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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Afinal é possível a economia crescer na Zona Euro

Que com as limitações e a submissão ao Tratado Orçamental a economia não crescia. Mas, afinal, cresce .

O FMI reviu em alta as projeções de crescimento económico para a zona euro, para as economias emergentes e para as de fronteira (O Jorge Nascimento Rodrigues explica o que são). Lagarde diz que “poderão haver boas surpresas na Europa continental” contrastando com a revisão em baixa das previsões que o FMI fez para os Estados Unidos e o Reino Unido.

Na zona euro, Espanha e Itália foram os dois periféricos com as revisões em alta mais elevadas, sendo de assinalar que o nosso vizinho ibérico lidera o crescimento nas economias desenvolvidas, com uma projeção de crescimento de 3,1% para este ano e 2,4% para o próximo ano. Espanha, recorde-se, é o principal destino de exportação dos produtos portugueses. Mas, também, a Alemanha e a França tiveram revisões em alta do crescimento, ainda que inferiores à registada para as projeções de Espanha e Itália. Alemanha e França são os outros dois principais destinos da exportação portuguesa.

Cá vamos à boleia e a crescer poucochinho.

Porque se tenta descredibilizar o Conselho de Finanças Públicas

Ainda lhe pagam o salário dizia o comunista João Oliveira chefe da banca parlamentar do PCP . A Drª Teodora Cardoso nunca acerta dizia António Costa, primeiro ministro . A comissão não é independente dizia o César que deixou os Açores na maior miséria que se vive em Portugal.

Porque será que o governo tenta descredibilizar uma comissão independente sujeita ao escrutínio partidário e europeu ?

A razão é simples. A Comissão no essencial está de acordo com as críticas às contas públicas que nos chegam das agências europeias e mundiais. Como esta do FMI - arrasa previsões do governo. Há pois que acabar com a comissão que tem a coragem de confrontar o governo. A táctica do PS é sempre a mesma. Capturar o estado e a seguir calar ou pelo menos controlar quem comunica no espaço público.

"As projecções orçamentais apresentadas pelo Governo no programa de estabilidade, como já deu para perceber nestes breves dias, não são para serem levadas (muito) a sério. Aliás, depois do exercício orçamental de 2016, eu diria que já nem mesmo os orçamentos do Estado, aprovados na Assembleia da República, são para ser levados demasiado a sério. Por isso se tenta descredibilizar o Conselho de Finanças Públicas, que no meio do ilusionismo institucionalizado vai zelando pela seriedade do processo orçamental."(Ricardo Arroja - economista)

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FMI arrasa previsões do governo

Enquanto cá dentro vamos de vitória em vitória lá fora não acreditam. Agora é a vez do FMI .

Onde o governo vê avanços - no crescimento da economia, no défice, no desemprego - o FMI vê retrocessos . É uma rasia penosa de se ver .

De acordo com as projeções do World Economic Outlook, o défice deve baixar para 1,9% do PIB em 2017 (o governo diz 1,5%), mas a partir daqui vai sempre subir, chegando a 2,6% em 2022. O FMI faz estas contas assumindo um cenário de políticas invariantes a partir de 2017; no Programa de Estabilidade, o governo chega a um excedente de 0,5% em 2021 (o FMI diz défice de 2,4%).

Coisa pouca .

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O Galamba tinha razão vem aí uma espiral recessiva

João Galamba gritava a plenos pulmões que vinha aí uma espiral recessiva quando o anterior governo executava o programa da Troika. E não é que passados dois anos tem razão ?

Pelo menos é o que o FMI pela voz da sua directora veio hoje dizer. Portugal caminha para uma espiral recessiva com a actual política para a economia.

Segundo o FMI, "mesmo na ausência de desafios imediatos, falhar na resolução destas fragilidades pode colocar Portugal numa trajetória de médio prazo insustentável e deixar [o país] vulnerável a choques", pelo que "sem uma política significativa, Portugal não vai conseguir ajustar-se às contingências da união monetária nem explorar totalmente os benefícios da integração" europeia.

Entretanto, António Costa agarra-se como pode ao cumprimento do défice único indicador que ainda pode atingir como se não houvesse vida para além do défice. Cresce a dívida, crescem as taxas de juro, a economia definha. Portugal é já o país que paga a maior carga de juros da dívida entre os países europeus.

A Troika errou diz o FMI

Muita coisa foi feita que tinha que ser feita mas no essencial a Troika errou. É o próprio FMI que o diz. Portugal não tinha um problema de competitividade no sector exportador mas falta de poupança privada e pública e excesso de consumo em bens duradouros ( automóveis) e investimento residual.

Tivemos mais falências e desemprego do que o previsto e o défice aumentou a que correspondeu mais cortes e maiores aumentos de impostos agravando a recessão. E o sector bancário foi considerado resiliente.

Resultado ? A dívida não deixa de crescer e a economia tem um mau comportamento não conseguindo pagar o que devemos. E se o PSD/CDS conduziu diligentemente o programa (errado)  o actual governo incita ao consumo e corta no investimento (errado).

Estamos entregues ao estado. Há outra maneira mais robusta de dizer que estamos feitos mas também menos educada.

