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BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

As armas de Tancos fugiram pelos próprios pés.

Primeiro tinha sido gravíssimo de tal forma que foram, sumariamente, embora provisoriamente, demitidos uns quantos comandantes militares.

Passados dias o roubo era o resultado das cativações de verbas pelas finanças que não deixaram a tempo, arranjar o buraco na vedação e substituir as câmaras de vigilância.

Logo que o governo viu que este caminho levava à responsabilização, arrepiou caminho, e as armas afinal nem eram armas, eram sucata, não tinham nenhum poder destrutivo.

Passados dois dias as demissões dos comandantes foram revertidas ( especialidade da casa).

Sabemos agora pela voz do ministro que se calhar não houve roubo nenhum as armas desapareceram por sua vontade . Livre e espontânea.

E, assim, em vez de um escândalo e de uma vergonha temos armas com pernas. Onde fica a reputação do Exército aí o governo não diz.

Está encontrado um culpado e o governo não tem nada a ver com o assunto. Como habitualmente. 

Não há rigor nas finanças públicas com base no calote

Nós por cá deixamos de poupar e o que mais fazemos é endividarmo-nos. Somados os défices do estado, da segurança social , das famílias e das empresas andamos nos 500% do PIB .

O estado cativa a eito e não paga aos seus fornecedores, como na saúde . As cativações têm este resultado .

"temos que eliminar o défice público e o externo. E o crescimento tem que ser pelas exportações e investimento e temos que olhar para a poupança. É preciso ter medidas de carinho da poupança, nas famílias e empresas", salientou. "Este Orçamento em parte aceita a prioridade do investimento e exportações em vez do consumo, mas não podem vir dizer isso cá para fora, por causa do PCP e do Bloco de Esquerda. E promove muito pouco a poupança. Baseia-se na ideia de que quem poupa é rico e quem se endivida é pobre e eu não acho que seja assim". diz Rui Rio .

Porque como já hoje é evidente a chamada "viragem da austeridade" foi feita à custa de um brutal aumento dos impostos indirectos e do aumento generalizado dos preços dos bens essenciais bem acima da inflação.

Os empresários acreditam que "o modelo seguido nos últimos anos conduziu a uma situação muito difícil de mudar. Mas temos que mudar. O Estado não se reestruturou, ao contrário das instituições e empresas e estas fazem-no com o olho no mercado. No Estado, o mercado são os contribuintes e se olharmos para a evolução da carga fiscal o que aconteceu foi o aumento cada vez mais dos impostos", segundo Nunes de Almeida.

O governo está a conduzir o país para um desastre económico e financeiro

Passos Coelho diz que pode ser tarde para o governo tomar medidas para evitar o desastre que todos anunciam. A economia está em queda pronunciada, o IVA arrecadado está muito longe do orçamentado e a sua redução na hotelaria que entra agora em vigor vai prejudicar ainda mais.

Passos afirmou que, apesar de a execução do orçamento revelar "aparentemente que as coisas estão bem", na prática "há muita despesa que está a ser adiada, houve medidas que foram tomadas e que nos próximos meses vão gerar mais despesa ainda" e a economia está a abrandar.

O presidente do PSD reafirmou a convicção de que "se o Governo não está à procura de um pretexto para fazer eleições, pelo menos parece", pois os governos quando "se aproximam de eleições têm uma tendência para exacerbar demagogicamente condições que são muitas vezes artificiais, arranjam inimigos comuns".

Há muita gente a avisar mas o governo parece a senhora na auto-estrada. Vão todos em sentido contrário só ela é que vai no sentido certo.

O gestor financeiro da Câmara Municipal de Lisboa

 

 A TAP e o aeroporto eram propriedade do governo . O terreno onde estão instalados eram da Câmara Municipal de Lisboa ( apesar de haver um contencioso que vinha desde a implantação do aeroporto naquele local). Para vender a ANA e a seguir a TAP era preciso desbloquear esta questão. O governo, accionista único das empresas públicas referidas, resolveu comprar o terreno supostamente propriedade da Câmara de Lisboa.

