Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Ganhos do emprego e seus efeitos na economia não são sustentáves

emprego está no limite e o seu rápido desenvolvimento nos últimos dois anos que puxou pela economia vai abrandar.

“A principal razão para a subida do PIB no segundo trimestre de 2017 foi o crescimento do emprego de 3,5%. A questão agora é se os contributos [positivos] do emprego podem ser sustentáveis”, perguntam os especialistas da BMI Research. No relatório respondem que tal não é possível porque era preciso aumentar a atual força de trabalho.

“A recuperação económica de Portugal vai tornar-se gradualmente mais desafiante assim que os ganhos rápidos do emprego que deram gás à subida do PIB começarem a diminuir bruscamente nos próximos anos“, assinala o relatório. Contudo, os analistas acreditam que a produtividade passará a contribuir mais para o PIB, ainda que existam “restrições estruturais” a limitar a expansão da economia.

Restrições estruturais que se removem com reformas estruturais que os apoios do governo não deixam fazer.

A repetição dos erros do passado

A economia cresce o que é bom é o resultado do bom momento das economias para onde exportamos. Mas do que depende de nós os erros são os mesmos.

No seu comentário deste domingo, Marques Mendes também chamou a atenção para a repetição dos erros do passado. "O crédito ao consumo e ao imobiliário está demasiado elevado. É mau. Se as pessoas estão muito endividadas, correm o risco de ficar ainda mais endividadas no futuro. O crédito às empresas está muito baixo. É mau. Não se incentiva o investimento produtivo. Ficamos pelo imobiliário, o que não é saudável", afirmou.

Luís Marques Menes prosseguiu, dizendo que a poupança está em níveis muito baixos. "Devia estar a ser estimulada", apontou.

Além disso, "o investimento público continua a cair. O que é muito perigoso. Dá cabo dos serviços públicos. Veja-se o exemplo dado esta semana pelo Comandante da PSP do Porto: como o Estado não investe, o número de efectivos da PSP é o mesmo de há 70 anos", rematou.

Prova-se assim que Portugal ganha muito com o facto de estarmos na UE ( dos 28 países 27 têm a economia a crescer) e os países da Zona Euro estão todos a crescer e também se prova que a austeridade resultou.

É, claro, que sempre se pode fazer melhor e o programa de austeridade não foi perfeito, longe disso. Mas as políticas que estão a repetir os erros do passado dependem de nós .

Não há refúgio para estes erros.

 

Mais emprego com baixos salários

Apesar de o Turismo ser a actividade que mais cria emprego com valor acrescentado, a existência de baixos salários coloca em perigo a retoma.

O próprio INE revela um indicador que é preocupante. É o que dá conta da precariedade laboral e social. A subutilização do trabalho atinge 903,3 mil pessoas, praticamente o dobro do desemprego oficial. 

 

Entre desempregados oficiais, pessoas a tempo parcial que gostavam de trabalhar a tempo inteiro, mas que sobrevivem com biscates e pessoas sem trabalho, que não contam para a taxa do desemprego, verificamos que 16,6% da população activa, praticamente uma em cada seis, não encontra trabalho a tempo inteiro.

 

Por outro lado, verifica-se uma pressão para os baixos salários. Já antes da crise que há dez anos começou a dar os primeiros sinais, com o início da implosão dos contratos "subprime" nos EUA, mas que se acentuou em Setembro de 2015 com a falência do Lehman Brothers, se notava na Europa e ainda de forma mais aguda em Portugal uma tendência para a desvalorização dos custos de trabalho.

 

Essa tendência agravou-se na crise e mantém-se agora, apesar dos primeiros sinais sustentados da retoma.

 

No caso português, até os mil euros se tornaram uma miragem distante, principalmente para milhares de jovens qualificados, a quem é oferecida uma remuneração que não anda longe do salário mínimo nacional, cada vez mais uma bitola salarial.

 

Em várias economias, dos Estados Unidos à Europa, o  emagrecimento  dos salários está a tornar-se  uma travão ao crescimento potencial da economia.

