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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Foi exagerado prever o fim do Euro

O brexit tem vindo a mostrar que foi exagerado prever o fim do euro. Quem anda em bolandas é o Reino Unido enquanto a Zona Euro cresce:

"Considerando que “os eurocéticos britânicos têm vindo a prever o fim do euro desde que a moeda foi lançada”, “avisando que está condenado ao falhanço, que é ‘uma ponte a arder sem saída”, o jornal contraria o determinismo com o facto de “um dos elos mais fracos da Zona Euro parecer cada vez mais seguro”. Com a libra a afundar e o país a tentar mostrar resultados num período conturbado, os valores económicos defendidos pelos britânicos são a lição errada. "

Então a economia cresce apesar do Euro ?

A economia cresce mas não é com as medidas do governo que vincou bem que as suas medidas eram outras. Mas antes assim, o que interessa mesmo é crescer integrados na Zona Euro o que, segundo as iluminarias da extrema esquerda, não era possível. E cresce desde 2015, pouco mas cresce.

Não foi como nos venderam, apesar da dívida pública, que é como o algodão. O que António Costa e Mário Centeno deram em salários e pensões, tiraram em impostos e em cortes no investimento público e nas transferências para setores relevantes como a saúde por exemplo. Não subscrevo esta composição, mas pior seria que não tivessem feito nada.

Até agora, não houve reformas que aumentassem o PIB potencial da economia portuguesa. Estamos a beneficiar daquelas que foram realizadas no período da troika, especialmente no mercado de trabalho, e que não foram revertidas. Já estamos a crescer acima do nosso potencial, as empresas estão a aproveitar bem o crescimento dos principais mercados de exportação, o turismo surpreendeu tudo e todos, até o governo, mas não dá para tudo e, sobretudo, para sempre. O investimento, finalmente, começa a dar sinais de vida com os fundos comunitários.

As exportações eram uma treta e o consumo interno o milagre. Tudo ao contrário mas a economia cresce embalada pelo crescimento da Zona Euro. O que, segundo PCP e BE era impossível .

O dólar foi fácil de criar? “De modo algum”

Há uma tendência para achar que o dólar nasceu de um dia para o outro, sem nunca ter tido problemas como os do euro. A forma como alguns académicos norte-americanos falam da crise europeia, pelo menos, indica um pouco isso. O dólar foi fácil de criar?
De modo algum. Lembre-se que os EUA não tinham uma moeda nacional durante 75 anos, depois da criação da República. Tivemos um banco central no início mas acabou por perder a licença em 1816, recuperou-a e, depois, uma vez mais, perdeu-a em 1836. No crescimento veloz dos anos seguintes, não havia qualquer banco central — só voltou a haver nos primeiros anos do século XX.


 

O que havia, então?
A única moeda que circulava era moeda emitida pelos diferentes estados. Eram notas bancárias, moeda cunhada por bancos com licenças apenas estaduais. Sabia-se que um dólar emitido por um banco tinha um valor e outro, emitido por outro banco de outro estado, tinha um valor mais baixo. Se o Estado fosse fraco ou os bancos mal regulados, esse dólar valia menos. Só na Guerra Civil é que se unificou a moeda, e só houve um banco central em 1913, quase 150 anos depois de o país ter sido fundado. E essas coisas não existiam pela mesma razão que na zona euro: enormes conflitos políticos, sobre o que deveria ser feito. Havia gente nos EUA que defendia que qualquer um que quisesse imprimir dinheiro deveria poder fazê-lo. O país estava a crescer para Oeste, muito rapidamente, era preciso dinheiro, era preciso crédito, taxas de juro baixas, porque não? Por outro lado, havia gente, nos estados mais ricos, que queria uma política monetária conservadora. Estes conflitos, além de outros e, claro, a escravatura, contribuíram para a Guerra Civil. Esta mesma disputa acontece na zona euro, em termos semelhantes.

