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BandaLarga

as autoestradas da informação

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As exportações a puxar pela economia

Com a economia da zona euro em forte aceleração, as exportações portuguesas que têm os principais mercados europeus como destino, também aceleram. E por isso a economia vai continuar a crescer . Bem bom .

Logo agora que o PCP vai iniciar a campanha com vista a preparar o país para a saída do euro. Grande azar para os comunistas (PCP e BE) que querem sair do euro e da UE verem o país a melhorar com a aceleração da economia da zona euro.

"O bom resultado do último trimestre deve-se ao investimento, que deixou de cair e passou a subir, em quase todas as suas componentes", acrescenta o Fórum para a Competitividade.No entanto, deverão ser as exportações a liderar o processo de retoma económica.

Duas componentes muito importantes que o governo abandonou no seu programa no inicio da governação em benefício do consumo interno mas que a realidade recolocou na direcção certa. Antes tarde que nunca .

O excedente das contas externas

Este é um resultado muito importante e que se verifica já há cinco anos. Foi obtido graças à reorientação da economia Portuguesa para os mercados externos.

Basicamente, o que quer dizer, é que os salários portugueses estão a ser pagos pelos clientes do exterior. As exportações são uma treta dizia a Catarina Martins e fechar a economia ao exterior é também um dos objectivos do PCP ao querer retirar-nos da União Europeia.

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Balança de pagamentos

A balança de pagamentos regista as transacções que ocorrem num determinado período de tempo entre residentes e não residentes numa determinada economia. Essas transacções são de natureza muito diversa encontrando-se classificadas em três categorias principais:

- balança corrente, que regista a exportação e importação de bens e serviços e os pagamentos e recebimentos associados a rendimento primário (ex: juros e dividendos) e a rendimento secundário (ex: transferências correntes);

- balança de capital, que regista as transferências de capital (ex: perdão de dívida e fundos comunitários) e as transacções sobre activos não financeiros não produzidos (ex. licenças de CO2 e passes de jogadores);

- balança financeira, que engloba as transacções relacionadas com o investimento, nomeadamente investimento directo, investimento de carteira, derivados financeiros, outro investimento e activos de reserva.

Fonte: Banco de Portugal

 
 
 

As exportações não estão a crescer em relação a 2015

O consumo interno não cresce o suficiente e as exportações não estão a crescer em relação a 2015. Então como querem que a economia cresça ? E que se criem novos postos de trabalho ?

As importações cresceram mais que as exportações em 2016, a poupança não existe e o crédito bancário ao consumo volta a crescer. Tal como em plena crise. Esperamos resultados diferentes porquê ?

As exportações subiram 7,6% em Novembro de 2016 em relação ao mês homólogo. Mas quando se olha para o acumulado do ano é possível ver que as exportações não estão a crescer. Só Dezembro pode mudar esta tendência.

Isto apesar de a economia estar a crescer fortemente na Zona Euro. Estamos a perder o comboio do progresso mais uma vez ? Os outros países com "os constrangimentos e a chantagem" do Tratado Orçamental crescem , pagam menos juros e carregam menos dívida .

Há mesmo mais vida para lá do  défice ? Começo a temer que não. Burro é quem repete a mesma receita e espera resultados diferentes.

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Trump vai salvar o Euro ?

Um dólar forte faz um euro fraco o que ajuda ( e muito) as exportações europeias para o maior mercado . E com a economia americana a crescer - graças ao investimento em infraestruturas - e o emprego em pleno ( gente e famílias com dinheiro e poder de compra) as exportações europeias tornam a crescer . E os beneficiados vão ser os países do sul porque os seus produtos de exportação são os que se consomem no dia a dia e que apresentam maior procura . Os produtos da Alemanha nem por isso . 

Quaisquer que sejam as desvantagens potenciais das políticas de Trump, há uma clara vantagem: impulsionarão o crescimento e o emprego numa Zona Euro onde a insatisfação económica está a gerar turbulência política - e os ganhos serão mais pronunciados nos países que mais precisam deles. Com os italianos a enfrentarem a perspectiva de um referendo sobre a permanência na Zona Euro, e os franceses a prepararem-se para as eleições presidenciais do próximo ano, o valor disto não pode ser subestimado. Na verdade, Trump pode muito bem acabar por salvar o euro. 

A treta da Catarina Martins está a safar-nos

São as exportações que estão a crescer mais do que as importações e por isso o saldo externo está bem melhor. Não quer dizer que indique só coisas boas. Por exemplo, se o investimento arrancasse as importações de máquinas fariam crescer as importações o que seria uma benesse. Mas não é o que está a acontecer.

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“A reposição de poder de compra é uma política de substituição do investimento pelo consumo”, acrescenta Augusto Mateus, ex-ministro da Economia do governo de António Guterres. “Uma política de sacrifício do investimento é mais austera do que de sacrifício do consumo”, garante, deixando o aviso: “Os défices parecem estar controlados, mas estão a gerar problemas duradouros na medida em que comprometem o PIB potencial“.

Aliás, para o ex-ministro “a reposição de rendimentos deveria ser feita na sequência de ganhos no investimento. Caso contrário, os seus efeitos são muito modestos do ponto de vista do crescimento, não colocando o consumo a crescer 4% ou 5%”, explica.

Sem investimento não vamos lá.

Quem pode salvar Portugal em 2017 ?

Trump quer travar a globalização para proteger a economia americana. Isto está a levar a maioria dos países a preverem exportações mais curtas. Portugal prevê crescimento . Quem salvará Portugal ?

