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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Pagamentos ao FMI são " fogachos "

É preciso descer a dívida a sério. "Temos de ser mais ousados e estabelecer objectivos perfeitamente claros. Se não houver mais nenhum, no mínimo pôr a dívida em 90% ou 100% do PIB no espaço de 10 anos. Isso estabelece um quadro claro sobre o que tem de ser a gestão orçamental até lá", defende o economista e presidente não executivo da SIBS.

Os pagamentos ao FMI são fogachos sem consequências

A dívida a descer para cima

Pensamento do dia: "Descer....para cima".

De acordo com a dupla Costa & Centeno, a dívida pública diminuiu 2,4 mil milhões de euros, em resultado de terem pago mais uma tranche da dívida ao FMI.

Até aqui, tudo bem. Mas o problema é que também só ficaram por aqui, e nada mais falaram sobre o restante.

A saber:

Esta redução de 2,4 mil milhões é só face ao valor do mês anterior, ou seja, são variações pontuais que existem obrigatoriamente em função das datas de vencimento das tranches de dívida antiga. São movimentos e oscilações normais ao longo de um ano. Assim sendo, mandam as regras, que o que se deve medir, é a variação da dívida que um país tem no início de cada ano (transitada do final do ano anterior) e o seu valor no final desse mesmo ano.

Ora neste caso, Portugal, chegou ao final de 2017, com uma dívida muito maior, que a que tinha acumulado no final de 2016. Logo, em correcto rigor, ao fim de mais um ano de governação, o país aumentou ainda mais a sua dívida, contrariando a tese de que a tem estado a conseguir fazer diminuir.

As diminuições registadas, são meramente pontuais, e têm sempre sido antecedidas ou sucedidas, por novos aumentos de dívida, e sempre de montante superior, aos montantes dos pagamentos que foram realizando. E irá continuar a ser assim, até que exista um deficit anual nos gastos públicos.

Em termos líquidos, face ao valor no início do ano de 2017, e o registado no final desse mesmo ano, a dívida aumentou mais de 4 mil milhões de euros.

A dívida pública líquida de depósitos das administrações públicas ficou em 222,2 mil milhões de euros em novembro, menos 620 milhões de euros em relação a outubro, mas mais 3,5 mil milhões de euros face a novembro de 2016. Ou seja, não desceu, mas sim aumentou o que devemos a outros.

E como se não bastasse, os activos em depósitos das administrações públicas diminuíram 1,8 mil milhões de euros. Ou seja, as reservas de caixa que o Estado tinha, são hoje muito menores que no final de 2016. Para explicar um pouco de forma mais simples, estes valores de caixa são as tais famosas "almofadas" que o anterior governo tinha deixado nos cofres públicos. Eram no tempo de Passos Coelho, perto de 20 mil milhões de euros, e no final de 2017, já nem 8 mil milhões lá existiam na caixa.

Mas então, sendo assim, como é que os pagamentos ao FMI não baixam em termos líquidos a nossa dívida? É simples a explicação: é que os pagamentos que o governo tem andado a fazer ao FMI, andam a ser feitos com recurso a dinheiro que andam a pedir emprestado a outros credores. Na prática, andamos a pagar a uns, com dinheiro pedido emprestado a outros. Por isso as variações mensais, de descida e subida, mas no final de cada ano, a dívida está sempre maior, e não menor, como nos andam a tentar impingir.

Mas então se andamos a pedir a uns, para pagar a outros, não devia o montante total da dívida no mínimo manter-se o mesmo no final de cada ano? Em termos simplistas deveria ser assim, mas não é o nosso caso.

É que aos valores dessa dívida, temos que também pagar aos credores os valores dos juros entretanto devidos. Ou seja, para pagar ao FMI, fomos pedir emprestado a outros credores, mas tiveram que pedir emprestado um montante superior à dívida inicial do FMI, para que pudessem pagar o montante do empréstimo, acrescidos dos valores dos juros. Logo, andar a pagar a outros, com dinheiro emprestado por outros, irá sempre fazer a dívida acumulada subir, pois quer FMI quer quem empresta para pudermos pagar, naturalmente estão a cobrar sempre juros desse dinheiro. E por isso, ao final de cada ano, o valor da dívida, irá ser sempre maior e não menor. Acresce a esse valor dos juros, também o valor da nova dívida gerada pelos deficits anuais nas contas públicas.

Em resumo, o actual governo, quando pagar 1 euro a um credor, faz notícia disso, mas não explica ao seu povo, que para pagar esse 1 euro, foi pedir emprestado a um outro credor, 1,25 euros, e entretanto fez uma nova dívida de mais 0,25 euros, e no final, em termos reais, chegámos ao final de mais um ano de governação, com uma dívida pública maior e não menor.

