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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O cancro financeiro público e privado

Centeno goza de uma paz e popularidade nunca vistas num ministro das finanças. Com o silêncio dos sindicatos e da extrema esquerda . Quantas grandoladas já teriam percorrido o país se fosse um governo de direita ?

Porque os meios utilizados para atingir o sucesso devem mais a expedientes oportunistas do que a rigor técnico. Cortes selváticos no investimento e despesas de operação, receitas extraordinárias e impostos originais não constituem receita válida e consistente para gerir um país. Corta-se onde se pode, não onde se deve. Assim, em cada mês renasce a interrogação do que se conseguirá.

A dívida pública continua a subir, e até acelerou face ao período anterior. Não existem medidas estruturais ou sequer estratégia orçamental sólida e segura. Centeno, decerto forçado pelas restrições políticas, limita-se a sacrificar tudo ao objectivo imperativo da meta do défice em percentagem do PIB. Entretanto, o cancro financeiro, público e privado, agrava-se em surdina, sob a aparência de sucesso de um governo alheio à sua função de criar uma situação sólida e sustentável de apoio ao progresso económico e social. Centeno é ministro de um número só, mas a exigência europeia, se pode ser instrumento, nunca é objectivo final.

Se a extrema direita ganhar a extrema esquerda morre

Não percebem ? O PCP e o BE andaram anos a fio a dizer que PS, PSD e CDS eram " a direita" como se fosse um crime ser de direita. Nunca perceberam e, agora, nas eleições em França também não percebem que a direita não é igual à extrema direita . E é vê-los a encaminhar votos para Marine Le Pen.

Se um dia a extrema direita xenófoba e fascista for governo a extrema esquerda será a sua primeira vítima. Tal qual nos países governados pela extrema esquerda a extrema direita não existe ou se existe é tratada com a prisão . Exemplos não faltam.

Só os partidos do centro-direita e do centro-esquerda dão garantias de plena democracia e do estado de direito , onde cabem a extrema esquerda e a extrema direita. E as liberdades e garantias democráticas básicas .

É verdade que ninguém de esquerda pode esperar grande coisa de Macron, mas ninguém de esquerda pode aceitar que por ausência, falta de empenhamento e meias-palavras pouco percetíveis a França seja entregue a Marine Le Pen. Se Mélenchon quer ganhar as legislativas, como disse, tem de mudar o discurso rapidamente. Se Le Pen ganhar, ele é um morto político.

E, no entanto, a extrema esquerda e a extrema direita no essencial têm posições iguais ou muito semelhantes ( como ser anti-europa) e o seu ADN no que diz respeito às liberdades é igual. Limitadas, se não mesmo proibidas. Os exemplos também são muitos .

Marine Le Pen é de extrema esquerda

Marine Le Pen é de extrema-esquerda

Como? Pois é. Longe vão os tempos em que o pai de Marine Le Pen, Jean-Marie, defendia a redução dos impostos, a eliminação das 35 horas de trabalho semanais, recusava a reforma aos 60 anos de idade e queria uma França desregulamentada, desestatizada e sem muçulmanos. Esta Frente Nacional liderada por Marine Le Pen mudou não apenas porque Marine matou politicamente o pai, mas porque a essência do discurso deste partido extremista passou da direita para a esquerda. Enquanto Jean-Marie era essencialmente racista, Marine é anti-Europa. Uma mudança que está a dar excelentes resultados à senhora Le Pen e que se deve a um homem: Florian Philippot.

Vice-presidente do partido desde 2012, conselheiro próximo de Marine Le Pen, Philippot é o grande responsável pela estratégia da Frente Nacional e também pela sua comunicação. Com ele a FN foi bem sucedida nas municipais de 2014, venceu as europeias desse ano e prepara-se para a presidência que, não espera alcançar agora, mas em 2022. Aí, sim. Nessa altura é que, nas contas de Philippot, serão elas.

Este homem todo poderoso é profundamente contrário às privatizações e fez constar no programa eleitoral de Marine Le Pen propostas como o aumento do salário mínimo nacional, a redução das tarifas de gás e electricidade em 5%, o aumento dos salários da função pública, a reindustrialização da França (muito à semelhança do que o PCP pretende em Portugal), a associação da indústria e do Estado numa cooperação que privilegie a economia real (ou o que quer que isto signifique) e a fixação da idade legal da reforma nos 60 anos, com 40 anos de quotizações.

Há outro aspecto muito importante nesta viragem à esquerda e que a grande maioria não vê: esta FN considera como principal inimiga da França, a União Europeia (UE). É Bruxelas a culpada pelos inúmeros muçulmanos a viver em França, porque foi Bruxelas que abriu as fronteiras e impôs a livre circulação de pessoas dentro da UE. A protecção dos interesses da França, já não se faz apenas, como pretendia Jean-Marie Le Pen, ostracizando as minorias étnicas e religiosas. Para Marine, tal só é possível saindo da Europa. Da mesma forma, o programa económico mencionado em cima só é possível se a França sair do euro. Um discurso muito idêntico ao de Mélenchon, que entretanto ajustou ao tempo presente a posição que tinha em 2012 relativamente aos refugiados, e daí a similitude das propostas, a mesma identidade no caminho a seguir.

