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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Grande trambolhão a dívida está 2 mil milhões mais alta

Está é mais elevada do que em Outubro do ano passado mas isso não interessa nada.

Esta foi a segunda descida consecutiva, depois de três meses seguidos de agravamento, que elevaram os níveis da dívida pública acima dos 250 mil milhões de euros.

A queda acentuada do endividamento público era já expectável, tendo o Governo alertado mesmo para o "trambolhão" que iria ocorrer este mês. Apesar do alívio registado em Outubro, a dívida pública situa-se mais de 2 mil milhões de euros acima do valor registado no mesmo mês do ano passado.
 
O que é que não percebem ? Primeiro sobe e depois desce, fica acima do ano passado mas a isto chama-se um trambolhão no "pós verdade" do governo.
Como é que a dívida pode descer em valor absoluto se o frágil crescimento da economia é comido pelas reivindicações do PCP e do BE ?
 
E o enorme aumento de impostos mantém-se agravado pelos impostos indirectos, já não há margem para mais aumentos embora a imaginação neste campo não tenha limites como se viu recentemente no caso da taxa sobre as energias renováveis e no agravamento da derrama sobre o IRC.
 
E é isso, é preciso ter cuidado com o trambolhão, ainda nos magoamos .
 
 

 

O segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas

Portugal paga o segundo juro mais alto entre as quatro dívidas mais elevadas. Só a Grécia paga mais.

Assim, se considerados apenas as economias desenvolvidas, Portugal surge na quarta posição tanto nos valores do ano passado, com uma dívida de 130,3% do PIB, como nas estimativas deste ano, com 128,6%, atrás apenas do Japão (que deve manter este ano a dívida pública de 239,2% do PIB), da Grécia (181,3% em 2016, 180,7% este ano) e de Itália (132,6% em 2016 e 132,8% este ano).

Por outro lado, se considerados os juros pagos pela dívida no mercado secundário, Portugal tem a segunda ‘yield’ (taxa de juro a 10 anos) mais elevada entre essas quatro economias desenvolvidas. Na sexta-feira à tarde, os juros da dívida portuguesa a 10 anos estavam nos 2,442% – abaixo apenas dos 5,550% cobrados à Grécia na mesma maturidade, segundo a agência de informação financeira Bloomberg.

Entre o grupo dos quatro países desenvolvidos com maior dívida pública em percentagem do PIB, o Japão tem uma taxa de juro a 10 anos baixa – negociava a 0,034% na sexta-feira. Também Itália, embora apresente uma dívida superior a Portugal, tinha uma taxa de juro a 10 anos inferior, na passada sexta-feira: 2,106%.

Enfim, no que verdadeiramente conta estamos bem longe do optimismo irresponsável que nos vendem.

O drama da dívida pública portuguesa

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 Em maio de 2017, de acordo com o boletim de julho, o valor da dívida já é de 228.060 mil milhões de euros. Este valor vai crescendo exponencialmente e no período de 10 anos, entre 2010 e 2020 poderá quase praticamente duplicar!

O total da receita foi de 43.753 milhões que está longe dos 50.206 milhões de despesa. Certo é que os juros baixaram, mas as despesas ultrapassam anualmente os 7.295 milhões de euros, ou seja, 20,26 milhões de euros/dia só em juros…

Enquanto houver incêndios não se fala neste drama da dívida pública

Quando a base é pequena as percentagens são enganadoras

A economia portuguesa tem um comportamento impressionante segundo o senhor Moscovici esquecendo-se da sua terra natal (França, que não anda nem desanda) e que a partir de bases baixas as percentagens são enganadoras.

E também é claro, que estamos num momento em alta por razões conjunturais. Se assim não fosse não nos debatíamos com uma dívida pública das mais altas da Europa e com uma dívida privada que é a mais alta. Nem com um défice externo . Nem com altas taxas de juro.

