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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Zona Euro numa explosão de actividade económica

A Alemanha e a França são os motores. O crescimento acelerou tanto na indústria como nos serviços. Ainda assim, a indústria continua a liderar o crescimento – com a maior subida da produção em mais de seis anos - enquanto a actividade dos serviços teve o maior aumento desde Maio.

Em França e na Alemanha, as taxas de expansão aceleraram para o nível mais alto dos últimos seis anos, com ambos os países a registarem melhorias nos "já impressionantes" ganhos ao nível do emprego registados nos meses anteriores, sublinha o relatório.

Sempre é verdade a Zona Euro cresce e consolida-se.

Maioria absoluta para Macron

Na segunda (terceira) volta das presidenciais franceses o presidente eleito tem muitas probabilidades de obter uma maioria absoluta e assim abrir caminho a um apoio parlamentar maioritário ao seu programa liberal social e pró-europeu.

Já por aí havia muito quem desejasse ardentemente que a extrema direita viesse a ser a maior força parlamentar . Vão ter que esperar apesar de sabermos que não só era o que desejavam como o seu pensamento político, no essencial, é o mesmo.

Nunca tanta gente viveu com a qualidade de vida que a União Europeia propriciou durante tanto tempo . Teve uma crise ? Nunca ninguém disse que se trata de um sistema perfeito mas os cidadãos não estão para deitar fora o menino com a água do banho. Basta olhar em volta e ver quem embala o berço dos mais miseráveis. Dos que não têm Serviço Nacional de Saúde, nem Educação, nem Segurança na Velhice e na infância. E, enquanto assim for, bem podem as carpideiras de serviço prometer os melhores dos mundos.

Em segundo lugar surgem Os Republicanos (direita), com 19%, seguidos da Frente Nacional (extrema-direita), com 18%, da França Insubmissa (Esquerda), 15%, e do Partido Socialista, 7%.

Macron - uma terceira via

MACRON | UMA TERCEIRA VIA
Um governo dos centros, esquerda e direita, da paridade de género, de políticos com calo e de gente chegada à política vinda da sociedade civil. Emmanuel Macron quer mudar a França fazendo a síntese de contrários. O homem que adoptou uma das mais conhecidas frases de Karl Marx ("os filósofos apenas fizeram uma re-interpretação do mundo, trata-se agora de o transformar") não deseja a revolução proletária, obviamente, para transformar o mundo. Quer, antes, a «revolução reformista». Macron é partidário do diálogo em vez da dialética, da ultrapassagem da clássica oposição entre esquerda e direita pela da oposição entre progressistas e conservadores. Nesta sua visão, Marine Le Pen e a direita reacionária e Mélanchon e as esquerdas comunistas e protocomunistas inscrevem-se no campo das forças conservadoras e a centralidade reformadora no campo progressista.
Num interessante artigo/retrato intelectual do novo presidente francês (Le Monde, 16.Maio, Nicolas Truong: «Petite philosophie du macronisme»), é traçado o roteiro e descobertas as raízes do pensamento de Macron - que nos faz compreender o que há de novo, enquanto projeto político, no Eliseu. Em lugar dos clássicos e opostos progressismo versus liberalismo, tão caros à politica e aos politicos franceses, Macron levou consigo uma ideia síntese da ação política, um «progressismo liberal» a que Jacques Attali (que o recomendou a Hollande) chamou de «liberalismo pragmático e otimista». Nessa síntese caberiam, segundo outro autor, três correntes políticas: a social-democrata (que, a exemplo da Suécia, associa a flexibilidade do trabalho à segurança do percurso dos trabalhadores); a democracia cristã e o seu rigor orçamental; e o «liberalismo social», tal como Tony Blair aplicou nos anos de governo do Reino Unido. Ou seja - e o seu primeiro governo procura já dar uma imagem disso - um largo leque central, somatório da direita moderada, do centro liberal e do socialismo de direita.
Macron, que vem da filosofia antes de ter passado por (e para) as finanças e a economia, parte da colaboração (tornada devoção e admiração) e amizade, ainda jovem estudante, com o filósofo Paul Ricoeur - que rejeita o "ou isto ou aquilo" a favor do "isto E aquilo" - para estruturar o seu pensamento. Dele herda o método e a prática do pensar em conjunto as coisas heterogéneas. Depois passa a colaborar na revista Esprit, na qual publica, entre 2000 e 2011, seis artigos considerados de grande qualidade intelectual e da qual também ainda hoje é acionista. Fundada por Emmanuel Mounier, a revista foi sempre um aberto «forum de discussão» e, através do que nela escreveu, muitos viram em Macron «o futuro do personalismo» de Mounier, o filósofo que procurava, ao tempo, uma "terceira via" entre o capitalismo e o comunismo, no respeito da pessoa. Tal como Macron hoje procura a terceira via entre liberalismo e progressismo, através de uma síntese de opostos.
De Gaulle, o fundador desta V República, reformou a França em 100 dias. Emmanuel Macron, o seu nono presidente, quer reformar a França em poucos anos - e, para isso, tal como De Gaulle deseja e precisa de uma maioria -a «sua» maioria, a do seu movimento. Na base de uma França de origens múltiplas, sem verdadeiros ou maus franceses, «um verdadeiro projeto patriótico», como disse na sua campanha eleitoral. Uma França da era da globalização e da competição. O tempo dirá se, como De Gaulle, ele conseguiu, e como, reformar a França.