 

É cedo para o foguetório que anda por aí.

Cresce a economia e o emprego na Zona Euro e na UE

E o PIB da UE ( 28 estados) cresceu 2,2% no 2º trimestre e na Zona Euro cresceu 2,1%. Os que andaram todos estes anos a desejarem a saída do país da Zona Euro calaram-se. E crescer acima de 2% quer dizer que o emprego também aumenta como se disse aqui. Vem nos livros.

É o maior crescimento desde 2011. As políticas de contenção do défice afinal estão a dar resultados.

Portugal com a sua reduzida dimensão e uma economia muito aberta ao exterior vai por arrasto. E a Grécia que estava bem pior que nós também está a sair da crise e a aproximar-se da média europeia depois de pacotes sucessivos de contenção orçamental. Num caso e noutro o turismo é o motor.

Todos a crescer. Terá isto a ver com a habilidade de António Costa ?

São só truques

Há mais gente com emprego ? Parece que sim. Pelo menos todos os precários que trabalhavam para o Estado e  os bolseiros e investigadores que trabalham para as Universidades arranjaram emprego fixo. É mau ? É, porque como disse o reitor da Universidade de Lisboa este é o "maior golpe sofrido pela Universidade na sua independência e sustentabilidade".

Vamos todos pagar empregos que não sabemos se são ou não necessários, sem um estudo prévio sério .A esquerda a distribuir empregos para a vida. Quando o estado não conseguir encontrar mais receitas nem mais empréstimos vamos arranjar um qualquer PEC IV salvador.

Outro truque é fazer altas retenções mensais do IRS na fonte . O estado obtém assim um empréstimo sem juros e arredonda as contas mensais. No ano seguinte, já depois das contas estarem apresentadas e aplaudidas como grandes feitos, faz as devoluções aos contribuintes.E o que mostra isto ? Que o pagamento das despesas não se faz de uma só vez no fim do ano, faz-se ao longo do ano e que são precisas receitas mensais .

E também se corta no investimento, mas a narrativa é que há crescimento de 20% em relação a 2016. O que não se diz é que o executado está muito longe do previsto para 2017.

Felizmente que a economia da Zona Euro está a crescer e vai mascarando a realidade portuguesa, comprando mais os nossos produtos. Mas as reformas para a mudança não se vê nem uma.

Quando chegar nova crise ( e só não sabemos quando) vamos encontrar os nossos velhos problemas . É isto o que a geringonça nos está a preparar.

É como os incêndios, apagam-se mas as condições para novos fogos ficam lá todas. António Costa como ex-ministro da Administração Interna sabe disto como poucos.

 

Tal como na economia também no emprego vamos à boleia

Na União Europeia foram criados 10 milhões de postos de trabalho desde 2013. Com mais de 234 milhões de pessoas empregadas, o emprego na UE nunca registou valores tão elevados, ao mesmo tempo que o desemprego regista o seu nível mais baixo desde Dezembro de 2008, nota a Comissão Europeia.

Portugal com uma economia aberta muito dependente do exterior vai à boleia deste ambiente externo positivo que a UE atravessa. 

Ainda bem, é uma das razões para pertencer à UE e à Zona Euro. Mas acontecia fosse qual fosse o governo.

 

A última ceia de César

Dizem eles que os amigos e familiares têm o mesmo direito de todos os outros em aceder a um empregozinho no Estado. Acontece é que todos os outros não têm a família à mesa . Mas Carlos César, o grande timoneiro da ética acha, que estando a mesa cheia pelos seus familiares então é porque estão lá todos.

Este homem que depois de 30 anos à frente do governo regional dos Açores deixou as ilhas como a parte mais pobre do país, habituado ao quero posso e mando assentou o seu modus operandi por cá, terminando com o resto da decência.

O problema é que os meios começam a revelar-se cada vez mais degradantes aos olhos da opinião pública.

