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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O Syriza irmão do BE limita direito à greve na Grécia

Se calhar é mesmo boa ideia deixá-los estar algum tempo no poder. Olha se fosse o governo de Passos Coelho ou mesmo o actual.

Na Grécia foram decretadas cerca de 50 greves gerais desde 2010, e isto é visto pelos credores como um problema para a baixa produtividade do país.

Na medida agora aprovada, os sindicatos (com excepções) passam a ter de contar com uma maioria de metade dos membros empregados para terem a possibilidade de decretar uma greve.

“Foram direitos que conseguimos com suor e sangue há mais de três décadas”, disse Odysseus Trivalas ao diário britânico The Guardian. “Esta medida vai fazer com que seja impossível os trabalhadores fazerem ouvir a sua voz”, acusou.

Nem tanto ao mar nem tanto à terra mas como diz o secretário geral da UGT, na AutoEuropa os sindicatos num total de 5 000 trabalhadores decretam greves com apenas 500 trabalhadores a concordarem .

Os extremismos não levam o barco a bom porto.

Das 608 lojas dos CTT só uma aderiu à greve

Contrariamente aos 80% indicados pelos sindicatos só 17% dos trabalhadores aderiu à greve que não teve qualquer impacto entre a população .

Na terça-feira os CTT, que empregam 12 mil trabalhadores, dos quais cerca de sete mil são da área operacional (rede de transportes, distribuição e carteiros), divulgaram um plano de reestruturação que prevê a redução de cerca de 800 postos de trabalho nas operações da empresa ao longo de três anos, devido à queda do tráfego do correio.

E é isto, entre 12 000 trabalhadores reduzir em 800 em três anos e está encontrado um argumento para entrar em greve. Felizmente que os CTT já não são uma empresa pública porque se fossem, garantidos os direitos, a greve teria sido uma festa. 

Um Natal cheio de dias sem trabalho e sem cartas. Antes garantir as filhós decidiram e bem a esmagadora maioria dos trabalhadores.

A greve é um aproveitamento político miserável da fragilidade do governo

O governo está muito fragilizado com as mortes nos incêndios deste Verão. As florestas ainda fumegam e os mortos ainda não estão enterrados e já a Frente Comum sindical se prepara para uma greve nacional.

Os sindicatos não exigem que aqueles que perderam os seus familiares e que agora estão mais sós e pobres sejam auxiliados de imediato. Não, os sindicatos vão exigir mais dinheiro e mais direitos para os funcionários públicos . Sabemos todos que o que se dá à Administração Pública tem que se ir buscar a outro lado qualquer. E como está tragicamente à vista é ao interior, às vilas e aldeias do país pobre que se vão buscar os meios para os entregar a quem já os tem.

No interior do país não há empregos para toda a vida. As pessoas são pobres e idosas e não têm voz para fazer greves e manifestações.

Uma grandiosa greve de solidariedade dos que vivem bem para com os que vivem mal isso sim seria nobre. Mas mais do mesmo ainda com a dor a escaldar a alma do país é uma vergonha.

De um lado o silêncio de quem sofre do outro, a greve de quem se prepara para ter mais quase uma semana de férias. É só olhar para o calendário.

 

Sindicatos não perdem tempo

Ameaçam greve geral já na próxima 6ª feira se o governo não aceitar o aumento de salários de 4%, o descongelamento de carreiras e as 35 horas de trabalho.

Ora se a economia cresce cerca de 2% e a produtividade 1% como é que os salários podem crescer 4% ? É que com o descongelamento das carreiras o aumento da massa salarial não será inferior a 6/7% . É a tal bomba ao retardador que esteve adormecida durante os últimos tempos de austeridade e que Centeno já disse que não pode ser novamente armadilhada de uma só vez.

Mas os sindicatos já estão a dizer que foram os trabalhadores que deram a vitória ao governo há que corresponder.

