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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A emigração a descer é mais um mito

emigração em 2015 chegou aos 110 000 , isto a juntar aos centenas de milhar que já tinham emigrado nos anos da austeridade que, segundo o discurso oficial , já terminou.

"Eu esperava que a emigração estivesse a descer", ou a "descer um pouco mais", mas os níveis ainda são "historicamente elevados".

Os dados actualizados pelas Nações Unidas, também relativos a 2015, revelam que Portugal é agora o país da União Europeia (sem contar com o Chipre) com mais emigrantes em proporção da população residente: 2,3 milhões, 22% do total de portugueses. Neste indicador (que traduz o stock) Portugal está em 12.º lugar a nível mundial. França, Suíça ou Estados Unidos lideram como destinos.

Se, na verdade, nada de substancial mudou na política portuguesa, porque haveria menos emigração ? Mais um mito que vai à vida .

Ter emprego mas preferir emigrar

  • A empresa não regista dificuldades em recrutar, mas tem estado a sofrer com a emigração de funcionários.

São largos e promissores os horizontes que a integração na União Europeia oferece a gente jovem e capaz. Mesmo com emprego - remunerado acima da média - há trabalhadores que procuram oferta de emprego nos países europeus. E é remunerado acima da média porque estou a referir-me a uma empresa conceituada internacionalmente, que exporta os produtos com maior dimensão fabricados em Portugal e que está a crescer e a investir. Ora, nenhuma empresa com esta dimensão deixa sair trabalhadores experientes pela estúpida razão de pagar mal.

Vende para todo o mundo e o ano passado investiu na robotização sendo contudo uma empresa de mão de obra intensiva, empregando mais de mil trabalhadores. Em Setembro as equipas de produção numa prova de "amor à camisola" decidiram bater um novo recorde nacional - 42 unidades ( em vez de 35) recorrendo, para isso, ao trabalho de fim de semana.

Um dos caminhos alternativos é precisamente este. Que em cada sector empresas e trabalhadores negoceiem segundo as necessidades e capacidades sem regulação de estado e sindicatos.

PS: Expresso : empresa : Ria Blades

Até parece que antes do Euro éramos ricos e felizes

Costumo dizer que antes de estarmos dentro do Euro estávamos fora dele. LaPaliciano ? Pois há muita gente que não percebe tão fácil constatação. Fora do Euro fomos sempre um país de emigrantes e de pobres . E com as contas desequilibradas. Há políticos e economistas que nos querem agora convencer que mesmo antes do Euro a pobreza já era culpa do...Euro. 

Aquilo que o euro não nos permite, de facto, é mascarar as nossas fragilidades como antigamente – o euro exige a adopção de políticas mais corajosas do que telefonar para a Casa da Moeda a mandar ligar as rotativas. A afirmação de Portugal na Europa é um sonho antigo, que demorou e custou a concretizar. E é um sonho que vai muito para além da sua dimensão económica. Sair do projecto europeu é assumir a nossa absoluta menoridade. Antes outra década perdida dentro do euro do que uma década supostamente ganha fora dele. 

Não parece que o risco do Brexit ganhar seja assim tão elevado

Embora as sondagens no último mês indiquem que os votantes se inclinam para a saída do Reino Unido da União Europeia, tudo indica que as probabilidade disso acontecer não são assim tão elevadas. Ao contrário das sondagens as apostas (  onde o sentido prático se sobrepõe às emoções) continuam a favorecer a permanência do Reino Unido na UE.

Grande parte dos que se inclinam para o não à Europa têm medo da migração convencidos que fora da UE defendem melhor o país, mas estão conscientes que o país pagará caro nas vertentes económica e política .

As casas de apostas também parecem confiantes de que, no final de contas, a maioria dos indecisos irá pender para a permanência. “Historicamente, existe uma tendência para ver uma aceleração, na reta final, no sentido do status quo, especialmente entre os indecisos”, diz Jamie McKittrick, responsável da casa de apostas Ladbrokes, citado pela Bloomberg.

Numa análise às sondagens, o Citi também assinala que “historicamente, os eleitores tendem a flirtar com as alternativas políticas mas, muitas vezes, isso é seguido por um choque de regresso ao status quo“.

E as vozes indignadas onde estão desta vez ?

Os indignados, os fracturantes, os defensores dos trabalhadores e desempregados, os amigos dos pobrezinhos remetem-se a um ensurdecedor silêncio. Agora a emigração já é boa. E já é natural que os professores se desloquem para os países onde há portugueses e se ensina português. E depois quem achava e continua a achar que a emigração informada é uma oportunidade era há cinco anos apelidado de reaccionário. 

