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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PCP e BE à mesa das negociações com o presidente do Eurogrupo

Para o PCP e o BE acabou o fingimento, estão contra mais aprovam o orçamento que cumpre todas as determinações de Bruxelas. O PS arranjou, enfim, um culpado, e o PSD e o CDS têm que arranjar um caminho alternativo. De direita, porque agora as políticas da Europa são de esquerda.

Porque ter o ministro das Finanças nesse cargo implica um compromisso do actual governo e do PS para com o cumprimento das regras orçamentais europeias, apesar da desconfiança e das pressões de PCP e BE. O que inevitavelmente arrasta a questão para a política nacional: também será esta uma boa notícia para os partidos? Para o PS, sim. 

Do lado da geringonça, a tensão é óbvia embora, no seu cerne, se limite às aparências. Sim, há algo de inconveniente na situação: PCP e BE, que ainda há poucos anos recusaram orgulhosamente reunir-se com a troika, passarão a sentar-se à mesa de negociações e a alinhar tudo com o presidente do Eurogrupo. Mas, se o incómodo se prevê indisfarçável, na prática nada muda: por mais que tal ideia lhes desagrade, os partidos da geringonça já são o rosto da contenção orçamental que esmaga o funcionamento dos serviços públicos para, em troca, satisfazer as suas clientelas. E é isso que se espera que continue a acontecer, nomeadamente quando se discutir o orçamento para 2019 (ano de eleições legislativas). Ou seja, à esquerda fica tudo na mesma. PCP e BE apenas já não poderão fingir-se inimigos mortais das políticas de contenção orçamental.

Os patrões estão zangados com este orçamento

O governo corre o risco de encontrar as salas vazias quando convidar os empresários para reuniões. É que há muito que um orçamento é tão pouco amigável dos empresários . E o presidente da CIP já avisou.

Contrariamente ao que pensa o primeiro ministro (chapa ganha chapa distribuída) a chapa não é ganha é produzida e acerca da produção de riqueza este orçamento não tem nada. É o próprio governo que prevê a redução do crescimento da economia em 2018 e crescimento ainda mais baixo e a divergir com a Zona Euro  em 2019.

Mas neste orçamento o que se vê é o aumento da despesa pública a par do aumento da dívida. Continuamos a pedir dinheiro emprestado e continuamos com um encargo dos juros da dívida colossal (7,9 mil milhões) . É tão assim que PCP e BE já andam com a história da carochinha da renegociação da dívida. Primeiro gastam ao desbarato e depois querem convencer os credores a facilitar o pagamento da dívida. Os empréstimos e o seu contrário. Um fartar.

E é claro que os empresários nacionais não tomam decisões de investimento e  a captação de investimento estrangeiro não se realiza. Menos produção de riqueza, menos postos de trabalho, menos receitas para o Estado. Menos exportações e mais importações e pior défice externo. Um fartar.

E se a derrama do IRC aumentar de 7% para 9% conforme exigência dos extremistas os empresários podem sempre tornar mais rigoroso o seu planeamento fiscal. Menos receita para o Estado . 

Depois de distribuída pela administração pública a pequena almofada conseguida, mas mantendo o "enorme aumento de impostos" sobre os privados, a vida do governo não tem sido fácil e vai tornar-se mais difícil.

Em apenas dois anos a "solução conjunta" é um saco de gatos à procura da melhor forma de lixar os parceiros . Sempre soubemos que era uma questão de tempo, não se pode juntar um PS europeu com um PCP e BE anti-europa.

António Costa e Mário Centeno já deram o que tinham a dar para este peditório. E o PCP e o BE vão continuar a exigir até baterem de frente ou fazerem o país cair no buraco que tão afanosamente estão a abrir.

 

Sondagem : continua a contagem descendente para a geringonça

A bem da verdade a contagem descendente já começou há um mês e continua agora em Novembro . Mas é descendente para todos os que se meteram na aventura de salvar a pele a António Costa. E o cheiro do poder fez o resto.

A direita sobe também pelo segundo mês o que mostra que aqueles eleitores livres que votam segundo o que lhes parece ser o interesse nacional , da mesma forma que há dois anos se passaram da direita para a esquerda estão agora a fazer o caminho inverso.

É preciso notar que nunca o PS e António Costa anunciaram aos eleitores que fariam uma coligação após eleições. Está para saber se o resultado seria outro e não inviabilizaria a solução encontrada nas costas dos eleitores. Mas os cidadãos já tinham percebido. A geringonça morreu hoje

A tendência na sondagem realizada pela Eurosondagem para o Expresso e para a SIC é clara: os principais partidos da ‘gerigonça’ recuam nas intenções de voto, enquanto os partidos da oposição ganham terreno. Já tinha sido assim em Outubro .

