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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quem votou Macron votou na Europa

E foram 66,1% dos votos expressos . É um número impressionante, até porque a União Europeia atravessa ainda uma crise profunda embora já mais mitigada.

Le Pen colocou a questão europeia como a questão central. Os franceses votavam a favor da europa ou contra a europa. A resposta foi bem mais expressiva do que a que todos estávamos à espera. Pela europa, de forma esmagadora.

Cerca de 70% dos europeus, em média, são a favor da europa, embora os populismos à esquerda e à direita nos queiram vender a ideia que são (muito) menos. Não são, são muito mais.

Na Alemanha, Merkel e Shultz, ambos pró-europeus, são confirmados nas eleições regionais como os mais votados .Juntos andam acima dos 60% . E mesmo o Brexit mostrou que os que quiseram sair da europa representam pouco mais de metade dos votos. E são os votos do passado. Os jovens querem a europa .

Convinha que o ruído da extrema esquerda e da extrema direita não abafasse a verdade. Os europeus querem a europa

 

 

Macron reforça vantagem sobre Le Pen

A quatro dias do dia do voto Macron alarga vantagem e com 91% dos seus eleitores a anunciarem que não mudam o sentido do voto. A extrema esquerda perdeu uma boa oportunidade de mostrar ser uma participante generosa e activa na consolidação da democracia e da União Europeia. Hoje sabemos que estrema esquerda e extrema direita são inimigos da União Europeia e do mundo livre . Já não há dúvidas nem desculpas. 

Macron com 61% e Le Pen com 39%, com o primeiro a ter os seus apoios nas grandes cidades e a segunda no mundo rural e entre os trabalhadores da indústria. Mais uma prova que são as desigualdades e a falta de oportunidades que levam gente em desespero a apoiar o populismo. Trump é outra prova disso mesmo.

Cabe aos gananciosos perceber que o dinheiro não é tudo na vida e que não vale a pena correr o risco de um dia não saírem à rua .É que a indignação leva a decisões  pouco racionais.

E quem está de boa fé nunca mais esquecerá que em França a extrema esquerda hesitou até à última em apoiar o candidato do centro-direita e por cá os seus irmãos de luta (PCP e BE) atreveram-se a querer convencer-nos que o centro é igual à extrema direita fascista e antidemocrática.

Porque uns e outros pensam da mesma forma. Só se engana quem quer .

A extrema esquerda pode deitar tudo a perder

A extrema esquerda e a extrema direita francesas, tal como em Portugal, defendem a saída do euro e da União Europeia. É extraordinário mas não é de agora e não é virgem.

"É preciso que a extrema esquerda não deite tudo a perder" preocupam-se os franceses que não querem ver Le Pen na presidência. Mas o candidato comunista, ao contrário de todos os outros que já indicaram o seu apoio a Macron, mais facilmente apoiaria Maduro na Venezuela ou Castro em Cuba .

Como já fez o Partido Comunista Português recentemente,ao apoiar os regimes da Venezuela, de Cuba, da Coreia do Norte , de Angola , da Rússia, mas não a integração de Portugal na Europa.

“Benoît Hamon e todos os extremistas que tomaram conta do PS não me representam, diz uma francesa . Há quem esteja bem menos confiante nesses tais “votos da esquerda”. Isabelle fala em tom de desafio: “Se eles dizem que são de esquerda, é bom que não permitam a vitória a Le Pen”. E Hervé fala em tom de desespero: “A extrema-esquerda pode deitar isto tudo a perder. Espero que não. Mas pode”.

Cá em Portugal também sabemos como é .

Seja qual for o resultado a França não sairá da União Europeia

Para a França sair da União Europeia é preciso um referendo e a saída ganhar. Ora, as sondagens dizem que numa segunda volta com Le Pen o seu adversário, seja qual for, ganhará com 72% dos votos. Estes 72% dos votos corresponde aos franceses que não querem abandonar a Europa.

É por haver esta "segunda volta" chamemos-lhe assim, que Le Pen na primeira volta faz o pleno dos seus apoiantes. Este raciocino é frequente nas respostas dos franceses que são entrevistados à saída das urnas. Quer dizer, a segunda volta funciona como um seguro democrático e de vida.

Voto de protesto na primeira volta, voto pró europa na segunda volta. O dia de hoje é, naturalmente, importante, mas não é decisivo. Dentro de duas semanas, aí sim, será decisivo porque uma mais que improvável vitória de Le Pen abriria a porta a um referendo sobre a saída da Europa. Em Inglaterra, Cameron, ex-primeiro ministro, para resolver um problema de legitimidade dele próprio, abriu a porta ao Brexit . Hoje sabemos que a diferença foi mínima e que o futuro, os jovens, votaram pró-europa e que o governo inglês quer ficar com as vantagens de pertencer ao espaço europeu sem ter as responsabilidades.

A comissão de Bruxelas que negoceia com o governo inglês os termos do Brexit, não pode esquecer-se que tem os euro cépticos prontos a cantar vitória se " a Inglaterra ficar melhor fora do que dentro". É preciso fazer passar essa mensagem um óbvio contributo para a derrota de Le Pen.  

 

Em França um reformista, europeu e realista vai à frente

Emmanuel Macron, o ex-ministro da economia do governo socialista de Hollande vai à frente nas sondagens ultrapassando pela primeira vez a senhora Le Pen da extrema direita.

Em apenas duas semanas o candidato centrista subiu seis pontos nas sondagens o que mostra bem que os extremistas e anti-europeus nada podem fazer contra candidatos democratas, europeístas e realistas.

Segundo a sondagem na primeira volta ganhará com 26% dos votos contra 25% de Le Pen e numa 2ª volta ganha com 65% dos votos contra 35% da adversária.

Com o Brêxit a ser cada vez mais objecto de contestação no Reino Unido, na Alemanha tanto a senhora Merkell como o socialista Martin Schultz ( um deles vencerá as próximas eleições) são democratas e europeus , com o aproximar das eleições o cenário político pró União Europeia está a ganhar dianteira e Portugal a ficar isolado com um governo apoiado por partidos anti-europa .

E a economia em vários países na europa está a crescer o que é a melhor notícia para a União Europeia.