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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O BCE não salva apenas os países do sul...

Com as boas notícias do défice até esquecemos a maior dívida pública de sempre em Portugal. Tudo graças à ajuda impagável do BCE, que em bom tempo veio em nosso auxílio. 

Com a taxa da inflação a descer para menos de 2% na Alemanha desejada pelo banco central, a Alemanha poderá diminuir a pressão sobre o BCE para que este proceda à normalização das políticas monetárias. O BCE poderá então prosseguir o seu objectivo de manter o euro fraco e fomentar o crescimento económico na Europa, afastando o aumento das taxas de juro e a desaceleração da compra de activos pelos menos até às eleições em França e na Alemanha.

Este apoio à manutenção no poder dos partidos moderados nas principais economias da Europa, visa evitar mais instabilidade política provocada por partidos populistas que poderão por em causa a União Europeia ou até mesmo a moeda única . Na Holanda correu bem e até poderemos esperar um Brexit mais brando .

Ultrapassadas as eleições na França - factor decisivo - as eleições na Alemanha já serão um micro evento entre Merkel e Schulz que não assusta .

O problema para Portugal é se a partir daí o BCE iniciar a normalização da política monetária. Isso sim é que nos deve assustar .

PS : Ler no Expresso - Paulo Barradas

 

Emissão de dívida com medo da DBRS e da França

Portugal está a emitir dívida com prazos pouco habituais não aproveitando a taxa ainda historicamente baixa para lançar prazos mais longos, como estão a fazer os outros países europeus.

O estado português não quer correr o risco de ficar mal avaliado na comparação (benchmark) pagando taxas mais elevadas. Tudo isto antes da avaliação da DBRS - agência de notação - e das eleições em França .

Portugal tem evitado emitir com prazos demasiados longos sob pena de ver os custos de financiamento agravarem ainda mais, depois de um arranque de ano particularmente oneroso para os cofres da República com a nova dívida. O custo médio da nova dívida emitida em 2017 subiu para 3,4%, face à taxa de 2,5% que o Tesouro português pagou em média no ano passado. De resto, a única vez que a agência liderada por Cristina Casalinho foi ao mercado emitir dívida a dez anos em 2017 contou com a ajuda de um sindicato bancário para levantar 3.000 milhões de euros com um juro de 4,227%.

O que parece nem sempre é .

Impressionante aceleração da economia na Alemanha e em França

As economias da Alemanha e França estão a puxar pelas economias dos outros países da União Europeia. A Espanha também cresce acima dos 3% e as exportações portuguesas também estão a beneficiar com o comportamento da economia do dois gigantes europeus. A descida do desemprego na Zona Euro é a primeira consequência positiva .

Estamos no caminho certo e no momento certo porque as eleições naqueles dois países estão à porta e este comportamento da economia e do desemprego reforça os partidos pró-europa .

"Esta é uma recuperação abrangente entre os maiores membros da Zona Euro, com um crescimento de 0,6% previsto para Alemanha e França, enquanto Espanha parece ter beneficiado de um crescimento entre 0,8% e 0,9% no primeiro trimestre, de acordo com os dados do PMI."

De destaque é também o emprego entre os países da moeda única, que terá tido o maior crescimento em nove anos e meio, com acelerações nas maiores economias. "Muito bem-vindo numa região que ainda sofre com um desemprego perto dos dois dígitos é o crescimento do índice do emprego para o nível mais alto em quase uma década, sugerindo que devemos esperar que a taxa de desemprego caia mais nos próximos meses", sublinha Williamson.

As ameaças externas reforçam coesão da União Europeia

Alemanha e França lado a lado após o Brexit . É um movimento previsível face a uma ameaça exterior reforçar a coesão e os dois grandes países líderes europeus já o perceberam.

O presidente alemão,  social-democrata, admitiu que a Europa “deve ser capaz de responder” às aspirações dos seus cidadãos e sublinhou que a UE é “indispensável e iniludível”. François Hollande pronunciou-se no mesmo tom, afirmando, segundo o texto, a “responsabilidade eminente” de Paris e Berlim de “dar uma orientação à Europa e uma visão aos respectivos povos”, para que possam “empenhar-se plenamente na construção da Europa do futuro”

Aprender com os últimos difíceis anos e reforçar os princípios humanistas em que assentou a constituição da UE é a melhor forma de reforçar a coesão europeia.

Entretanto o impacto do Brexit começa a fazer-se sentir com algumas importantes empresas a fazerem as malas para abandonar Londres e instarem-se em Bruxelas e noutras cidades europeias.

Portugal já criou uma comissão " Portugal in " para junto das empresas ingleses fazer lobby e as convencer a instalarem-se no nosso país.

O mercado de 400 milhões de consumidores é um argumento que não se pode ignorar .

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Schulz na Alemanha e Macron em França - o reencontro do motor histórico da UE

Uma Alemanha mais integradora e uma França mais liberal seriam ouro sobre azul para um novo alento da União Europeia.  Um reencontro do eixo histórico Alemanha-França pró União Europeia mas agora ao contrário . Mais integração por parte da Alemanha menos nacionalismo por parte da França . Um encontro  de posições políticas no centro esquerda .

Não estão longe um do outro na geografia política. "Martin Schulz irá conduzir o SPD alemão um pouco mais para a esquerda e Emmanuel Macron está ligeiramente à direita dos socialistas franceses. Podem encontrar-se a meio", explica ao DN o cientista político Kai Arzheimer, da Universidade de Mainz. Talvez a proximidade ideológica faça esbater o fosso geracional: o francês tem 39 anos e o alemão já vai nos 61.