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 E, como, após tão nefasta e inglória coligação a sua repetição não acontecerá tão cedo (O PCP já disse que não e PS e BE não chegam à maioria e têm graves diferenças entre eles) a soma final que conta para formar governo já anda próxima dos 5%. Poucochinho, nada que um orçamento sem dinheiro e com graves desigualdades não resolva.

O país perdeu dois anos não executando as reformas estruturais sem as quais não sairemos "desta apagada e vil tristeza " 

A geringonça morreu hoje que a terra lhe seja pesada

A solidez da "solução conjunta" que governa o país nunca foi nenhuma e regeu-se sempre por razões partidárias e instrumentais e não por razões estratégicas e nacionais. Mete dó ver o PS com as calças na mão perante os extremistas com quem se coligou a pedir ao PSD para "ter sentido de estado" e não se juntar aos seus apoiantes.

O orçamento em discussão passou a certidão de óbito à geringonça após as autárquicas terem feito a autópsia e a União Europeia ter dado o cheque mate.

Isto, apesar de António Costa andar a cantar ossanas ao crescimento maior do século, ao défice menor dos últimos dez anos e ao menor desemprego .O primeiro ministro há muito que anda a dar "beijos da vida" a comunistas e bloquistas para tentar salvar a solução conjunta. Que nunca esteve viva e sempre passou a ideia de estar nos "cuidados continuados".

Como sempre se soube, para quem quer saber, comunistas e bloquistas não estão interessados num Portugal europeu, democrático e livre. Estão interessados no comunismo e vêem na União Europeia o seu grande inimigo.

Nunca esperei outra coisa, mais tarde ou mais cedo o que está a acontecer hoje na Assembleia da República só surpreende por ser tão cedo, ao fim de apenas dois anos, metade da legislatura.

Falta agora juntarem-se dois a dois, longe das vistas da população e separarem-se "de papel passado".

Na geringonça três menos um é igual a dois ?

Como se previa há bastante tempo o PCP anda com pressa de sair e não quer ser confundido com a "solução conjunta" . E depois de perder dez câmaras para o PS ainda tem mais pressa .

António Costa para agradar ao PCP dá-lhe tudo  enquanto puder o que inclui grandes erros como são os casos da derrama do IRC e da tributação dos recibos verdes dos profissionais independentes.

Mas são a forma do PCP deixar cada vez mais claro o seu registo até chegar às eleições legislativas ou encontrar da parte do PS um pretexto para sair airosamente . O problema é que sair equivale a derrubar o governo . O PCP está a comer as passas do Algarve e o PS anda a ver se não tem uma diarreia.

É por isso que três menos um não é igual a dois é igual a zero. Um enorme problema para o PCP e para o PS . E nessa altura o BE vai perceber a sua insignificância. É poucochinho, não chega o que não o impede de dizer que quer "um 2019 mais ambicioso". António Costa também já se descaiu a dizer no Parlamento que "PS e BE não chegam para 2019"

O que se passa em Lisboa quanto aos sentimentos profundos do PCP é mais que óbvio para não falar na sua posição em todas as câmaras que perdeu. Na capital o único vereador do BE ainda chega para fazer de conta que estão numa relação. A má notícia é que os comunistas que andam a fugir do PCP se refugiam no PS . 

Mas o BE anda mortinho para chegar ao governo . O que é uma má notícia para o PS é uma boa notícia para o BE e, no caminho, o PCP regressa ao lugar de onde nunca devia ter saído.

 

Entregar o ouro ao bandido

Jerónimo de Sousa tem um fantasma. Que o PS venha a ter uma maioria absoluta. O PCP ficaria como o idiota útil que ajudou o PS a governar, a ganhar uma maioria absoluta e que em troca seria remetido para a insignificância .

É por isso que avisa que uma segunda edição da geringonça é altamente improvável a não ser que o PCP tenha tantos votos que possa aspirar a ser governo. Doutra forma não brinca.

O seu braço armado - a CGTP- já avisou que o governo PS está muito aquém do cumprimento dos acordos é preciso um governo patriota e de esquerda . E nós todos sabemos o que isso quer dizer, quanto à relação com a União Europeia e a Zona Euro .

Catarina Martins diz que a geringonça é irrepetível deixando a entender que só com mais votos e a governar. Face às sondagens sente-se injustiçada, logo o BE que se arroga pai de tantas medidas de esquerda.

É, claro, que o futuro próximo não é brilhante - é tudo poucochinho - e PCP e BE não podem deixar de se afastar o mais possível do governo de que não fazem parte. A responsabilidade é toda do PS que continua a fazer uma governação de direita . Tudo o que é bom deve-se à determinação e exigência dos partidos à esquerda tudo o que é mau deve-se ao PS de direita.

