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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na Zona Euro a economia está viva e de boa saúde

Os dados mais recentes mostram que a economia da Zona Euro está a crescer de forma sustentável. A austeridade está a mostrar resultados e parece que os países que levaram a efeito uma austeridade suave tinham razão.

A longo prazo a Zona Euro vai comportar-se como o Japão. Crescimento do PIB acima dos 2%, mas não muito, baixa inflação e pleno emprego. A morte da Zona Euro é um desejo manifestamente exagerado.

Nos últimos cinco anos, 2,5 milhões de pessoas na Zona Euro juntaram-se à força de trabalho, no mesmo período em que foram criados cinco milhões de empregos, reduzindo a descida global do desemprego a metade.

Com austeridade - isto é, reduzindo o défice, assim que a recessão tenha terminado - a recuperação pode demorar mais para consolidar; mas assim que isso aconteça, o desempenho económico é ainda mais estável, porque as contas públicas estão numa posição sustentável.

Durante anos, a Zona Euro foi considerada uma área de desastre, com discussões sobre o futuro da união monetária, muitas vezes centradas numa possível dissolução. Quando os britânicos votaram a favor da saída da União Europeia no ano passado, foram motivados em parte pela percepção da Zona Euro como um projecto disfuncional - e talvez irrecuperável. Contudo, nos últimos tempos, a Zona Euro tornou-se a queridinha dos mercados financeiros - e por uma boa razão.

A descoberta da força latente da Zona Euro já deveria ter acontecido. Na verdade, a Zona Euro tem vindo a recuperar da crise de 2011-2012 há vários anos. Numa base per capita, o seu crescimento económico ultrapassa agora o dos Estados Unidos. A taxa de desemprego também está em declínio – de forma mais lenta do que nos EUA, é certo, mas isso reflecte parcialmente uma divergência nas tendências da participação da força de trabalho.

Desafios colocados pela elevada dívida e baixo crescimento potencial

É, claro, que quando alguma coisa cai não passa do chão. Ou permanece lá ou alguém faz um esforço e levanta-a . Foi o que aconteceu com a economia em Portugal. Depois de bater no fundo com a bancarrota foi preciso fazer um esforço tremendo para a levantar do chão. A austeridade deu-lhe leveza e asas para crescer . O ritmo a que cresce é que depende de medidas que esta forma de governo impede de implementar. O PCP e o BE são um travão ao crescimento da economia porque estão contra às reformas que ainda são necessárias.   

..."é particularmente gratificante ver que todos os antigos países de programa – Espanha, Irlanda, Portugal, e Chipre – estão entre os campeões de crescimento na Europa". Para o líder do fundo de resgate "isto mostra que a abordagem do MEE de providenciar solidariedade aos países da Zona Euro em troca de reformas económicas funciona". Mas foram inicialmente dolorosos e não necessariamente ? Agora todos concordamos.

Face aos desafios colocado pela elevada dívida e baixo crescimento potencial, o país "deve continuar a adoptar as medidas recomendadas pelo Conselho da UE que visam promover a competitividade. [Assim como] continuar a lidar com o elevado stock de crédito malparado no balanço dos bancos", recomenda o MEE, que é maior credor do país, com um empréstimo de 26 mil milhões de euros.

Como se vê todos os países que estiveram sujeitos ao programa de ajustamento estão todos actualmente a beneficiar de bons resultados. Todos. Será que é por a geringonça estar a governar cá no rectângulo ?

É que há quem, alheio ao ridículo, ainda fale do PEC IV...

Uma economia estagnada

Numa economia estagnada há períodos melhores e outros piores ao sabor da conjuntura. Neste momento a economia mundial apresenta alguma melhoria e Portugal surfa a onda mas sem fazer nada por isso.

O Turismo e as exportações dependem de factores externos que os empresários têm conseguido aproveitar. Basta um abrandamento lá fora para que a economia portuguesa recue. Sonha-se com uma economia a crescer 3% mas a verdade é que é o próprio governo que prevê uma redução do PIB para 1,5% já em 2018 .

Sem medidas estruturais e sem investimento como pode a economia sair da estagnação ?

É puramente conjuntural. Vamos voltar rapidamente para taxas de estagnação à volta de 1%, 1,5% de crescimento. Este sonho de que de repente vamos ser uma economia pujante, a crescer a 3% ou a 3,5%, penso que vai desaparecer rapidamente.

Não se zanguem há muita gente a pensar assim, oxalá estejam errados.

OCDE : economia não anda e políticas não deixam andar

défice vai fazendo o seu caminho com mais ou menos medidas positivas mas a economia vai perder gaz já em 2018 . Não há retoma forte segundo a OCDE .

O clube dos países mais ricos refere que a economia portuguesa, sobretudo as empresas, continuará com problemas graves de acesso ao financiamento e que isso vai penalizar o investimento, que voltará a crescer pouco, mesmo com fundos europeus a entrarem no país. Depois de ter caído 0,1% no ano passado, o volume de capital fixo deve expandir-se 6,5% neste ano, mas em 2018 o ritmo volta a fraquejar, para 2,3%.

