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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Governo devia criar condições para não voltar a ir à falência

Miguel Sousa Tavares diz publicamente o que já muitos temem. A economia não está a crescer o suficiente apesar do bom ambiente externo . No que resta do ano o PIB vai perder gaz e em 2018 também. A dívida não desce e o défice externo aumenta à boleia das importações ( de automóveis não de maquinaria fabril) .

A despesa do Estado cresce para agradar aos funcionários públicos e pensionistas naturais votantes no PCP e do BE . Tudo igual a 2011 quando o governo de Sócrates pediu ajuda externa.

Vídeo : http://expresso.sapo.pt/politica/2017-09-11-Sousa-Tavares-Governo-devia-criar-condicoes-para-nao-voltar-a-ir-a-falencia

O mesmo orçamento até à falência final

Desde há pelo menos quinze anos que o orçamento é igual com excepção dos que foram feitos pela Troika. Não era já altura de sermos todos ricos e iguais ?

"Todos os anos se orçamenta basicamente a mesma coisa, tirando o ano em que quem fez o orçamento foi a troika e nós fizemos de tudo para o torpedear para fazer exatamente o que se faz todos os anos. Todos os anos se aumentam impostos sobre tudo e mais alguma coisa. Na verdade, se começarmos a ver que tipo de impostos pagamos, pagamos sobre morrer, sobre trabalhar, sobre ter emprego, sobre estudar, sobre ter saúde e sobre não ter saúde, sobre ter teto, sobre ter sede, sobre defecar, sobre comer, sobre deslocar e sobre estar parado. Se isso realmente trouxesse igualdade e prosperidade, não estava já na hora de passados estes anos todos sermos ricos e iguais? "

Sim, sabe-se que a trajetória vai ser a destruição, mas há sempre uma desculpa, uma dúvida, um questionar se a trajetória é mesmo essa. Uma antiga ministra das Finanças colocava as culpas da trajetória no Tratado Orçamental, como se o Tratado tivesse sido assinado entre nós e nós mesmos, como se não houvesse mais uma carrada de estados sujeitos ao mesmo Tratado e cuja trajetória é completamente diferente.

Os outros países crescem e prosperam com o Tratado Orçamental e a integração na Zona Euro e na União Europeia, mas tal não se adapta a nós. Ou é o Estado que temos que não se mexe, não se adapta, não se corrige ?

É que o Estado que temos ainda podemos mudar se para isso houver vontade, mudar de povo é que é mais dificil.

Renovação do tecido empresarial - mais e melhores empresas

Esta é uma das mais importantes consequencias da política económica seguida nos últimos anos. Deixar falir empresas sem competitividade e inovação e no lugar delas nascerem empresas modernas e competitivas. Este fenómeno está a acontecer em praticamente  todos os sectores desde 2013 e 2014, acentuando-se no 1º semestre de 2015 .

O extraordinário comportamento das exportações que passaram de 24% do PIB para 42% do PIB é também consequência desta autêntica revolução que está em marcha no tecido empresarial. E,é claro, mais e melhor emprego. Por cada empresa que fechou nasceram 2,5 entre Janeiro e Junho de 2015 . Nasceram 21 129 empresas neste período.

Como é que a economia cresce, o tecido empresarial se renova, as exportações crescem fortemente e nada disto dá mais emprego é coisa que só o António Costa e a Catarina Martins conseguirão explicar já que, o Jerónimo de Sousa, velha raposa, tem o cuidado de falar só na destruição .

Há autarquias falidas mas ninguem é responsável

Quem gasta assim sabe que nada lhe acontece e que alguém irá pagar. E a desculpa é boa. Gastou-se para fazer obra a bem da população. Mas não há orçamentos municipais autorizados pelos órgãos competentes? Haver, há, mas ninguém controla nada. A nível do estado também é assim. Gasta-se até alguém do exterior vir cá dizer que a festa acabou. E a seguir os contribuintes pagam. Mas o Tribunal de Contas e a Secretaria de Estado do Orçamento não controlam? Controlar, controlam mas não serve para nada.

Parece que as coisas estão a mudar. Quem não cumpre pode perder o mandato.