Só fazendo parte do governo e com mais votos . António Costa pode pagar caro ter remetido os partidos que o apoiam para o papel de idiotas úteis.

 

Com a geringonça não é possível reformar o país

Como começa estar à vista mesmo para os mais ingénuos. O que se passa na Auto Europa com a CGTP ao assalto a uma empresa estratégica por forma a influenciar o orçamento para 2018. E o PCP arranjará sempre uma cenário de rua para influenciar as decisões do governo. O seu braço armado a CGTP encarrega-se de fazer o trabalho de sapa.

"A terceira lição é que o tempo das reformas acabou. Não é possível reformar e modernizar o país enquanto, simultaneamente, se acerta a agenda com PCP e BE, satisfazendo as suas clientelas sindicais e evitando hostilizar o seu posicionamento ideológico. PCP e BE, nomeadamente através do braço da CGTP, constituem as forças políticas mais resistentes à mudança. Isso é absolutamente claro nas matérias laborais ou nos assuntos europeus. Mas não só. Por exemplo, convém não esquecer que, na educação, as políticas públicas que, nos últimos 15 anos, sustentaram a melhoria de desempenhos dos alunos nas avaliações internacionais foram todas implementadas contra esses partidos e os seus agentes educativos. Com mais ou com menos reversões, um futuro com geringonça arrisca-se a ter um horizonte de estagnação."

 

A enorme austeridade que a geringonça continuou a impor ao país

Quem quis ir além da Troika ?

Tudo isto — PERES, corte radical no investimento público e cativações brutais de verbas inscritas no Orçamento para 2016 —, tudo isto constitui os ingredientes principais e decisivos da enorme austeridade que a “geringonça” continuou a impor ao país. E o país, largamente infantilizado, geralmente desinformado e alegremente ludibriado pela narrativa do governo, canta hossanas ao cocheiro da “geringonça”, António Costa. A avaliar pela candura da entrevista concedida ao PÚBLICO de 27 de Julho pelo líder parlamentar do Bloco, este acólito do Governo de Costa finge-se indignado com a dimensão das cativações aplicadas por Centeno, declarando com manifesta estultícia que “o Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível”! O Bloco não lhe concedera poderes para tanto! Infelizmente, o ridículo não mata.

A enorme dose de austeridade que Costa impôs ao país, e que este engoliu sem dar por ela, era em parte totalmente desnecessária: Bruxelas apenas exigiu um deficit de 2,4%, mas Costa quis ir para além da troika e mostrar mais serviço do que lhe pediam — um deficit de 2,1%. 

Portugal desperdiçou quase dois anos e anda meio mundo radiante !!

Graças à “geringonça”, apesar de beneficiar de condições externas mais favoráveis, o pais perdeu quase 2 anos : no crescimento do Pib (que só agora alcançou os niveis que já se verificavam no primeiro semestre de 2015 … mas há quem sustente que é meramente conjuntural) ; na redução do custo do refinanciamento público a mais longo prazo (que duplicou em vez de ter continuado a descer como no resto da zona euro) ; nas reformas estruturais (incluindo a do sistema de pensões, que Passos Coelho queria discutir e fazer e o PS não) ; etc ; etc.

Mesmo assim, anda meio mundo radiante !!

E bem verdade que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está

Se há virtude na "geringonça", e há , a principal é ter transformado a extrema esquerda num cordeirinho em relação à Europa. Veja-se como se afadiga em aprovar orçamentos alinhados com Bruxelas . Sublinhe-se as exigências descabeladas de reestruturação da dívida de há um ano com as mais recentes e cordatas propostas.

PCP e BE aprenderam com o Siryza que lá continua ao leme na Grécia a executar programas de austeridade tal qual PSD/CDS o fizeram por cá. Bem dizia a Mariana Mortágua que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está.

Estamos pois, como o resto da Europa, na direcção certa mas, se o PS não conseguir fazer as reformas estruturais necessárias por oposição da extrema esquerda, mais uma vez ficaremos à bolina à espera que o ambiente externo nos dirija a porto seguro. E o custo da actua acalmia será mais um ciclo de empobrecimento.

Sem reformas, sem o programa do BCE de compra de dívida, sem os subsídios europeus do Programa 2020 para investimento num país onde público e privados não têm dinheiro, qual seria o destino ?

Transformar dois partidos "marginais" do regime, e contestatários da integração europeia, em diligentes cumpridores das exigências dessa mesma integração, empenhados salvadores de bancos, e devotos do rigor orçamental não é coisa pouca .