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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os grandes negócios do Estado - navios da Venezuela

A Venezuela vai desistir da construção dos dois navios esfalteiros que negociou com os Estaleiros Navais de Viana do Castelo . Para além da perda do negócio há mais uns milhões  que se vão perder com o aço ( 100 toneladas que vão para o lixo) que jaz nos estaleiros e que pertence ao estado venezuelano .

Azeredo Lopes aparentou ter sobre Viana "um discurso divergente" com o da ministra do Mar, Ana Paula Vitorino, que há dias visitou a West Sea e anunciou o alargamento da concessão do local à empresa privada por mais algumas décadas.

Acresce, que "há um crescimento acentuado dos níveis de negócio" ( 80 milhões em carteira) por parte da West Sea - que ganhou o concurso internacional de concessão dos estaleiros feito pelo anterior governo PSD/CDS - e que "a perspetiva é que aumentem nos próximos anos", o que irá criar mais emprego.

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Construção e Reparação Naval recuperam nas mãos de privados

Lembram-se da ópera bufa à volta dos estaleiros de Viana do Castelo, sem encomendas, nas mãos dos sindicatos , não cumprindo prazos nem as condições acordadas com os clientes ? Pois como seria de esperar, após mudar para mãos que conhecem o negócio, está a prosperar .

Mais uma vez se prova que o Estado não pode estar metido em sectores que não conhece e deve deixar para quem sabe os negócios em concorrência .

A recuperação da actividade da construção naval em Portugal em 2015 fica a dever-se em particular às encomendas garantidas pela West Sea, do grupo Martifer, que opera nos antigos estaleiros Navais de Viana do Castelo em associação com outra empresa de construção naval do grupo, a Navalria, sediada em Aveiro; e também à Nautiber – Estaleiros Navais do Guadiana, que opera em Vila Real de Santo António.

“ são sectores estratégicos para Portugal, por proporcionarem geração de emprego e riqueza num vasto conjunto de indústrias”.

“Portugal dispõe de estaleiros com capacidade relevante. No entanto, enfrenta uma forte competição por parte de países com mão-de-obra barata ou de países de tecnologia mais avançada”, explica o barómetro da PwC.

É, claro, que isto é mais uma campanha reaccionária e contrária aos interesses dos trabalhadores .

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Cheira a obras cheira a eleições

Quando alguns milhões de turistas invadem Lisboa, no verão, a câmara vira a cidade num estaleiro. As eleições autárquicas falam mais alto e 2017 está aí à porta. O Rossio e o Terreiro do Paço estiveram anos em obras, sempre no verão, escondendo fachadas de edifícios e fontanários.

Agora vamos ter o pandemónio no Saldanha uma das principais entradas da cidade. Mas parece que vamos ganhar setes lugares a mais de parqueamento. Nada mau.

Há uma série de artérias fechadas ao trânsito um pouco por toda a cidade .A ano e meio das eleições autárquicas, andar em Lisboa vai sendo cada vez mais difícil. Antes mesmo de começarem as obras de requalificação da Segunda Circular e do eixo Picoas/Campo Grande, duas das vias críticas para o trânsito na cidade, a câmara continua num frenesim de obras um pouco por todo o lado. Ontem, o município avançou mais umas tantas ruas que vão ter obras durante pelo menos três meses.

E o Saldanha vai ficar assim :

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Comparar os estaleiros da Mitrena com os estaleiros de Viana do Castelo

Na Mitrena, e há anos que é assim, a actividade é continua e largamente positiva. Trabalham na empresa 400 trabalhadores mas entram no estaleiro todos os dias cerca de 1 200. Ali reparam-se navios de todo o mundo. Para ser mais preciso 21 navios no 1º trimestre.

E a diferença que  separa os estaleiros que vivem do seu trabalho e os que vivem de subsídios é o conhecimento do negócio. Ter os contactos necessários e a reputação profissional certa. E cumprir prazos.

"Como resultado de uma actividade comercial agressiva no primeiro trimestre deste ano, 21 navios atracaram no estaleiro da Lisnave na Mitrena, Setúbal. Esses 21 navios pertencem a 21 clientes diferentes, de 11 países, com ênfase para a Grécia, com sete reparações, seguida da Inglaterra, com três", adianta o referido documento da Lisnave.

Os estaleiros de Viana do Castelo andaram anos a viver de subsídios e sem trabalho, com greves e com lutas sindicais. Os estaleiros da Mitrena foram comprados por um operador privado e a partir daí são um caso de sucesso. Tudo para exportação.

O estado não pode andar metido em negócios que não conhece

Há trabalho nos estaleiros de Viana

West Sea, a concessionária dos terrenos dos velhos estaleiros já reparou vinte e dois navios oriundos de todas as partes do mundo e tem agora a primeira encomenda para a construção de um novo navio. Já lá trabalham 130 trabalhadores e a previsão é chegar aos 400.

Durante anos o Estado não conseguiu encomendas e nas poucas que conseguiu não cumpria prazos nem a qualidade a que se obrigava. Os sindicatos e a Comissão de Trabalhadores ofereciam aos trabalhadores belos e inflamados discursos. Como em muitos outros casos o problema não era a viabilidade da empresa e a manutenção dos postos de trabalho era a sua condição de empresa pública que interessava.

