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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A economia de Portugal a afundar - 2

O crescimento do primeiro semestre de 2017 mostra que os 2,8% que Portugal cresceu em termos homólogos, só ganham em comparação do país com o seu próprio passado. A marca portuguesa só consegue bater a grega na liga dos países menos desenvolvidos, onde o PIB cresce entre 3,1% e 5,7%.

O crescimento do primeiro trimestre de 2017  mostra que só Portugal, Bulgária, Eslovénia, Croácia e Grécia não cresceram acima de 1%.

O crescimento do 2º trimestre de 2017 mostra que Portugal não  aproveitou a aceleração europeia desta primavera : foi o país que menos cresceu na sua liga e o segundo país que menos cresceu em toda a UE. Só o Reino Unido a braços com o brexit conseguiu pior.

PS - Expresso

 

O governo não está a aproveitar os ventos favoráveis

A curto prazo os indicadores são positivos mas a médio prazo pairam sombras negras no horizonte.

O PIB tem que crescer mais que 3%, o investimento tem que ser reforçado, há que resolver o mal parado na banca. E tem que ser agora para aproveitar os ventos favoráveis que sopram da Europa que tem a economia a crescer e o BCE a comprar dívida o que mantém os juros baixos.

E é por isso que o desafio continua a ser quebrar aquele “ciclo vicioso entre bancos fracos, malparado elevado e fraco investimento,” garante o documento. Os peritos explicam que enquanto os bancos estiverem limitados na sua capacidade de financiamento, não poderão ajudar a economia a crescer, financiando o investimento produtivo.

Ou seja, o que é preciso é “tirar partido das atuais condições macroeconómicas benignas para continuar a melhorar a resiliência do setor financeiro, assegurar a consolidação orçamental duradoura e aumentar o crescimento potencial,” remata a avaliação do board do FMI, na discussão do relatório produzido pela equipa de peritos.

Falta o mais importante e o mais dificil

 

 

 

Portugal tem o pior registo da economia europeia

Mas andamos num alvoroço com as vitórias. O défice externo continua a crescer o que é um sinal muito preocupante e mostra que o crescimento da economia é mais uma pantominice . Aliás, o arrefecimento já é previsto pelo próprio governo para os próximos anos .

Este crescimento em cadeia é metade da média da zona euro (0,6%), e menos ainda face à média dos 28 Estados-membros (0,7%). A liderar as subidas em cadeia estiveram a República Checa (2,5%), a Suécia (1,7%), a Roménia (1,6%) e a Holanda (1,5%). Em contraste, Portugal e Reino Unido fixaram-se ambos em 0,3%.

 

Schauble : A UE é a melhor ideia que tivemos no último século

"Unimor-nos numa comunidade permite-nos viver em prosperidade e legar o modelo social europeu aos nossos filhos e netos. E, em geral, a situação actual da Europa até é positiva.

Todos os estados membros da zona euro estão a crescer e a zona euro, como um todo, assiste a um crescimento ininterrupto há 16 trimestres. Tudo isto mostra que as reformas estruturais e uma política orçamental responsável têm os resultados desejados. Portugal é o melhor exemplo disso."

A "velha raposa" abandonou recentemente a linha da Europa federalista que apadrinhou ao longo de décadas . Sempre defendendo a Europa, assumiu em Junho último, à saída de uma reunião em Bruxelas, que as alterações da "União" são neste momento praticamente impossíveis.

Agora, diz, é a altura para fazer uma maior integração a partir de uma base intergovernamental .

PS : Entrevista - Expresso

Quem vive na Europa tem que viver como um europeu

Não se confundam as coisas : "Esta incompatibilidade cultural e civilizacional só pode combater-se através de uma rápida clarificação de regras e de uma enérgica afirmação da identidade europeia e ocidental. Se queremos salvar o nosso modo de vida, teremos obrigatoriamente de ser intransigentes na sua afirmação. Se queremos continuar a acolher o diferente, teremos de lhe explicar muito claramente as regras sob as quais se vive aqui. Não podemos continuar a confundir tolerância com relativismo, respeito cultural com submissão, acolhimento com permissividade. No Ocidente terá de se passar a viver segundo o padrão da civilização ocidental. A Europa terá de repensar rapidamente o seu regresso às raízes fundacionais da sua cultura e do seu modo de vida: a matriz judaico-cristã deverá regressar ao fundamento da nossa postura perante o mundo.

A Europa é o melhor sítio do mundo para se viver

Viver na Europa é ganhar a lotaria. Não é por acaso que é para cá que se deslocam todos os que querem melhorar a sua qualidade de vida.

Descrevendo a Europa como uma "força global positiva", o presidente da Comissão Europeia defendeu mesmo que é "o melhor sítio do mundo" para se viver.

"Nascer na Europa do pós-guerra e depois da queda da Cortina de Ferro é ganhar a lotaria de uma vida", elogiou Juncker. "O que é importante é que todos caminhamos na mesma direcção, mesmo que não vamos à mesma velocidade. Diferentes velocidades é melhor do que ficar parado".

