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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Com o PCP e o BE Costa levou para o governo a "política da terra queimada"

O que se passa nos CTT e na AutoEuropa é o prosseguimento da "política da terra queimada" concretizada com as reversões de algumas privatizações . Trata-se de levantar dúvidas aos investidores estrangeiros. Em Portugal é como ? É a política de quem ganhou as eleições ou de quem tem mais votos ? São as políticas dos partidos democratas cristãos, sociais democratas e socialistas democratas que ganharam a maioria dos votos que conduzem a governação do país ?

É este o grande objectivo de Catarina, Jerónimo e Arménio . Este último até já exige ao governo que negoceie com o governo alemão a estratégia para a AutoEuropa e, desta forma, assegurar a permanência da empresa de Palmela com ou sem greves .

É que, como mostra a reestruturação dos CTT, a inovação e a evolução tecnológica não se compadecem com a figura simpática e familiar para a maioria de nós, do carteiro a percorrer o bairro entregando cartas. E na AutoEuropa o investimento necessário para a produção dos carros eléctricos do futuro só virá para Portugal se o Grupo alemão considerar que o nosso país oferece  estabilidade laboral e fiscal convincentes.

António Costa, perdendo as eleições, ou se apresentava no Largo do Rato de mãos a abanar ou chamava para o apoio ao governo os partidos marxistas, adversários confessos da Democracia ( conforme a reconhecemos no Ocidente) da União Europeia e da Zona Euro.

" Agora que estamos já na segunda metade da legislatura, receio que esta preocupação de setores da maioria parlamentar, a fazer ressaltar as respetivas identidades ideológicas, se possa acentuar e causar cada vez mais prejuízo aos objetivos do crescimento económico, do progresso e da melhoria das condições de vida por portugueses."

António Costa salvou a pele oxalá não perca o país. 

Nas sociedades democráticas o Estado de Direito controla o Big Brother

Claro que a segurança vai impor cada vez mais medidas que de alguma forma limitam a liberdade dos cidadãos. Também vamos ter ( já aí estão os primeiros sinais) um Estado cada vez mais invasivo. Mas numa sociedade democrática é possível controlar esse poder assustador.

Porque haverá sempre uma voz livre e corajosa que se manifesta, um Estado de Direito que impõe a superioridade da Lei e que é igual para todos . Haverá sempre a liberdade de expressão, a comunicação social livre e uma sociedade civil que resistirá.

“No que diz respeito à implementação da tecnologia de IA, não se pode negar que a China já está a ir muito além do que os Estados Unidos”, mostra uma pesquisa feita pela empresa chinesa Tencent.

Em termos comparativos, a China já superou os Estados Unidos, conhecidos como um dos países mais vigiados do mundo. Nos Estados Unidos existem em todo o país 50 milhões de câmaras administradas pelo Estado.

Mas tal como Trump que nunca terá o poder de Putin ou do presidente chinês, também o Big Brother cairá nas malhas dos pesos e contrapesos da política e da Justiça democráticas.

Mas não podemos baixar a guarda .

Conta-se que o Imperador Carlos V pôs-se à conversa com um moleiro a quem terá dito : Se eu quiser fico-te com os teus três moinhos. A que o moleiro respondeu : Em Berlim estão os juízes.

 

Os resultados das experiências comunistas

Conhecem-se muito bem os resultados das experiências comunistas .

