Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

É o turismo, estúpido

Muita gente já percebeu e mais ainda vai ter de perceber. Portugal não pode viver como um fidalgo arruinado, fingindo que depende apenas de si próprio. Nada disso. O fantástico crescimento do PIB no primeiro trimestre deste ano (2,8%, na homóloga) deve-se, diz o INE, fundamentalmente às exportações e, entre as exportações, a de serviços, sendo que esta é dominada, essencialmente, pelo turismo.

Por isso convinha que o governo não estragasse, regule, os tuck tuck, não leve a sério os moradores que dizem que andam muito amofinados com as multidões ( vão a Veneza ver o que é uma multidão de turistas).

Muitos milhares de jovens e menos jovens encontraram emprego que de outra maneira só encontrariam no estado e tudo graças à segurança do país. Ainda agora esteve cá o Papa e tudo correu pelo melhor se assim não fosse lá ia a economia e as exportações.

Abram as portas e os portões para mostrar a nossa história, a nossa gente, a nossa gastronomia, o nosso mar. Cada vez mais, uns trazem os outros.

Não ouçam os velhos do Restelo

 

Em termos de exportações ainda estamos quase no fundo

É importante a evolução das exportações que em quatro ou cindo anos passou de 30% do PIB para 40% mas se olharmos em termos globais estamos quase no fundo da tabela. E como é que podia ser de outra forma se para a extrema esquerda as exportações são uma treta e para o PS o crescimento da economia se faz pelo consumo interno ?

E convém não esquecer que as exportações se devem às empresas privadas de bens e serviços transaccionáveis em que o estado só tem um papel secundário de diplomacia económica.

"Há certamente caminho para percorrer nessa área. Sem dar números muito concretos, basta ver as estatísticas recentes, Portugal fez um caminho muito positivo, subindo de cerca de 30% do PIB para mais de 40% em relativamente poucos anos, em quatro ou cinco anos de evolução. Mas quando olhamos para os países europeus de dimensões similares a Portugal estamos quase no fundo. Há poucos que estejam com uma percentagem abaixo de nós e há muitos que estão encostados aos 100%. Mesmo países da dimensão do nosso. Quando são países muito pequenos que são plataformas transacionais essa percentagem pode ser mais alta. Pensando no tamanho de Portugal, versus o mundo, a capacidade para conquistar mercados e conquistar mais quota em cada um dos mercados onde está tem muito caminho para percorrer e claramente deve ser um desígnio nacional e uma aposta com uma ambição grande."

A realidade é uma chatice .

As exportações a puxar pela economia

Com a economia da zona euro em forte aceleração, as exportações portuguesas que têm os principais mercados europeus como destino, também aceleram. E por isso a economia vai continuar a crescer . Bem bom .

Logo agora que o PCP vai iniciar a campanha com vista a preparar o país para a saída do euro. Grande azar para os comunistas (PCP e BE) que querem sair do euro e da UE verem o país a melhorar com a aceleração da economia da zona euro.

"O bom resultado do último trimestre deve-se ao investimento, que deixou de cair e passou a subir, em quase todas as suas componentes", acrescenta o Fórum para a Competitividade.No entanto, deverão ser as exportações a liderar o processo de retoma económica.

Duas componentes muito importantes que o governo abandonou no seu programa no inicio da governação em benefício do consumo interno mas que a realidade recolocou na direcção certa. Antes tarde que nunca .

O excedente das contas externas

Este é um resultado muito importante e que se verifica já há cinco anos. Foi obtido graças à reorientação da economia Portuguesa para os mercados externos.

Basicamente, o que quer dizer, é que os salários portugueses estão a ser pagos pelos clientes do exterior. As exportações são uma treta dizia a Catarina Martins e fechar a economia ao exterior é também um dos objectivos do PCP ao querer retirar-nos da União Europeia.

excedente.png

 

Balança de pagamentos

A balança de pagamentos regista as transacções que ocorrem num determinado período de tempo entre residentes e não residentes numa determinada economia. Essas transacções são de natureza muito diversa encontrando-se classificadas em três categorias principais:

- balança corrente, que regista a exportação e importação de bens e serviços e os pagamentos e recebimentos associados a rendimento primário (ex: juros e dividendos) e a rendimento secundário (ex: transferências correntes);

- balança de capital, que regista as transferências de capital (ex: perdão de dívida e fundos comunitários) e as transacções sobre activos não financeiros não produzidos (ex. licenças de CO2 e passes de jogadores);

- balança financeira, que engloba as transacções relacionadas com o investimento, nomeadamente investimento directo, investimento de carteira, derivados financeiros, outro investimento e activos de reserva.

Fonte: Banco de Portugal

 
 
 

As exportações não estão a crescer em relação a 2015

O consumo interno não cresce o suficiente e as exportações não estão a crescer em relação a 2015. Então como querem que a economia cresça ? E que se criem novos postos de trabalho ?

As importações cresceram mais que as exportações em 2016, a poupança não existe e o crédito bancário ao consumo volta a crescer. Tal como em plena crise. Esperamos resultados diferentes porquê ?

As exportações subiram 7,6% em Novembro de 2016 em relação ao mês homólogo. Mas quando se olha para o acumulado do ano é possível ver que as exportações não estão a crescer. Só Dezembro pode mudar esta tendência.

