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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A greve é um aproveitamento político miserável da fragilidade do governo

O governo está muito fragilizado com as mortes nos incêndios deste Verão. As florestas ainda fumegam e os mortos ainda não estão enterrados e já a Frente Comum sindical se prepara para uma greve nacional.

Os sindicatos não exigem que aqueles que perderam os seus familiares e que agora estão mais sós e pobres sejam auxiliados de imediato. Não, os sindicatos vão exigir mais dinheiro e mais direitos para os funcionários públicos . Sabemos todos que o que se dá à Administração Pública tem que se ir buscar a outro lado qualquer. E como está tragicamente à vista é ao interior, às vilas e aldeias do país pobre que se vão buscar os meios para os entregar a quem já os tem.

No interior do país não há empregos para toda a vida. As pessoas são pobres e idosas e não têm voz para fazer greves e manifestações.

Uma grandiosa greve de solidariedade dos que vivem bem para com os que vivem mal isso sim seria nobre. Mas mais do mesmo ainda com a dor a escaldar a alma do país é uma vergonha.

De um lado o silêncio de quem sofre do outro, a greve de quem se prepara para ter mais quase uma semana de férias. É só olhar para o calendário.

 

Sindicatos não perdem tempo

Ameaçam greve geral já na próxima 6ª feira se o governo não aceitar o aumento de salários de 4%, o descongelamento de carreiras e as 35 horas de trabalho.

Ora se a economia cresce cerca de 2% e a produtividade 1% como é que os salários podem crescer 4% ? É que com o descongelamento das carreiras o aumento da massa salarial não será inferior a 6/7% . É a tal bomba ao retardador que esteve adormecida durante os últimos tempos de austeridade e que Centeno já disse que não pode ser novamente armadilhada de uma só vez.

Mas os sindicatos já estão a dizer que foram os trabalhadores que deram a vitória ao governo há que corresponder.

Forma enviesada de responder à derrota do PCP . 

Ana Avoila considerou que a vitória do PS nas eleições autárquicas de domingo dá ao Governo “mais responsabilidades para responder às expectativas” dos trabalhadores.

“Os trabalhadores deram o seu contributo para derrubar o governo PSD/CDS-PP, mas estão atentos. Não é porque tem mais força que agora pode não fazer, se assim fosse, era má-fé”, disse.

 

A enorme irresponsabilidade da CGTP na Autoeuropa

Quem o afirma é o secretário geral da UGT. “É uma enorme irresponsabilidade o sindicato da CGTP [SITE-Sul] ter avançado daquela forma para uma greve”, disse Carlos Silva defendendo que antes da convocação da paralisação, que ocorreu em 30 de agosto, “devia ter havido um esforço de negociação” e de perceber se havia disponibilidade da administração.

Herbert Diess diz-se “surpreendido” com os protestos dos trabalhadores da Autoeuropa, que vieram interromper vinte anos de estabilidade. Para além do mais, a necessidade de trabalhar aos sábados está acordada há dois anos, desde que ficou definido que a produção do T-Roc seria um exclusivo da fábrica de Palmela. O líder da Volkswagen acredita que, para além dos novos horários, a instabilidade na fábrica está relacionada com as várias mudanças na estrutura. Em primeiro lugar, a saída no início do ano de António Chora, representante de há muitos anos dos trabalhadores, e ainda, a entrada de um novo responsável de recursos humanos. A nova comissão de trabalhadores será eleita a 3 de outubro e poderão avançar as negociações.

Como não pode ser de outra maneira o plano de produção sempre previu o trabalho aos sábados para produzir o novo modelo.

Nenhuma surpresa para os sindicatos.

Mais que uma greve

"A greve da Autoeuropa não é apenas um conflito laboral. É uma tentativa clara de um sindicato afecto à CGTP passar a controlar uma das maiores e mais importantes empresas do país.

E é um aviso do PCP ao governo, que necessita das exportações do novo modelo Volkswagen para manter um crescimento próximo dos 3% do PIB.

Ninguém duvida de que, se o PCP quiser, este conflito acaba imediatamente . Resta pois, saber o que o PCP quer em troca dessa decisão" (Expresso)

Entretanto, o ministro da economia já anunciou que viajou para Berlim para se encontar com o CEO do Grupo para lhe dar conta da importância que o governo atribui à continuação da fábrica em Portugal.