O cenário macroeconómico que sustenta as contas públicas do Orçamento do Estado (OE) para o próximo ano corre o risco de ficar desatualizado antes de entrar em vigor a 1 de janeiro de 2017. É que se há Governo da zona euro que conta com a aceleração da procura externa e das exportações para alcançar as metas do PIB e do défice do próximo ano, esse governo é o português. E se há prioridade que se destaca na agenda de Donald Trump, essa prioridade é o protecionismo comercial que ameaça agravar tarifas aduaneiras, reavaliar acordos internacionais, travar as trocas com grandes fornecedores como a China, o México, a Alemanha ou o Japão e abalar todas as cadeias de valor estabelecidas à escala mundial que envolvem dezenas de países, incluindo Portugal.

Um sucesso sem precedentes

É preciso fazer acreditar,  todos os dias a todas as horas. Não importa a verdade, importa a notícia.

Todos os jornais cantaram ossanas e os menos avisados e os mais distraídos ( esqueço-me propositadamente dos profissionais) até acreditaram que agora é que a economia arranca. Mas não dizem que o investimento afundou ? E que o consumo não contribuiu ? Foram as exportações a treta da Catarina.

Então vamos lá analisar as exportações que fizeram a diferença :

  • Refinaria de Sines que esteve parada no trimestre anterior
  • Turismo
  • Venda de 10 aviões F 16 à Roménia.

Como se vê isto é para continuar . Turismo todo o ano, refinaria a trabalhar sem paragens e ainda haverá por aí mais uns calhambeques voadores para vender. Tudo sustentável e sustentado. Podemos dormir descansados. E estabilizados .

O diabo ainda não veio mas já fomos apanhados por ele

O PIB está ao nível ( estará?) de 2015 . O investimento afundou e as importações não podiam ser mais esclarecedoras. Não há importação de máquinas e equipamentos o que prova que não há investimento. Nem novo investimento nem de substituição.

Tal qual no tempo de Sócrates há um silêncio sobre estes assuntos que são os pilares do futuro . E percebe-se porquê. Aumentam-se os votantes potenciais, função pública e pensionistas e calam-se os sindicalistas. CGTP e Fenprof.

Os hospitais não pagam a fornecedores e nas escolas faltam funcionários. O Metro ainda anda, com atrasos e mau serviço, mas anda. Os juros são os mais altos da União Europeia ( a Grécia que ia dar lições ao mundo não conta ). A dívida não para de crescer . A treta da Catarina ( exportações) vai salvando a geringonça . O consumo interno não arranca.

Teremos mais uns aviões F 16 oferecidos pelos US para vender à Roménia ?

A treta da Catarina está a salvar o coiro ao governo

A esquerda dizia que o crescimento da economia se fazia a partir do aumento do consumo interno. Mais dinheiro no bolso mais consumo ( o maldito consumo capitalista) logo mais economia.

Costa e Centeno vergados à vergonhosa derrota fizeram o orçamento de 2017 na base das exportações. Não mexeram e não estragaram, deixaram as empresas privadas exportadoras continuarem a fazer o seu trabalho. Com a crise em Angola ainda tremeram mas deram a volta por cima passando a exportar para outros países. E foi assim que o actual governo conseguiu o mesmo crescimento do governo anterior ajudado ainda pelo turismo .

As empresas exportadoras são fruto do trabalho de empresários e trabalhadores, da inovação, da capacidade de arriscar, de fazer melhor e mais barato, não devem nada aos governos . São o contrário do que é proposto pelo PCP e pelo BE, que querem um país fechado ao exterior, pobre e auto suficiente . Afastado das grandes investigações internacionais em que já participa, aprisionando jovens talentosos e sonhos de homens e mulheres criadores de postos de trabalho e de riqueza.

Não deixa de ser irónico serem as empresas exportadoras tão desprezadas pelos partidos comunistas , os salvadores da geringonça. Se ao menos aprendessem com a lição.

Temos que crescer acima dos 3 %

Estamos a crescer à volta dos 1% a 1,5%, menos de metade do que é necessário para vencer a crise, pagar a dívida e sustentar o estado social. Crescer mais do que o previsto é uma boa notícia mas é poucochinho.  Mas para crescer acima dos 3% o mercado interno não chega, somos poucos, há que exportar acima dos actuais 42% e chegar aos 60%. É isto o que nos mostra a nossa experiência e a de outros países com a nossa dimensão.

Então o que é necessário para crescermos mais ?

"Em primeiro lugar é essencial consensualizar uma estratégia nacional clara e um modelo económico consistente, de forma a evitar que caminhemos em círculos como tem acontecido. Relativamente à estratégia, adoptaria a síntese contida na carta magna da competitividade de 2003 da AIP, "Estratégia euro-atlântica", cujos objectivos passam por reduzir a nossa dependência da União Europeia e compatibilizar essa condição com a nossa tradição e experiência de nação atlântica e global. Quanto ao modelo económico, as principais características do que proponho são a prioridade absoluta a um modelo exportador de bens e de serviços, a preferência pelo que sabemos fazer bem e acrescentar maior valor ao que produzimos e exportamos. Por último, devotar particular atenção e competência na atracção do investimento, nomeadamente estrangeiro, de empresas integradoras dos componentes e dos sistema da produção nacional, empresas que, paralelamente ao investimento, nos tragam mercados. Ou seja, aumentar a exportação de produtos dirigidos aos consumidores, com maior integração nacional e mais valorizados. "