Sem investimento e sem política orçamental expansionista ( como querem o PC e o BE ) que colocariam em perigo a sustentabilidade orçamental, a economia não terá uma retoma forte pondo em causa a criação de emprego e o pagamento da dívida . Um círculo vicioso de onde não se vê saída sem correr sérios riscos de agravamento da situação .

As exportações estão em alta como estão há vários anos beneficiando da melhoria generalizada da economia mundial. Vamos ter que esperar pela maré alta já que sozinhos não vamos lá .

Na economia as coisas não correm como queremos fazer crer

Professor Daniel Bessa :

Cinco desafios para 2017

O estudo publicado pela IMD elenca vários desafios estratégicos para a competitividade da economia portuguesa, que serão o tema de um debate agendado para 9 de Março nas instalações da Porto Business School, em Matosinhos.

- Reduzir estruturalmente o défice público, de forma a alcançar excedentes permanentes e permitir a redução da dívida pública;

- Dar estabilidade e sustentabilidade ao sistema bancário; e com novas opções nos mercados de "equity" públicos e privados;

- Fomentar a inovação e o empreendedorismo, e atrair e reter investimento sobretudo no sector dos bens transaccionáveis para facilitar as exportações;

- Implementar reformas no mercado de trabalho (por exemplo, ao nível da flexibilidade funcional e da mobilidade geográfica) dentro de um ambiente construtivo de diálogo social, melhorando a atractividade para a mão-de-obra jovem e qualificada; 

- Desmantelar a burocracia nos serviços públicos e melhorar a eficiência do sistema judicial, em particular na área do contencioso fiscal.

Portugal desceu para 77.º no Índice de Liberdade Económica de 2017

Não há motivos para o ritmo da economia se manter

A base com que se compara explica muita coisa. O 1º trimestre de 2016 foi muito fraquinho é natural que a variação para o 1º trimestre de 2017 seja mais forte. Já é mais difícil que esse ritmo se mantenha nos trimestres seguintes.

o Banco BPI sublinha um dado importante: em parte, o crescimento muito expressivo das exportações explica-se por um feito na base de comparação. “As exportações aumentaram mais do que as importações, com a comparação das exportações de combustíveis e dos carregamentos para Angola a beneficiarem de efeitos temporários negativos nos primeiros três meses de 2016″, lê-se na análise de José Miguel Cerdeira.

Para que o crescimento continue a bom ritmo, é essencial que a conjuntura internacional continue a ajudar. “O país está a reagir favoravelmente a uma espécie de bonança perfeita”, diz Filipe Garcia, economista do IMF – Instituto de Mercados Financeiros, ao ECO.

...

no primeiro trimestre deste ano é relativamente fácil atingir números de crescimento mais expressivos, porque o primeiro trimestre de 2016, período com o qual estamos a comparar, foi fraco. O mesmo vai acontecer no segundo trimestre de 2017, que ainda compara com três meses fracos de 2016.

Mas entrando na segunda metade do ano, vai ser mais difícil continuar a crescer a bom ritmo. Os dois últimos trimestres de 2016 já foram mais fortes, o que significa que será preciso crescer mais em termos trimestrais para que a comparação homóloga saia igualmente expressiva.

Tanto em termos homólogos, como em cadeia, estes níveis de crescimento “não se deverão repetir no resto do ano” por se tratar de valores “bem acima do atual crescimento potencial da economia”.

É precisamente esta também a avaliação das principais instituições internacionais. Tanto o Banco de Portugal, como o FMI ou a Comissão Europeia antecipam um abrandamento do ritmo de crescimento da economia portuguesa em 2018.

“Muitos dos assuntos sérios da Europa estão a ser colocados na prateleira até às eleições alemãs. Um desses assuntos é a alteração da política monetária, que deverá passar a ser menos expansionista”, acrescenta Filipe Garcia. Ora, um dos motivos pelos quais Portugal está agora a crescer bem é, precisamente, a ajuda da política do BCE. Esgotando-se, será mais difícil manter o ritmo.

Crescem o PIB e o Emprego com o investimento a cair ?

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 E é natural estarmos à espera que a economia tenha uma trajectória sólida ? E que a criação de emprego seja robusta ? O investimento está a cair há vinte anos em Portugal conforme o gráfico .

Vamos ter o próximo trimestre ainda a crescer graças ao turismo mas depois vem a realidade, o PIB cai e, anual, não andaremos longe do intervalo 1,7% - 2,0% . Depois começa a descer conforme as previsões do próprio governo. E se, entretanto, o BCE nos tira o apoio lá vamos para o buraco negro. Mas, andamos todos contentes . Fazemos o papel do maluqinho da aldeia.

Em comparação com 1996, são poucos os Estados-membros piores do que Portugal. É o caso também da Grécia que, com um nível de investimento de 11,4% do PIB, viu o seu rácio descer 9,4 pontos percentuais. Mas o pior caso é o da Eslováquia: há 20 anos os eslovacos tinham um investimento de 33,5%, mas no ano passado este foi de 20,2%. Ou seja, o rácio sofreu uma queda de 13,3 pontos percentuais.

