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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A fila da mercearia

Este governo na ânsia de agradar aos seus potenciais eleitores vende tudo a pataco. Não é um governo é uma mercearia.

O que está em causa deixou por isso de ser um processo suave de reajustamento que contemplava a reposição dos legítimos direitos laborais dos funcionários públicos. Deixou de ser uma gestão criteriosa do presente com olhos postos no futuro e transformou-se numa atitude novo-rica de quem rega os problemas com dinheiro para não ter de os resolver pela base. O Governo é em si mesmo uma geringonça e escangalha-se ao cair na tentação fácil de acreditar que segue em frente sem ter de fazer esforço para caminhar. É uma manta de retalhos abençoada pelo crescimento da economia a ser puxada por forças centrípetas às quais não sabe, não pode ou não quer resistir. É o actor de uma peça de argumento leviano na qual Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e os seus aliados sindicais fazem de ponto.

O que está a acontecer vai provocar um aumento desmesurado da despesa rígida do Estado. O destino das contas do Estado voltará a deixar de ficar sob a alçada do nosso controlo e passará a depender da providência das taxas de juros, do crescimento dos nossos parceiros ou da estabilidade política na União Europeia. Voltamos ao passado, como se fôssemos um país estúpido e incapaz de aprender à sua custa dos seus erros. O Governo que até agora tinha conseguido afastar o diabo mantendo um sólido compromisso entre o equilíbrio das contas públicas e a melhoria dos rendimentos dos deslumbrou-se e viajou para a estratosfera.

Um governo a escangalhar-se

“Depois de prometer meio mundo e o outro aos servidores do Estado, escancararam-se as portas a todas as reivindicações e todas as reivindicações tiveram direito a promessas que destruíram o balanço da orientação política até aqui mantida por António Costa e Mário Centeno”, analisa Manuel Carvalho, no Público, num texto intitulado “O governo a escangalhar-se”.

Custa a acreditar que se esqueça tão depressa o que aconteceu em 2010 e se volte a repetir com naturalidade os vícios que custaram despedimentos, quebras e cortes de salários, impostos agravados e o vexame internacional.

Quem viveu acima das suas possibilidades foi o Estado não foram as pessoas . De tal maneira que apesar de estarmos bem melhor do que quando as progressões foram interrompidas ainda não é possível repô-las.

Sentença de Marcelo e de António Costa . A página da austeridade não foi virada nem o será tão cedo .

 

 

Já não há dinheiro para a comida nas prisões nem nas escolas

Este governo demonstrou que as devoluções podiam ser mais rápidas do que o proposto pela PÁF . Mas os resultados não estão a ser bons.

"Há aqui dois erros. Em primeiro lugar, a performance económica é ainda medíocre e não está demonstrado, nem de longe nem de perto, que os principais bloqueios da economia portuguesa estejam ultrapassados. Em segundo lugar, como é absolutamente evidente para quem tem um resquício de honestidade intelectual, pouco do crescimento macroeconómico tem que ver com as escolhas de fundo deste governo. O principal mérito deste governo é, tão-somente, mostrar que a “devolução dos rendimentos” podia ser feita a um ritmo superior ao proposto pela PàF (se bem que não tão depressa como estão a fazer, basta lembrar que já nem dinheiro há para a comida nas prisões).

E é neste ponto em que estamos com as reivindicações dos professores, a que se seguirão muitas outras. O facto de o Governo não repor as carreiras é a demonstração cabal de que os cortes na despesa foram necessários — e vale a pena lembrar que medidas de austeridade mais ou menos draconianas têm vindo a ser tomadas desde 2002. O problema é que é um pouco tarde para ter este discurso."

Os parceiros do governo são a verdadeira oposição

António Costa de cabeça perdida e desorientado tenta nova fuga . Anuncia a deslocação do INFARMED para o Porto ( somos muitos descentralizadores, não somos ?) e ao mesmo tempo deixa ao bom senso ( ou à falta de senso) dos sindicatos (PCP e BE) a decisão quanto à recuperação das carreiras.