Há quem chame a isto "descer para cima". Mas o mais correcto seria chamar de "EMBUSTE". ou de "engana tolos".

Posso desde já avançar com uma previsão: independentemente de todos os pagamentos de dívida pública, e todas as variações nos saldos, que acontecerem ao longo de 2018, e fale o governo o que falar, ou prometa seja lá o que for, garanto-vos com 100% de certeza, que no final do ano de 2018, início de 2019, a nossa dívida pública, líquida, acumulada, irá ser maior que a que temos no final de 2017. Tudo o que vos digam diferente disto, é nada mais que conversa de treta.

Um bom ano para todos os meus amigos, reais e virtuais.

Baixar a dívida é fundamental mas não está no orçamento

No quadro da Zona Euro o limiar da dívida pública que ajuda o crescimento da economia anda entre os 67% e os 100% conforme as características dos países. Na OCDE esse limiar anda nos 85%.

A dívida portuguesa monta a 128% do PIB e se a reduzíssemos para o tal limiar (digamos 90%) o crescimento da economia podia chegar aos 3,5%.

Faz todo o sentido colocar este objectivo no centro  das políticas económicas mas as exigências de PCP e BE não deixam . É o custo mais visível do apoio a António Costa.

O programa de compra de dívida do BCE tem permitido a Portugal pagar taxas de juro mais baixas e a reestruturação da dívida faz-se como se tem vindo a fazer. Amortizar a dívida mais cara do FMI e trocar dívida mais antiga e mais cara por dívida actual mais barata .

Enquanto não se atingir o rácio de 90% da dívida em relação ao PIB o objectivo orçamental  devia ser a "redução da dívida é fundamental " como disse Mário Centeno.

A má despesa afasta a boa .

O défice está sob controlo ? Está. Mas com uma degradação clara da qualidade da nossa despesa pública.

As boas noticias acerca da dívida não devem ser confundidas com a dívida a descer

A dívida portuguesa é das maiores do mundo e não, não está a descer. É o que diz o Tribunal de Contas .

Vítor Caldeira reconhece as boas notícias nas contas públicas ao longo de 2017, nomeadamente as subidas de "rating", mas nota que a dívida continuou a subir e permanece elevada. "As boas notícias quanto ao rating da dívida não devem ser confundidas com a dívida a descer", defendeu.

No entender do Tribunal, os riscos de médio e longo prazo são adensados por duas dinâmicas perigosas: o envelhecimento populacional e alterações climáticas, que roubarão receitas e  exigirão mais despesa e mais planeamento orçamental, defendeu Vítor Caldeira.

Quanto às pensões já fomos informados que foi feita uma reforma na Segurança Social que sustenta o sistema por mais vinte anos (Vieira da Silva ) e quanto às secas e incêndios temos a correr a maior reforma depois de D. Dinis ( Capoulas Santos)

Não há, pois, que temer o quer que seja. Estamos em boas mãos.

 

2018 terá maior subida de juros desde há 12 anos

Não estamos a aproveitar o bom momento da economia para baixar a dívida pública e isso vai-nos custar caro. A previsão é que em 2018 a taxa de juro suba pelo menos 1% o que sobre 250 mil milhões de dívida dá um arrombo de todo o tamanho.

Mas a opção foi ceder às exigências do PCP e do BE e às razões eleitoralistas de curto prazo. O governo preferiu subir salários e pensões despesa que acumula e que nunca mais sai do orçamento. E como o crescimento da economia está com tendência de descida o horizonte é tudo menos risonho.

É que enquanto nós temos um crescimento que anda perto do 2%  a previsão  para a economia mundial é que vai crescer cerca de 4% em 2018, o melhor desempenho desde 2011.  

Todos previam isto e quase todos avisaram que Portugal estava a deixar passar uma oportunidade única de consolidar as contas públicas e baixar a dívida.

Mas como sempre ninguém quis saber, ninguém ouviu e agora há só que rezar e arranjar um culpado.

Reduzir rapidamente a dívida pública isso é que é difícil

Aproveitar o bom ambiente de crescimento económico, a redução dos juros e o controle da despesa pública para mais rapidamente reduzir a dívida pública. Isso sim, é que é estratégico e estrutural para a consolidação das contas públicas e para a sustentabilidade do crescimento económico a prazo.

Não era preciso mas é o que dizem as instituições europeias e o FMI . E, afinal, é o que não fazemos por mais que nos vendam vitórias e recordes sucessivos.

Bruxelas refere ainda que, nesta área, seria importante continuar o exercício de revisão da despesa pública, introduzindo objectivos de poupança mais ambiciosos. Além disso, seria bem-vindo um controlo mais apertado da despesa na saúde, nas pensões e no sector empresarial do Estado.