Todas essas experiências redundaram em regimes despóticos, em matanças de milhões de seres humanos, em pobreza generalizada. As mesmas nações divididas em Estados com regime comunista e democracias capitalistas alcançaram resultados bem diferentes: a Coreia do Sul é uma democracia adulta e um dos países mais prósperos do mundo, no Norte governa um déspota tresloucado com uma economia moribunda; as capitalistas Taiwan e Hong Kong foram oásis de prosperidade, enquanto a China de Mao vegetou na barbárie e na penúria. O contraste entre as duas Alemanhas antes da reunificação não podia ser mais evidente: a democracia política com economia de mercado que governou a parte ocidental do país teve o sucesso que se conhece, o Leste comunista manteve a sua população sequestrada até ao rompimento do muro e ao êxodo que se seguiu para o mundo da "exploração" capitalista. Não é de estranhar que o comunismo tenha praticamente desaparecido, mesmo no país dirigido pelo Partido Comunista - a atual China - que se tornou uma grande potência económica com as reformas liberalizantes de Deng Xiaoping. Mesmo quando comparamos o que se seguiu ao fim dos mandatos de dois ditadores - Pinochet no Chile e Castro em Cuba - os resultados mostram um Chile livre, pluralista e próspero e uma Cuba sem liberdade política e economicamente com décadas de atraso. Após a libertação do comunismo, países europeus que o sofreram continuam na cauda da Europa em rendimento per capita, como a Bulgária, a Roménia, mesmo a Polónia e a Hungria.

Elitista, vanguardista, jacobina e partidocrata

É assim a nossa Democracia : Mas sobretudo, acima de tudo, a recusa dos votos uninominais e pessoais é um dos mais significativos indicadores da concepção elitista, vanguardista, jacobina e partidocrata da nossa democracia. Depois destas eleições, a vida continua. A Terra anda à volta do Sol. O maior escândalo financeiro da história de Portugal, o caso BES/GES e companhia, continua à espera. O maior assalto político ao poder das últimas décadas, o caso Sócrates, espera por avanço. O mais grave acidente de segurança nacional do último século, o caso de Tancos, aguarda esclarecimento. O mais dramático acidente nacional (e, no grupo de incêndios florestais, um dos maiores do mundo), o caso de Pedrógão e vizinhanças, permanece na obscuridade da ocultação deliberada. Estes são os casos que nos esperam. A que estas eleições não respondem nem tinham que responder. Mas cujos resultados vão talvez ajudar a resolver ou, pelo contrário, contribuir para enterrar.

O certificado democrático em papel passado

Não é primeira nem a décima vez que vejo ser apelidado de neocolonialista quem em Portugal põe em causa a lisura do processo eleitoral em Angola. De facto, a sociedade angolana não precisa que ninguém venha de fora questionar o que lá se passa: não falta quem internamente se bata por uma sociedade mais justa e democrática naquele país. Aqueles que em Portugal ajudam a dar voz aos democratas angolanos não são neocolonialistas, são cidadãos do mundo solidários com quem luta por causas justas – tanto quanto aqueles que apoiaram o MPLA quando ainda era um movimento de libertação contra o colonizador português. Quanto àqueles que em Portugal se arrepiam cada vez que alguém se atreve a denunciar a cleptocracia que se instalou na cúpula do poder angolano (como faz Paulo Portas no Expresso desta semana), esses soam cada vez mais a uma espécie de novos-colonizados, mais preocupados em preservar a própria pele do que em defender quaisquer valores respeitáveis.

O despontar de uma democracia aberta, directa e participativa

Os exemplos são muitos e vão intensificar-se abrindo caminho às empresas start-ups e a mais emprego com evidentes vantagens para as cidades e os seus cidadãos.

Mas esta disrupção vai mais longe, já que constitui também um novo modo de interação e participação dos cidadãos na estratégia e gestão das cidades. Voltando à freguesia da Estrela, o GeoEstrela é a base para o EstrelaParticipa, uma versão 2.0 do orçamento participativo, em que os cidadãos usam a ferramenta de georreferenciação para apresentarem propostas de intervenção e melhoria na freguesia, e para comentar e votar nas propostas de outros. É o despontar de uma democracia muito mais direta, aberta e imediata, a que os cidadãos e os poderes públicos das cidades se terão de ajustar.

Este é apenas um exemplo do que está a acontecer hoje um pouco por todo o mundo. Cidadãos equipados com smartphones e sensores estão a revolucionar a forma como as cidades são pensadas e geridas. As iniciativas são inúmeras, crescentes, e cada vez mais diversas.