E assim se faz um gestor financeiro.

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O sigilo fiscal é que é VIP

Há uns senhores na administração fiscal que se entretêm a devassar as contas fiscais dos contribuintes e que fazem passar para a comunicação social o que lá encontram e, mesmo, o que não encontram. Um crime. E como é que os directores podem controlar esse acesso impedindo o crime ?  Sendo avisados pelo sistema que o funcionário está a mexer em certos processos . Nada mais simples e nada mais razoável.

Então o que faz a oposição? Colocam a coisa ao contrário. Há uma lista VIP que está mais controlada do que as outras e isso é uma descriminação. Dito de outro modo os funcionários podem aceder quando e como quiserem a todas as contas mesmo que seja para assoprarem para a comunicação social.

Há muito que se sabia ( e quem não sabia é porque não quer saber) que há redes organizadas dentro da administração pública para fornecerem ao jornalismo de investigação dados pessoais que são protegidos pela lei. Na lógica do sindicato os funcionários em vez de trabalharem devem procurar "casos" numa tentativa vã de fazerem esquecer o "caso" que os atormenta.

 

 

Já não é cool ser banqueiro

No seu livro – que explica, de forma simples e concreta, como tantos escândalos financeiros puderam ser orquestrados sem que ninguém desse conta –, Marc Roche aponta também a actual cultura de “ganância” como uma das principais responsáveis pela falta de ética que se sente nas finanças. Para o especialista, o facto de ser o sector onde as pessoas conseguem enriquecer mais rapidamente leva a que sejam muitos os que escolhem trabalhar em finanças apenas pelo dinheiro. Roche é também um acérrimo defensor do corte dos bónus dos banqueiros. “Se não houver bónus, não há razão para que licenciados brilhantes escolham a finança. Podem ir para a indústria ou o governo. O que temos agora é que os licenciados mais brilhantes, de Harvard, do MIT, da London Business School, vão para o sector financeiro. Ganância. Glamour. Filmes. Boa vida. O desejo destas coisas, que ainda são aquilo que os jovens procuram, tem de ser erradicado.”

E continua: “Não há nenhuma necessidade de os banqueiros ganharem duas, cinco, dez vezes mais que um empresário da indústria, com o mesmo nível de responsabilidade e competência. Não há qualquer razão para isso acontecer! A mensagem para estas pessoas é que já não é cool ser banqueiro.

O que tem o sindicato a dizer sobre o Voyeurismo VIP ?

O que é verdadeiramente importante nesta questão da suposta lista VIP ? E esquece-se o essencial, aquilo que o Sindicato deveria explicar. Por que estranha razão andam injustificadamente funcionários da administração fiscal a aceder a informações de contribuintes que não lhes dizem respeito? Não interessa se têm credenciais para o fazer (é evidente que as têm, uma vez que a essas informações acedem), a pergunta que se deve fazer é: por que razão o fazem?

Há 140 funcionários da administração fiscal que foram apanhados a aceder, sem justificação, a informação fiscal dos contribuintes. Há 140 tipos que se deliciaram no voyeurismo alheio, abusando das credenciais que tinham. Devem manter essas credenciais? Esses poderes? Não há que dar explicações? Por que razão o fizeram? Ao invés de trabalhar? Esses funcionários não merecem os processos disciplinares? O que tem o Sindicato dos Trabalhadores dos Impostos a dizer sobre isso? E o PS? 

Independentemente de quem esteja no Governo, os trabalhadores dos impostos estão lá e são pagos pelos contribuintes para trabalharem, não é para perderem tempo em bisbilhotices ou voyeurismo, só porque “têm credenciais”.

Uma canalhice sindical

Foram levantados processos disciplinares a dois funcionários das Finanças, porque acederam aos dados do cidadão Pedro Passos Coelho sem que para isso tivessem qualquer razão de ordem profissional. Isto é, acederam com o intuito de devassar a vida fiscal daquele cidadão que também é o primeiro ministro .