Para quem não quer perceber sempre vale a pena chamar a atenção que são medidas em sentido contrário às exigências do PCP e do BE declarados inimigos da União Europeia.

O FMI deixa também um aviso que tem sido repetido por alguns à direita: é necessário ter cuidado com aumentos de despesa difíceis de suportar no futuro. Neste capítulo, é feita uma referência especial aos gastos com salários do Estado, naquilo que parece um recado às negociações do Governo com os professores.

"O Governo deve ser cuidadoso em relação a aumentos permanentes de gastos que reduzam a flexibilidade da despesa pública quando as condições cíclicas mudarem. Essa cautela é especialmente importante em relação a decisões que possam afectar a trajectória da folha salarial do Estado nos próximos anos", avisa o Fundo. 

 

Gigantes do Euro acordam e protegem crescimento de Portugal

Agora o crescimento já é possível no quadro da União Europeia e da Zona Euro . E a dívida já é gerível . A falta de coerência é lamentável .

A economia da moeda única deverá terminar o ano com o maior crescimento desde 2007, empurrada pelo desempenho dos seus pesos-pesados: Alemanha, França, Itália e Espanha. Os quatro gigantes do euro são responsáveis por mais de metade das vendas de Portugal ao exterior.

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Dívida pública sobe, sobe sem parar

A única razão que tem segurado os juros da dívida portuguesa é o programa de compra do BCE que não é eterno . E, com o nível de dívida que temos isso, será um enorme problema .

A dívida pública de Portugal está entre as maiores do mundo e a redução anunciada é a da percentagem da dívida face ao PIB e não do montante absoluto, que continuará a subir. Isto porque é o PIB que cresce e não a dívida que diminui. 

Também o Commerzbank, numa nota aos investidores, alertou esta semana que  «só graças à política de juros baixos do BCE é que são suportáveis os custos da dívida». A análise do economista Ralph Solveen aponta que  «crescimento robusto deve continuar nos próximos trimestres» - o banco alemão prevê 2,5% este ano e 2% no próximo - taxas que vão «ajudar a compensar o impacto do aumento da despesa pública e reduzir o défice e o rácio da dívida pública». Mas quando as taxas de juro subirem Portugal caminhará para ser «um dos países que mais vão sofrer com isso».

O banco central já é dono de quase um terço de toda a dívida », diz Marcus Answorth, acrescentando que «os progressos na economia têm sido bons, mas não suficientemente bons para começarem a abater neste impressionante fardo de dívida».

As implicações da elevada dívida na economia não podem ser ignoradas para sempre

Fitch uma das três grandes agências de notação financeira que mantém a nossa dívida no "lixo" e da qual esperamos ansiosamente uma palavra de boa vontade, vem dizer o que é óbvio mas que cá em Portugal não é tido em conta. Com a dívida a aumentar sem parar não há economia que resista mesmo que conjunturalmente possa crescer.

O crescimento da economia ao nível que está desde 2015 é incremental, quer dizer bateu no fundo e tudo o que bate no fundo volta a crescer. Em Portugal a riqueza produzida em 2016 é igual à riqueza produzida em 2008 .

E a Fitch vem dizer que se a curto prazo ainda é possível gerir o nível elevado da dívida soberana a longo prazo tal não é possível. Isto é, logo que a conjuntura deixe de ser favorável o crescimento para . E para que conste diz que a austeridade parou mas não devia ter parado.

Atendendo ao nível elevado da dívida, bem entendido, a tal que não deixa de aumentar.

"“Os níveis da dívida soberana em muitas economias avançadas estão desconfortavelmente altos, por isso seria prudente os governantes discutirem estratégias para os fazerem descer”, escreve o analista da agência de rating norte-americana."

"Consolidar-se-ia assim uma mudança de paradigma, ao dar prioridade às implicações económicas a longo prazo. “Até agora, estas decisões estão a ser adiadas no campo político. Mas as implicações económicas da alta dívida soberana não podem ser ignoradas para sempre“.

Portugal é dos poucos países onde a dívida continua a aumentar

Todos gostaríamos muito que a situação fosse a que a propaganda apregoa mas os sinais negativos são muitos. A dívida pública e privada continua a crescer e os juros andam nos 3%. A economia cresce menos.

O que é bom vem da situação da Zona Euro que está a crescer, o que é mau há muito que anda cá dentro. E não está a ser resolvido.

Entre os primeiros três meses de 2016 e o primeiro trimestre deste ano, a dívida pública portuguesa aumentou de 128,9% para 130,5% do PIB. A subida não é grande – 1,6 pontos percentuais – mas coloca Portugal entre os poucos países onde se observa um agravamento do endividamento público e com a dívida mais elevada de todas. Na Zona Euro e na União Europeia há uma descida e a dívida anda entre os 83% e os 96% . É só comparar e não fechar os olhos.