Só não percebe isto os que por razões ideológicas procuram outros objectivos que não o bem estar das pessoas .

A liderança tem que estar nas mãos dos europeus

Merkel revelou-se a estadista que conhecemos. Os europeus têm que tomar nas próprias mãos o seu destino.

A questão da defesa da Europa é primordial. Há dois dias o jornal sueco de grande tiragem Aftonbladet (A Folha da Tarde), tradicionalmente ligado aos sociais democratas, publicou uma grande reportagem sobre o poder bélico conjunto dos países nórdicos: todos somados têm o mesmo número de aviões que o Reino Unido; mais carros de combate que a França; e três vezes mais artilharia que qualquer outro país da União Europeia. O jornal concluía que vários especialistas são de opinião que uma aliança nórdica não só é viável do ponto de vista do poder bélico como é necessária. Porquê? Para suster uma invasão da Rússia. Já se contam espingardas.

Como disse Merkel – que de novo revelou ser a grande estadista europeia, e não está certamente apenas a fazer campanha junto de um eleitorado há muito desconfiado dos americanos –, o destino está nas mãos dos europeus. Somos 600 milhões, a maior zona de comércio livre do mundo, com uma moeda forte, as economias mais avançadas do planeta. A liderança das democracias liberais, constituídas sobre o Estado de direito, social e internacionalista deve ser assumida pela Europa – Reino Unido incluído. É preciso garantir a liderança europeia, Merkel e Macron (infelizmente Theresa May é um desastre), e construir um pacto europeu credível e eficaz de segurança militar, just in case a NATO não cumpra o Artigo 5º do Tratado. Este deve ser o ponto de partida da política europeia para renovar a UE e a união dos europeus.

E bem verdade que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está

Se há virtude na "geringonça", e há , a principal é ter transformado a extrema esquerda num cordeirinho em relação à Europa. Veja-se como se afadiga em aprovar orçamentos alinhados com Bruxelas . Sublinhe-se as exigências descabeladas de reestruturação da dívida de há um ano com as mais recentes e cordatas propostas.

PCP e BE aprenderam com o Siryza que lá continua ao leme na Grécia a executar programas de austeridade tal qual PSD/CDS o fizeram por cá. Bem dizia a Mariana Mortágua que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está.

Estamos pois, como o resto da Europa, na direcção certa mas, se o PS não conseguir fazer as reformas estruturais necessárias por oposição da extrema esquerda, mais uma vez ficaremos à bolina à espera que o ambiente externo nos dirija a porto seguro. E o custo da actua acalmia será mais um ciclo de empobrecimento.

Sem reformas, sem o programa do BCE de compra de dívida, sem os subsídios europeus do Programa 2020 para investimento num país onde público e privados não têm dinheiro, qual seria o destino ?

Transformar dois partidos "marginais" do regime, e contestatários da integração europeia, em diligentes cumpridores das exigências dessa mesma integração, empenhados salvadores de bancos, e devotos do rigor orçamental não é coisa pouca .

 

A Europa não foi construida, tivemos a guerra.

Europa :

Somos, hoje, 500 milhões de pessoas, 28 países (até ver), o maior PIB do Mundo, e o segundo maior PIB per capita. Temos um modelo de Estado de Direito Democrático consolidado. Somos capazes de tudo quanto quisermos ser capazes. Falta querer. E falta, acima de tudo, exigir nada menos do que o que podemos ter. Ou a Europa que nos prometeram ou um novo modelo de Europa, mas que garanta o essencial. Paz.

Espero, sou pai, acreditem que espero mesmo muito, que não tenhamos um dia de nos lembrar que na mesma Declaração, Schuman lembrou, referindo-se aos anos 30 e 40 que “A Europa não foi construida, tivemos a guerra.”. Só uma Europa unida pode resistir às instabilidades que possam existir, dentro e fora do seu espaço. Os populistas dos anos 20 e 30 já aí andam de novo.

Com o mesmo ódio, o mesmo asco ao outro, o mesmo apelo para as massas. Sejamos sensatos. Sejamos Churchill e não Chamberlain. Dava jeito.

Quem votou Macron votou na Europa

E foram 66,1% dos votos expressos . É um número impressionante, até porque a União Europeia atravessa ainda uma crise profunda embora já mais mitigada.

Le Pen colocou a questão europeia como a questão central. Os franceses votavam a favor da europa ou contra a europa. A resposta foi bem mais expressiva do que a que todos estávamos à espera. Pela europa, de forma esmagadora.

Cerca de 70% dos europeus, em média, são a favor da europa, embora os populismos à esquerda e à direita nos queiram vender a ideia que são (muito) menos. Não são, são muito mais.

Na Alemanha, Merkel e Shultz, ambos pró-europeus, são confirmados nas eleições regionais como os mais votados .Juntos andam acima dos 60% . E mesmo o Brexit mostrou que os que quiseram sair da europa representam pouco mais de metade dos votos. E são os votos do passado. Os jovens querem a europa .

Convinha que o ruído da extrema esquerda e da extrema direita não abafasse a verdade. Os europeus querem a europa