Forma enviesada de responder à derrota do PCP . 

Ana Avoila considerou que a vitória do PS nas eleições autárquicas de domingo dá ao Governo “mais responsabilidades para responder às expectativas” dos trabalhadores.

“Os trabalhadores deram o seu contributo para derrubar o governo PSD/CDS-PP, mas estão atentos. Não é porque tem mais força que agora pode não fazer, se assim fosse, era má-fé”, disse.

 

A enorme irresponsabilidade da CGTP na Autoeuropa

Quem o afirma é o secretário geral da UGT. “É uma enorme irresponsabilidade o sindicato da CGTP [SITE-Sul] ter avançado daquela forma para uma greve”, disse Carlos Silva defendendo que antes da convocação da paralisação, que ocorreu em 30 de agosto, “devia ter havido um esforço de negociação” e de perceber se havia disponibilidade da administração.

Herbert Diess diz-se “surpreendido” com os protestos dos trabalhadores da Autoeuropa, que vieram interromper vinte anos de estabilidade. Para além do mais, a necessidade de trabalhar aos sábados está acordada há dois anos, desde que ficou definido que a produção do T-Roc seria um exclusivo da fábrica de Palmela. O líder da Volkswagen acredita que, para além dos novos horários, a instabilidade na fábrica está relacionada com as várias mudanças na estrutura. Em primeiro lugar, a saída no início do ano de António Chora, representante de há muitos anos dos trabalhadores, e ainda, a entrada de um novo responsável de recursos humanos. A nova comissão de trabalhadores será eleita a 3 de outubro e poderão avançar as negociações.

Como não pode ser de outra maneira o plano de produção sempre previu o trabalho aos sábados para produzir o novo modelo.

Nenhuma surpresa para os sindicatos.

Mais que uma greve

"A greve da Autoeuropa não é apenas um conflito laboral. É uma tentativa clara de um sindicato afecto à CGTP passar a controlar uma das maiores e mais importantes empresas do país.

E é um aviso do PCP ao governo, que necessita das exportações do novo modelo Volkswagen para manter um crescimento próximo dos 3% do PIB.

Ninguém duvida de que, se o PCP quiser, este conflito acaba imediatamente . Resta pois, saber o que o PCP quer em troca dessa decisão" (Expresso)

Entretanto, o ministro da economia já anunciou que viajou para Berlim para se encontar com o CEO do Grupo para lhe dar conta da importância que o governo atribui à continuação da fábrica em Portugal.

Resta pois, saber o que os alemães querem em troca dessa decisão.

O que o governo quer é simples de saber : Por isso, se  mostrou “certo de que em investimentos futuros a Volkswagen vai continuar a apostar nesta fábrica”. Mantendo o otimismo em relação ao diferendo na fábrica de produção de automóveis de Palmela (distrito de Setúbal), o ministro reafirmou que “vai ser possível encontrar uma solução”.

Na Autoeuropa menos de metade dos trabalhadores aderiram à greve

Uma adesão histórica segundo os sindicalistas não chega a metade dos trabalhadores ( 41%). E, ao contrário do que os sindicalistas quiseram fazer crer a administração tornou a sublinhar que não negoceia com sindicatos.

 

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que não recua no trabalho ao sábado e que não negoceia com sindicatos, só com a comissão de trabalhadores.

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que só vai voltar à mesa de negociações com a nova comissão de trabalhadores, que vai ser eleita a 3 de Outubro.

Mas como a fábrica quer continuar a ouvir todas as partes envolvidas vai ouvir os sindicatos a 7 de Setembro mas não negociar. O objectivo da administração é assegurar o cumprimento de todas as encomendas dos seus clientes nos prazos acordados.

A verdade a que temos direito.

A vitória de Pirro da CGTP na Autoeuropa

Torres Couto sublinha o que é evidente. A CGTP tomou as rédeas do poder na Autoeuropa e o intuito é ganhar espaço negocial em relação ao PS e ao BE .