Jérôme Creel, diretor do departamento de estudos na Sience Po, também vê com simpatia essa eventual mudança de protagonistas políticos em Paris e em Berlim: "Um eixo franco-alemão entre Schulz e Macron levaria a uma situação curiosa: uma viragem intervencionista na Alemanha associada a uma viragem liberal em França. Em comparação com a situação atual isso representaria uma convergência de pontos de vista entre as duas nações." Este professor de Economia julga que isso poderia levar a UE a "reencontrar o seu motor histórico".

Da esperança à desistência

O presidente Hollande desistiu da corrida a um segundo mandato ao Eliseu. Esperávamos dele um braço de ferro com a senhora Merkel nas políticas a seguir pela União Europeia. Nada mais triste do que ver um grande país a subscrever a austeridade que os alemães impõem. Se os Franceses não conseguiram o que esperar de Portugal ?

Há, no entanto, uma nova aragem na União Europeia, com menos rigidez ao mesmo tempo que a crise vai ficando para trás.  No entanto, os arames que juntam a situação ainda são frágeis. E há expectativas negativas como sejam, Trump, o Brexit, o resultado das eleições em Itália e a sempre presente revogação da política seguida pelo BCE.

Entretanto, à direita, aparecem nomes com novas ideias ( é claro que não me refiro a Le Pen). No quadro da União Europeia e na Zona Euro, há quem tente desatar o nó . Mais  investimento, mais economia, mais igualdade entre quem tem direitos assegurados e quem não consegue emprego. Menos estado .

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Fillon o "filet mignon"

Defende que a Europa e com ela a França deve voltar aos seus valores tradicionais.

“não há um problema religioso em França”, escreveu no seu mais recente livro, sobre o combate ao islamismo radical, “existe, sim, um problema ligado ao islão”. Para além disso, Fillon, como Sarkozy, quer retomar uma ideia de grandeza histórica francesa. Quer fazê-lo ensinando a história do país como “um romance nacional”. Nas suas palavras, citadas pelo “Libération”:_“O primeiro passo para a reforma nacional reside no passado, na aceitação da história. Nós somos únicos! Por que razão devemos pedir desculpa por isso? Porque é que os jovens franceses ignoram partes da sua história e, pior ainda, se envergonham dela?”

"O seu programa parece comprová-lo: quer aprovar um código fiscal altamente favorável a grandes empresas, propõe cortar meio milhão de postos de trabalho no setor público – uns 10% da força atual –, aumentar a idade de reforma para os 65 anos até 2020 e elevar o máximo de horas semanais na função pública das 35 atuais para 39."

Há quem responda aos anseios e às inquietações da maioria da população. E é à direita que esses movimentos nascem.

França e Espanha crescem Portugal afunda

A economia em França está a crescer 1,5% e a Espanha cresce mais que o previsto (3,2%). E o ambiente externo é igual para todos não cola a desculpa ensaiada .

A verdade é que em Espanha e em França não há acordos políticos contra-natura, quem governa ( curiosamente em França os socialistas em Espanha os liberais) não tem tentações anti-Europa nem ódios de classe.

Em Portugal a dívida cresce, as taxas de juro são três vezes mais altas que as de Espanha e França e a economia afunda para 0,8%. O cenário não é sustentável. Não será melhor mudar ?

Nenhum dos pressupostos do programa da geringonça se verificou e os resultados são pobres e perigosos. Se o segundo semestre confirmar este cenário desolador ( os índices de Julho do INE devem ser conhecidos hoje) o Presidente da República tem que impedir que o país caminhe para nova bancarrota.

Acabaram os afectos, o país precisa de decisões que o coloquem no caminho certo. É possível, os nossos parceiros são capazes.

A França teve um caminho mais difícil que Portugal ?

Há por cá uns "connaisseurs" de futebol que percebem sempre mais que os outros  , topam os grandes segredos e de preferência estão sempre contra Portugal .

Dizem que a nossa selecção teve um percurso fácil : Áustria, Hungria,  Croácia,  Polónia e Gales . Agora comparem com a França : :  Albânia ,  Roménia,   Suíça,  Irlanda , Islândia e a Alemanha .

Com excepção da Alemanha a quem ganharam com um penalti em cima do intervalo e quando estavam bem apertados, parece que a França escolheu os adversários. O nível de exigência tem alguma coisa a ver com o que foi exigido à selecção portuguesa ?

Perguntar não ofende o que ofende é a opinião idiota destes analistas de meia tijela.

António Costa a apelar à emigração de professores ?

Caiu o Carmo e a Trindade quando Passos Coelho lembrou que a emigração é uma boa saída para quem não consegue emprego. Sempre foi assim em Portugal  E, hoje, a emigração é esclarecida, não vai à sorte nem à aventura, a maioria sai daqui com contrato de trabalho e com apartamento para os primeiros tempos. Acrescem os conterrâneos que já lá estão .

Quem fica muito incomodado são os acomodados, os que têm trabalho certo e que não fazem nada para ajudar quem passa por um momento difícil. E, convenhamos, passar os melhores anos da vida no desemprego ou em empregos medíocres não é coisa que se recomende.

Tanto é assim que é agora António Costa a lembrar aos professores desempregados que o ensino do português em França é uma boa oportunidade para encontrar emprego. Oportunidade sim, sem dramas.

Isto é obviamente muito importante para a difusão da nossa língua. É também uma oportunidade de trabalho para muitos professores de português que, por via das alterações demográficas, hoje não têm trabalho em Portugal e que podem encontrar aqui, mas é também um grande desafio para a nossa tecnologia e para a capacidade de fomentar o ensino à distância”, considerou.