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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As compras de Espanha e o Turismo

São os dois factores que mais influenciam o actual bom comportamento da economia. A economia de Espanha cresce desde há três anos acima dos 3% e o "boom" do turismo deve-se à fuga dos turistas de paragens menos recomendáveis em termos de terrorismo.

O governo tem pouco a ver com estas duas componentes filhas da actual situação externa. " Tem sorte, António Costa " disse-lhe António Lobo Xavier . "E porque não hei-de ter ?" respondeu-lhe o primeiro ministro.

Mas sem as reformas estruturais os problemas do país mantêm-se, o futuro é sombrio. O jornal compara o percurso luso ao irlandês, que também foi alvo de um resgate. Dublin manteve os impostos em baixa (12,5% face à média europeia de 21,5%) e criou um “banco mau” para ajudar com os ativos tóxicos. O resultado é um crescimento de 5,2% no ano passado e expectativas de crescimento de 3% em 2019, segundo o FMI.

Portugal anda pela metade em crescimento este ano e até 2019 previsões do governo.  Apesar dos elogios feitos à economia portuguesa, o WSJ ressalva que não é certo que “esta recuperação surpresa tenha vindo para ficar”, baseando a sua afirmação nas perspetivas do FMI de que o crescimento luso regrida, a médio prazo, para uns menos apetecíveis 1,2%. E cita Teodora Cardoso, responsável do Conselho das Finanças Públicas: “Não há dúvida de que a economia está muito bem atualmente. (…) A questão principal é se o estado atual é sustentável a longo prazo”.

Nunca ninguém perdeu eleições quando o ciclo económico é positivo. É o que está a acontecer na Europa e no mundo. Mas mais tarde ou mais cedo se o país não se prepara agora, vem a fase menos boa e a crise é inevitável como sempre acontece no nosso país.

E Portugal mais uma vez não está a fazer o que tem que ser feito.

Isto assim não vai longe

Se as exportações não estivessem a crescer, o PIB tinha aumentado 0,5% em 2016 e 0.9% em 2017. Deixem-se de ilusões. E se assim fosse adeus controlo do défice.

E são exclusivamente as empresa e o sector privado que exporta, incluindo aqui o turismo e a entrada de não-residentes permanentes, incluindo os vistos gold que tem induzido muito do investimento em construção via reabilitação urbanística.

Por isso, quando vejo tantos a querer distribuir o crescimento que as empresas e o sector privado exportador está a gerar sem se preocuparem primeiro com a sua defesa e florescimento sei uma coisa : isto assim não vai longe.

PS: João Duque- Expresso

 

O que se temia - balança comercial a degradar-se fortemente

As importações aumentaram quase três vezes mais do que as exportações, assim degradando ainda mais a balança comercial. Numa palavra estamos a gastar mais do que o que produzimos..

Foram avisados que as reversões deviam ser feitas à medida da produtividade, de forma escalonada, mas o populismo é sempre mais forte.

Não tarda vamos ter os que agora incentivam a gastar mais a exigirem que não se pague e a dívida que não para de crescer é para gerir. Os défices sim são para reverter mas esses nem tanto. Se não descem quando o PIB cresce... 

E já vem de longe :

O INE também deu conta esta sexta-feira de uma revisão nos dados de 2016 para o comércio internacional e o resultado é pior que o assumido.

Segundo o Instituto, as exportações da economia portuguesa terão sido inferiores em quase 300 milhões de euros ao estimado nos resultados preliminares. As importações também foram revistas, mas em alta, em mais de 100 milhões de euros.

No total, as novas contas demonstram que o défice comercial – saldo entre o que foi vendido e o que foi comprado ao exterior pela economia portuguesa – terá sido superior em 401 milhões de euros ao que se pensava.

As contas de 2015 também sofreram uma revisão, com o INE a dar conta que as exportações terão sido inferiores em 175 milhões de euros nesse ano em comparação com os números que eram conhecidos.

António Costa vai encontrar um culpado.

 

Bons ventos de Espanha

A Espanha é o nosso principal parceiro comercial. As nossas exportações agradecem o maior crescimento da economia desde 2015 . Acima dos 3% do PIB.

O crescimento da economia espanhola fica bem acima da portuguesa que avançou 2,8% no último trimestre, estando ambos acima da média na Zona Euro. Os analistas acreditam que Espanha pode vir a crescer mais de 3% pelo terceiro ano consecutivo.

No último ano foram criados em Espanha 480 mil novos postos de trabalho e o crescimento do turismo e das exportações deram um forte contributo para o alavancar da quinta maior economia europeia.

 

E o que diz a indústria do eucalipto ?

Diz que não há nenhuma razão científica para culpar o eucalipto como causa dos incêndios e, que, a nova regulação do sector vai ter um impacto negativo nos pequenos proprietários,  levar ao ainda maior abandono das terras do interior e a importar mais matéria prima que já monta a 200 milhões de euros/ano.

Uma indústria que tem um impacto muito importante na economia, nas exportações e no emprego.

Adianta que o eucalipto é uma das espécies que menos área ardida tem nos últimos 15 anos, citando dados do ICNF, abaixo do pinheiro bravo e “muito abaixo dos matos e incultos que representam mais de metade de toda a área ardida em Portugal”. A Navigator salienta que “tem vindo a defender a importância da prevenção como ferramenta determinante na mitigação dos riscos de incêndios, criando oportunidades de combate por construção e manutenção de infraestruturas de penetração no espaço 13 florestal e reduzindo a matéria combustível nesses espaços. Estas medidas devem ser enquadradas numa política que premeie a gestão florestal certificada”.