Alguém acredita que a CGTP vai conseguir impor a sua vontade a uma empresa alemã que representa 1% do PIB nacional e que dá emprego a mais de 3 000 trabalhadores, não contando com as mais de 70 fábricas fornecedoras ?

Pouco se falou disso mas os trabalhadores das empresas fornecedoras já manifestaram a sua discordância com a greve.

Perante a hipótese de a empresa deslocalizar parte da produção para outro país, o sindicalista embatucou e ficou-se por um "... se a administração não quiser negociar..." .É esta a segurança que os sindicatos comunistas oferecem aos trabalhadores. A decisão de a empresa sair de Portugal está agora totalmente na mão da administração.

Num estado de direito, os sindicalistas deviam ser responsabilizados criminalmente pelas consequências do seu populismo e de usarem as empresas para servirem a política do PCP. Ante uma empresa que garante trabalho bem remunerado o que é que os sindicalistas oferecem ?

Torres Couto considera que se trata de uma "jogada política clássica" a que assistiu enquanto líder da União Geral de Trabalhadores, mas alerta que na sequência destas "jogadas" houve sempre um perdedor: "Os trabalhadores destas empresas que acabaram por ir para o desemprego e essas empresas perderem a sua importância e estratégia".

António Costa paga preço na Autoeuropa

O que se está a passar na Autoeuropa com o assalto da CGTP à co-gestão, é o inicio do pagamento que Costa vai ter que suportar. E não por acaso é agora enquanto se discute o orçamento para 2018.

A administração da empresa alemã não aceita negociar com os sindicatos. A Comissão de Trabalhadores é a fidedigna representante dos trabalhadores. Sempre foi assim na Autoeuropa, os trabalhadores mais do que ninguém sabem-no. Não podem apresentar desconhecimento dos argumentos que a administração apresentou na casa-mãe alemã para conseguir trazer para Palmela a produção da nova viatura.

António Chora, o histórico presidente da Comissão de trabalhadores agora na reforma, manifesta toda a sua estupefacção. Ele melhor do que ninguém sabe o que foi preciso negociar para conseguir ganhar a produção do novo carro depois de nos últimos dois anos a actividade da empresa ter caído acentuadamente. E diz, precisamente, o que é evidente para todos. Trata-se do assalto ao castelo por parte da CGTP .

.  A posição dos sindicatos afectos à CGTP mostra bem que não é possível estar no governo apoiado pelo PCP e, ao mesmo tempo, ter uma governação pró-União Europeia . O PCP e o seu braço sindical são convictamente adversários da União Europeia e nisso não transigem, embora tenham que engolir pequenos sapos no percurso. Mas no esssencial o PCP será o que sempre foi.

Como sempre foi dito, o apoio do PCP e do BE, não passou de um passe de mágica para transformar uma derrota eleitoral numa vitória . Passado o foguetório ambos os partidos da extrema esquerda representam a maior limitação à governação do actual governo .

Só não vê quem não quer .

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O assalto da CGTP à Autoeuropa

O artigo de hoje: A CGTP quer controlar a Autoeuropa. E pôs os sindicatos que controla a marcar a agenda na empresa. É isso que explica o chumbo ao acordo negociado entre a comissão de trabalhadores e a administração e a convocação de uma greve para dia 30 de agosto.
Ontem o representante do sindicato dizia que a paralisação "vai ser uma grande greve". Não vai ser não. Vai ser um grande tiro no pé. Com a sofisticada logística que pauta a vida das economias integradas, é fácil deslocalizar a produçÃo de um veículo, ou de partes de veículos, para outros mercados, como já prometeu a administração da empresa.
É bluff da administração? Isso é o que menos interessa. O que conta é que a criação de emprego e riqueza podem ir parar a outros países em vez de beneficiarem Portugal. Os sindicatos da CGTP sabem isso mas estão-se nas tintas