Vistas as coisas deste prisma não é difícil compreender por que motivo Jean-Luc Mélenchon não disse, na noite eleitoral, em quem vota na segunda volta. Mélenchon sabe que o seu eleitorado se revê no programa económico de Le Pen e não o quer trair. Mais: o líder da França Insubmissa, aliança política que une vários partidos de extrema-esquerda, entre os quais o partido comunista francês, sabe que uma vitória de Marine Le Pen ditará o fim do euro, do projecto europeu, ou seja, dos alicerces que sustentam o modo de vida do continente. Com Marine virá o caos e é no caos que vingam as ideologias como as que Mélenchon propugna. O melhor para a extrema-esquerda é a vitória de um extremismo disfarçado de direita.

Um último ponto a salientar é que esta mudança na Frente Nacional não é pacífica dentro do próprio movimento. Marion Maréchal-Le Pen, sobrinha de Marine, neta de Jean-Marie, tem a mesma perspectiva do avô. Não que seja europeísta, mas porque entende que a principal ameaça à França reside, não no modelo económico seguido até agora, mas no excesso de imigrantes que, não se integrando na cultura francesa, ferem de morte a identidade da França que é necessário proteger. Ou seja, uma derrota de Marine Le Pen a 7 de Maio será, à semelhança do que está a suceder no PS e entre os Republicanos, um motivo para um ajuste de contas, que aqui será não apenas partidário, mas também familiar. Se Florian Philippot resiste e convence a FN que o seu objectivo é para daqui a 5 anos, as próximas semanas o dirão.

 
 

A extrema esquerda pode deitar tudo a perder

A extrema esquerda e a extrema direita francesas, tal como em Portugal, defendem a saída do euro e da União Europeia. É extraordinário mas não é de agora e não é virgem.

"É preciso que a extrema esquerda não deite tudo a perder" preocupam-se os franceses que não querem ver Le Pen na presidência. Mas o candidato comunista, ao contrário de todos os outros que já indicaram o seu apoio a Macron, mais facilmente apoiaria Maduro na Venezuela ou Castro em Cuba .

Como já fez o Partido Comunista Português recentemente,ao apoiar os regimes da Venezuela, de Cuba, da Coreia do Norte , de Angola , da Rússia, mas não a integração de Portugal na Europa.

“Benoît Hamon e todos os extremistas que tomaram conta do PS não me representam, diz uma francesa . Há quem esteja bem menos confiante nesses tais “votos da esquerda”. Isabelle fala em tom de desafio: “Se eles dizem que são de esquerda, é bom que não permitam a vitória a Le Pen”. E Hervé fala em tom de desespero: “A extrema-esquerda pode deitar isto tudo a perder. Espero que não. Mas pode”.

Cá em Portugal também sabemos como é .

Trump/Le Pen/Catarina/Jerónimo - odeiam a globalização

Ouvir Catarina a dizer as mesmas coisas que Le Pen é singular. O mesmo que Trump e o seu nacionalismo reaccionário .

Perante o colapso do comunismo e do socialismo a extrema esquerda procurou a salvação na linguagem reaccionária, culturalista ; o "multiculturalismo" ou " politicamente correcto" é uma escola de pensamento reaccionária e romântica, sem qualquer marca iluminista.

Os últimos anos só reforçaram essa tendência. Todos os dias vemos esta continuada deriva nacionalista de esquerda. Catarina e Jerónimo todos os dias fazem um discurso à Le Pen sobre a saída do Euro.

Mas se for Le Pen trata-se de um discurso reaccionário , se for Catarina ou Mortágua já se trata de um discurso fofo .

As duas sensibilidades odeiam a globalização querem voltar ao nacionalismo, quebrando a ordem internacional que tem permitido a globalização e a paz entre as super potências . Só não têm a gentileza de explicar o que pode substituir o que querem destruir. Voltando à guerra fria ?

É por isso que o seu objectivo, tanto da extrema direita como da extrema esquerda, é acabar com a União Europeia e os seus 60 anos de paz e progresso.

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A extrema esquerda anda a fazer a cama a Centeno

Centeno é demasiado liberal para os camaradas, até foi além da troika, perdão, além do défice que, segundo Mariana Mortágua, devia servir para relançar o investimento .

Além disso cumpre demasiado escrupolosamente as regras europeias, não é flor que se cheire no campo radical . Galamba que pertence à ala radical do PS ( entrou para deputado na quota da ex-namorada do ex -primeiro ministro ) bem como outros ajudam à festa da extrema esquerda.

Mas ainda não chegou a hora ,os juros ainda estão demasiado altos, demitir Centeno pode ser um desastre. Lá para a Primavera .