“Aguardo a indignação nacional, as críticas de Mário Nogueira, da Catarina, do Jerónimo e de todos os esganiçados que por aí pululam quando as verdades são ditas por alguém do PSD. Espero que corem de vergonha, ou peçam desculpa, ou se indignem. No mínimo que sejam coerentes”, escreveu Duarte Marques, que pertence à comissão parlamentar de Educação, nas redes sociais.

 

 

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Há os que precisam de protecção e há os que têm que voltar para casa

Merkel é clara : É necessário dar uma resposta clara à questão de “como podemos integrar com maior rapidez nas nossas vidas aqueles que precisam de protecção e como devemos dizer também com mais rapidez aos que não têm direito a permanecer aqui que devem regressar a casa”, adiantou. A chanceler .

Para já todos precisam do conforto de um tecto, nem que seja o de uma tenda, agora que vem aí o inverno especialmente rigoroso naquelas paragens.

“Cada pedido de asilo deve ser analisado rapidamente”, defendeu Valls, adiantando que os refugiados “devem ser tratados com dignidade, alojados e tratados” ao mesmo tempo que pedia “firmeza” contra a migração económica irregular.

E é cada vez mais claro que não é possível a Europa absorver todos os migrantes. Devem ficar os refugiados de guerra e os que tenham trabalho. A solução está nas medidas que devem ser tomadas nos países de origem.

A taxa de desemprego prevista pelo PS já está ultrapassada

O programa do PS no que diz respeito ao desemprego para 2015 e 2016 já está ultrapassado. Isto explica o nervosismo quando o INE revelou que a taxa já está nos 11,9%.

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A taxa proposta para 2015 é de 13.6% e para 2016 é de 12.2% ambas acima da taxa actual 11.9%. O programa vai ser revisto ou o PS vai continuar a dizer que o INE manipula os números ? E as taxas que apresenta levam em consideração os tais subempregados e emigrados ? Há aqui muito por explicar. O melhor mesmo é rever tudo partindo da situação actual que nos últimos meses melhorou significativamente . Se não o fizer está a fechar os olhos à realidade e a partir de dados errados. Se o fizer vai ter que admitir que a economia está bem melhor .

Uma dor de cabeça .

Tordo foi para o Brasil para viver numa sociedade mais justa?

Fernando Tordo foi ao programa de Jô Soares e explicou as razões que o levaram a emigrar para o Brasil. Não está para viver o resto dos seus dias num país como Portugal injusto e governado por incompetentes. Mas então o Brasil não é aquele país das favelas e das manifestações violentas contra o desperdício em campos de futebol e da falta de escolas e hospitais? Ou o que move Tordo é a incapacidade de emitir um novo disco e de criar novas canções que vendam? Ou a falta de espectáculos subsidiados pelo estado?

Quase impossível encontrar mão-de-obra em algumas posições

Hoje em conversa com várias pessoas, incluindo empresários, a ideia comum é que há uma larga percentagem de jovens qualificados que têm como prioridade uma experiência fora do país. Mesmo que encontrem trabalho em Portugal querem emigrar. A maioria com o intuito de voltar mais valorizados profissionalmente. Outros há que aceitam emprego em empresas nacionais de grande dimensão com actividades fora do país . Isto nas profissões mais procuradas.  É quase uma missão impossível, nomeadamente "contact centers", perfis que combinem conhecimentos de línguas estrangeiras e os já habituais perfis altamente técnicos, por exemplo, para a indústria de moldes"
Embora "na maioria das áreas de formação essas dificuldades não se verifiquem, Carlos Maia, director da Hays, admite também que "por vezes é difícil identificar jovens em certas áreas de formação, sobretudo nos sectores de Engenharia", nas especialidades de Informática, Electrotécnica e de Computadores, Mecânica e Gestão Industrial. Também na área financeira há alguns perfis que, pela sua tecnicidade, e apesar de serem designados "juniores", são difíceis de encontrar num jovem que está a iniciar a sua carreira.
"Na área da banca, por exemplo, perfis técnicos relacionados com áreas de risco ou mercados financeiros não são fáceis de identificar, pois requerem conhecimentos adicionais aos adquiridos durante a faculdade"

Há dificuldades de emprego por causa da crise e também porque a formação não está direccionada para as necessidades das empresas. É cada vez mais necessário as escolas terem autonomia para detectarem essas necessidades e dar-lhes resposta concreta.