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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Corremos o risco de não corrigir o aumento da dívida (2)

O governador do BdP Carlos Costa .

É, por isso, necessário fazer mais. “Temos de ter consciência de que estamos a seguir para o patamar seguinte, onde se estabiliza o nível de dívida, mas não estamos a reduzi-la”, nota o governador. E “dívida em cima de dívida significa menor capacidade de absorver perdas”, acrescenta.

"O que acontece é que hoje estamos no ponto em que corremos o risco de não corrigir a trajetória” observada até agora [de aumento da dívida].”

A descer para cima

Da série: a descer...para cima"

"O Banco de Portugal revela ainda que a dívida pública líquida de depósitos das administrações públicas registou um aumento de 4,6 mil milhões de euros em relação a 2016, totalizando os 223 mil milhões."

Lembram-se de em meados de 2017, eu ter escrito um artigo a explicar os "pagamentos" de dívida ao FMI? Que eram uma mera troca de dívida e de credor mas que na realidade não havia dívida a ser paga?

Lembram-se quando o governo e os jornais e jornalistas a ele afectos, faziam paragonas e aberturas de telejornais a dizerem que o governo estava a pagar e a fazer baixar o total da dívida, e eu aqui dizia que era mentira, que eram meros expedientes de efeito temporário e que a dívida continuava a subir?

Lembram.se quando o governo ao longo do ano, somente falava dos períodos em que a dívida baixava, e não explicava que era só momentaneamente e por curto espaço de tempo, e escondia a sua subsequente e obrigatória subida?

Lembram.se de eu ter explicado que tais oscilações não passavam do regular processo de vencimento de dívida antiga, pagamento, e seu necessário e subsequente refinanciamento, mas que no final do ano é que se fariam as contas?

Lembram-se de eu vos ter garantido sem a menor dúvida que no final do ano de 2017, o total da dívida seria maior que o valor final de 2016?

Lembram-se de um ter dito que no mínimo teríamos no final de 2017, entre mais 4 a 6
mil milhões de acréscimo na dívida líquida?

Pois como podem verificar, o BdP confirmou hoje, exatamente tudo o que então falei e previ.

Já agora, aproveito para relembrar, que, independentemente das manobras contabilísticas e da propaganda que o governo irá fazer ao longo de 2018, com a ajuda da CS ao seu serviço, com os famosos "pagamentos" de dívida, e com os períodos em que a sua oscilação for de descida, mas ocultando os períodos de subida, garanto-vos que no final de 2018, o total da dívida líquida, irá ser superior ao total registado no final de 2017. No mínimo serão mais 1,5 a 2 mil milhões.

Mas poderá até a ser muito mais, consoante o que ainda irão ter que injectar na CGD, no fundo de resolução bancária, e......no Montepio.

Sim falei Montepio. Preparem-se para a brutal factura que mais tarde ou mais cedo, virá à superfície.

É só uma questão de tempo. Podem dar as voltas que quiserem, que só andam a tentar ganhar algum tempo para atrasar o estouro que ali já aconteceu há muito tempo, mas que andam somente a tentar varrer para debaixo do tapete. O lixo está lá, sabe-se que está lá, mas andam todos a fazer de conta que não sabem que ele está lá.

Caros contribuintes, em 2018, preparem as vossas carteiras, para verem mais uns milhares de milhões do vosso dinheiro a voar pelo sorvedouro e autêntica máquina, estatal, de fazer dívida que é o Estado português.

Vai uma aposta?

Grande trambolhão a dívida está 2 mil milhões mais alta

Está é mais elevada do que em Outubro do ano passado mas isso não interessa nada.

Esta foi a segunda descida consecutiva, depois de três meses seguidos de agravamento, que elevaram os níveis da dívida pública acima dos 250 mil milhões de euros.

A queda acentuada do endividamento público era já expectável, tendo o Governo alertado mesmo para o "trambolhão" que iria ocorrer este mês. Apesar do alívio registado em Outubro, a dívida pública situa-se mais de 2 mil milhões de euros acima do valor registado no mesmo mês do ano passado.
 
O que é que não percebem ? Primeiro sobe e depois desce, fica acima do ano passado mas a isto chama-se um trambolhão no "pós verdade" do governo.
Como é que a dívida pode descer em valor absoluto se o frágil crescimento da economia é comido pelas reivindicações do PCP e do BE ?
 
E o enorme aumento de impostos mantém-se agravado pelos impostos indirectos, já não há margem para mais aumentos embora a imaginação neste campo não tenha limites como se viu recentemente no caso da taxa sobre as energias renováveis e no agravamento da derrama sobre o IRC.
 
E é isso, é preciso ter cuidado com o trambolhão, ainda nos magoamos .
 
 

 

O segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas

Portugal paga o segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas. Só a Grécia paga mais.

Assim, se considerados apenas as economias desenvolvidas, Portugal surge na quarta posição tanto nos valores do ano passado, com uma dívida de 130,3% do PIB, como nas estimativas deste ano, com 128,6%, atrás apenas do Japão (que deve manter este ano a dívida pública de 239,2% do PIB), da Grécia (181,3% em 2016, 180,7% este ano) e de Itália (132,6% em 2016 e 132,8% este ano).