Isto apesar de a economia estar a crescer fortemente na Zona Euro. Estamos a perder o comboio do progresso mais uma vez ? Os outros países com "os constrangimentos e a chantagem" do Tratado Orçamental crescem , pagam menos juros e carregam menos dívida .

Há mesmo mais vida para lá do  défice ? Começo a temer que não. Burro é quem repete a mesma receita e espera resultados diferentes.

exportaçoesimp.png

 

 

 

Trump vai salvar o Euro ?

Um dólar forte faz um euro fraco o que ajuda ( e muito) as exportações europeias para o maior mercado . E com a economia americana a crescer - graças ao investimento em infraestruturas - e o emprego em pleno ( gente e famílias com dinheiro e poder de compra) as exportações europeias tornam a crescer . E os beneficiados vão ser os países do sul porque os seus produtos de exportação são os que se consomem no dia a dia e que apresentam maior procura . Os produtos da Alemanha nem por isso . 

Quaisquer que sejam as desvantagens potenciais das políticas de Trump, há uma clara vantagem: impulsionarão o crescimento e o emprego numa Zona Euro onde a insatisfação económica está a gerar turbulência política - e os ganhos serão mais pronunciados nos países que mais precisam deles. Com os italianos a enfrentarem a perspectiva de um referendo sobre a permanência na Zona Euro, e os franceses a prepararem-se para as eleições presidenciais do próximo ano, o valor disto não pode ser subestimado. Na verdade, Trump pode muito bem acabar por salvar o euro. 

A treta da Catarina Martins está a safar-nos

São as exportações que estão a crescer mais do que as importações e por isso o saldo externo está bem melhor. Não quer dizer que indique só coisas boas. Por exemplo, se o investimento arrancasse as importações de máquinas fariam crescer as importações o que seria uma benesse. Mas não é o que está a acontecer.

saldo_comercial-01.png

 

“A reposição de poder de compra é uma política de substituição do investimento pelo consumo”, acrescenta Augusto Mateus, ex-ministro da Economia do governo de António Guterres. “Uma política de sacrifício do investimento é mais austera do que de sacrifício do consumo”, garante, deixando o aviso: “Os défices parecem estar controlados, mas estão a gerar problemas duradouros na medida em que comprometem o PIB potencial“.

Aliás, para o ex-ministro “a reposição de rendimentos deveria ser feita na sequência de ganhos no investimento. Caso contrário, os seus efeitos são muito modestos do ponto de vista do crescimento, não colocando o consumo a crescer 4% ou 5%”, explica.

Sem investimento não vamos lá.

Quem pode salvar Portugal em 2017 ?

Trump quer travar a globalização para proteger a economia americana. Isto está a levar a maioria dos países a preverem exportações mais curtas. Portugal prevê crescimento . Quem salvará Portugal ?

O cenário macroeconómico que sustenta as contas públicas do Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano corre o risco de ficar desatualizado antes de entrar em vigor a 1 de janeiro de 2017. É que se há Governo da zona euro que conta com a aceleração da procura externa e das exportações para alcançar as metas do PIB e do défice do próximo ano, esse governo é o português. E se há prioridade que se destaca na agenda de Donald Trump, essa prioridade é o protecionismo comercial que ameaça agravar tarifas aduaneiras, reavaliar acordos internacionais, travar as trocas com grandes fornecedores como a China, o México, a Alemanha ou o Japão e abalar todas as cadeias de valor estabelecidas à escala mundial que envolvem dezenas de países, incluindo Portugal.

Um sucesso sem precedentes

É preciso fazer acreditar,  todos os dias a todas as horas. Não importa a verdade, importa a notícia.

Todos os jornais cantaram ossanas e os menos avisados e os mais distraídos ( esqueço-me propositadamente dos profissionais) até acreditaram que agora é que a economia arranca. Mas não dizem que o investimento afundou ? E que o consumo não contribuiu ? Foram as exportações a treta da Catarina.

Então vamos lá analisar as exportações que fizeram a diferença :

  • Refinaria de Sines que esteve parada no trimestre anterior
  • Turismo
  • Venda de 10 aviões F 16 à Roménia.

Como se vê isto é para continuar . Turismo todo o ano, refinaria a trabalhar sem paragens e ainda haverá por aí mais uns calhambeques voadores para vender. Tudo sustentável e sustentado. Podemos dormir descansados. E estabilizados .

O diabo ainda não veio mas já fomos apanhados por ele

O PIB está ao nível ( estará?) de 2015 . O investimento afundou e as importações não podiam ser mais esclarecedoras. Não há importação de máquinas e equipamentos o que prova que não há investimento. Nem novo investimento nem de substituição.

Tal qual no tempo de Sócrates há um silêncio sobre estes assuntos que são os pilares do futuro . E percebe-se porquê. Aumentam-se os votantes potenciais, função pública e pensionistas e calam-se os sindicalistas. CGTP e Fenprof.

Os hospitais não pagam a fornecedores e nas escolas faltam funcionários. O Metro ainda anda, com atrasos e mau serviço, mas anda. Os juros são os mais altos da União Europeia ( a Grécia que ia dar lições ao mundo não conta ). A dívida não para de crescer . A treta da Catarina ( exportações) vai salvando a geringonça . O consumo interno não arranca.

Teremos mais uns aviões F 16 oferecidos pelos US para vender à Roménia ?