Uma bela e adequada prenda de Natal apara o Presidente da Câmara era devolver-lhe o ramo de flores que trouxe ao que chamava o funeral dos estaleiros.

 

O Presidente da Câmara de Viana do Castelo devia demitir-se

Carpiram, manifestaram-se, ameaçaram. Trabalho é que não havia. Agora os velhos estaleiros voltaram a ter vida. " Reparação de 20 navios até ao final do ano, reconversão do Atlântida, arranque da construção de dois "patrulhas" em Março e a encomenda de uma série de navios-hotel em perspectiva. Eis a nova vida dos estaleiros navais de Viana. Cinco meses depois de a West Sea, empresa da Martifer, ter entrado nos estaleiros navais de Viana do Castelo, o presidente de ambas, Carlos Martins, revela a estratégia da subconcessionária e o trabalho feito até ao momento que comporta a reparação de dez navios. A facturação vai nos 3 milhões e até ao fim do ano vai montar aos 4 milhões de euros.

O presidente da câmara de Viana do Castelo que trouxe a Lisboa uma coroa de flores ao que ele entendia ser o enterro dos estaleiros devia demitir-se.

De navio fantasma a barco de cruzeiros

O Douro Azul comprou o barco que ninguém quis e vai transformá-lo num cruzeiro para fazer viagens internacionais. Os trabalhos vão ser executados nos estaleiros de Viana do Castelo e em Outubro de 2015 ruma ao Brazil. Há dinheiro próprio do comprador e financiamento bancário. Enquanto os empresários avançam com o negócio e criam postos de trabalho os políticos ainda vão aqui. Querem saber quem é que é responsável pelo prejuízo de 70 milhões de euros. Bem me lembro dos políticos e sindicalistas a correrem para Viana do Castelo a oferecer solidariedade aos trabalhadores e a garantirem que os estaleiros permaneciam públicos. Mas não levavam nenhuma solução. Nem dinheiro, nem negócios para criar postos de trabalho.

"“Na sexta-feira, a Douro Azul passará um cheque de capitais próprios. A Douro Azul tem capitais próprios suficientes para adquirir este navio e está neste momento a negociar com três bancos portugueses o financiamento [de seis milhões para obras de remodelação]. Estou convencido que dos três bancos teremos notícias positivas a muito curto prazo”, afirmou Mário Ferreira."

 

 

 

O navio fantasma dos Estaleiros de Viana

Foi em 2009 e o governo de então pagou tudo sem tugir nem mugir. Quem o diz é António José Seguro :Quem pagou esses 70 milhões de euros? O Estado, isto é, todos nós com o dinheiro dos nossos impostos. (…) Viram alguém ser responsabilidade por essa situação? (…) Eu não posso e não aceito viver num país onde se desbaratam 70 milhões de euros e ninguém é responsabilizado. (…) Muito menos quando se pedem sacrifícios aos portugueses e não se pedem responsabilidades aos agentes e administradores do Estado”, afirmou Seguro, acrescentando que “são casos como estes que minam a relação de confiança entre os portugueses e aqueles que tem a responsabilidade de governar o país e administrar bem” os recursos.

Santos Silva, ministro da defesa dos governos de Sócrates não se fica :“Aos problemas que o meu secretário-geral tenha com o passado governo socialista, recomendo a leitura das coisas. Aos problemas de ordem fantasmática, não consigo dizer nada, pois sou sociólogo”, afirmou ao Observador Santos Silva.

Ainda a procissão não saiu do adro e já os fantasmas causam pesadelos. Vamos saber mais.

 

 

 

Os estaleiros de Viana faliram o Arsenal do Alfeite

As maçãs podres também contaminam as maçãs sãs. O Arsenal do Alfeite estava bem mas foi preciso ir em socorro dos estaleiros de Viana do Castelo. Resultado? Foram os dois para o fundo. "Ao longo dos anos, 32 milhões de euros foram transferidos para socorrer os Estaleiros de Viana, então já em dificuldades. “Lá se foi a modernização e a empresa foi-se degradando”, com o emagrecimento dos trabalhos para a Marinha e a saída do pessoal mais qualificado." E as contrapartidas dos submarinos podiam ter transferido tecnologia abrindo novas valências no Alfeite. Mas falhou tudo. Como habitualmente. Diz o Almirante que  " “As ajudas de custo dos oficiais de Marinha em Kiel dão muito dinheiro…”, ironiza esse responsável. Há sempre uma boa razão.

Voltou a vida aos Estaleiros de Viana do Castelo

O "Atlântida" que os Açores não quiseram receber vai voltar aos estaleiros de Viana do Castelo e ser transformado num belo cisne. A empresa Douro Azul está pronta a ficar com o barco e aos 8,7 milhões de euros iniciais somar-lhe mais 6 milhões para o reconverter num paquete de luxo. Levar o "ferryboat" Atlântida para os Estaleiros Navais de Viana, agora concessionados ao grupo Martifer, onde seria transformado num navio de cruzeiros – desfeita toda a componente de "ferry" da embarcação, apenas aproveitar-se-ia o casco e os motores, refazendo-se todo o interior do navio com a criação de 70 quartos de luxo. Investimento: seis a oito milhões de euros. O irónico é que o "patinho feio" vai ser transformado em cisne em Viana. O prejuízo dos estaleiros só com este barco já vai nos 70 milhões.