Hoje, os tempos são diferentes, mas que lições se podem tirar na Europa?
O ponto de viragem essencial nos EUA surgiu quando um número suficiente de pessoas e regiões se convenceram de que há problemas que podem ser mais bem geridos se houver uma união do que se for cada um por si. Na segunda metade do século XIX, com a criação do mercado nacional, tornou-se claro que era necessário um governo federal, para resolver os problemas dos estados. Teve de se convencer as pessoas de que o todo era maior do que a soma das partes, de que havia muito a ganhar com a união.

Tem de acontecer o mesmo cá?
Tem de haver o mesmo tipo de consciencialização. As pessoas na Alemanha têm de ter mais presente que a economia depende muito das exportações para os outros países da zona euro. Muitos empresários alemães percebem isso, e percebem que, provavelmente, a austeridade nos países do sul foi um pouco mais negativa para a economia alemã do que esperavam.

 

Trump/Le Pen/Catarina/Jerónimo - odeiam a globalização

Ouvir Catarina a dizer as mesmas coisas que Le Pen é singular. O mesmo que Trump e o seu nacionalismo reaccionário .

Perante o colapso do comunismo e do socialismo a extrema esquerda procurou a salvação na linguagem reaccionária, culturalista ; o "multiculturalismo" ou " politicamente correcto" é uma escola de pensamento reaccionária e romântica, sem qualquer marca iluminista.

Os últimos anos só reforçaram essa tendência. Todos os dias vemos esta continuada deriva nacionalista de esquerda. Catarina e Jerónimo todos os dias fazem um discurso à Le Pen sobre a saída do Euro.

Mas se for Le Pen trata-se de um discurso reaccionário , se for Catarina ou Mortágua já se trata de um discurso fofo .

As duas sensibilidades odeiam a globalização querem voltar ao nacionalismo, quebrando a ordem internacional que tem permitido a globalização e a paz entre as super potências . Só não têm a gentileza de explicar o que pode substituir o que querem destruir. Voltando à guerra fria ?

É por isso que o seu objectivo, tanto da extrema direita como da extrema esquerda, é acabar com a União Europeia e os seus 60 anos de paz e progresso.

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Antes e depois do euro

Portugal pagava taxas de juro de dois dígitos e agora paga 4% .O problema é que a dívida cresceu irresponsavelmente e o problema é o mesmo. Uma factura que a débil economia, a crescer a 1,4%, não consegue pagar. Não se fale pois de injustiça.

O Euro deu a países mais pobres e com economias menos robustas acesso a um mercado de financiamento abundante e com taxas de juro muito baixas.

É preciso não esquecer que apesar do efeito “anestesiante” da política monetária do BCE, as taxas de juro a 10 anos de Portugal estão neste momento no limiar daquilo que o país aguenta e que os mercados aceitam. Com as taxas a 10 anos acima dos 4% desde há mais de 4 meses, dificilmente as taxas voltarão a descer desse patamar.

Esse facto coloca duas questões: a primeira é como vão reagir as taxas de juro de Portugal quando o efeito do BCE se reduzir e esgotar? Subirão para valores em torno dos 5%-6%? A segunda é como vai Portugal financiar-se nos mercados em 2018 e 2019, se as taxas subirem para esse patamar dos 5%-6%?

 

  • Desde o início de 2016 que o IGCP não faz um leilão, mas apenas operações sindicadas, denotando insegurança e algum receio face à reação dos mercados.
  • Desde então, os investidores estrangeiros quase desapareceram das compras de dívida pública. Estamos no mercado primário de novo a sustentar as emissões no setor financeiro nacional (e em parte num aumento significativo do retalho) e no mercado secundário com as compras do BCE e do Banco de Portugal, via “Quantitative Easing”.
  • as agências de rating não vão subir a notação de Portugal, pelo que é expectável que esta se mantenha em “lixo” nos próximos tempos. Note-se que a entrevista do ministro Centeno ao Financial Times a semana passada, a queixar-se das agências de rating, é um sinal de desistência.

 

Os avisos que nos são enviados pela Comissão Europeia e pelas outras instituições financeiras não deviam ser ignorados . Factos são factos .

Há quem esconda as consequências de uma saída do euro

Quem fala da saída do euro esconde as consequências . Trinta a quarenta por cento de desvalorização da nova moeda . As taxas de juro sem a almofada do BCE aumentariam de forma insustentável .

