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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Economia e emprego na Zona Euro no máximo de seis anos

Um longo período em que a economia recupera bem como o emprego, mostrando-se robusta e sustentável.

Na Alemanha nem por isso( embora a crescer) mas a França está de vento em popa. Isto é óptimo para Portugal pois aqueles países juntamente com a Espanha ( que também cresce) são os nossos maiores clientes. As exportações têm boas expectativas.

De acordo com a Markit, a criação de emprego na região alcançou um máximo de quase 10 anos, sinalizando que a recuperação da economia europeia está a ganhar força e é sustentável.

"A Zona Euro registou um forte arranque de segundo trimestre. O indicador PMI está em linha com um crescimento do PIB de 0,7%, acima dos 0,6% do primeiro trimestre. Um crescimento desta dimensão, se for sustentável, vai resultar numa revisão em alta das estimativas dos economistas para o PIB de 2017", Chris Williamson, Chief Business Economist da IHS Markit.

Boas notícias para quem é pró-Europeu .

Proteger as pessoas não os empregos

O problema principal é o dinamismo nos países do sul . E a produtividade. São bons a proteger os empregos e as pessoas mas não a mudar. Há países que mudam muito rapidamente e ganham vantagem, adaptando-se à mudança.

Como resolver isso? Com segurança flexível, a proteger as pessoas, não os empregos, garantindo que as pessoas estão preparadas para um novo caminho, estão treinadas para encontrar outro emprego .

No norte da Europa fazem isso muito bem, a Dinamarca em particular. No sul temos que trabalhar mais nisso.

Como é bom de ver não podemos proteger empregos que se deixaram ultrapassar pela inovação e pelo desenvolvimento tecnológico, sob pena de mais cedo que tarde falirem por não puderem competir com emprego actualizado e mais rentável.

A manter esta protecção no emprego teremos cada vez mais jovens bem preparados que não entram no mundo laboral ou, então, emigram à procura de emprego que exija as suas competências técnicas. 

A flexisegurança, que permite que as empresas actualizem rapidamente as competências da sua força de trabalho e, ao mesmo tempo, assegura a protecção dos trabalhadores é um caminho sem retorno .

Já não há empregos para toda a vida . E o trabalhador só é preciso quando e se houver trabalho . Não havendo trabalho pode ficar em casa ou ir de férias. O que não pode ser é a empresa estar cheia de encomendas para entrega dentro dos prazos e grande parte dos trabalhadores estar de férias. Foi assim que nasceu o banco de horas que algumas empresas líderes em Portugal já implantaram em negociação com os trabalhadores.

Não se para um rio com as palmas da mão

PS : Ler Expresso - Javier Gimeno

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Não se embale o berço com a mentira

Para criar emprego, pagar a dívida, baixar juros e manter o estado social o PIB tem que crescer 3% ao ano para compensar os últimos medíocres 16 anos . Crescer, como estamos a crescer, 1,6%, só agrada a quem nos quer enganar. Deixem-se de festejar enquanto o país continua a caminhar em direcção ao abismo. Não se esqueçam do que aconteceu na era Sócrates em que todos os dias o país averbava uma vitória. Viu-se depois que a direcção era a bancarrota.

Só assim Portugal conseguirá diminuir a taxa de desemprego, aumentar os salários reais e, por consequência, o nível de vida dos portugueses. Mas esta será também a solução mais adequada para que o país possa preservar o Estado Social e, em simultâneo, dar sustentabilidade à dívida externa e à dívida pública. Essencial será também, desta forma, o reforço de todo o sistema financeiro.

Com o ritmo de crescimento que se prevê para este ano até 2019 Portugal está a aproximar-se de 2008. Não mintam, não escondam, não confundam e principalmente, não queiram enganar-se a vós próprios.

Estamos muito longe de uma situação de convergência com os países da Zona Euro e da União Europeia . Poucochinho para deitar foguetes.

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Forte recuperação da economia na Zona Euro

Acumulam-se os dados económicos que indicam uma forte recuperação da economia no 4º trimestre na Zona Euro . Parece sustentável e a deixar definitivamente para trás a crise que dura há pelo menos oito anos.

Na Europa criaram-se um milhão de empregos . "Não admira que a confiança dos consumidores esteja a aumentar, já que quase um milhão de pessoas saiu do desemprego na Zona Euro no último ano", comentou à Bloomberg Bert Colijn, economista do ING Bank. "Com as empresas a indicarem que as contratações deverão permanecer fortes nos próximos meses, parece que a criação de postos de trabalho vai continuar a favorecer a recuperação do crescimento económico".

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Nunca tantos europeus tiveram emprego

São 232 milhões os europeus que têm emprego . Nunca tantos tiveram emprego apesar de vivermos uma crise desde 2008 . Ainda há países com um nível de desemprego alto, como é o caso de Portugal ( à volta dos 10,8%) e da Espanha ( está a baixar progressivamente da casa dos 20% que manteve durante muito tempo) : Há ainda desemprego alto nos países a leste que estiveram na órbita soviética . No centro e norte da Europa há o chamado desemprego estrutural - à volta dos 4/5% . Não é por falta de trabalho .

Num momento em que a economia muda com a introdução de novas tecnologias e nova procura, é natural que exista ainda um desfasamento entre as capacidades de quem procura trabalho e as necessidades das empresas mas, mesmo com esse potente constrangimento , que só o tempo corrige, a Europa lidera o mundo .