Só em sociedade abertas é que a sociedade civil pode participar de forma directa e participativa e não há nada que o possa impedir . O estado omnipresente e omnipotente dará lugar a um estado menos interventivo e mais próximo dos cidadãos. E permanentemente escrutinado.

E os círculos uninominais em que os cidadãos conhecem quem elegem, mais tarde ou mais cedo serão uma realidade, como já o são nas democracias mais experientes.

A democracia floresce em economias de mercado

capitalismo tem sobrevivido em todo o tipo de sistemas políticos, por isso deve ser salvo. Falta saber para quê.

Robert Reich defende a necessidade, antes de tudo, de políticas distributivas, como o salário mínimo, a negociação e a contratação coletiva e políticas fiscais fortemente progressivas. Defende-o muitas vezes de modo bem mais radical do que os sociais-democratas europeus. Mas é bastante distante da esquerda anticapitalista, porque defende a economia de mercado como essencial à democracia. De facto, se o capitalismo tem sobrevivido em todo o tipo de regimes políticos, a democracia tem florescido sobretudo em economias de mercado. Por isso o capitalismo deve ser salvo, mas, simultaneamente, profundamente reformado para que o seu desenvolvimento beneficie a maioria e não apenas uns poucos mais poderosos.

Em 1975 o PS juntou-se aos partidos pró-europeus

Na guerra do PS entre Assis, Sérgio Sousa Pinto e Pedro Nuno Santos, a história está com os dois primeiros. Em 1975 o PS juntou-se aos partidos democráticos, pró europeus e pró-Nato .

Em relação à NATO e à União Europeia, Trump usa a linguagem de Putin, de Marine Le Pen, do Podemos e, aqui em Portugal, do Bloco de Esquerda e do PCP. Combati sempre as ideias do presidente russo, da extrema-direita europeia e da extrema-esquerda ibérica nas questões europeias, e não mudo de posição só porque um Presidente norte-americano republicano também as defende. Fico apenas muito mais preocupado. O BE e o PCP podem atacar a NATO todos os dias. Mas o Presidente americano tem o poder para acabar com a aliança. Putin prejudica a União Europeia, mas a oposição dos Estados Unidos à integração europeia seria uma questão existencial (sobretudo depois da saída do Reino Unido da UE).

Clinton teve mais 140 000 votos populares

Já aconteceu mais vezes. O candidato que tem mais votos directos populares perde a corrida . A Democracia assenta no principio, "uma pessoa um voto" mas, nos US não é assim. Esta entorse democrática está novamente em cima da mesa.

Mas a questão está na possibilidade de modificar a sacrossanta Constituição e fazer a reforma do sistema eleitoral.

Antes desta vitória de Donald Trump, outro republicano, George W. Bush, havia imposto em 2000 uma vitória a Al Gore, quando não conseguiu igualmente recolher a maioria dos votos: 48,4% para o democrata contra 47,9% para o antigo Presidente dos EUA.

Sem uma mudança na Constituição, os estados que compõem os EUA poderiam adoptar leis para atribuir os seus grandes eleitores ao candidato com a maioria dos votos a nível nacional. Porém este tipo de iniciativa, até ao momento, não surtiu efeitos.

Em Democracia não há vencedores antecipados, há liberdade

É assim em democracia. Não há vencedores antecipados nem com 90% dos votos. Isso faz parte dos regimes totalitários sejam de esquerda sejam de direita.

A grandes questão é se esta vitória de Trump não será uma espécie de salvo conduto para Le Pen e outros populistas na Europa. Uma espécie de derrubar o muro como António Costa se gaba de ter feito cá em Portugal mas no outro extremo.

Agora vão funcionar os pesos e contrapesos do sistema político americano - a Constituição, o Senado e o Congresso . O discurso que levou Trump à vitória não terá aderência à realidade mas há conquistas de Obama que podem tremer, como é o caso do Obamacare.

A vertente externa é outro perigo, com tentações perigosas, mas no essencial a relação Atlântica não será colocada em causa.

É o custo da liberdade mas que não nos deve tentar desviar um milímetro que seja do caminho.