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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem vive na Europa tem que viver como um europeu

Não se confundam as coisas : "Esta incompatibilidade cultural e civilizacional só pode combater-se através de uma rápida clarificação de regras e de uma enérgica afirmação da identidade europeia e ocidental. Se queremos salvar o nosso modo de vida, teremos obrigatoriamente de ser intransigentes na sua afirmação. Se queremos continuar a acolher o diferente, teremos de lhe explicar muito claramente as regras sob as quais se vive aqui. Não podemos continuar a confundir tolerância com relativismo, respeito cultural com submissão, acolhimento com permissividade. No Ocidente terá de se passar a viver segundo o padrão da civilização ocidental. A Europa terá de repensar rapidamente o seu regresso às raízes fundacionais da sua cultura e do seu modo de vida: a matriz judaico-cristã deverá regressar ao fundamento da nossa postura perante o mundo.

A Europa é o melhor sítio do mundo para se viver

Viver na Europa é ganhar a lotaria. Não é por acaso que é para cá que se deslocam todos os que querem melhorar a sua qualidade de vida.

Descrevendo a Europa como uma "força global positiva", o presidente da Comissão Europeia defendeu mesmo que é "o melhor sítio do mundo" para se viver.

"Nascer na Europa do pós-guerra e depois da queda da Cortina de Ferro é ganhar a lotaria de uma vida", elogiou Juncker. "O que é importante é que todos caminhamos na mesma direcção, mesmo que não vamos à mesma velocidade. Diferentes velocidades é melhor do que ficar parado".

Só não percebe isto os que por razões ideológicas procuram outros objectivos que não o bem estar das pessoas .

A liderança tem que estar nas mãos dos europeus

Merkel revelou-se a estadista que conhecemos. Os europeus têm que tomar nas próprias mãos o seu destino.

A questão da defesa da Europa é primordial. Há dois dias o jornal sueco de grande tiragem Aftonbladet (A Folha da Tarde), tradicionalmente ligado aos sociais democratas, publicou uma grande reportagem sobre o poder bélico conjunto dos países nórdicos: todos somados têm o mesmo número de aviões que o Reino Unido; mais carros de combate que a França; e três vezes mais artilharia que qualquer outro país da União Europeia. O jornal concluía que vários especialistas são de opinião que uma aliança nórdica não só é viável do ponto de vista do poder bélico como é necessária. Porquê? Para suster uma invasão da Rússia. Já se contam espingardas.

Como disse Merkel – que de novo revelou ser a grande estadista europeia, e não está certamente apenas a fazer campanha junto de um eleitorado há muito desconfiado dos americanos –, o destino está nas mãos dos europeus. Somos 600 milhões, a maior zona de comércio livre do mundo, com uma moeda forte, as economias mais avançadas do planeta. A liderança das democracias liberais, constituídas sobre o Estado de direito, social e internacionalista deve ser assumida pela Europa – Reino Unido incluído. É preciso garantir a liderança europeia, Merkel e Macron (infelizmente Theresa May é um desastre), e construir um pacto europeu credível e eficaz de segurança militar, just in case a NATO não cumpra o Artigo 5º do Tratado. Este deve ser o ponto de partida da política europeia para renovar a UE e a união dos europeus.

E bem verdade que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está

Se há virtude na "geringonça", e há , a principal é ter transformado a extrema esquerda num cordeirinho em relação à Europa. Veja-se como se afadiga em aprovar orçamentos alinhados com Bruxelas . Sublinhe-se as exigências descabeladas de reestruturação da dívida de há um ano com as mais recentes e cordatas propostas.

PCP e BE aprenderam com o Siryza que lá continua ao leme na Grécia a executar programas de austeridade tal qual PSD/CDS o fizeram por cá. Bem dizia a Mariana Mortágua que é preciso ir buscar o dinheiro onde ele está.

Estamos pois, como o resto da Europa, na direcção certa mas, se o PS não conseguir fazer as reformas estruturais necessárias por oposição da extrema esquerda, mais uma vez ficaremos à bolina à espera que o ambiente externo nos dirija a porto seguro. E o custo da actua acalmia será mais um ciclo de empobrecimento.

Sem reformas, sem o programa do BCE de compra de dívida, sem os subsídios europeus do Programa 2020 para investimento num país onde público e privados não têm dinheiro, qual seria o destino ?

Transformar dois partidos "marginais" do regime, e contestatários da integração europeia, em diligentes cumpridores das exigências dessa mesma integração, empenhados salvadores de bancos, e devotos do rigor orçamental não é coisa pouca .

 

A Europa não foi construida, tivemos a guerra.

Europa :

Somos, hoje, 500 milhões de pessoas, 28 países (até ver), o maior PIB do Mundo, e o segundo maior PIB per capita. Temos um modelo de Estado de Direito Democrático consolidado. Somos capazes de tudo quanto quisermos ser capazes. Falta querer. E falta, acima de tudo, exigir nada menos do que o que podemos ter. Ou a Europa que nos prometeram ou um novo modelo de Europa, mas que garanta o essencial. Paz.

Espero, sou pai, acreditem que espero mesmo muito, que não tenhamos um dia de nos lembrar que na mesma Declaração, Schuman lembrou, referindo-se aos anos 30 e 40 que “A Europa não foi construida, tivemos a guerra.”. Só uma Europa unida pode resistir às instabilidades que possam existir, dentro e fora do seu espaço. Os populistas dos anos 20 e 30 já aí andam de novo.