É o caso dos empregos para os amigos e familiares. O caso que tem estado na actualidade neste momento é dos empregos da família de Carlos César. Claro que os familiares de políticos não estão impedidos de aceder a cargos de nomeação política quando têm qualificações. O problema, neste caso, é o número de familiares envolvidos. E o facto de boa parte dos portugueses, com ligações à administração pública, saber que está generalizada esta prática de empregos para os amigos, familiares e militantes partidários.

Sempre foi assim com o PS. Até PCP e BE se mostram incomodados.

 

Porque cresce tão pouco a economia portuguesa ?

A última vez que embandeiramos em arco tivemos uma estagnação de dez anos.

É bom ter presente que a criação de emprego em sectores pouco produtivos (como restauração e construção), embora imperiosa face ao drama de desemprego, revela o grande peso que sectores pouco produtivos mantêm na economia nacional; este é um sinal que nos lembra das dificuldades estruturais da economia nacional que só pode ser combatido estruturalmente com investimento e reformas que, se estão no programa de governo, ainda não convenceram; e, finalmente, mesmo com boas políticas, Portugal por si só não conseguirá contrariar a maré de uma Zona Euro que se recuse a crescer e a gerar emprego através de mais investimento, consumo interno e reequilíbrio entre Norte e Sul.

É fundamental não desviar o olhar destas dinâmicas. É que no meio da euforia dos últimos dias sobressai que é preciso recuar até ao princípio do século para encontrar níveis de confiança tão altos como actuais. Mas há outra forma de olhar para a questão, bem menos tranquilizadora: é que a última vez que os portugueses estiveram tão confiantes, seguiu-se uma quase estagnação de década e meia.

O mais forte crescimento é obra do governo anterior

No PIB, no emprego, no investimento, Portugal continua abaixo de 2008 . Apesar do petróleo barato, do Euro depreciado, do crescimento dos nossos principais mercados de destino ( a Espanha cresce 3,4% há 18 meses consecutivos ) . Com os actuais números da economia nem sequer estamos a convergir com a Zona Euro, precisamos de crescer acima de 3% . E, pior, as previsões é que o crescimento vai perder fulgor nos trimestres seguintes. 

Mesmo destacando o crescimento homólogo de 2,8% como "o mais alto desde 2007", a instituição Informação de Mercados Financeiros (IMF) faz questão de lembrar que o PIB luso "ainda não recuperou os níveis anteriores à crise de 2008".

A IMF dá, em simultâneo, razão a quem defende que o mais forte crescimento é obra das reformas do anterior Governo, tal como fez o PSD ainda esta manhã, e quem argumenta que são as políticas seguidas pelo actual Executivo a animar a economia.

"Estes são números bastante positivos porque confirmam o crescimento contínuo da economia portuguesa desde meados de 2013 (considerando variações homólogas) e também confirmam uma aceleração do ritmo de crescimento, o que é uma novidade", referem os analistas da IMF que falam em "bonança perfeita" para fazer referência ao conjunto de circunstâncias (como o euro em baixa ou o petróleo ainda barato) que ajudaram a potenciar o crescimento do primeiro trimestre. 

Economia e emprego na Zona Euro no máximo de seis anos

Um longo período em que a economia recupera bem como o emprego, mostrando-se robusta e sustentável.

Na Alemanha nem por isso( embora a crescer) mas a França está de vento em popa. Isto é óptimo para Portugal pois aqueles países juntamente com a Espanha ( que também cresce) são os nossos maiores clientes. As exportações têm boas expectativas.

De acordo com a Markit, a criação de emprego na região alcançou um máximo de quase 10 anos, sinalizando que a recuperação da economia europeia está a ganhar força e é sustentável.

"A Zona Euro registou um forte arranque de segundo trimestre. O indicador PMI está em linha com um crescimento do PIB de 0,7%, acima dos 0,6% do primeiro trimestre. Um crescimento desta dimensão, se for sustentável, vai resultar numa revisão em alta das estimativas dos economistas para o PIB de 2017", Chris Williamson, Chief Business Economist da IHS Markit.

Boas notícias para quem é pró-Europeu .