Portugal sozinho será sempre o maior, o problema é quando nos comparamos com os outros. Todos os anos somos ultrapassados por uma das antigas repúblicas soviéticas. Mas também é bem claro que estamos muito melhor do que em 1985 .

Mas o senhor Moscovici quer fazer de Portugal um "case study", a Zona Euro precisa de um caso de sucesso e Portugal é o que está mais à mão. Quem o ouve, até julga que estamos a fazer reformas estruturais. A reformar o estado. A modernizar a indústria, as pescas e a agricultura.

E que estamos a resolver um sistema de Segurança Social falido.

 

Atenção Portugal - UE alivia dívida Grega

No quadro da União Europeia vão encontrar-se soluções negociadas para as dívidas públicas insustentáveis. É o caso de Portugal e Grécia.

De acordo com o jornal alemão Handelsblatt, citado pela Reuters (acesso livre / conteúdo em inglês) uma das opções poderá passar pela transferência do empréstimo do FMI (mais oneroso para os cofres helénicos) para o fundo de resgate europeu, o que permitiria baixar as taxas de juro de parte da dívida de Atenas. Mas há mais medidas previstas, incluindo o prolongamento das maturidades dos empréstimos oficiais e ainda a transferência dos lucros do BCE e dos bancos centrais nacionais com obrigações do Tesouro gregas para Atenas através dos governos nacionais.

Fonte citada pela agência indica que o documento foi originalmente preparado pelos responsáveis do MEE e não pelas quatro instituições, tendo sido já alterado e reformulado entretanto, pelo que a versão a que o Handelsblatt divulgou não será aquela que chegará às mãos dos responsáveis pelas pastas das Finanças do bloco da moeda única.

“O paper estabelece várias opções para a reestruturação da dívida grega e especifica possibilidades que foram dadas pelo Eurogrupo em maio último. Uma das opções que permanece é a assunção da dívida do FMI pelo MEE”, revelou a mesma fonte. “Ainda não é claro se o FMI concordará com isso”, acrescentou ainda.

Portugal deve estar atento depois do documento apresentado há dias. Se a Grécia beneficiar com estas medidas é meio caminho andado para o nosso país.

 

Austeridade silenciosa

 

A grande mentira sobre as contas públicas começa numa ilusão.  A austeridade que Centeno prometeu acabar está melhor do que nunca.  Tinha prometido aos partidos da "geringonça" cortar E950 milhões na despesa. Afinal cortou mais de E 3 mil milhões. Se os números não enganam, porque passa a ideia que os tempos de apertar o cinto terminaram ?

A resposta está no tipo de cortes que o governo fez . Investimento, fornecimentos e serviços externos e contratos com o Estado. Quem trabalha para o Estado foi a grande vítima da austeridade do PS. No anterior governo o alvo tinha sido quem trabalha no Estado ou é por ele suportado. Em vez de salários e pensões o PS escolheu cortar nos gastos externos dos serviços e naquilo em que o Estado investe.

O mais curioso é que o PS está a aplicar à letra a recomendação da Troika de reduzir o défice por via da despesa. No fundo, a aplicar o programa do PSD de 2011 que este nunca conseguiu fazer.

...este ano vai continuar a reposição de rendimentos a funcionários públicos e pensionistas. E o garrote no investimento e gastos com os privados. A economia vai continuar a crescer uma miséria e o monstro começa a engordar. E, para animar a festa a dívida pública, aquela que ainda é "lixo", não para de crescer .Já vai nos 130,4% do PIB. E não dá sinais de diminuir.

Para terminar, fique com esta informação : a dívida pública irlandesa era de 120% do PIB em 2012 . Em 2016 ficou nos 75,4%.

PS : Expresso - João Vieira Pereira

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Antes e depois do euro

Portugal pagava taxas de juro de dois dígitos e agora paga 4% .O problema é que a dívida cresceu irresponsavelmente e o problema é o mesmo. Uma factura que a débil economia, a crescer a 1,4%, não consegue pagar. Não se fale pois de injustiça.