A diferença para os 400 milhões vive do estado social, também ele único no mundo, garantindo uma qualidade de vida nunca antes sentida pela população idosa.

É este mundo que uns artistas querem derrubar .

As esperadas más notícias estão aí todas

Ontem soubemos que as exportações se portaram mal.  Hoje sabemos que o desemprego cresce e a criação de emprego é a mais baixa desde o inicio de 2015. As taxas de juro a 10 anos conseguidas hoje são as mais altas ( praticamente o dobro das conseguidas com o anterior governo ). Mas o BE quer a reestruturação da dívida e o PCP quer sair da zona euro e criar uma nova moeda. E o Ministério da Educação foi entregue aos sindicatos .

O que é mais engraçado é que apesar da óbvia degradação da situação económica e social a comunicação social diz que a geringonça anda. Não diz é se anda para a frente. E se os pneus estão vazios.

 No que diz respeito ao emprego, este primeiro trimestre também não traz boas notícias, com o número de pessoas com trabalho a cair 48,2 mil pessoas, uma diminuição de 1,1%. O INE nota que é normal registar-se uma diminuição do emprego no arranque do ano, mas que esta foi superior às variações observadas em igual período de 2014 e 2015, embora tenha sido inferior à de 2013 e igual à de 2012.

Quer dizer a geringonça já conseguiu chegar a 2012. Anda ?

A treta do BE

OCDE diz que Portugal precisa de uma segunda vaga de reformas estruturais tendo em vista o investimento e as exportações. Uma treta segundo o BE.

O que é preciso é aumentar os salários a quem já tem salário e aumentar a procura interna que, isso sim, criará muitos postos de trabalho. Quanto ao aumento das exportações é uma treta ainda maior. O BE deve ter razão e todos os outros estarem enganados.

Claro que o facto do desemprego estar a aumentar não tem significado nenhum trata-se de uma treta.

“Os níveis de investimento são muito baixos. Portugal precisa definitivamente de investimento, em particular, para reforçar o setor exportador e, assim, melhorar o desempenho das exportações”. É claro que isto é mais uma treta.

“Há problemas que ainda precisam de ser resolvidos e alguns foram identificados por organizações internacionais. Acho que agora seria um bom momento para pensar numa segunda onda de reformas estruturais, para trazer o crescimento e a recuperação para um caminho mais sustentado”. Outra treta segundo Catarina.

 

 

Falam, falam, mas depois ninguém sai da União Europeia

Não vai haver saída do Reino Unido da União Europeia. Brexit nem pensar . Um dos maiores críticos da UE, o líder  trabalhista na oposição chegado o momento não brinca em serviço.

Jeremy Corbyn, líder trabalhista, assumiu hoje que é importante que o Reino Unido permaneça na União Europeia. “O Partido Trabalhista é esmagadoramente a favor da permanência, porque acreditamos que a EU trouxe investimento e emprego, proteção para os trabalhadores, os consumidores e o meio ambiente e porque é a melhor opção para enfrentarmos os desafios do século XXI”, começou por dizer Corbyn.

É dentro da UE que se pode melhorar esta maravilhosa obra social, económica e politica. Um espaço de paz e progresso.

Reformas para combater o desemprego onde estão ?

O desemprego tem vindo a crescer e não se nota nada que o governo tenha como objectivo prioritário inverter essa tendência. O BE já veio dizer " que sem emprego servem de pouco as medidas tomadas".

Agora é o BCE que coloca o emprego como prioridade à revelia da Alemanha que quer que o BCE se dedique apenas ao controlo dos preços. Mas a verdade é que o BCE não tem tido êxito com a inundação dos mercados com dinheiro.

No orçamento o investimento desce muito e os empresários não dão mostras de optimismo quanto à evolução da economia. Logo, retraem-se nas decisões de investimento. E sem investimento não há mais emprego. É dificil ser pior.

Como a ideia do governo é crescer 1,8% no consumo acima do PIB ( 1,4%)  quando assistirmos à recuperação do investimento, voltaremos aos défices externos, que já nos conduziram a três resgates internacionais nas últimas quatro décadas. 

O aumento do salário mínimo pode levar a uma redução de 30 000 empregos

Estudos recentes para Portugal chegam a esta conclusão. O aumento do salário mínimo pode levar a uma redução de 20 000 a 30 000 empregos. Claro que continua baixo. A questão está em saber se é adequado à realidade de um país ou não. E há medidas objectivas que nos respondem a essa questão. Infelizmente, como argumentei antes, tudo leva a crer que o salário mínimo é demasiado elevado.

Estimativas recentes para Portugal, feitas por especialistas em Economia do Trabalho, são o melhor guia que temos. E essas estimativas dizem-nos que o aumento do salário mínimo deverá levar a uma redução de 20 a 30 mil empregos.

Ora, se em Portugal o salário mínimo é demasiado elevado para a nossa realidade económica, o que devemos fazer é apostar a sério num crédito fiscal que funcione como um complemento salarial.

E de onde viria o dinheiro para pagar esse complemento? Do Orçamento do Estado, naturalmente. Ou seja, dos nossos impostos. Esta medida redistributiva que é usada nos US, por exemplo, é bem mais justa porque coloca todos a suportar a medida e não só alguns.

Por cá a redistribuição da riqueza é feita à custa das empresas sem levar em linha de conta a produtividade . Fecham-se empresas e criam-se menos postos de trabalho. Parece que não mas há especialistas nesta matéria a começar pelo actual ministro das Finanças Mário Centeno que publicou vasta obra sobre o assunto.