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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Governo devia criar condições para não voltar a ir à falência

Miguel Sousa Tavares diz publicamente o que já muitos temem. A economia não está a crescer o suficiente apesar do bom ambiente externo . No que resta do ano o PIB vai perder gaz e em 2018 também. A dívida não desce e o défice externo aumenta à boleia das importações ( de automóveis não de maquinaria fabril) .

A despesa do Estado cresce para agradar aos funcionários públicos e pensionistas naturais votantes no PCP e do BE . Tudo igual a 2011 quando o governo de Sócrates pediu ajuda externa.

Vídeo : http://expresso.sapo.pt/politica/2017-09-11-Sousa-Tavares-Governo-devia-criar-condicoes-para-nao-voltar-a-ir-a-falencia

FMI arrasa previsões do governo

Enquanto cá dentro vamos de vitória em vitória lá fora não acreditam. Agora é a vez do FMI .

Onde o governo vê avanços - no crescimento da economia, no défice, no desemprego - o FMI vê retrocessos . É uma rasia penosa de se ver .

De acordo com as projeções do World Economic Outlook, o défice deve baixar para 1,9% do PIB em 2017 (o governo diz 1,5%), mas a partir daqui vai sempre subir, chegando a 2,6% em 2022. O FMI faz estas contas assumindo um cenário de políticas invariantes a partir de 2017; no Programa de Estabilidade, o governo chega a um excedente de 0,5% em 2021 (o FMI diz défice de 2,4%).

Coisa pouca .

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Braço de ferro

A folga conseguida com a redução do défice vai ser reivindicada para fazer mais despesa. O BE não se cala dia nenhum a exigir mais despesa. Mas faz muito mal.

Porque precisamos como do pão para a boca de diminuir a dívida de forma visível. Baixar as taxas de juro e com isso os encargos com juros ( custam tanto como todo o SNS) . E precisamos de baixar a carga fiscal sobre as famílias e as empresas.

A beneficiar de condições excepcionais - robusta recuperação da economia europeia , aumento assinalável das exportações, depreciação do Euro, baixo custo do petróleo - a economia tem que crescer mais . E isso faz-se com investimento e produtividade que o BE e o PCP não têm como prioridade .

E o braço de ferro entre o governo e os partidos extremistas vai acentuar-se entre a exigência de devolução de rendimentos e mais despesa por parte dos apoios parlamentares e maior consolidação orçamental por parte do governo .

Vamos ver se o governo não cede a políticas populares que neste momento prejudicariam muito do trabalho realizado desde há cinco anos.  Bruxelas não compreenderia e as agências de notação não nos tirariam do "lixo" e, sem isso, não há baixa da taxa de juros.

E a retirada do programa de compra de dívida por parte do BCE é uma espada de Damocles sobre a taxa de juros. E é só uma questão de tempo .

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Se 80% dos europeus são a favor da UE como é que os partidos anti-Europa chegam ao poder ?

Oitenta por cento dos europeus ( 72% para ser mais exacto) são a favor da União Europeia e da Zona Euro .Como é que os partidos anti-UE podem ganhar eleições com maioria absoluta? Ganhar ( com maioria relativa) podem mas não chega para governar.

Só se for como acontece em Portugal. Mas não por terem ganho eleições. Em conjunto PCP+BE valem 14% dos votos.

  1. Em França, Le Pen, até pode ganhar eleições mas jamais fará maioria absoluta sozinha ou em conjunto com outros partidos. A maioria absoluta está do lado dos partidos pró-europeus. O mesmo se passa na Holanda onde a maioria absoluta dos mandatos são pró-UE .

Na Alemanha, Merkel e Schultz representam dois partidos ( juntos fazem maioria absoluta) pró-UE. O mesmo na Espanha e, até mesmo a Grécia,( tão fustigada pela austeridade) tem uma população maioritariamente pró-UE. O Syriza ainda não teve tempo de sair ? Mesmo o Reino Unido com o seu Brexit, abriu brechas profundas entre a Inglaterra, a Irlanda e a Escócia, e não falta quem queira voltar mesmo antes de sair.

Mas a ideia que passa na comunicação social é que estamos à beira de os partidos anti-UE, sejam de direita sejam de esquerda, tomem conta do poder e desarticulem o espaço europeu.

Estamos muito longe disso. Felizmente . Mas esta lega-lenga do sair veio para ficar 

Este governo é um equívoco

Mas então as instituições internacionais estão todas erradas e só o governo, PS, PCP e BE é que estão certos ?

Quando António Costa se juntou ao PCP e ao BE, ainda parecia haver uma orientação. A prioridade era obter crescimento económico através do consumo interno e do investimento público. Na Europa, Portugal ia integrar a aliança meridional contra o espartilho germânico. Era uma opção. Podia não ser a melhor, mas era uma opção. Só que não foi nada disso que se passou. Os partidos que menosprezavam a redução do défice, não falam agora de outra coisa. Os partidos que choravam pelo investimento público, cortaram-no agora até ao osso. Os partidos que protestavam contra o euro e o tratado orçamental, andam agora distraídos. Mas eis o que sucede: apesar de tão bom comportamento, os juros sobem. Sobem para todos? Mas as diferenças de Portugal em relação aos outros também aumentaram.

O problema é, precisamente, a “trajectória”. Portugal não arranca, apesar do crédito e do petróleo baratos. A economia cresce menos do que em 2015 e a dívida aumenta a ritmos recordes para acomodar as reversões, como notou há tempos João César das Neves.