Uma espécie de " vejam lá se resolvem isso ", enquanto se queixa de falta de dinheiro ele que andava a prometer tudo a todos. Disse que não, disse que talvez, disse que sim e finalmente(?) disse que não. Mas como não quer sofrer sozinho os custos da decisão procura desesperadamente envolver os seus apoios e na falta deles a oposição.

Do largo do Rato chegam sinais de desconforto com o atual estado de coisas. O PS que já fazia contas à maioria absoluta não caminha em boa forma para as legislativas. Os tempos que se seguem não serão fáceis. O PSD com nova liderança marcará mais a agenda e vai crescer nas sondagens. Mas o grande desgaste do Governo virá das esquerdas. Os parceiros tornaram-se a verdadeira oposição. E o Presidente Marcelo, como agora se viu, não deixará de intervir sempre que discordar das escolhas. António Costa sabe que o rumo dos acontecimentos e o fim do seu estado de graça são bem concretos. Costa é cada vez mais o primeiro-ministro de um Governo minoritário. E isso é tudo menos abstrato.

Em apenas dois anos de governo .É muito mau .

O governo não espera ser governo na próxima legislatura ?

Faz um acordo agora e paga na próxima Legislatura já com um outro governo. Isto é o reconhecimento de que não será governo na próxima legislatura ?

"Qualquer que seja a solução que seja admitida deverá começar a vigorar ainda nesta legislatura. O que não estou de acordo é que qualquer solução, mesmo que represente um encargo financeiro muito diluído plurianualmente, seja atirado para depois das eleições legislativas", frisou.

Dizendo esperar "formar o próximo Governo", Santana defendeu que o atual executivo não tem legitimidade para "entregar o encargo a quem vier depois".

A linha vermelha para os empresários é a Legislação Laboral e Santana Lopes reiterou que tem de haver estabilidade em matéria laboral sob pena de afastar o investimento.

"Se se mexe na legislação laboral no sentido que algumas forças de esquerda querem, só tem uma consequência: afugentar o investimento, o que gera menos emprego e menos rendimento para as famílias portuguesas", alertou.

Tudo isto é mau de mais para apenas dois anos de governação.

 

 

 

O PSD de bem com o governo e de mal com a esquerda ou ao contrário ?

O PSD vai deixar o problema da progressão das carreiras dos professores nas mãos do governo . E faz bem . O governo que se "desmerde" já que desta vez não tem como fugir .

De bem com o PS e de mal com o PCP e o BE  ou ao contrário ? Se quiser colocar o governo em dificuldades é colocar-se ao lado da extrema esquerda que está a guilhotinar o orçamento. PCP e BE sabem muito bem que não há folga orçamental . Se não há pão deem-lhes croissans, dizia a Austríaca em Versailhes quando o povo já se amotinava.

Claro que os dois partidos anti-Europa basicamente o que querem é testar até onde vai o governo no cumprimento das metas do Tratado Orçamental. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos porque ambos os partidos estão grávidos de saber que António Costa e Mário Centeno não afrontarão a União Europeia e a Zona Euro.

Vamos pois ter um 2018 e um 2019 com uma luta doméstica ( agressão?) . Penoso, estão todos atados de pés e mãos. O primeiro que ceder, abrindo uma crise governamental desaparece do mapa eleitoral .

Prejudicial, porque se até agora não tomaram decisão nenhuma relevante e estrutural a partir de agora o governo "vai ser uma espécie de mortos-vivos".

Até que eleições antecipadas ou não nos despertem do pesadelo.

O PCP e o BE apoiam os professores ou o governo ?

Pensamento do dia:

Mais um hino à hipocrisia

O kamarada Jerónimo e a trotskista caviar Katarina, numa absoluta demonstração de hipocrisia sem vergonha, vieram hoje a publico dizer que apoiam a greve dos professores.

Se de facto apoiam as reivindicações dos professores, então porque é que votaram a favor de um Orçamento de Estado onde tais reivindicações não estão incluidas?

