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BandaLarga

as autoestradas da informação

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No investimento só a Grécia e a Letónia fazem pior

Sem investimento não há crescimento da economia que se veja nem criação de postos de trabalho. E fica-se para trás na investigação e na inovação . Sete anos abaixo da linha de água.

A implicação mais imediata foi a redução do stock total de capital do país de 2012 a 2016. Os trabalhadores portugueses trabalham hoje com menos capital, o que reduz a sua produtividade e torna mais difícil os aumentos salariais.

E apesar de as projecções actuais apontaram para um crescimento do Investimento em 2017 e 2018, o aumento ainda não chega para inverter a tendência. Na Zona Euro, só a Grécia e a Letónia fazem pior. As duas foram das economias mais afectadas pela crise económica de 2009 .

Um desastre que continua .

INVESTIMENTO_1200.jpg

 

Portugal pode ocupar o lugar ( não desejado) da Grécia

Já em 2017 Portugal pode tornar-se o centro das preocupações dos mercados. A Grécia está a fazer reformas a troco de dinheiro e por isso está a beneficiar da negociação da dívida. Como António Costa fez exactamente o contrário - reverteu algumas das poucas reformas efectuadas -  não se vê como iremos negociar a dívida e como parar a subida contínua da taxa de juro que, aliás, continuará a subir no médio prazo.

E a economia da Grécia está a crescer e espera-se que chegue em 2017 a 2,5% resultado das reformas efectuadas nos últimos três anos. Por cá andamos nos 1,3% . E a Grécia ainda não beneficia do programa de compra de dívida do BCE mas poderá começar a beneficiar já em Janeiro de 2017 com a consequente baixa das taxas de juro.

Portugal pode tomar o lugar da Grécia como novo foco dos receios dos investidores em obrigações dados os riscos orçamentais”, escreve o influente banco suíço, acrescentando que “os riscos em Portugal e em Itália têm de ser monitorizados”.

“Monitorizados” foi, também, a expressão utilizada pelo Mecanismo Europeu de Estabilidade (MEE) para se referir ao desempenho do governo de António Costa, em Portugal. “O novo governo em Portugal, que tomou posse no final de 2015, começou a reverter algumas das medidas tomadas durante o programa de ajustamento. Os credores estão a monitorizar cuidadosamente se isso irá prejudicar a competitividade e a situação orçamental”, escreveu o MEE numa nota publicada esta semana.

Com os juros assim não vamos lá

Estamos a pagar juros três vezes mais altos o que em conjunto com uma dívida monstruosa que cresce e com uma economia que não cresce, é o ciclo vicioso em que estamos aprisionados. É este o problema que não é combatido.

Juros da dívida soberana em Portugal, Grécia, Irlanda, Itália e Espanha cerca das 08:35:

2 anos… 5 anos… 10 anos

Portugal

14/10……0,277….1,850…..3,358

13/10……0,276….1,861…..3,354

Grécia

14/10……n disp….n disp…8,316

13/10……n disp….n disp…8,316

Irlanda

14/10…..-0,467….n disp….0,500

13/10…..-0,466….n disp….0,490

Itália

14/10…..-0,088….0,354…..1,380

13/10…..-0,084….0,350…..1,376

Espanha

14/10…..-0,219…..0,126….1,115

13/10…..-0,215…..0,129….1,114

Fonte: Bloomberg Valores de ‘bid’ (juros exigidos pelos investidores para comprarem dívida) que compara com fecho da última sessão.

Em 2011 os taxistas cercaram o aeroporto na Grécia

A razão foi a mesma. Proteger um monopólio, uma associação de interesses e impedir a inovação do sector :

"Durante muito tempo, o Estado permitiu que um número limitado de indivíduos e de empresas explorasse, em regime de exclusivo, o transporte público individualizado nas grandes cidades. Os preços eram tabelados, os profissionais vigiavam-se mutuamente, e ninguém inovava. Como os seus porta-vozes lembraram, os taxistas prestavam um “serviço público”. Eram, de facto, concessionários de um monopólio estatal. Para entrar no meio, era preciso investir na autorização legal e depois integrar-se nos costumes e rituais da corporação. Como em todos os “serviços públicos”, o próprio prestador, o seu posto de trabalho e o seu conforto tornaram-se a principal razão de ser do serviço. O utilizador passou a ser frequentemente tratado como um incómodo, segundo o costume das repartições públicas. Daí essa figura característica do “taxista”, de que toda a gente tem histórias. Daí, também, o seu “espírito de classe” e a sua cultura peculiar, que só existe porque o Estado, ao reprimir a concorrência, dispensou as empresas e os seus empregados de mimarem os utentes e até às vezes de os servirem bem, deixando-os à vontade para manifestarem todas as suas idiossincrasias. É significativa, a esse respeito, a enumeração dos objectivos da actual campanha por um dos líderes do sector: “defender postos de trabalho” e o “símbolo histórico e cultural do táxi”.

Só a Grécia e Portugal não estão a sair da crise

Não há volta a dar. Só a Grécia e Portugal, os países onde há governos de esquerda, não estão a sair da crise de forma sustentável.

A economia não cresce, a dívida pelo contrário cresce, os juros da dívida são muito mais elevados e estão presos à máquina de oxigénio das agências de rating. Nos cuidados intensivos. A bomba relógio está programada para Outubro quando a agência de rating DBRS - única que mantém o país acima do lixo - revir a classificação.

Com as reversões - exigência do PC e do BE para apoiarem o governo - os investidores fugiram e sem investimento não há criação de postos de trabalho e a economia não cresce. Enquanto isso, em Espanha, Irlanda e Chipre os dados económicos coloca-os na vanguarda do crescimento na Europa. 

