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BandaLarga

as autoestradas da informação

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António Costa insulta a memória

Costa não consegue fazer política com verdade. Joga com a memória das pessoas. É intencional, o que faz pensar que Costa não deve ter em boa conta quem o ouve... "Pela primeira vez", diz o politiqueiro, "em muitos anos", uma rating (neste caso a Fitch) muda a perspectiva para "positivo".
Falso. A 11 de Abril de 2014, foi precisamente a Fitch que alterou a perspectiva para "positivo". Reverteu esta apreciação em 2016... para estável.
Perdeu-se, pelo menos, um ano.
Costa insulta a memória: faz o mesmo com o emprego, com a economia, com o défice. A fazer fé no homem, o desemprego só começou a baixar em 2016, os resultados da economia e no défice surgiram, apenas, desde que assaltou o poder...

A estrutura da geringonça expõe o país a pressões

A agência Fitch avisa :

"a Fitch espera que o governo continue a apostar na via de uma política orçamental mais rigorosa, ao mesmo tempo que mantém a estabilidade no âmbito da maioria parlamentar".

Chama, contudo, a atenção para os alicerces da geringonça: "a estrutura da maioria, que junta o Partido Socialista e dois partidos de esquerda, expõe o governo a potenciais pressões políticas no sentido de flexibilizar a política orçamental, especialmente após a saída do Procedimento por Défice Excessivo".

O PCP e o BE são cada vez mais um travão à disciplina orçamental quando em bom rigor ainda não saímos do "lixo". É a extrema esquerda que está a engolir um enorme sapo, não é Bruxelas nem o povo português . 

Mas não foi uma boa notícia ?

A agência Fitch manteve Portugal no "lixo" o que foi saudado pelo Presidente da República e governo como uma boa notícia.

A notícia é tão boa que os juros subiram para 4,20% logo após o anúncio .

Juros em alta após Fitch manter rating 

As obrigações soberanas portuguesas estão em terreno negativo, depois da agência de notação financeira Fitch ter na sexta-feira mantido o "rating" de Portugal em BB+, com perspectiva estável. O mercado tinha já reagido no final da sessão de sexta-feira, uma vez que a decisão foi antecipada pelo presidente da República.

A "yield" das obrigações a 10 anos agrava-se 3 pontos base para 4,20%, numa altura em que a dívida dos periféricos segue estável face ao fecho de sexta-feira. Com os juros da Alemanha em baixa ligeira (2 pontos base), o prémio de risco da dívida portuguesa está a agravar-se 5 pontos base para 381 pontos base.

É uma trajectória ascendente imparável enquanto a dívida crescer e a economia se mantiver abaixo dos 3% . Está à volta dos 1,3% .

A Espanha a crescer 3,5% e a Irlanda 5% já deixaram a nossa companhia nos PIIGS o que prova que o problema é interno já que o ambiente externo é igual para todos.

 

Provável ruptura na coligação é ameaça

A Fitch ( agência de notação financeira) teme que a coligação (PS+PCP+BE) atinja o ponto de ruptura ainda em 2016. Essa é uma das razões que levou a agência a baixar o "outlook" sobre Portugal de positivo para estável. As outras razões são as já conhecidas acerca da credibilidade do orçamento.

Estamos perante mais uma pazada de terra sobre a evolução da situação do país a juntar-se a tantas outras. E  “atingir um equilíbrio entre o cumprimento das regras orçamentais europeias e as exigências do Bloco de Esquerda e do Partido Comunista está a mostrar-se uma tarefa difícil, o que cria riscos políticos significativos no curto prazo”.

Nada que não se soubesse desde que entramos na aventura

 

Taxas de juro da dívida ao mais baixo nível de sempre

Espera-se que ao fim da tarde a agência de notação "Fitch" suba a classificação da dívida de "lixo" para "investimento de qualidade".   Esta manhã a taxa de juro já está ao mais baixo nível de sempre. Como o pagamento da dívida só começa em 2019 a poupança em juros é colossal. A tal reestruturação da dívida tão exigida.

A confirmar-se, será uma notícia “muito positiva [para a dívida portuguesa] já que seria a primeira agência [entre as três principais] a recolocar a dívida nacional em ‘investimento de qualidade'”, dizem os analistas.

 Este alívio geral das taxas de juro está relacionado com as medidas de estímulo anunciadas pelo BCE e pela expectativa em torno do que o banco central poderá fazer mais, nomeadamente um programa alargado de compra de dívida pública nos mercados. É óbvio que fora do Euro não há disto, há empobrecimento.

A primeira vez que simpatizo (pouco) com uma agência de rating

A Fitch mudou a perspectiva negativa para positiva sobre a dívida portuguesa. Isto quer dizer que se prepara para retirar a notação de "lixo", isto é, em que considera que a dívida é especulativa e má para o investimento. Os juros da dívida vão continuar a descer e a saída do programa vai ser "limpa" embora a Fitch aconselhe uma linha cautelar.

O que poderá levar a uma subida do “rating”

A Fitch aponta quatro desenvolvimentos futuros que podem vir a desencadear a possível subida da notação financeira que, consequentemente, tirará o “rating” do nível especulativo.

 

--> A continuação da trajectória de redução do défice e a consistente diminuição do rácio de dívida pública em relação ao produto interno bruto;

 

--> A manutenção da recuperação da economia portuguesa e a prova de que a dívida privada já atingiu o pico e vai começar a cair;

 

--> Um acesso aos mercados em que não sejam pedidos custos de financiamento demasiado elevados que não sejam sustentáveis a longo prazo;

 

--> A apresentação de excedentes da conta corrente (saldo externo, saldo de todos os pagamentos e recebimentos do país) sustentáveis e que levem também à redução da dívida externa.