - serviço público na RTP

O Nuno Santos acusou a administração da RTP de saneamento político. Tem que apresentar provas. O Conselho de Administração é seu superior hierárquico estão cortadas as relações de lealdade. Quando a anterior administração se demitiu por não estar de acordo com os planos do governo para a empresa todos os quadros deviam, no mínimo, colocar o lugar à disposição. Não é possível a empresa funcionar sem essa relação de lealdade e o que está a acontecer neste caso do Nuno Santos mostra isso à evidência.
A independência da Direcção de Informação tem um limite entre vários de outra índole. Tem que estar em linha com o plano estratégico delineado para a empresa pela Administração. Esta matéria não é exclusiva das empresas  de comunicação social. Acontece em todas as empresas. A administração funciona ao nível estratégico e a Direcção ao nível operacional em linha com a estratégia definida.
Como poderá ser de outra forma? Se a administração, depois de ver aceite a sua estratégia pela Assembleia Geral de Accionistas  e de ter aprovado o plano operacional apresentado pela direcção ,verificar que o caminho seguido não é o aprovado só tem que despedir a direcção.
É assim em todo o mundo!