O resultado das eleições em França já se faz sentir

Portugal colocou uma emissão de dívida com juros mais baixos a 10 e 5 anos. A razão principal é a confiança que o resultados das eleições em França trouxe aos investidores.

Após o resultado das eleições francesas, há uma sensação maior de segurança quanto à solidez da União Europeia. E creio que foi essa redução do risco político, que antes penalizava mais os países da periferia da Europa, que agora acaba por ajudar. De certa forma, regressou alguma confiança ao mercado de dívida portuguesa, que face à falta de alternativas de rendimento, consegue atrair interessados."

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 A Europa está a crescer, Portugal está a acompanhar a europa e, com as eleições na Alemanha a mostrarem que os dois maiores partidos pró-europeus levam vantagem, as coisas estão a evoluir para melhor.

Copos, mulheres e a ressaca

Os Franceses também gastam demasiado e em coisas erradas tal como Portugal.  Mas é preciso dar tempo a Macron, flexibilizar o défice, não colocar pressão, ajudar ao investimento e fazer crescer a economia.

Gabriel secundou o presidente da comissão ao defender que se dê mais espaço de manobra à França no domínio orçamental, recordando que quando a Alemanha, com o chanceler Gerhard Schroeder, aplicou as reformas estruturais da Agenda 2010, não cumpriu os limites do défice.

"O meu pedido" é que como alemães não se proíba aos outros a flexibilidade de que a Alemanha beneficiou naquele momento, declarou o chefe da diplomacia alemã.

Neste sentido, indicou que o país também precisa de flexibilidade em termos do défice, enquanto aplica as reformas, adiantando que a consolidação fiscal é "a tarefa de uma geração" e defendendo que não se deve falar apenas de défice, mas também de crescimento.

Como se vê a nossa ressaca é que é bem pior .

Se a extrema direita ganhar a extrema esquerda morre

Não percebem ? O PCP e o BE andaram anos a fio a dizer que PS, PSD e CDS eram " a direita" como se fosse um crime ser de direita. Nunca perceberam e, agora, nas eleições em França também não percebem que a direita não é igual à extrema direita . E é vê-los a encaminhar votos para Marine Le Pen.

Se um dia a extrema direita xenófoba e fascista for governo a extrema esquerda será a sua primeira vítima. Tal qual nos países governados pela extrema esquerda a extrema direita não existe ou se existe é tratada com a prisão . Exemplos não faltam.

Só os partidos do centro-direita e do centro-esquerda dão garantias de plena democracia e do estado de direito , onde cabem a extrema esquerda e a extrema direita. E as liberdades e garantias democráticas básicas .