O sindicato acha que não, os funcionários públicos, porque têm uma chave de acesso universal, podem passar o tempo dentro do serviço a devassar a vida fiscal das pessoas. 

" A  Autoridade Tributária especifica que "os funcionários da AT apenas podem aceder aos dados relativos à situação tributária de quaisquer contribuintes exclusivamente no âmbito dos processos em curso que lhe sejam especificamente atribuídos e exclusivamente para esses efeitos". 

Na mesma nota, a AT afirma que "sempre que são detectados indícios de acesso ou utilização indevida desses dados" são desencadeados "os mecanismos consequentes de salvaguarda dos direitos dos contribuintes", que podem passar por processos de averiguações entre outros para apurar responsabilidades. 

Na perspectiva do sindicato, as consultas ao cadastro dos contribuintes por parte dos funcionários do Fisco é algo comum no exercício das suas funções, nomeadamente sempre que surgem sinais exteriores de riqueza de algum contribuinte e é preciso verificar se os mesmos estão de acordo com os rendimentos declarados para efeitos fiscais. Por outras palavras, os procedimentos de averiguação e a visualização do cadastro dos contribuintes são comuns e não comportam qualquer ilegalidade desde que os dados consultados não sejam depois divulgados, algo que, nestes dois casos, não terá acontecido."

Quando aparecem notícias nos jornais a difamar cidadãos e quando há quebras do segredo de Justiça, ninguém sabe quem são as fontes. Como se vê pelo exemplo basta olhar à volta dentro da administração pública.

Sindicalistas exigem voltar à bancarrota

Chama-se o "síndroma do abismo" : A Frente Comum de Sindicatos da Administração Pública exige aumentos salariais de 3,7% para o próximo ano, com a garantia de pelo menos 50 euros por trabalhador, e a reposição dos valores cortados aos salários e pensões.

A estrutura sindical afeta à CGTP pretende ainda que a reposição dos salários e pensões nos valores anteriores a 2011 seja feita antes do final da atual legislatura.

A Frente Comum defende também a atualização do subsídio de refeição para 6,50 euros e a atualização das restantes matérias pecuniárias em 3,7%.

A proposta reivindicativa para 2015 aprovada pelos sindicatos da Frente Comum prevê ainda o descongelamento das posições remuneratórias e o reposicionamento nos escalões da carreira correspondentes aos anos de serviço.

A estrutura sindical reivindica também a reposição do valor anteriormente pago pelo trabalho extraordinário, nomeadamente um acréscimo de 100% pelo trabalho em dia feriado.

A reintegração dos trabalhadores em mobilidade especial (requalificação), o fim do encerramento e privatização dos serviços públicos, a resolução imediata das situações de precariedade e a reposição do horário semanal de 35 horas são outras das reivindicações que integram a proposta de mais de 20 páginas da Frente Comum.

Esta reivindicação tem só o inconveniente de mostrar que a "massa salarial" da função pública está muito acima dos salários. Quando os aumentos salariais eram de 2% (inflação) a massa salarial era sempre superior a 5/6%. E a produtividade muito abaixo. Às mesmas causas correspondem os mesmos resultados.

O PCP e o BE tomam como seus os argumentos de Portas eurocéptico

Juncker: Os governos lavam as suas mãos relativamente à Europa. Temos que voltar a defender a causa da Europa. Em termos demográficos seremos um quarto da população mundial. Sem euro estaríamos numa guerra monetária e financeira. ( 31 da Armada) . E nós, orgulhosamente sós, fora do euro, a desvalorizar a moeda própria como se isso não seja uma outra forma de empobrecer. E, depois, voltávamos ao "Arco Atlântico" seja lá isso o que for, aos países de língua portuguesa, e ao socialismo de sucesso da  América do Sul...

Não aprendemos nada, há décadas que sempre que necessário se tiram da cartola estas alternativas a que nunca ninguém deu a mais pequena consistência. Quando Portas era eurocéptico eram estas alternativas que dizia serem suas hoje, quem diria, são propriedade de quem está do lado de lá do arco ideológico. Tão afastados e tão iguais.