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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Rio garante que tudo fará para impedir o governo das esquerdas

A leitura é simples mas a sua comunicação e a sua implementação exigem uma lucidez e coragem assinaláveis. Impedir a continuação do governo das esquerdas é suficientemente importante para o país e resume todo um programa partidário se mais não for possível. Ganhar as eleições legislativas com maioria absoluta.

É que o actual governo é apoiado por dois partidos anti-União Europeia e anti-Zona Euro, e a sua natureza mais profunda é visceralmente diferente do PS europeu, democrático e pró-economia social de mercado.

É, por isso, que a sua acção governativa está esgotada com a devolução parcial dos rendimentos, que exigiu um aumento brutal da carga fiscal em impostos indirectos, e não foi capaz de efectuar qualquer reforma estrutural sem as quais Portugal não sairá do fundo da tabela e não lançará o crescimento do PIB para 3%-4% , condição indispensável para reduzir a dívida para 60%- 90% e eliminar a pobreza ainda existente.

"Há uma pessoa que explicaria melhor isso ao doutor Santana Lopes do que eu, que é o professor Marcelo Rebelo de Sousa. Quando o engenheiro Guterres teve um Governo minoritário, o PSD liderado pelo doutor Marcelo Rebelo de Sousa e eu, na altura secretário-geral, permitiu que aquele primeiro-ministro, que teve mais votos, governasse que foi o caso do engenheiro António Guterres", adiantou.

Já sobre as sondagens para as eleições diretas do PSD, que se realizam no sábado, o ex-presidente da Câmara do Porto sublinhou: "as indicações que o doutor Santana Lopes tem são as mesmas que eu, ambos sabemos que estou francamente à frente e é precisamente por estar francamente à frente que ele, entretanto, teve de mudar de discurso, de agudizar o discurso. Quem vai atrás tem de inventar qualquer coisa".

Deixar o PS com um único cenário que é o de ficar eternamente amarrado à extrema esquerda não é do interesse superior do país.

 

O erro que nos mantém na cauda da Europa

Por termos um governo que não implementa as reformas necessárias por limitação das esquerdas ; que obriga o PS a  fazer uma política de mínimos ; e uma economia que produz em 2017 o que produzia em 2008 ; eis as razões que suportam as conclusões que o Prof Ricardo Paes Mamede evidencia. E o desastre( que o Prof confirma ao contrário do que quer transmitir) está aí à vista de todos.

Duas mensagens a reter do Boletim Económico de Inverno do Banco de Portugal:

1ª) A economia e o emprego vão continuar a crescer em Portugal até o final de 2020, puxados pela recuperação do investimento e por uma procura externa favorável.

2ª) No final de 2020 a distância entre o rendimento médio dos portugueses e a média da zona euro será superior à que era no início do século.

Traduzindo: quem esperava o desastre por termos um governo apoiado pelas esquerdas, enganou-se; quem esperava que participar na zona euro nos aproximaria dos níveis médios de vida dos países mais ricos da Europa, também.

PS: as previsões de médio-prazo do BdP, juntamente com a revisão da notação da dívida portuguesa pela Fitch, são o tema do Choque de Ideias, no Tudo é Economia desta noite. Às 23h30, na RTP3.

Sondagem - governo com nota negativa

O PS anda nos 40,2% longe da maioria absoluta e o PSD nos 27,9% . Os restantes partidos andam ao nível habitual abaixo dos 10%.

Mas o mais importante e significativo é que o governo já está com nota negativa. É óbvio que está esgotado e os eleitores já perceberam .

Comprende-se a guerra que por aí anda entre os partidos da coligação com comentários que roçam o básico. Querem desfazer a geringonça mas vão ter que aguentar mais dois anos período em que se vão anular uns aos outros.

A fila da mercearia

Este governo na ânsia de agradar aos seus potenciais eleitores vende tudo a pataco. Não é um governo é uma mercearia.

O que está em causa deixou por isso de ser um processo suave de reajustamento que contemplava a reposição dos legítimos direitos laborais dos funcionários públicos. Deixou de ser uma gestão criteriosa do presente com olhos postos no futuro e transformou-se numa atitude novo-rica de quem rega os problemas com dinheiro para não ter de os resolver pela base. O Governo é em si mesmo uma geringonça e escangalha-se ao cair na tentação fácil de acreditar que segue em frente sem ter de fazer esforço para caminhar. É uma manta de retalhos abençoada pelo crescimento da economia a ser puxada por forças centrípetas às quais não sabe, não pode ou não quer resistir. É o actor de uma peça de argumento leviano na qual Catarina Martins, Jerónimo de Sousa e os seus aliados sindicais fazem de ponto.

O que está a acontecer vai provocar um aumento desmesurado da despesa rígida do Estado. O destino das contas do Estado voltará a deixar de ficar sob a alçada do nosso controlo e passará a depender da providência das taxas de juros, do crescimento dos nossos parceiros ou da estabilidade política na União Europeia. Voltamos ao passado, como se fôssemos um país estúpido e incapaz de aprender à sua custa dos seus erros. O Governo que até agora tinha conseguido afastar o diabo mantendo um sólido compromisso entre o equilíbrio das contas públicas e a melhoria dos rendimentos dos deslumbrou-se e viajou para a estratosfera.

Um governo a escangalhar-se

“Depois de prometer meio mundo e o outro aos servidores do Estado, escancararam-se as portas a todas as reivindicações e todas as reivindicações tiveram direito a promessas que destruíram o balanço da orientação política até aqui mantida por António Costa e Mário Centeno”, analisa Manuel Carvalho, no Público, num texto intitulado “O governo a escangalhar-se”.