Com o mesmo ódio, o mesmo asco ao outro, o mesmo apelo para as massas. Sejamos sensatos. Sejamos Churchill e não Chamberlain. Dava jeito.

Quem votou Macron votou na Europa

E foram 66,1% dos votos expressos . É um número impressionante, até porque a União Europeia atravessa ainda uma crise profunda embora já mais mitigada.

Le Pen colocou a questão europeia como a questão central. Os franceses votavam a favor da europa ou contra a europa. A resposta foi bem mais expressiva do que a que todos estávamos à espera. Pela europa, de forma esmagadora.

Cerca de 70% dos europeus, em média, são a favor da europa, embora os populismos à esquerda e à direita nos queiram vender a ideia que são (muito) menos. Não são, são muito mais.

Na Alemanha, Merkel e Shultz, ambos pró-europeus, são confirmados nas eleições regionais como os mais votados .Juntos andam acima dos 60% . E mesmo o Brexit mostrou que os que quiseram sair da europa representam pouco mais de metade dos votos. E são os votos do passado. Os jovens querem a europa .

Convinha que o ruído da extrema esquerda e da extrema direita não abafasse a verdade. Os europeus querem a europa

 

 

O crescimento está de volta na Europa

Pela primeira vez em muitos anos o crescimento na Europa é superior ao dos Estados Unidos . Isto vai levar à retirada dos estímulos do BCE (compra de dívida) . Fica a inflação que ainda não chegou aos 2% objectivo do banco central europeu.

Assim, prevê que o processo de retirada de estímulos seja anunciado em Setembro e comece a ser executado em Janeiro. O que vai ter fortes consequências nos próximos dez anos .

As taxas de juro estão historicamente baixas mas vão ter que crescer . E como investir num cenário de mais crescimento, subida da inflação e menos apoio do banco central? "Comprar imobiliário na Península Ibérica".

Avança central de compras de medicamentos na Europa

Comprar grandes quantidades de medicamentos baixa o preço não só para os países consumidores mas também para a indústria. A redução é particularmente relevante nos medicamentos inovadores . Na oncologia, nas doenças crónicas e nas doenças raras.

A indústria farmacêutica está pouco receptiva a desenvolver produtos com pequeno consumo. Com vários países juntos a comprar grandes quantidades o custo baixa consideravelmente. 

Este debate poderá mesmo levar à criação de um processo europeu de compra de medicamentos, segundo o DN. Estarão presentes na reunião desta terça-feira, além de Portugal, Espanha, Áustria, Grécia, Irlanda, Malta, Holanda, Letónia, Eslovénia, Itália e Bélgica. 

Estamos trabalhar para termos uma cooperação mais intensa na área da avaliação e negociação, em termos de haver algumas situações de podermos negociar conjuntamente o financiamento de determinados medicamentos", diz, referindo que este processo tem quatro componentes: identificação conjunta das áreas e de quando vai aparecer inovação, avaliação conjunta ou coordenada dos medicamentos, negociações com vista ao financiamento e processos aquisitivos mais próximos.

Portugal com a sua reduzida dimensão poderá beneficiar em muito com este processo na sustentabilidade do Serviço Nacional de Saúde.

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Três milagres : Fátima, AutoEuropa e Refinaria de Sines

A Europa está a melhorar e isso é um dos factores fundamentais para as melhores expectativas que se vai tendo para a economia portuguesa.

A economia pode crescer entre 1,8% e 2,1% puxada pelas exportações que crescem 6% ; em consequência o desemprego pode cair para 9% . Tudo ao contrário do que dizia o governo e os seus apoios que apostavam na procura interna ( diminuta num país tão pequeno).

O investimento privado mostra vontade de crescer mais rapidamente . 

"Após um aumento de 1,4% em 2016, o produto interno bruto (PIB) português deverá crescer 1,8% em 2017, 1,7% em 2018 e 1,6% em 2019. Em 2019 o produto real deverá situar-se num nível próximo do registado em 2008, o que ilustra bem a natureza sem precedentes deste último ciclo económico"

No texto que acompanha as projecções, o banco central salienta "o desempenho das exportações de turismo, que será favorecido pela ocorrência em território português de importantes eventos à escala internacional", nas quais se destaca a visita do Papa em 2017. Do lado das vendas de bens, além da dissipação de efeitos temporários negativos que marcaram 2016 (transição de modelos na Autoeuropa e paragem da refinaria de Sines), os economistas da Almirante Reis sublinham que em 2017 e 2018 haverá um aumento da capacidade produtiva da Autoeuropa.

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Um bom arranque de ano na economia europeia

O crescimento das economias europeias está em em bom nível e é generalizado.  Esta é uma boa notícia para Portugal e para todos os europeístas .

O indicador de actividade económica de França cresceu para o nível mais elevado desde 2011. Já o indicador da Alemanha aponta para que Berlim registe o maior crescimento dos últimos três anos. Dados que suportam o optimismo dos investidores com um bom arranque de ano na economia europeia.

Tudo indica que os problemas de crescimento estão a ficar para trás o que é fundamental para resolver os problemas da dívida, do défice e do sistema financeiro nos países que, como Portugal, se debatem com esses problemas