Se de facto estão do lado dos professores, e dado que a aprovação do OE na especialidade esta totalmente dependente dos votos do PCP e do BE, porque não dizem então ao governo que ou coloca no OE a dotação orçamental necessaria para financiar os custos do descongelamento das carreiras dos professores, ou caso o governo não o faça, votarão contra o OE?

E assim nos vão tratando como se fossemos todos uma cambada de tolos e ignorantes.

A popularidade do governo é a projeção da popularidade de Marcelo

Um governo assente numa formula frágil tendo como base um partido perdedor nas eleições em coligação com partidos que não permitem um projecto comum, explica a reacção destemperada ao discurso do Presidente da República de 17 de Outubro.

No primeiro incêndio Costa fugiu para férias no segundo tentou fugir politicamente. Marcelo colocou-o no lugar .

O Governo quis atacar o Presidente com a caricatura do Marcelo palaciano, intriguista e desleal. Mas há dois aspectos que os estrategas não terão medido bem. Em primeiro lugar, mediram pessimamente a percepção do eleitorado sobre a razão e a seriedade com que o Presidente falou. A esmagadora maioria das pessoas concorda que o Estado falhou redondamente e que Marcelo fez muito bem ao assumi-lo e ao exigir responsabilidades. Em segundo lugar, o Governo não percebeu o quanto a imagem do primeiro-ministro saiu afectada do sucedido.

Desde Pedrógão, o que vimos foi um líder incrédulo com a realidade, num transe de desresponsabilização e auto-elogio, entre a futilidade imediata dos "focus groups" e a utilidade distante da reforma da floresta. O modo cobarde e insidioso com que Costa respondeu ao Presidente revela que, afinal, a sua habilidade é mais filha da pequenez dos palacianos do que da grandeza dos estadistas.

 

O actual governo autorizou plantar mais eucaliptos que o governo anterior

Depois vem a verdade envolta na mentira pós verdade ou nas meias verdades com que este governo nos aldraba.

A partir dos dados divulgados, que abarcam o período que medeia entre outubro de 2013 e o final do primeiro semestre de 2017, as duas organizações calculam que o Governo anterior tenha sido responsável por um acréscimo de 43% na plantação de eucaliptos. Já o atual Governo “é responsável, só até ao final do primeiro semestre do presente ano, por 57% da expansão legal desta espécie exótica em Portugal”, afirma a Quercus em comunicado.

A organização ambientalista refere também que o Executivo liderado por António Costa “se comprometeu a travar a expansão desta espécie em Portugal (conforme consta no seu Programa, página 179)”, mas que os dados do ICNF demonstram que se “regista um acréscimo significativo” em relação aos licenciamentos atribuídos pelo Governo anterior.

Depois muito indignados apontam as políticas da floresta dos governos anteriores  como as responsáveis pelas mortes.

 

 

O PCP deseja um governo PS/BE

É cada vez maior o incómodo do PCP em pertencer "à solução conjunta" e o resultado das autárquicas intensificou as exigências. Entre críticas ao governo por causa dos incêndios e as greves o PCP já está a preparar o retorno à sua natureza de partido de protesto.

Sobre a possibilidade de o partido vir a integrar um futuro Governo do PS, o líder do PCP considera que existem "problemas objetivos", como as posições do PS sobre a União Europeia e o euro, que "a não serem alterados, removidos" impedem esse cenário e chama a atenção que, "tanto os setores da direita política como da direita económica", parecem preferir quadros ou de maioria absoluta do PS ou de uma aliança entre socialistas e bloquistas, sem o PCP.

E quem é que ousa considerar que o PS alguma vez coloque em cima da mesa as suas posições sobre a União Europeia e o euro ? O PCP sabe-o melhor  que ninguém e por isso já navega águas que sabe não serem suas. Deixar o barco é agora a sua maior ambição mas não quer saltar fora sem antes obter o maior benefício possível para as suas exigências. 

As eleições sejam ou não antecipadas dar-lhe-ão o pretexto razoável para não ser responsabilizado pelo abandono.