Como se vê estamos bem acompanhados .

É no Estado português que está o problema

Se compararmos os resultados da economia portuguesa com a inglesa a diferença não explica a situação.

"

Chegámos ao ponto em que não existe uma razão económica para a nossa pobre economia, no sentido em que aquilo que depende da livre vontade de consumir, dos portugueses ou dos estrangeiros, não se apresenta como causa, pelo contrário. E, com isso, chegamos ao “detalhe” que interessa, aquele que é exclusivamente interno e cujo consumo não é livre. Aquela área do país que vive permanentemente deficitária apesar dos seus custos exorbitantes e cuja dívida é mundialmente famosa: a República Portuguesa. Claro que não podemos separar as qualificações dos portugueses do Estado, nem a saúde, nem a segurança dos turistas, etc. Isto é, em termos analíticos, é impossível separar os números de Portugal, o país, e da República Portuguesa, o Estado. Mas é no Estado português que está o problema. O que, em si mesmo, são excelentes notícias porque significa que resolvê-lo só depende de nós. E, como não é um problema económico na sua natureza, a sua solução é meramente administrativa. É escrever e fazer cumprir o escrito.

Mas aumentar salários, regalias e, ao mesmo tempo, reduzir o horário de trabalho e dar feriados por tudo e por nada (como fechar as escolas públicas na véspera da visita do Papa, enquanto as escolas católicas se mantiveram abertas) não são medidas no sentido correto. São os escritos errados. E isto não é uma questão de opinião, é assim. E pouco interessa o resultado expresso na contabilidade mais ou menos criativa que é produzida pelos oficiais da república. Os balanços externos são como o algodão, não enganam e não são sujeitos a milagres. É claro que isto destrói parte daquilo que tanto nos custa a conquistar mas, mais uma vez, boas notícias, corrige-se!

Porque cresce tanto a economia portuguesa, então? Porque, felizmente, e como sabemos há centenas de anos, Portugal é habitado por gente excelente, trabalhadora e qualificada que, por enquanto e há umas décadas, está com dificuldades em resolver o seu problema de coexistência. E isto é bom porque aquilo que é imutável, aquilo que não depende do tempo, tem uma qualidade única e são os outros que nos mostram isso. O resto é conjuntura, resolve-se!

PhD em Física, Co-Fundador e Partner da Closer

A Zona Euro a crescer e uma boa herança

São os dois factores que explicam o bom comportamento da economia no 1º trimestre . O ministro da economia já veio dizer que não chega é preciso que se mantenha no médio e longo prazo. Avisadamente, o ministro sabe que sem a compra de dívida pelo BCE o actual crescimento nem sequer dá para pagar os juros quanto mais a dívida. Estamos presos por factores que não controlamos.

Se “não for feito mais nada”, quando houver uma inversão da política do BCE, pode abrandar a conjuntura e “volta-se ao mesmo, e cada vez é mais penoso“.

A Zona Euro está a revelar-se fundamental para que Portugal apanhe a boleia como sempre se soube com a notável excepção cega do PCP e do BE . Cresce a Espanha, nosso principal mercado para as exportações, há dezoito meses seguidos com um PIB de 3,4%.

E é notável como o governo nos vendeu o consumo interno e a reversão de medidas e, afinal, são as exportações ( e entre elas o turismo) que são o motor da melhoria. O investimento privado também ajuda enquanto o investimento público foi cortado até ao osso para acomodar o défice.

Oxalá que o ambiente externo favorável continue porque é isso que nos pode levar a bom porto. E que o PS não embarque na "barca do inferno" de que PC e BE são os timoneiros.

Então a economia cresce apesar do Euro ?

A economia cresce mas não é com as medidas do governo que vincou bem que as suas medidas eram outras. Mas antes assim, o que interessa mesmo é crescer integrados na Zona Euro o que, segundo as iluminarias da extrema esquerda, não era possível. E cresce desde 2015, pouco mas cresce.

Não foi como nos venderam, apesar da dívida pública, que é como o algodão. O que António Costa e Mário Centeno deram em salários e pensões, tiraram em impostos e em cortes no investimento público e nas transferências para setores relevantes como a saúde por exemplo. Não subscrevo esta composição, mas pior seria que não tivessem feito nada.

Até agora, não houve reformas que aumentassem o PIB potencial da economia portuguesa. Estamos a beneficiar daquelas que foram realizadas no período da troika, especialmente no mercado de trabalho, e que não foram revertidas. Já estamos a crescer acima do nosso potencial, as empresas estão a aproveitar bem o crescimento dos principais mercados de exportação, o turismo surpreendeu tudo e todos, até o governo, mas não dá para tudo e, sobretudo, para sempre. O investimento, finalmente, começa a dar sinais de vida com os fundos comunitários.

As exportações eram uma treta e o consumo interno o milagre. Tudo ao contrário mas a economia cresce embalada pelo crescimento da Zona Euro. O que, segundo PCP e BE era impossível .