O Euro deu a países mais pobres e com economias menos robustas acesso a um mercado de financiamento abundante e com taxas de juro muito baixas.

É preciso não esquecer que apesar do efeito “anestesiante” da política monetária do BCE, as taxas de juro a 10 anos de Portugal estão neste momento no limiar daquilo que o país aguenta e que os mercados aceitam. Com as taxas a 10 anos acima dos 4% desde há mais de 4 meses, dificilmente as taxas voltarão a descer desse patamar.

Esse facto coloca duas questões: a primeira é como vão reagir as taxas de juro de Portugal quando o efeito do BCE se reduzir e esgotar? Subirão para valores em torno dos 5%-6%? A segunda é como vai Portugal financiar-se nos mercados em 2018 e 2019, se as taxas subirem para esse patamar dos 5%-6%?

 

  • Desde o início de 2016 que o IGCP não faz um leilão, mas apenas operações sindicadas, denotando insegurança e algum receio face à reação dos mercados.
  • Desde então, os investidores estrangeiros quase desapareceram das compras de dívida pública. Estamos no mercado primário de novo a sustentar as emissões no setor financeiro nacional (e em parte num aumento significativo do retalho) e no mercado secundário com as compras do BCE e do Banco de Portugal, via “Quantitative Easing”.
  • as agências de rating não vão subir a notação de Portugal, pelo que é expectável que esta se mantenha em “lixo” nos próximos tempos. Note-se que a entrevista do ministro Centeno ao Financial Times a semana passada, a queixar-se das agências de rating, é um sinal de desistência.

 

Os avisos que nos são enviados pela Comissão Europeia e pelas outras instituições financeiras não deviam ser ignorados . Factos são factos .

Só com gente vinda de fora

Tal como sempre disse e defendi, o BCE não deveria nunca ter comprado títulos de dívida pública de nenhum país, sem que esses países ficassem obrigados a implementar as reformas que cada um deles necessita para eliminar os seus déficits, iniciarem trajectórias descendentes nas suas dívidas públicas acumuladas, e tomarem as medidas necessárias para melhorar a produtividade e competitividade das suas economias.

Ao ter comprado títulos de dívida de todos os países membros do euro, gerando dessa forma uma baixa generalizada dos juros, a todos os países, sem no entanto ter recebido em troca, nenhum compromisso, nem obrigação, por parte dos países, de fazerem as reformas necessárias, só andaram a adiar o problema, e a dar balões de oxigénio, mais tempo e liberdade aos países faltosos, para que pudessem continuar a adiar e a empurrar prá frente com a barriga as resoluções dos seus problemas de governação e de contas públicas.

Pode ser que um dia a UE, deixe de acreditar no pai Natal, e acabe mesmo por ter que meter na cabeça, que com alguns países, só mesmo à força e com gente vinda de fora é que alguma vez farão o que tem que ser feito.

Mas pelos vistos, ainda não foi desta que aprenderam.

O custo em juros do apoio do PCP e do BE

taxa de juros da dívida já esteve bem abaixo dos presentes 3,5% tendo subido com a entrada em funções da solução governativa encontrada . São mais de oito mil milhões só de encargos com os juros o correspondente a 4,3% do PIB. Para agravar o problema a dívida não desce em 2016 e em 2017. 

Como há um movimento generalizado de redução dos encargos com a dívida, também o peso médio dos juros entre os 19 países vai recuar. Se neste ano cada país enfrenta em média um custo de 2,07% do PIB, no próximo ano o peso dos juros recua para 1,94%. Ora como Portugal prevê pagar o mesmo em 2016 e em 2017 - os tais 4,3% -, então o esforço enfrentado pelos portugueses em comparação com os restantes europeus vai ficar maior. Os portugueses vão gastar mais 2,36 pontos do PIB em juros em relação à média - contra os 2,23 pontos de diferença em 2016.

A tal dívida que não é para pagar é para gerir .