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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Novo hospital de Lisboa substitui seis antigos hospitais

Já aí anda o projecto de concepção/construção do novo hospital Oriental de Lisboa. Mais uma PPP na saúde, desta vez com a parte privada ligada à infraestrutura e a gestão a instituições estatais. O contrário da primeira experiência com o Hospital Amadora/Sintra. Propriedade do Estado e gestão privada. 

De acordo com as linhas gerais do projecto, apresentadas na passada terça-feira, o lançamento do concurso público internacional para a PPP terá lugar no "início do segundo semestre" deste ano (ou seja, a partir do corrente mês de Julho), estando previsto que as obras estejam em curso no início de 2020, com a abertura a ser apontada para 2023, ou seja, dentro de seis anos.

"O risco privado está essencialmente associado à construção da infra-estrutura hospitalar e à sua manutenção, de forma a assegurar a sua disponibilidade para a prestação os serviços clínicos integrados no SNS, que ficará a cargo de entidades públicas", acrescentam os técnicos.

O hospital Oriental de Lisboa vai substituir os actuais hospitais dos Capuchos, São José, Santa Marta, Curry Cabral, Dona Estefânia e ainda a Maternidade Alfredo da Costa. Em entrevista à Lusa, no final de Junho, o ministro da Saúde adiantava que "uma parte do São José ficará como hospital de proximidade, para servir aquela população mais idosa e que beneficiará muito de estar nos bairros antigos à volta" deste hospital.

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O novo hospital em Lisboa que vai substituir os velhos hospitais centrais

Parece que vai ser em 2017 que arranca o novo hospital oriental de Lisboa que vai substituir os velhos hospitais centrais de Lisboa ( S. José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia e Maternidade Alfredo da Costa ) . A crise não deixou que fosse construído mais cedo mas os milhões gastos e perdidos em falta de eficácia em velhos edifícios convertidos em hospitais aconselha a sua rápida construção.

Novos conceitos e novas tecnologias podem ser desenvolvidos no novo hospital. As camas dos actuais hospitais ( 2 200) serão substituídas por cerca de 800. Mas a redimensão está ainda em cima da mesa.

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O direito de escolher não morrer

PGR pode vir a acusar por negligência os médicos e enfermeiros bem como a administração do Hospital de S. José. O hospital nem sequer contactou os outros hospitais em Lisboa - públicos e privados - que podiam operar o doente. Quem não percebe o que é o direito de escolha das famílias está agora confrontado com um exemplo que não garante refúgio. Seja ideológico ou outro.

Apesar de nem sempre ter equipas de escala ao fim de semana na especialidade de neurocirurgia, Santa Maria, por prática, contacta os médicos que voluntariamente vão trabalhar. Ou, em alternativa, este hospital funciona em rede com outras unidades, já que existem profissionais habilitados no Garcia de Orta e no Centro Hospitalar de Lisboa Ocidental. No privado, o Hospital da Luz tem também pelo menos dois médicos preparados para lidar com aneurismas rotos (precisamente o que foi diagnosticado a David Duarte). Em Santa Maria já foram realizadas, neste ano, cerca de 40 intervenções a aneurismas - procedimento específico, mas que por norma é realizado em menos de 24 horas.

O doente só pode escolher o hospital desde que seja público e que seja da zona da residência. Não pode escolher o hospital certo e muito menos se for privado. Na educação também é assim. Não interessam as pessoas, interessa a ideologia e a cegueira partidária. Agora é vê-los chorarem lágrimas de crocodilo. À esquerda !

Salvar o SNS - Lisboa tem seis hospitais para fechar

O Porto já está a colher os frutos de racionalizar e, com isso, optimizar a oferta hospitalar . Bem ao contrário de Lisboa onde nos querem fazer crer que é possível ter uma dezena de hospitais pertíssimo uns dos outros. Com meios humanos e recursos técnicos dispersos e subutilizados.