A remodelação feita esta 2º feira preparou a saída de Centeno ?

Além do afastamento de Centeno, Rangel exige que esta seja acompanhada da “inibição de Mourinho Félix fazer parte da equipa do próximo ministro das Finanças”. Isto porque acredita que a “remodelação feita esta segunda-feira pelo Governo já tinha um objetivo escondido. O Governo sabia que Centeno podia ter que abandonar o cargo e pôs Mourinho Félix a número dois, para que o substituísse. Foi uma manobra. Uma cortina de fumo para preparar a saída de Centeno.”

O deputado europeu admite que esta demissão, a acontecer, seria “má para o país, mas é pior para o país ser visto como um estado que tem uma equipa ministerial capaz desta promiscuidade. É a credibilidade junto das instituições europeias que está em causa”. Rangel atira ainda aos parceiros de Governo do PS, dizendo que o PCP e o BE “que eram no passado tão moralistas, agora são o detergente que lava mais branco.

Paulo Rangel não vê outro caminho senão o afastamento de Centeno, depois de se saber que “o Governo, através do ministro das Finanças e do Secretário de Estado Mourinho Félix andaram a fazer uma lei especial com escritórios privados.” O eurodeputado acrescenta ainda que esta “já não é a primeira vez, depois de levarem um administrador privado a negociar com a Comissão Europeia e o BCE a recapitalização do banco público. Isto demonstra a promiscuidade desta equipa das Finanças.”

PS, PC e BE escondem o quê na CAIXA ?

O governo anda a esconder muitas coisas na CAIXA ao ponto de não cumprir uma decisão de um tribunal . Esconde o quê ?

Há, porém, segredos mais concretos que o PS continua a esconder da opinião pública, com o apoio do PCP e do BE, que em qualquer outro caso seriam os primeiros a berrar contra o PS. Perante este escamoteamento da real situação da CGD, duas coisas chamam a atenção. A primeira é óbvia. Trata-se, simultaneamente, de esconder o valor exacto das chamadas imparidades, cujo buraco sobe e desce segundo os comentadores, e ao mesmo tempo esconder os nomes dos «caloteiros», entre os quais figura certamente a «fina flor» dos capitalistas protegidos pelos sucessivos governos, nomeadamente na era de Sócrates e Vara, acabando por levar o país à bancarrota!

O confronto anunciado entre o governo e os seus apoios

Uma fotografia impressiva no DN - alunos com uma manta pelos joelhos em plena aula . E já lá vai um ano de um governo do PS com o apoio do PCP e do BE .

O pão e circo da reposição de rendimentos tem os seus limites e a TSU foi uma espécie de aquecimento. O renascimento dos sindicatos dos professores, a propósito do combate à precariedade e integração dos contratados, é apenas um exemplo. António Costa vai ter um 2017 trabalhoso, e será precisamente nestas áreas - educação e saúde - que o choque com a esquerda vai ser mais difícil. Ou isso, ou Bloco e PCP vão ter de fechar as cartilhas na gaveta, em nome de um governo que não é o deles.

O PS ainda se vai arrepender muito desta solução à esquerda

Só a maioria absoluta poderá tirar o PS das sete varas em que se meteu. Mas é muito dificil de obter e não a obtendo e não podendo ir mais longe nas cedências ao PCP e ao BE ( como se vê com a TSU ) o PS ainda se vai arrepender muito desta solução conjunta à esquerda .

Porque no que diz respeito à União Europeia e à Zona Euro não se vê como o PS poderá engolir mais sapos e, ainda, as inevitáveis reformas estruturais a que a Europa obriga e de que o país precisa só as pode conseguir aliado ao PSD . A quadratura do círculo político em que Costa se meteu parece ser o limite da sua habilidade política .

Por outro lado Passos não desarma e o PS não poderá a partir de agora fazer de conta que não sabe que não tem maioria estável e credível na Assembleia. A tempestade que se adivinha à volta das PPPs na saúde são o próximo impasse e outros vão chegar .É que azeite e água não se misturam.

E é por tudo isto que Francisco Assis disse o que disse ( eleições antecipadas ) e que Trigo Pereira fale em moção de confiança. Ambos dirigentes do PS .

E talvez ainda mais significativo, Manuela Ferreira Leite sentencia que o governo acabou , a mesma que andava a fazer o funeral a Passos Coelho . E que dizer do ataque descabelado de Marques Mendes ? Os sinais são cada vez mais fortes .

 

 

Tem tudo para acabar em desgraça

Diz que foi passada a página da austeridade mas é difícil encontrar um governo, mesmo o de Passos, que fizesse tantas cativações de despesa corrente e de investimento. E como a economia não cresceu isto vai acabar mal é uma questão de tempo.

E não se espere que PCP e BE acalmem nas suas reinvindicações para maior despesa em 2017. E como a economia não vai crescer, a dívida e os juros continuarão a subir .Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo.

As famílias gastam enquanto o crédito bancário pessoal aumenta, tudo na ilusão que há mais dinheiro para gastar. Estamos perto do principio que nos levou à crise. Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo .

Se a tudo isto que nos colhe internamente juntarmos as várias tempestades que, externamente, nos espreitam, tem tudo para acabar em desgraça.

Até o défice a que baixaram a cabeça obedientemente, exigiu medidas de última hora não previstas e não repetíveis. Mas, no caso, ainda bem. Haja alguma coisa que se diga "mesa de Deus ".