Eles querem que Centeno saia. E como sabem que Costa ainda não pode prescindir do "mágico do défice" – elogiado lá fora –, apostam no desgaste do ministro. A história da Caixa, envolvendo Centeno e Marcelo, anima a conspiração. Que está em curso e tem como alvo o ministro das Finanças.

Apanhado na rede, o deputado socialista diz que falou a título pessoal, não como porta-voz do partido do Governo. Ou seja, coabitam em Galamba dois lados, tal e qual como na geringonça – que elogia Centeno pelo défice ao mesmo tempo que o critica pelo mesmo défice. Sim, sabemos que Mariana Mortágua só quer fazer bem a quem mais precisa e, assim, há que distribuir antes de amealhar para pagar as dívidas. Perdendo-se credibilidade junto de quem detém e gere a nossa dívida.

Não, não é Marcelo, é Centeno .

A razão de Cavaco Silva

Cavaco Silva também teve a intuição que António Costa já andava a preparar o acordo com a extrema esquerda que Sócrates, valha a verdade, nunca quis e nunca deixou fazer . E Cavaco acrescenta :

" Não obstante muitas críticas e acusações ao antigo primeiro-ministro, nomeadamente de lhe ter mentido, Cavaco Silva reconhece o facto de José Sócrates nunca se ter deixado "capturar" pelo PCP ou pelo BE.

"Sempre o vi bem consciente de que o caminho defendido por estes partidos seria desastroso para Portugal e para os portugueses. O caminho leninista que querem implementar só tem gerado miséria e totalitarismo", diz Cavaco, considerando que se José Sócrates "tivesse ido por aí", a herança deixada pelos seus Governo teria sido muito pior.

"A verdade é que não existe na Europa, nem tão pouco no mundo, qualquer país que seja desenvolvido e que registe um caminho de sucesso tendo partidos da extrema-esquerda a determinar a condução da política económica", acrescenta.

 

Os ideais da extrema direita são os mesmos da extrema esquerda

Na França de Marie Le Pen os partidos democráticos juntam-se para barrar o caminho à extrema direita xenófoba, anti - União Europeia e anti - Euro . Em Portugal, pela mão do PS de António Costa, os partidos de extrema esquerda igualmente anti - União Europeia e anti - Euro, chegam ao governo. E, num caso e noutro, todos querem um estado opressor,  gordo e a liderar a economia. São coincidências a mais. Perigosas .

E querem sair da NATO e a sua dissolução . E a extrema direita  quer a revisão da Constituição com uma mão cheia de propostas a piscar o olho à  extrema esquerda . Direta ou indiretamente, mais ou menos sub-repticiamente, o partido de Le Pen quer acabar com os cultos religiosos.

O Banco Central Europeu é “déspota”. O Parlamento Europeu é o “fantoche” de uma Comissão Europeia que “não foi escolhida” pelos franceses. A Política Agrícola Comum “marginalizou” a agricultura. A moeda única (a par do Acordo de Schengen) “destruiu” milhões de empregos. E o BCE? “O BCE luta conta a inflação, mas não salvaguarda os empregos.” A União Europeia está hoje, aos olhos da FN, “totalmente pervertida na sua finalidade”. Que é como que diz: Au revoir, Europe.

Por enquanto separa-os a xenofobia e a imigração. É pouco , muito pouco .

Todos de passo trocado segundo o PCP

A direita já se sabe é o inimigo por excelência mas a esquerda e a extrema esquerda não estão melhor .

(...) Segundo Jerónimo de Sousa, vislumbram-se "manobras e operações que promovem soluções populistas baseadas no discurso anti-partidos, nos apelos a pretensas novas expressões políticas, valorizadas a partir da forma e escondendo conteúdos, manobras e operações que têm na promoção dada ao PS, após o seu último congresso, um elemento crucial".

"Mais que um reposicionamento à esquerda ou de uma qualquer genuína busca de uma convergência para romper com a política de direita, o que se vê no PS é a reafirmação da conhecida ambição de poder absoluto, desligando as políticas concretas e as propostas concretas de voto", lamentou.

 

António Costa está em contra mão

O SPD ( social democrata alemão) acha que o De Linke não deve ser visto como um partido do “arco da governação”, usando a expressão de António Costa. Os sociais-democratas alemães podem estar errados, mas acreditam que se o Syriza chegar ao poder reforça a legitimidade política de partidos como o De Linke, a sua principal ameaça interna. E os socialistas franceses partilham esta visão. Também não querem que as forças à sua esquerda reforcem a sua legitimidade como partidos de poder.

Tendo em conta a posição do SPD e dos socialistas franceses, dois dos maiores partidos do centro esquerda europeu, não deixa de ser estranho ouvir António Costa dizer que o PCP e o BE fazem parte do arco da governação. Talvez seja uma boa táctica para captar eleitorado desses dois partidos, mas convém ser cuidadoso em relação à credibilização do PCP e do BE. Foram eles que se auto excluiram. ( Económico)