Resta pois, saber o que os alemães querem em troca dessa decisão.

O que o governo quer é simples de saber : Por isso, se  mostrou “certo de que em investimentos futuros a Volkswagen vai continuar a apostar nesta fábrica”. Mantendo o otimismo em relação ao diferendo na fábrica de produção de automóveis de Palmela (distrito de Setúbal), o ministro reafirmou que “vai ser possível encontrar uma solução”.

Na Autoeuropa menos de metade dos trabalhadores aderiram à greve

Uma adesão histórica segundo os sindicalistas não chega a metade dos trabalhadores ( 41%). E, ao contrário do que os sindicalistas quiseram fazer crer a administração tornou a sublinhar que não negoceia com sindicatos.

 

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que não recua no trabalho ao sábado e que não negoceia com sindicatos, só com a comissão de trabalhadores.

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que só vai voltar à mesa de negociações com a nova comissão de trabalhadores, que vai ser eleita a 3 de Outubro.

Mas como a fábrica quer continuar a ouvir todas as partes envolvidas vai ouvir os sindicatos a 7 de Setembro mas não negociar. O objectivo da administração é assegurar o cumprimento de todas as encomendas dos seus clientes nos prazos acordados.

A verdade a que temos direito.

A vitória de Pirro da CGTP na Autoeuropa

Torres Couto sublinha o que é evidente. A CGTP tomou as rédeas do poder na Autoeuropa e o intuito é ganhar espaço negocial em relação ao PS e ao BE .

Alguém acredita que a CGTP vai conseguir impor a sua vontade a uma empresa alemã que representa 1% do PIB nacional e que dá emprego a mais de 3 000 trabalhadores, não contando com as mais de 70 fábricas fornecedoras ?

Pouco se falou disso mas os trabalhadores das empresas fornecedoras já manifestaram a sua discordância com a greve.

Perante a hipótese de a empresa deslocalizar parte da produção para outro país, o sindicalista embatucou e ficou-se por um "... se a administração não quiser negociar..." .É esta a segurança que os sindicatos comunistas oferecem aos trabalhadores. A decisão de a empresa sair de Portugal está agora totalmente na mão da administração.

Num estado de direito, os sindicalistas deviam ser responsabilizados criminalmente pelas consequências do seu populismo e de usarem as empresas para servirem a política do PCP. Ante uma empresa que garante trabalho bem remunerado o que é que os sindicalistas oferecem ?

Torres Couto considera que se trata de uma "jogada política clássica" a que assistiu enquanto líder da União Geral de Trabalhadores, mas alerta que na sequência destas "jogadas" houve sempre um perdedor: "Os trabalhadores destas empresas que acabaram por ir para o desemprego e essas empresas perderem a sua importância e estratégia".

António Costa paga preço na Autoeuropa

O que se está a passar na Autoeuropa com o assalto da CGTP à co-gestão, é o inicio do pagamento que Costa vai ter que suportar. E não por acaso é agora enquanto se discute o orçamento para 2018.

A administração da empresa alemã não aceita negociar com os sindicatos. A Comissão de Trabalhadores é a fidedigna representante dos trabalhadores. Sempre foi assim na Autoeuropa, os trabalhadores mais do que ninguém sabem-no. Não podem apresentar desconhecimento dos argumentos que a administração apresentou na casa-mãe alemã para conseguir trazer para Palmela a produção da nova viatura.

António Chora, o histórico presidente da Comissão de trabalhadores agora na reforma, manifesta toda a sua estupefacção. Ele melhor do que ninguém sabe o que foi preciso negociar para conseguir ganhar a produção do novo carro depois de nos últimos dois anos a actividade da empresa ter caído acentuadamente. E diz, precisamente, o que é evidente para todos. Trata-se do assalto ao castelo por parte da CGTP .

.  A posição dos sindicatos afectos à CGTP mostra bem que não é possível estar no governo apoiado pelo PCP e, ao mesmo tempo, ter uma governação pró-União Europeia . O PCP e o seu braço sindical são convictamente adversários da União Europeia e nisso não transigem, embora tenham que engolir pequenos sapos no percurso. Mas no esssencial o PCP será o que sempre foi.

