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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Schulz na Alemanha e Macron em França - o reencontro do motor histórico da UE

Uma Alemanha mais integradora e uma França mais liberal seriam ouro sobre azul para um novo alento da União Europeia.  Um reencontro do eixo histórico Alemanha-França pró União Europeia mas agora ao contrário . Mais integração por parte da Alemanha menos nacionalismo por parte da França . Um encontro  de posições políticas no centro esquerda .

Não estão longe um do outro na geografia política. "Martin Schulz irá conduzir o SPD alemão um pouco mais para a esquerda e Emmanuel Macron está ligeiramente à direita dos socialistas franceses. Podem encontrar-se a meio", explica ao DN o cientista político Kai Arzheimer, da Universidade de Mainz. Talvez a proximidade ideológica faça esbater o fosso geracional: o francês tem 39 anos e o alemão já vai nos 61.

Jérôme Creel, diretor do departamento de estudos na Sience Po, também vê com simpatia essa eventual mudança de protagonistas políticos em Paris e em Berlim: "Um eixo franco-alemão entre Schulz e Macron levaria a uma situação curiosa: uma viragem intervencionista na Alemanha associada a uma viragem liberal em França. Em comparação com a situação atual isso representaria uma convergência de pontos de vista entre as duas nações." Este professor de Economia julga que isso poderia levar a UE a "reencontrar o seu motor histórico".

Da esperança à desistência

O presidente Hollande desistiu da corrida a um segundo mandato ao Eliseu. Esperávamos dele um braço de ferro com a senhora Merkel nas políticas a seguir pela União Europeia. Nada mais triste do que ver um grande país a subscrever a austeridade que os alemães impõem. Se os Franceses não conseguiram o que esperar de Portugal ?

Há, no entanto, uma nova aragem na União Europeia, com menos rigidez ao mesmo tempo que a crise vai ficando para trás.  No entanto, os arames que juntam a situação ainda são frágeis. E há expectativas negativas como sejam, Trump, o Brexit, o resultado das eleições em Itália e a sempre presente revogação da política seguida pelo BCE.

Entretanto, à direita, aparecem nomes com novas ideias ( é claro que não me refiro a Le Pen). No quadro da União Europeia e na Zona Euro, há quem tente desatar o nó . Mais  investimento, mais economia, mais igualdade entre quem tem direitos assegurados e quem não consegue emprego. Menos estado .

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Fillon o "filet mignon"

Defende que a Europa e com ela a França deve voltar aos seus valores tradicionais.

“não há um problema religioso em França”, escreveu no seu mais recente livro, sobre o combate ao islamismo radical, “existe, sim, um problema ligado ao islão”. Para além disso, Fillon, como Sarkozy, quer retomar uma ideia de grandeza histórica francesa. Quer fazê-lo ensinando a história do país como “um romance nacional”. Nas suas palavras, citadas pelo “Libération”:_“O primeiro passo para a reforma nacional reside no passado, na aceitação da história. Nós somos únicos! Por que razão devemos pedir desculpa por isso? Porque é que os jovens franceses ignoram partes da sua história e, pior ainda, se envergonham dela?”

"O seu programa parece comprová-lo: quer aprovar um código fiscal altamente favorável a grandes empresas, propõe cortar meio milhão de postos de trabalho no setor público – uns 10% da força atual –, aumentar a idade de reforma para os 65 anos até 2020 e elevar o máximo de horas semanais na função pública das 35 atuais para 39."

Há quem responda aos anseios e às inquietações da maioria da população. E é à direita que esses movimentos nascem.

França e Espanha crescem Portugal afunda

A economia em França está a crescer 1,5% e a Espanha cresce mais que o previsto (3,2%). E o ambiente externo é igual para todos não cola a desculpa ensaiada .

A verdade é que em Espanha e em França não há acordos políticos contra-natura, quem governa ( curiosamente em França os socialistas em Espanha os liberais) não tem tentações anti-Europa nem ódios de classe.

Em Portugal a dívida cresce, as taxas de juro são três vezes mais altas que as de Espanha e França e a economia afunda para 0,8%. O cenário não é sustentável. Não será melhor mudar ?

Nenhum dos pressupostos do programa da geringonça se verificou e os resultados são pobres e perigosos. Se o segundo semestre confirmar este cenário desolador ( os índices de Julho do INE devem ser conhecidos hoje) o Presidente da República tem que impedir que o país caminhe para nova bancarrota.

Acabaram os afectos, o país precisa de decisões que o coloquem no caminho certo. É possível, os nossos parceiros são capazes.

A França teve um caminho mais difícil que Portugal ?

Há por cá uns "connaisseurs" de futebol que percebem sempre mais que os outros  , topam os grandes segredos e de preferência estão sempre contra Portugal .

Dizem que a nossa selecção teve um percurso fácil : Áustria, Hungria,  Croácia,  Polónia e Gales . Agora comparem com a França : :  Albânia ,  Roménia,   Suíça,  Irlanda , Islândia e a Alemanha .

Com excepção da Alemanha a quem ganharam com um penalti em cima do intervalo e quando estavam bem apertados, parece que a França escolheu os adversários. O nível de exigência tem alguma coisa a ver com o que foi exigido à selecção portuguesa ?

Perguntar não ofende o que ofende é a opinião idiota destes analistas de meia tijela.

António Costa a apelar à emigração de professores ?