O artigo elogia a forma como Portugal saiu em Maio de 2014 do programa de assistência financeira, depois de um período de austeridade. "O governo português teve de realizar medidas dolorosas de corte e estabilidade orçamental após uma política económica de desperdício".

A seguir a ambição e a salvação da carreira política de um homem deitaram tudo a perder apoiado por partidos anti-europa e anti-economia de mercado que, ao contrário do que dizem, não se arrependem.

Como se diz em grego " aterramos " ?

Syrza começou a governar com uma quota de aprovação de 70% nesta altura vai nos 17,5%. O Podemos aqui ao lado em Espanha  vai na terceira posição.

As medidas que têm sido aprovadas no parlamento grego, contudo, estão a fazer derrapar a popularidade do líder esquerdista. E, na opinião do último ministro das Finanças antes da eleição de Alexis Tsipras, Gikas Hardouvelis, a popularidade de Tsipras irá cair ainda mais à medida que as pessoas sentirem no bolso a quebra de rendimentos que virá das medidas que acabam de ser aprovadas a troco da luz verde para a primeira avaliação ao programa de resgate.

Marcelo e Costa andam por Berlim . A Troika está a chegar a Lisboa. A economia, o emprego e as exportações é que já aterraram. É só preciso paciência e ganhar tempo. A realidade faz o resto

A Grécia pode ser um estado falhado

O que está a acontecer na Grécia devia ser uma lição para o BE mas não é. Os seus dirigentes correram para Atenas para ficarem na fotografia do "mundo novo". Mas o que o partido irmão grego trouxe foi mais austeridade. O país vai no 3º resgate e já recebeu 300 mil milhões de euros de ajuda. Tsipras, o primeiro ministro, agora diz que a dívida é impagável. Que dirão os credores ? 

O ministro das Finanças grego, Euclid Tsakalotos, avisou que a Grécia pode ser um Estado falhado. "É trágico ver os gregos à procura de comida no lixo, a taxa de desemprego nos 25%, empresas a fecharem todos os dias".

Por cá o BE faz tudo para encobrir a calamidade, lançando mão de sucessivas medidas fracturantes. A Grécia desapareceu do radar da imprensa portuguesa . António Costa trilha o mesmo caminho e viajou para Atenas para juntar o nosso país à Grécia. O PM português saberá porque não viajou para outros lugares bem mais felizes.

tsipras.jpg

 

 

Colar Portugal à Grécia foi para já o grande resultado

Separar Espanha e Irlanda de um lado e Portugal e a Grécia do outro. Os primeiros a crescer na economia e a cumprir os défices, os segundos a patinar no crescimento económico . Os primeiros a sair dos défices excessivos os segundos a correrem o risco de não beneficiarem das ajudas do BCE.

O Morgan Stanley antecipa que Portugal cresça apenas 1,3% neste ano e que o défice orçamental persista em 3% do PIB até 2017, o que, a verificar-se, não permitirá ao país sair do procedimento europeu dos défices excessivos. A previsão inicial do governo de crescimento era de 2,4% que foi baixando e já vai em 1,3%. Um desastre. É só preciso saber quanto é que o IVA vai aumentar.

António Costa apresentou ao Parlamento uma proposta de Orçamento do Estado assente numa previsão de evolução do PIB de 1,8% em vez de 2,1% - valor que a Comissão Europeia e o FMI continuam a considerar excessivamente optimista, calculando 1,6% e 1,4%, respectivamente. O Governo comprometeu-se, por seu turno, com um défice orçamental máximo de 2,2% do PIB, meta que Bruxelas considera também difícil de cumprir sem medidas adicionais de austeridade, tendo, por isso, pedido a Lisboa para ter pronto um plano B.

Os juros da dívida em Portugal agravam em todos os prazos

Porque será que as taxas de juro agravam em todos os prazos ? Mesmo aqui ao lado, em Espanha,  apesar da discussão e de não haver governo há meses, as taxas de juro não crescem. Na Grécia seguem a crescer

Nos restantes periféricos, as 'yields' da dívida estão, tal como no caso da República portuguesa, em alta, mas, tanto em Espanha como Itália, o agravamento na sessão não vai, nesta segunda-feira, além dos 5 pontos base.

Comparada a evolução da subida das 'yields' destes países com a portuguesa, o cenário é ainda mais gravoso. Nem o impasse político vivido aqui ao lado, em Espanha, nem as dúvidas relativas ao desempenho do sistema financeiro italiano colocam tanta pressão sobre as respectivas taxas de juro em mercado secundário. O 'spread' da dívida portuguesa face à italiana está em máximos de Março de 2014. Perante as 'yields' espanholas, a diferença entre o que os investidores pedem para a dívida da Coroa e a da República é a maior desde Janeiro de 2014.

Já a Grécia, de novo a viver um clima de conturbação social (de que são face visível as manifestações e bloqueios de estradas dos agricultores), vê os juros da sua dívida em mercado secundário agravarem 30 pontos bases.

O grau zero da política

Com um candidato previsivelmente vencedor entregue à mais rasteira das campanhas perante o recuo do PS, que não se atreveu a assumir um candidato próprio, a questão que se coloca não é tanto o ruído de fundo em torno das chamadas «direita» e «esquerda», mas sim a questão de saber se – sim ou não? – o país vai completar a recuperação económica e financeira empreendida após a virtual bancarrota de 2011 ou se vai desbaratar os poucos ganhos conseguidos e cair numa nova forma de resgate. Por outras palavras, se a «frente popular» vai adoptar o «modelo grego» de tomar o poder a toda a custa, nem que seja para fazer aquilo que os credores exigirem de forma a conseguir fechar as contas de cada mês, tal como fez o Syriza e o PSOE aliado ao Podemos ameaçam fazer na Espanha aqui ao lado?