É verdade que ninguém de esquerda pode esperar grande coisa de Macron, mas ninguém de esquerda pode aceitar que por ausência, falta de empenhamento e meias-palavras pouco percetíveis a França seja entregue a Marine Le Pen. Se Mélenchon quer ganhar as legislativas, como disse, tem de mudar o discurso rapidamente. Se Le Pen ganhar, ele é um morto político.

E, no entanto, a extrema esquerda e a extrema direita no essencial têm posições iguais ou muito semelhantes ( como ser anti-europa) e o seu ADN no que diz respeito às liberdades é igual. Limitadas, se não mesmo proibidas. Os exemplos também são muitos .

O BCE não salva apenas os países do sul...

Com as boas notícias do défice até esquecemos a maior dívida pública de sempre em Portugal. Tudo graças à ajuda impagável do BCE, que em bom tempo veio em nosso auxílio. 

Com a taxa da inflação a descer para menos de 2% na Alemanha desejada pelo banco central, a Alemanha poderá diminuir a pressão sobre o BCE para que este proceda à normalização das políticas monetárias. O BCE poderá então prosseguir o seu objectivo de manter o euro fraco e fomentar o crescimento económico na Europa, afastando o aumento das taxas de juro e a desaceleração da compra de activos pelos menos até às eleições em França e na Alemanha.

Este apoio à manutenção no poder dos partidos moderados nas principais economias da Europa, visa evitar mais instabilidade política provocada por partidos populistas que poderão por em causa a União Europeia ou até mesmo a moeda única . Na Holanda correu bem e até poderemos esperar um Brexit mais brando .

Ultrapassadas as eleições na França - factor decisivo - as eleições na Alemanha já serão um micro evento entre Merkel e Schulz que não assusta .

O problema para Portugal é se a partir daí o BCE iniciar a normalização da política monetária. Isso sim é que nos deve assustar .

PS : Ler no Expresso - Paulo Barradas

 

Emissão de dívida com medo da DBRS e da França

Portugal está a emitir dívida com prazos pouco habituais não aproveitando a taxa ainda historicamente baixa para lançar prazos mais longos, como estão a fazer os outros países europeus.

O estado português não quer correr o risco de ficar mal avaliado na comparação (benchmark) pagando taxas mais elevadas. Tudo isto antes da avaliação da DBRS - agência de notação - e das eleições em França .

Portugal tem evitado emitir com prazos demasiados longos sob pena de ver os custos de financiamento agravarem ainda mais, depois de um arranque de ano particularmente oneroso para os cofres da República com a nova dívida. O custo médio da nova dívida emitida em 2017 subiu para 3,4%, face à taxa de 2,5% que o Tesouro português pagou em média no ano passado. De resto, a única vez que a agência liderada por Cristina Casalinho foi ao mercado emitir dívida a dez anos em 2017 contou com a ajuda de um sindicato bancário para levantar 3.000 milhões de euros com um juro de 4,227%.

O que parece nem sempre é .

Impressionante aceleração da economia na Alemanha e em França

As economias da Alemanha e França estão a puxar pelas economias dos outros países da União Europeia. A Espanha também cresce acima dos 3% e as exportações portuguesas também estão a beneficiar com o comportamento da economia do dois gigantes europeus. A descida do desemprego na Zona Euro é a primeira consequência positiva .

Estamos no caminho certo e no momento certo porque as eleições naqueles dois países estão à porta e este comportamento da economia e do desemprego reforça os partidos pró-europa .

"Esta é uma recuperação abrangente entre os maiores membros da Zona Euro, com um crescimento de 0,6% previsto para Alemanha e França, enquanto Espanha parece ter beneficiado de um crescimento entre 0,8% e 0,9% no primeiro trimestre, de acordo com os dados do PMI."

De destaque é também o emprego entre os países da moeda única, que terá tido o maior crescimento em nove anos e meio, com acelerações nas maiores economias. "Muito bem-vindo numa região que ainda sofre com um desemprego perto dos dois dígitos é o crescimento do índice do emprego para o nível mais alto em quase uma década, sugerindo que devemos esperar que a taxa de desemprego caia mais nos próximos meses", sublinha Williamson.