Explica que nas florestas da Navigator as áreas ardidas são inferiores a 1% da área sob gestão, “o que reforça a evidência de que uma floresta organizada e bem gerida é menos vulnerável ao risco de incêndios”

O défice comercial degradou-se

As exportações crescem mas as importações crescem ainda mais. O défice comercial um dos mais importantes indicadores do comportamento da economia, degrada-se . Estamos novamente a pagar os salários dos países que nos vendem.

Exportações congelam. Importações continuam a acelerar

Como resultado, o saldo comercial de bens agravou-se para os 5.383 milhões de euros nos primeiros cinco meses do ano, mais 1.280 milhões de euros do que se tinha verificado no mesmo período do ano passado. O défice comercial de bens fica, assim, prejudicado com um aumento de 30% face ao mesmo período de 2016. No primeiro trimestre, o total do excedente comercial (em conjunto com os serviços) tinha também diminuído uma vez que o contributo positivo dos serviços não bastou para compensar o contributo negativo dos bens.

Mas, enfim, como nos dizem que na vertente económica só temos tido boas notícias talvez esta seja uma boa notícia.

E a Mariana Mortágua sabe ou anda a ser enganada ?

O ajustamento pôs fim a um modelo de economia retrógado

Abrir a economia ao exterior e torná-la competitiva apostando na concorrência que as exportações exigem foi um dos mais importantes resultados do ajustamento

"Pedro Ferraz da Costa lembra que o programa de ajustamento pôs fim a um modelo de crescimento baseado no sector dos bens não-transacionáveis, no financiamento bancário de curto prazo e na criação de condições de excepção para um número restrito de grandes empresas viradas para o mercado interno e abriu caminho para o acesso concorrencial aos mercados externos como estratégia de crescimento. “Como aliás tinha acontecido quando o País se abriu ao exterior com a entrada na EFTA e depois na CEE, com grande sucesso”, avança.

“Existem actualmente condições ímpares para o crescimento: segurança; infraestruturas de qualidade; taxas de juro aceitáveis; taxa de câmbio favorável e preço baixo do petróleo, ao contrário do que aconteceu nos dois ajustamentos anteriores”, referiu.

É o turismo, estúpido

Muita gente já percebeu e mais ainda vai ter de perceber. Portugal não pode viver como um fidalgo arruinado, fingindo que depende apenas de si próprio. Nada disso. O fantástico crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano (2,8%, na homóloga) deve-se, diz o INE, fundamentalmente às exportações e, entre as exportações, a de serviços, sendo que esta é dominada, essencialmente, pelo turismo.

Por isso convinha que o governo não estragasse, regule, os tuck tuck, não leve a sério os moradores que dizem que andam muito amofinados com as multidões ( vão a Veneza ver o que é uma multidão de turistas).

Muitos milhares de jovens e menos jovens encontraram emprego que de outra maneira só encontrariam no estado e tudo graças à segurança do país. Ainda agora esteve cá o Papa e tudo correu pelo melhor se assim não fosse lá ia a economia e as exportações.

Abram as portas e os portões para mostrar a nossa história, a nossa gente, a nossa gastronomia, o nosso mar. Cada vez mais, uns trazem os outros.

Não ouçam os velhos do Restelo

 

Em termos de exportações ainda estamos quase no fundo

É importante a evolução das exportações que em quatro ou cindo anos passou de 30% do PIB para 40% mas se olharmos em termos globais estamos quase no fundo da tabela. E como é que podia ser de outra forma se para a extrema esquerda as exportações são uma treta e para o PS o crescimento da economia se faz pelo consumo interno ?

E convém não esquecer que as exportações se devem às empresas privadas de bens e serviços transaccionáveis em que o estado só tem um papel secundário de diplomacia económica.

"Há certamente caminho para percorrer nessa área. Sem dar números muito concretos, basta ver as estatísticas recentes, Portugal fez um caminho muito positivo, subindo de cerca de 30% do PIB para mais de 40% em relativamente poucos anos, em quatro ou cinco anos de evolução. Mas quando olhamos para os países europeus de dimensões similares a Portugal estamos quase no fundo. Há poucos que estejam com uma percentagem abaixo de nós e há muitos que estão encostados aos 100%. Mesmo países da dimensão do nosso. Quando são países muito pequenos que são plataformas transacionais essa percentagem pode ser mais alta. Pensando no tamanho de Portugal, versus o mundo, a capacidade para conquistar mercados e conquistar mais quota em cada um dos mercados onde está tem muito caminho para percorrer e claramente deve ser um desígnio nacional e uma aposta com uma ambição grande."

A realidade é uma chatice .

As exportações a puxar pela economia

Com a economia da zona euro em forte aceleração, as exportações portuguesas que têm os principais mercados europeus como destino, também aceleram. E por isso a economia vai continuar a crescer . Bem bom .

Logo agora que o PCP vai iniciar a campanha com vista a preparar o país para a saída do euro. Grande azar para os comunistas (PCP e BE) que querem sair do euro e da UE verem o país a melhorar com a aceleração da economia da zona euro.

"O bom resultado do último trimestre deve-se ao investimento, que deixou de cair e passou a subir, em quase todas as suas componentes", acrescenta o Fórum para a Competitividade.No entanto, deverão ser as exportações a liderar o processo de retoma económica.

Duas componentes muito importantes que o governo abandonou no seu programa no inicio da governação em benefício do consumo interno mas que a realidade recolocou na direcção certa. Antes tarde que nunca .