 

 

Os estaleiros de Viana têm uma história deprimente

No programa da TVI24 de ontem “Olhos nos Olhos” o Professor Daniel Bessa, que foi ministro da economia do Engº António Guterres e é, digo é, presidente da Comunidade Portuária de Viana do Castelo, presumivelmente convidado pelo Engº José Maria Costa (se não foi, que me perdoe o tiro no escuro), tomou a iniciativa de trazer ao programa o tema “Estaleiros de Viana”. Disse explicitamente Daniel Bessa: “O caso dos estaleiros Viana é uma história deprimente…” “… uma empresa que há mais de 20 anos dá prejuízos … e já devia ter sido encerrado…” “ … quando aparece alguém a dar um caminho, como é o caso, aparecem logo uns tantos a dar corda à contestação…assim não pode ser”. Com certeza que o Senhor Presidente da Câmara não ouviu o Professo Daniel Bessa, caso contrário teria as orelhas a arder por ver alguém a quem julgo que deve ter consideração profissional, por via indirecta, dizer-lhe que está a seguir o caminho errado. Caminho que nada resolve para os estaleiros, nem para os seus trabalhadores. Mas que irá conseguir pôr muitos vianenses contra si, no dia em que perceberem que foram demagogicamente manipulados a favor duma politiquice barata. Ter o topete de dar “tolerância de ponto” aos funcionários da Câmara Municipal para poderem participar numa manifestação é um escândalo. Em minha opinião é um efetivo abuso de poder! Que grande desilusão que o Senhor Engº José Maria Costa é para mim. Tinha-o num outro patamar Senhor Presidente!

Foram criadas mais do dobro de novas empresas

As falências estão em queda e a criação de novas empresas está a acelerar. Mais um sinal positivo de que a economia está a crescer. A seguir vem o emprego a recuperar com estas novas empresas. Entretanto Espanha dá-nos uma óptima boleia. As nossas exportações estão a crescer bem para o nosso principal mercado. Resultado do novo ânimo da economia espanhola que tem criado centenas de milhares de empregos nos últimos meses.

Há cinco anos que não se criavam tantos negócios em Portugal. E pela primeira vez desde 2009, o número de insolvências caiu.

 

 


A 7 de Abril de 2011 Portugal informou o mundo que tinha falido

...é preciso recordar porque pelo que aí vai parece que não aconteceu nada, que tudo isto é obra inventada por uns neoliberais fanáticos da austeridade.

Os que nunca se impacientaram com as políticas que nos levaram à austeridade são agora os mesmos que se impacientam por sair dela. Como diz Silva Lopes, são uma mixórdia de políticos, lobistas,profissionais do sindicalismo e todos aqueles que beneficiaram da acção protectora do estado.

É um caso de psiquiatria julgar que é possível resolver os problemas que  levaram o país à falência em apenas dois anos . Por mais que berrem a austeridade veio para ficar. Podem chamar-lhe o que quiserem. Vai dar ao mesmo. (Luis Marques - Expresso)

Se o banco é privado a falência tem que ser uma possibilidade

A única forma de responsabilizar a actividade bancária é que a disciplinadora realidade de falência exista. A possibilidade de falência leva a que os clientes escolham com seriedade o banco a que entregam o seu dinheiro e, o banco,  os riscos que está disposto a correr. Ser "too big" ou " too small" não pode ser o critério para a falência. A nacionalização do BPN é uma grande lição. Os que estavam interessados na nacionalização vieram a correr dizer que era "sistémico" e que o montante eram uns poucos milhões. Vamos em 7 000 milhões! Sócrates defendeu-se dizendo que "naquela  altura era a informação que tinha"...

O presidente do Eurogrupo merece críticas pelo momento escolhido para dizer que os bancos também podem falir. Mas merece ser elogiado por nos revelar que quem quer mercado deve viver segundo as leis do mercado quando há lucros e quando há perdas. Não se pode criar um sector bancário que se apropria dos lucros e entrega os prejuízos aos contribuintes. Nem é assim que se protegem os banqueiros de si próprios, como houve quem o pedisse nesta crise financeira. E, se não queremos novas e mais violentas crises bancárias, a banca tem de ser disciplinada, tem de seguir as regras do mercado ou terá de ser nacionalizada.

Salvar bancos com o dinheiro sagrado dos contribuintes

Salvar bancos com o dinheiro de quem nada tem a ver com os bancos falidos é que tira a esperança e a confiança . Pois não é verdade que a esmagadora maioria dos depositantes, são contribuintes? Apanhamos sempre por tabela, o que os dirigentes europeus estão a safar é o dinheiro dos grandes depositantes, accionistas e gestores.

Resgatar um banco é um processo que só tem a ver com quem tomou más decisões e com os accionistas que não põem limites à ganância. E com os grandes depositantes que têm o dinheiro naquele banco e não noutro, porque são melhor remunerados. Lembram-se do BPN ? Os que tinham lá dinheiro depositado era porque o banco oferecia uma taxa de juro superior em 1 ponto percentual. Eu que tive medo disto desde sempre, nunca lá depositei dinheiro pessoal nenhum apesar da empresa onde trabalhava ter no BPN  linhas de crédito elevadas. E isso serviu-me de quê? Nacionalizaram-no!

Safou-se o depositante tramou-se o contribuinte. Chamam-se os dois Luis Moreira!