O novo Hospital de Lisboa Oriental vai substituir os seis hospitais que compõem o Centro Hospitalar de Lisboa Central - São José, Capuchos, Santa Marta, Estefânia, Curry Cabral e Maternidade Alfredo da Costa.

" No Porto : O Hospital Joaquim Urbano, o Maria Pia, que nós fechámos, e a maternidade - que é agora o Centro Materno Infantil, estando a sofrer uma intervenção de modo a serem lá colocadas todas as valências da mulher e da criança. No próximo ano, em maio ou junho, fechará o Joaquim Urbano, passando os doentes a serem internados no Hospital de Santo António.

E faz sentido esta fusão?
Hoje em dia, com o avanço tecnológico, as especialidades médicas isoladas não são boas - nem para as instituições, nem para os doentes. Mais vale estarem integradas num hospital diferenciado. Os profissionais e doentes têm acesso a todo o tipo de novos tecnologias sem andarem a passear de hospital para hospital. Outra mais-valia da concentração de serviços é o esmagamento de custos, já que as grandes despesas na área da saúde são as estruturas. 


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/dezassete-perguntas-e-as-devidas-respostas-ao-melhor-hospital-do-pais=f902167#ixzz3LbTl358z

Quem vem de fora diz que temos hospitais a mais.

Estamos todos à espera que se construa um novo hospital para se fecharem os hospitais centrais de Lisboa. Mesmo com o novo hospital ( 500 milhões de euros) há quem diga que não devemos encerrar hospitais. Mas quem tem experiência diferente em países ricos ( USA e Brasil) diz que não é necessário construir um novo hospital. Os doentes podem ser distribuídos pelos hospitais existentes em Lisboa e arredores.

Nós por cá vamos vivendo à "tripa forra" e vamos chorando por que não há dinheiro para os pobres e para as pensões. "Grupo Amil adquiriu hospitais da Caixa Geral de Depósitos (CGD) há um ano e apesar das dívidas e prejuízos do passado, a situação financeira já se encontra "estável". E como é que agora, com um novo gestor, o hospital de Cascais consegue estar a endireitar contas? "Fizemos algumas mudanças de gestão e aproveitámos recursos humanos", explicou José Magalhães. Enquanto que antes este hospital tinha uma administração que se tinha de preocupar com a gestão, agora "a gestão está centralizada", o que traz vantagens por exemplo na altura de fazer aquisições pois o grupo tem uma "mão mais pesada" e consegue negociar melhores preços. E a eu a lembrar-me da "ópera bufa" que se montou à volta do encerramento da Maternidade Alfredo da Costa .

Substituir seis velhos hospitais por apenas um

Os chamados Hospitais Centrais de Lisboa há muito que deviam ter fechado. Estão  instalados em velhos edifícios ( São José, Santa Marta, Curry Cabral, Estefânia, Capuchos e a Maternidade Alfredo da Costa (MAC) — nada apropriados para o exercício da moderna medicina. Ali se gastam milhões de euros todos os anos em manutenção.

Para além da qualidade dos serviços prestados poupam-se outros tantos milhões em maior eficiência. Claro que os terrenos onde estão construídos são "fillet mignon" para o imobiliário. Dos projectos que se conhecem para ocupar esses terrenos estão previstos muitos milhares de metros quadrados de construção. Mas isso cabe ao Estado e à Câmara proteger, por um lado o construído histórico e com valor patrimonial e, por outro, impedir a concentração de mamarrachos . 

Agora temos o problema ligado com o financiamento o que pode levar ao cancelamento do concurso público. Lá para 2017 teremos novo hospital que custará cerca de 600 milhões de euros e que será construído aqui junto à Olaias, no Alto da Boa Vista, onde está também assinalado um terreno para o novo IPO.

Claro que ainda vamos ver muita manifestação espontânea contra o fecho dos velhos hospitais, contra a construção do novo (fala-se em parceria-público-privada ), contra os novos projectos imobiliários...