Esta operação não seria possível fazer em sigilo total pelo que as fugas de capitais para o estrangeiro nos dias (semanas) anteriores seriam catastróficas . A corrida aos bancos dos médios e pequenos depositantes (já que os grandes colocariam o dinheiro em off shores) obrigaria ao seu fecho .

Uma forma certeira de por uma país em pé-de-guerra e os portugueses ainda mais pobres.

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"Eu acho que não se vai desmoronar a zona do euro, porque qualquer governo com o mínimo de bom senso que à sexta-feira pense em tirar o seu país do euro, no domingo entra em pânico sobre aquilo que acontece na segunda-feira”.

 

O euro é irrevogável

Porque será que o PCP ataca o Euro e iniciou uma campanha nacional contra o Euro ?

“O euro é o pilar do mercado único, é o seu pré-requisito, e sem mercado único não há União Europeia. É irrealista propor algo diferente do euro”, acentuou ainda face aos movimentos eurocéticos que vão a votos no calendário eleitoral deste ano. Além do mais, o euro tem o apoio de mais de 70% dos cidadãos na zona euro, alegou.

Draghi reforçou inclusive a sua posição, dando a entender que a moeda comum serve de guarda-chuva geopolítico: “Face aos desafios geopolíticos, o euro é um canal de solidariedade entre os seus membros”. O que é preciso, concluiu, é torna-lo mais forte, mais resiliente”.

Ora o PCP sempre esteve no outro lado da barreira na luta que opõe o Ocidente e a sua forma de vida democrática aos regimes totalitários comunistas. Como muito bem diz Draghi, o Euro sendo um dos pilares da União Europeia é também, necessariamente, um dos objectivos a abater pelos euro-cépticos e pelos que pugnam por uma sociedade comunista.

Não tem nada a ver com o interesse nacional e com "uma política patriótica e de esquerda.

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Agora sim vamos ter um governo estável

Acabou-se a chantagem . A posição conjunta vai ter que ser mesmo uma maioria, caso contrário, a já estreita margem de governação será perto do zero. Ou então, os partidos da geringonça terão que se defenir. Na verdade não se vê como é que se podem tomar medidas de fundo que nos tirem da má situação em que o país se encontra.

Mas esta situação era mais que óbvia. Se o PS quer fortalecer o Euro como forma de consolidar a União Europeia - nas palavras de António Costa em recente conferência na Gulbenkian - como é que esse objectivo se compagina com o objectivo do PCP e BE de sair do Euro e da UE ? 

Está escrito nas estrelas, PS, PCP e BE vão estar muitas vezes de costas voltadas, embora ainda haja pequenas coisas onde se podem entender. Mas não em matérias centrais . Ou então algum dos partidos vai ceder e afastar-se da sua identidade . O PCP não o fará seria sua morte política. O PS tenderá a aproximar-se do centro. Resta o BE e sua cinturinha de vespa que lhe permite avanços e recuos .

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PCP e BE apoiam "este" PS ?

António Costa quer fortalecer o Euro e a União Europeia .

  • Construir o euro é construir a Europa e defender o euro é defender a Europa — defender uma União que garante há 60 anos a paz e a prosperidade entre os povos europeus”, declarou, antes de justificar a urgência de uma reforma na arquitetura da zona euro.

    “Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida”, salientou.

O PCP quer sair do Euro e chamar a Troika

Será boa ideia ? Com a desvalorização do novo escudo, as nossas dívidas, públicas e privadas (a hipoteca da sua casa ou o crédito do seu automóvel, por exemplo) que são quase todas em euros, disparariam de valor, e as taxas de juro cobradas disparariam em flecha. Como não teríamos dinheiro para pagar, seria necessário imediatamente pedir à troika um novo resgate, com todos os sacrifícios que nos seriam novamente impostos. Mas a proposta do PCP prevê a nacionalização total da banca, possivelmente sem indemnizações, como em 1975. Seria muito difícil, se não impossível, conciliar posições. A troika não tem particular apreço por empresas nacionalizadas, sobretudo na banca.

Para além de a longo prazo estarmos todos mortos...