Por outro lado, se considerados os juros pagos pela dívida no mercado secundário, Portugal tem a segunda ‘yield’ (taxa de juro a 10 anos) mais elevada entre essas quatro economias desenvolvidas. Na sexta-feira à tarde, os juros da dívida portuguesa a 10 anos estavam nos 2,442% – abaixo apenas dos 5,550% cobrados à Grécia na mesma maturidade, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

Entre o grupo dos quatro países desenvolvidos com maior dívida pública em percentagem do PIB, o Japão tem uma taxa de juro a 10 anos baixa – negociava a 0,034% na sexta-feira. Também Itália, embora apresente uma dívida superior a Portugal, tinha uma taxa de juro a 10 anos inferior, na passada sexta-feira: 2,106%.

Enfim, no que verdadeiramente conta estamos bem longe do optimismo irresponsável que nos vendem.

O drama da dívida pública portuguesa

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 Em maio de 2017, de acordo com o boletim de julho, o valor da dívida já é de 228.060 mil milhões de euros. Este valor vai crescendo exponencialmente e no período de 10 anos, entre 2010 e 2020 poderá quase praticamente duplicar!

O total da receita foi de 43.753 milhões que está longe dos 50.206 milhões de despesa. Certo é que os juros baixaram, mas as despesas ultrapassam anualmente os 7.295 milhões de euros, ou seja, 20,26 milhões de euros/dia só em juros…

Enquanto houver incêndios não se fala neste drama da dívida pública

Quando a base é pequena as percentagens são enganadoras

A economia portuguesa tem um comportamento impressionante segundo o senhor Moscovici esquecendo-se da sua terra natal (França, que não anda nem desanda) e que a partir de bases baixas as percentagens são enganadoras.

E também é claro, que estamos num momento em alta por razões conjunturais. Se assim não fosse não nos debatíamos com uma dívida pública das mais altas da Europa e com uma dívida privada que é a mais alta. Nem com um défice externo . Nem com altas taxas de juro.

Portugal sozinho será sempre o maior, o problema é quando nos comparamos com os outros. Todos os anos somos ultrapassados por uma das antigas repúblicas soviéticas. Mas também é bem claro que estamos muito melhor do que em 1985 .

Mas o senhor Moscovici quer fazer de Portugal um "case study", a Zona Euro precisa de um caso de sucesso e Portugal é o que está mais à mão. Quem o ouve, até julga que estamos a fazer reformas estruturais. A reformar o estado. A modernizar a indústria, as pescas e a agricultura.

E que estamos a resolver um sistema de Segurança Social falido.

 

Atenção Portugal - UE alivia dívida Grega

No quadro da União Europeia vão encontrar-se soluções negociadas para as dívidas públicas insustentáveis. É o caso de Portugal e Grécia.

De acordo com o jornal alemão Handelsblatt, citado pela Reuters (acesso livre / conteúdo em inglês) uma das opções poderá passar pela transferência do empréstimo do FMI (mais oneroso para os cofres helénicos) para o fundo de resgate europeu, o que permitiria baixar as taxas de juro de parte da dívida de Atenas. Mas há mais medidas previstas, incluindo o prolongamento das maturidades dos empréstimos oficiais e ainda a transferência dos lucros do BCE e dos bancos centrais nacionais com obrigações do Tesouro gregas para Atenas através dos governos nacionais.

Fonte citada pela agência indica que o documento foi originalmente preparado pelos responsáveis do MEE e não pelas quatro instituições, tendo sido já alterado e reformulado entretanto, pelo que a versão a que o Handelsblatt divulgou não será aquela que chegará às mãos dos responsáveis pelas pastas das Finanças do bloco da moeda única.

“O paper estabelece várias opções para a reestruturação da dívida grega e especifica possibilidades que foram dadas pelo Eurogrupo em maio último. Uma das opções que permanece é a assunção da dívida do FMI pelo MEE”, revelou a mesma fonte. “Ainda não é claro se o FMI concordará com isso”, acrescentou ainda.

Portugal deve estar atento depois do documento apresentado há dias. Se a Grécia beneficiar com estas medidas é meio caminho andado para o nosso país.

 

Austeridade silenciosa

 

A grande mentira sobre as contas públicas começa numa ilusão.  A austeridade que Centeno prometeu acabar está melhor do que nunca.  Tinha prometido aos partidos da "geringonça" cortar E950 milhões na despesa. Afinal cortou mais de E 3 mil milhões. Se os números não enganam, porque passa a ideia que os tempos de apertar o cinto terminaram ?

A resposta está no tipo de cortes que o governo fez . Investimento, fornecimentos e serviços externos e contratos com o Estado. Quem trabalha para o Estado foi a grande vítima da austeridade do PS. No anterior governo o alvo tinha sido quem trabalha no Estado ou é por ele suportado. Em vez de salários e pensões o PS escolheu cortar nos gastos externos dos serviços e naquilo em que o Estado investe.

O mais curioso é que o PS está a aplicar à letra a recomendação da Troika de reduzir o défice por via da despesa. No fundo, a aplicar o programa do PSD de 2011 que este nunca conseguiu fazer.

...este ano vai continuar a reposição de rendimentos a funcionários públicos e pensionistas. E o garrote no investimento e gastos com os privados. A economia vai continuar a crescer uma miséria e o monstro começa a engordar. E, para animar a festa a dívida pública, aquela que ainda é "lixo", não para de crescer .Já vai nos 130,4% do PIB. E não dá sinais de diminuir.

Para terminar, fique com esta informação : a dívida pública irlandesa era de 120% do PIB em 2012 . Em 2016 ficou nos 75,4%.

PS : Expresso - João Vieira Pereira

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