Custa a acreditar que se esqueça tão depressa o que aconteceu em 2010 e se volte a repetir com naturalidade os vícios que custaram despedimentos, quebras e cortes de salários, impostos agravados e o vexame internacional.

Quem viveu acima das suas possibilidades foi o Estado não foram as pessoas . De tal maneira que apesar de estarmos bem melhor do que quando as progressões foram interrompidas ainda não é possível repô-las.

Sentença de Marcelo e de António Costa . A página da austeridade não foi virada nem o será tão cedo .

 

 

Já não há dinheiro para a comida nas prisões nem nas escolas

Este governo demonstrou que as devoluções podiam ser mais rápidas do que o proposto pela PÁF . Mas os resultados não estão a ser bons.

"Há aqui dois erros. Em primeiro lugar, a performance económica é ainda medíocre e não está demonstrado, nem de longe nem de perto, que os principais bloqueios da economia portuguesa estejam ultrapassados. Em segundo lugar, como é absolutamente evidente para quem tem um resquício de honestidade intelectual, pouco do crescimento macroeconómico tem que ver com as escolhas de fundo deste governo. O principal mérito deste governo é, tão-somente, mostrar que a “devolução dos rendimentos” podia ser feita a um ritmo superior ao proposto pela PàF (se bem que não tão depressa como estão a fazer, basta lembrar que já nem dinheiro há para a comida nas prisões).

E é neste ponto em que estamos com as reivindicações dos professores, a que se seguirão muitas outras. O facto de o Governo não repor as carreiras é a demonstração cabal de que os cortes na despesa foram necessários — e vale a pena lembrar que medidas de austeridade mais ou menos draconianas têm vindo a ser tomadas desde 2002. O problema é que é um pouco tarde para ter este discurso."

Os parceiros do governo são a verdadeira oposição

António Costa de cabeça perdida e desorientado tenta nova fuga . Anuncia a deslocação do INFARMED para o Porto ( somos muitos descentralizadores, não somos ?) e ao mesmo tempo deixa ao bom senso ( ou à falta de senso) dos sindicatos (PCP e BE) a decisão quanto à recuperação das carreiras.

Uma espécie de " vejam lá se resolvem isso ", enquanto se queixa de falta de dinheiro ele que andava a prometer tudo a todos. Disse que não, disse que talvez, disse que sim e finalmente(?) disse que não. Mas como não quer sofrer sozinho os custos da decisão procura desesperadamente envolver os seus apoios e na falta deles a oposição.

Do largo do Rato chegam sinais de desconforto com o atual estado de coisas. O PS que já fazia contas à maioria absoluta não caminha em boa forma para as legislativas. Os tempos que se seguem não serão fáceis. O PSD com nova liderança marcará mais a agenda e vai crescer nas sondagens. Mas o grande desgaste do Governo virá das esquerdas. Os parceiros tornaram-se a verdadeira oposição. E o Presidente Marcelo, como agora se viu, não deixará de intervir sempre que discordar das escolhas. António Costa sabe que o rumo dos acontecimentos e o fim do seu estado de graça são bem concretos. Costa é cada vez mais o primeiro-ministro de um Governo minoritário. E isso é tudo menos abstrato.

Em apenas dois anos de governo .É muito mau .

O governo não espera ser governo na próxima legislatura ?

Faz um acordo agora e paga na próxima Legislatura já com um outro governo. Isto é o reconhecimento de que não será governo na próxima legislatura ?

"Qualquer que seja a solução que seja admitida deverá começar a vigorar ainda nesta legislatura. O que não estou de acordo é que qualquer solução, mesmo que represente um encargo financeiro muito diluído plurianualmente, seja atirado para depois das eleições legislativas", frisou.

Dizendo esperar "formar o próximo Governo", Santana defendeu que o atual executivo não tem legitimidade para "entregar o encargo a quem vier depois".

A linha vermelha para os empresários é a Legislação Laboral e Santana Lopes reiterou que tem de haver estabilidade em matéria laboral sob pena de afastar o investimento.

"Se se mexe na legislação laboral no sentido que algumas forças de esquerda querem, só tem uma consequência: afugentar o investimento, o que gera menos emprego e menos rendimento para as famílias portuguesas", alertou.

Tudo isto é mau de mais para apenas dois anos de governação.

 

 

 

O PSD de bem com o governo e de mal com a esquerda ou ao contrário ?

O PSD vai deixar o problema da progressão das carreiras dos professores nas mãos do governo . E faz bem . O governo que se "desmerde" já que desta vez não tem como fugir .

De bem com o PS e de mal com o PCP e o BE  ou ao contrário ? Se quiser colocar o governo em dificuldades é colocar-se ao lado da extrema esquerda que está a guilhotinar o orçamento. PCP e BE sabem muito bem que não há folga orçamental . Se não há pão deem-lhes croissans, dizia a Austríaca em Versailhes quando o povo já se amotinava.

Claro que os dois partidos anti-Europa basicamente o que querem é testar até onde vai o governo no cumprimento das metas do Tratado Orçamental. Quem tem amigos destes não precisa de inimigos porque ambos os partidos estão grávidos de saber que António Costa e Mário Centeno não afrontarão a União Europeia e a Zona Euro.

Vamos pois ter um 2018 e um 2019 com uma luta doméstica ( agressão?) . Penoso, estão todos atados de pés e mãos. O primeiro que ceder, abrindo uma crise governamental desaparece do mapa eleitoral .

Prejudicial, porque se até agora não tomaram decisão nenhuma relevante e estrutural a partir de agora o governo "vai ser uma espécie de mortos-vivos".

Até que eleições antecipadas ou não nos despertem do pesadelo.