Como sempre foi dito, o apoio do PCP e do BE, não passou de um passe de mágica para transformar uma derrota eleitoral numa vitória . Passado o foguetório ambos os partidos da extrema esquerda representam a maior limitação à governação do actual governo .

Só não vê quem não quer .

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O assalto da CGTP à Autoeuropa

O artigo de hoje: A CGTP quer controlar a Autoeuropa. E pôs os sindicatos que controla a marcar a agenda na empresa. É isso que explica o chumbo ao acordo negociado entre a comissão de trabalhadores e a administração e a convocação de uma greve para dia 30 de agosto.
Ontem o representante do sindicato dizia que a paralisação "vai ser uma grande greve". Não vai ser não. Vai ser um grande tiro no pé. Com a sofisticada logística que pauta a vida das economias integradas, é fácil deslocalizar a produçÃo de um veículo, ou de partes de veículos, para outros mercados, como já prometeu a administração da empresa.
É bluff da administração? Isso é o que menos interessa. O que conta é que a criação de emprego e riqueza podem ir parar a outros países em vez de beneficiarem Portugal. Os sindicatos da CGTP sabem isso mas estão-se nas tintas

Na AutoEuropa não é só este modelo que pode ser deslocalizado

Se a empresa para cumprir o seu plano de produção do novo carro, modelo T-Roc, precisa que se trabalhe seis dias/semana qual pode ser a alternativa ? Não cumprir o Plano de Produção ? Duvido muito.

Acredito que se possam encontrar soluções intermédias mas se não forem encontradas é certo que parte da produção será deslocalizada.

E, tão grave como este problema, são os Planos de Produção futuros.

Os modelos são produzidos na fábrica que apresentar melhores condições de custo, qualidade e prontidão em concurso entre fábricas do Grupo a nível mundial. Esta greve a verificar-se constituirá uma machadada na credibilidade da AutoEuropa. Quem acreditará que a fábrica de Palmela cumprirá com os prazos estabelecidos em futuros concursos ?

A produção esperada este semestre era um dos factores que o governo esperava para que o crescimento do PIB não se deteriorasse. Mas o governo não contava que o apoio do PCP, ainda para mais com o Orçamento de 2018 em discussão, mudasse a meio do percurso.

Sim, é verdade, é um sindicato afecto à CGTP que está a fazer o trabalho de sapa, enquanto o PCP faz as exigências no plano orçamental. Será a este nível (orçamental) que se encontrará uma solução ?

Nós paramos a greve e o governo cede nas nossas propostas. Não me admirava nada.

O assalto dos sindicatos à AutoEuropa

A Administração só negoceia com a Comissão de Trabalhadores única representante eleita dos trabalhadores. Na AutoEuropa sempre foi assim e sempre correu bem.

A empresa é uma das empresas mais competitivas do Grupo alemão e os trabalhadores são dos mais bem pagos no país. Um novo modelo de carro atribuído à empresa exigiu a contratação de 2 000 trabalhadores e um horário de 2ª feira a sábado.

Administração e Comissão de Trabalhadores já chegaram a acordo mas o sindicato afecto à CGTP fez um plenário onde fez chumbar o acordo. Como sempre vende o que não tem e se as coisas correrem mal umas manifestações contra o grande capital fazem esquecer o assunto. Para já marcou uma greve.

Não é a primeira vez que numa situação de confronto se desloca a produção para outra fábrica. Já aconteceu em Espanha. Pode acontecer em Palmela. Perdem os trabalhadores e perde o país.

Durante muitos anos e com António Chora como presidente da CT, os sindicatos ficaram à porta da fábrica e foram introduzidas em Portugal novas medidas de gestão dos recursos humanos que são hoje correntes no país. Mas os sindicatos da CGTP nunca desistiram de meter o pedregulho na engrenagem.

...ganha força o cenário da deslocalização de pelo menos parte da produção do novo modelo da marca alemã. Se tal acontecer, além das implicações para os cofres do Estado, que deixarão de encaixar as receitas dali provenientes, os trabalhadores também serão afetados. Sem necessidade de um terceiro turno, pelo menos parte dos colaboradores agora contratados deverá ser dispensada, um cenário bem pior do que ter uma folga rotativa durante a semana.