PS . a partir de Nicolau Santos - Expresso

Alguns até de borla são caros

Rui Mendes Ferreira E nem tem que ser em todos os salários, nem em todas as pensões. Nem aliás o FMI se refere a todos. Segundo eles dizem e concordo, basta cortar nos salários de todo o sector público, de forma a colocá-los dentro dos valores médios que os trabalhadores do sector privado auferem, e cortar somente nas pensões da CGA, de forma a que o Estado não tenha que continuar a sonegar receita fiscal do Orçamento de Estado proveniente dos trabalhadores e empresas privadas, para injectar anualmente quase 4 mil milhões de euros na CGA. Ou então basta aumentar a TSU dos funcionários públicos e criar uma taxa adicional sobre os pensionistas da CGA, de forma que eles comecem a pagar descontos, de acordo com as reformas que recebem, e para que as receitas deste sistema autónomo de pensões passe a ter uma situação totalmente equilibrada entre as receitas e as despesas. Basta corrigir estes dois únicos items da despesa pública, e o deficit público, ficará imediatamente, totalmente e facilmente eliminado. E sem danos alguns para a nossa economia. Antes pelo contrário, pois ficam corrigidos 2 dos maiores desequilíbrios que o nosso Estado tem bem dentro dele, o que permite de seguida, começarmos a reduzir a carga fiscal, sobre as empresas, e depois sobre os cidadãos. Andamos a complicar o que podia ser tão simples. Assim houvesse vontade, e coragem para o fazer.

Economia portuguesa de mal a pior

Ontem foi o ministro das finanças alemão hoje é o chefe da missão do FMI . A economia não crescerá mais que 1% e são necessários mais cortes na despesa para se chegar aos 3% de deficit nunca aos 2,2%.

As previsões para o crescimento começaram em 2,1% foi orçamentado 1,8% e já vai em 1% para 2016. Para 2017 as previsões do crescimento também estão em queda.

Apesar de já revisto em baixa o valor previsto para o crescimento, ainda existem riscos de o cenário vir a ser pior, defende a missão, devido à queda na poupança das famílias, do baixo nível de confiança dos investidores e da maior incerteza no que toca à conjuntura externa, algo que foi agravado pelos resultados do referendo à permanência do Reino Unido na União Europeia.

Além do oxigénio ameaçam cortar o soro

O melhor mesmo é o país subscrever o testamento vital ou a sedação profunda. Sem dor. O FMI ameaça cortar na projecção do crescimento económico para menos de 1%. O governo tira gaz ao sector dos bens transaccionáveis para gastar mais nos bens não transaccionáveis.

"A suspensão de novas reduções na taxa de imposto sobre empresas, e a reversão parcial de medidas com impacto na tributação internacional deverão reduzir a capacidade de Portugal atrair e reter grandes empresas internacionais. Taxas de IVA mais baixas para restaurantes e reduções na taxa social única associadas ao salário mínimo irão beneficiar principalmente o sector dos não transaccionáveis"

O FMI sublinha no relatório o baixo crescimento nacional que prevê que seja de 1,4% em 2016, e que continuará a descer nos anos seguintes, com a economia  travada pelo elevado endividamento público e privado e por reformas estruturais incompletas.

O contrário da aposta do governo no orçamento para 2016. Para cobrir a maior despesa o orçamento prevê um crescimento da economia em 1,8% o mais alto de todas as projecções nacionais e internacionais. Daqui a uns meses não digam que não sabiam .

Dar ( pouco ) com uma mão e tirar ( muito) com a outra

Só o diferimento do pagamento antecipado da dívida ao FMI vai custar a cada contribuinte 75 Euros. Ou seja, pagaremos muito caro para gastar já o que podíamos amortizar já. E para quê este diferimento da amortização de uma dívida que é muito mais cara ? Para gastar em consumo e em importações ?

É que a dívida do FMI cobra uma taxa de juro de 4,9% ao ano e actualmente o custo da nossa dívida é de cerca de 2,3% ao ano. É uma boa ideia trocar uma dívida mais cara por uma bem mais barata mas o governo acha que não. O custo anda à volta dos 300 milhões. Ainda por cima há dinheiro em caixa. É uma decisão tão estúpida como a que foi tomada na Educação. Ceder ao PCP e BE e aos sindicalistas. António Costa acha que isto pode durar muito ?

Qualquer devedor de bom senso - e que queira pagar - pagava já. Mas há quem pense que a dívida é para ser gerida. Lembram-se ?

A conversa é perigosamente semelhante à do tempo Sócrates -  não tem nada de "tempo novo" . O regoverno, está afanosamente a preencher a factura. Que como sempre nós todos pagamos.

 

O FMI reconhece que as pessoas lhe interessam pouco

FMI vem agora reconhecer que foi tudo demasiado rápido, difícil e doloroso. Consolidar as contas públicas à custa de mais desemprego e empobrecimento é fácil, todos fazem. No equilíbrio não conseguido é que está a ciência que o FMI não teve. O erro, o pecado, foi que nas folhas de excel não entra o social. A curto prazo as consequências são nefastas.

Expectativas demasiado elevadas em relação ao efeito imediato das reformas estruturais, consolidações orçamentais feitas de forma excessivamente rápida, expectativas irrealistas em relação a uma estratégia de curto prazo de desvalorização interna e cedências no princípio de reestruturar logo à cabeça dívidas públicas pouco sustentáveis.

O travão teria sido pensar nas pessoas. Esperemos que compreendam de uma vez por todas que país que paga dívidas elevadas não tem meios para investir e sem investir não há emprego nem crescimento sustentável da economia. Isto é tão óbvio que é difícil aceitar que o FMI e a Europa só agora o tenham percebido.

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