Caiu o Carmo e a Trindade quando Passos Coelho lembrou que a emigração é uma boa saída para quem não consegue emprego. Sempre foi assim em Portugal  E, hoje, a emigração é esclarecida, não vai à sorte nem à aventura, a maioria sai daqui com contrato de trabalho e com apartamento para os primeiros tempos. Acrescem os conterrâneos que já lá estão .

Quem fica muito incomodado são os acomodados, os que têm trabalho certo e que não fazem nada para ajudar quem passa por um momento difícil. E, convenhamos, passar os melhores anos da vida no desemprego ou em empregos medíocres não é coisa que se recomende.

Tanto é assim que é agora António Costa a lembrar aos professores desempregados que o ensino do português em França é uma boa oportunidade para encontrar emprego. Oportunidade sim, sem dramas.

Isto é obviamente muito importante para a difusão da nossa língua. É também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui, mas é também um grande desafio para a nossa tecnologia e para a capacidade de fomentar o ensino à distância”, considerou.

O bailinho da Madeira também se dançou em França

O PSD-M, centro-direita, ganhou com maioria absoluta ( O PCP pediu a recontagem dos votos) . O PS teve a sua pior votação de sempre. O BE conseguiu um bom resultado. O CDS manteve a segunda posição. O PCP continua acantonado com uma votação irrelevante. O novo movimento "Juntos pelo povo" teve uns promissores 10,5%.

Em França, o centro direita de Sarkozy ganhou folgadamente. A extrema direita não ganhou nenhum lugar mostrando que quando chega a altura do voto os eleitores pensam duas vezes. O PS afundou.

O impasse na Grécia começa a ter efeitos.

 

 

 

 

Hollande liberta a economia das algemas do estado

Hollande prometeu o que lhe parecia possível, acredito, eu próprio achei que na altura a sua eleição podia ajudar a uma mais rápida evolução da economia. Mas a realidade é o que é.

Não é possível a economias pesadas, burocratizadas e centralizadas ombrear com economias mais flexíveis e mais dinâmicas. A França não está sozinha no mundo, quer queira quer não queira, a sua economia está em competição com todas as outras.

Lá como cá há muitos interesses instalados. O objectivo é libertar a economia das algemas do Estado, nomeadamente na criação de empresas, acabar com os privilégios das profissões protegidas e altamente reguladas, como os notários, e possibilitar a abertura do comércio aos domingos e feriados. Pretende-se agilizar a anquilosada economia francesa, que padece de três doenças graves: "desconfiança, complexidade e corporativismo". É evidente que a lei está a dividir a sociedade francesa. Sindicatos e a esquerda, incluindo a do Partido Socialista, estão contra; as associações empresariais e a opinião pública estão a favor.

Tudo muda só a mudança é que não muda.

Antes de socialista uma esquerda pragmática, reformista e repúblicana

Em França sopram novos ventos que mais tarde ou mais cedo vão chegar até nós. O Primeiro Ministro, socialista, quer mudar de nome ao partido e deixar de lhe chamar socialista. Quer juntar-se ao centro. Interessa-lhe governar com medidas pragmáticas que resolvam problemas concretos. Holland, com a sua imagem desgastada, olha impotente para esta discussão .

Os governos de Holland, que chegou ao poder à esquerda, revelaram-se incapazes de resolver os problemas . Não que as ideologias tenham acabado, serão sempre o húmus de onde brotarão os sonhos que fazem o mundo avançar, mas quem governa tem que se haver com problemas concretos que não pode evitar. E, aí, não há ideologias que nos valham no quadro da democracia e da liberdade.

Valls acha que mesmo a mudança do nome do partido não deve ser um tabu: diz que deverão ser fundados uma federação ou um movimento, "uma casa comum" aberta aos "progressistas', nos quais inclui os centristas de François Bayrou, antigo ministro da Educação.

Faz recordar Olaf Palme, o primeiro ministro Sueco que lançou as bases da moderna sociedade do seu país e que morreu às mãos de um nunca identificado assassino. Dizia que "tal como no futebol as grandes jogadas gizam-se ao centro".

António Costa deve estar mais do que nunca atento. Os velhos socialistas, tal como com Holland, cercam-no.


Ler mais: http://expresso.sapo.pt/polemica-estala-em-franca-primeiro-ministro-quer-que-partido-deixe-de-se-chamar-socialista=f894963#ixzz3GxpZEcXc

 

A extrema direita em França às portas do poder

As sondagens dão a liderança a Marine Le Pen. A mesma que quer devolver aos seus países de origem os núcleos de imigrantes que vivem do estado social. Que os franceses pagam. Não é preciso sair de Paris para se encontrar inúmeros imigrantes muçulmanos sem nada fazer. Como em Londres e no Martim Moniz em Lisboa. Os mesmos muçulmanos que metem férias e viajam para os seus países de origem de onde emitem vídeos a assassinar jornalistas ocidentais. Depois voltam a coberto dos seus passaportes com dupla nacionalidade. Enquanto preparam ataques assassinos no Metro de Londres e nos comboios de Madrid recebem sem falta os subsídios da segurança social. 

É, claro, que a extrema direita usa e abusa destes factos para arregimentar gente que trabalha . Se os sociais democratas que nos governam não são capazes de garantir a nossa segurança vamos ter que esquecer alguns dos nossos principios. O que nos faz mais pobres a todos. Mas não nos enganemos. Há muitos que é isto que querem.