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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Bastaram dois anos e já estamos a divergir da Zona Euro

Quando se anuncia um ciclo de ouro para a economia da Zona Euro, a economia em Portugal iniciou o anunciado abrandamento como as previsões do próprio governo confirmam.

O INE publica hoje a evolução da economia no 3º trimestre com um abrandamento divergindo da Zona Euro e da União Europeia.

E, como também se sabia, o aumento da despesa pública impediu que Portugal reduzisse a dívida, colocasse o défice a zero e relançasse o investimento. Bastaria que a reposição de salários e pensões se tivesse feito a um ritmo mais lento para agora estarmos a acompanhar o surto de progresso que percorre a Europa.

Mais uma oportunidade perdida. O governo face às nuvens no horizonte cede às exigências do PCP e do BE e nem assim evita o regresso dos sindicatos à rua e às greves. O PS tinha engolido o PCP e o BE mas o resultado das autárquicas obrigaram-no a regurgitá-los .

E que tem o PS mais para dar aos seus apoiantes anti-Europa ? Avançar contra o Tratado Orçamental e exigir a renegociação da dívida ?

A maioria absoluta do PS está mais longe, depois das culpas que não assume, e as sondagens já pressionam o PS e António Costa. E 2018 e 2019 vão ser mais difíceis com a subida das taxas de juro, a subida do preço do petróleo e o fim do programa de compra de dívida por parte do BCE. 

Só temos quatro países a crescer menos que nós, temos a segunda maior dívida e o maior peso do Estado . Os outros prepararam-se vão colher o que semearam.

Lembram-se ? Não foi assim há tanto tempo.                                                      

É por isto que PCP e BE voltam a falar em negociação da dívida

Com a dívida aos actuais níveis e não se vê como poderá reduzir-se significativamente no curto prazo, o ciclo de taxas de juro mais elevadas que vem aí dá razão a quem insiste que a folga financeira devia dirigir-se para a redução da dívida e não para aumentar despesa pública.

É que se o crescimento ajuda e a situação económica europeia deverá continuar a melhorar, com ela chegarão taxas de juro mais elevadas para as quais o país tem que estar preparado, defende Mário Centeno.

"Sabemos que vem aí tempos melhores para a economia europeia, mas virão associados a um ciclo de taxas de juro mais elevadas", afirmou o ministro das Finanças na segunda-feira, dia 13 de Novembro, acrescentando que "o ciclo de taxas de juro baixas vai ser alterado e não podemos chegar a esse momento sem ter a dívida publica a cair".

A dívida pública estará a cair mas continuará um monstro e, assim, se percebe a recente exigência do PCP e do BE na renegociação da dívida, bandeira que há muito não agitavam. 

E como continuamos na cauda em termos de crescimento económico percebe-se o nó .

Os juros da dívida estão de regresso a níveis de 2015

Cantam-se ossanas com a redução dos juros da dívida mas, a verdade, é que apesar de a Zona Euro atravessar uma boa fase e do contributo do BCE só agora, passados dois anos do actual governo é que os níveis regressaram a 2015. Dois anos perdidos e que custaram ao país milhões em juros.

E, ainda, duplicam os de Espanha e todos os outros com excepção ( por ainda ser mais crítico) desse sonho húmido que foi a Grécia do Syrisa que devíamos seguir como diziam Costa e os seus apoios.

Afinal e ao contrário do que diziam os inimigos da União Europeia e da Zona Euro é possível a economia crescer no quadro do Tratado Orçamental .

De vitória em vitória para voltar a 2015 . E o que é mais extraordinário é que se trata, segundo o primeiro ministro, das maiores vitórias do século .

Já com Sócrates havia socialistas que eram ceguinhos.

Mas então a dívida cresce ou não cresce Prof Centeno ?

Crescer cresce mas cresce menos.  Esta é de morte, é como o crescimento humano, cresce rapidamente na infância e na juventude e depois começa a crescer menos e em certa idade para. Com a velhice começa a decrescer. Como pode ser de outra maneira ?

Com a dívida a questão é que já cresceu muito para além do necessário e saudável e é agora necessário descer e muito. De 130% para 60% mas o que nos diz Centeno é que a dívida está a crescer menos. Ora bolas.

A dívida pública total do país deverá chegar ao final de dezembro a crescer 0,8% face ao ano anterior, o ritmo mais baixo das últimas duas décadas, indicam dados oficiais recolhidos pelo DN/Dinheiro Vivo.

Afinal a dívida sempre está a crescer. É a tal "pós verdade" de António Costa.

A dívida pública desceu de 227 mil milhões em 2015 para 249 mil milhões em 2017.

 

A dívida é "o" problema da economia

O artigo de hoje: O ministro das Finanças diz que a dívida pública vai cair em 2018. Daniel Bessa diz que vai subir. Quem tem razão? Ambos. Centeno fala do peso da dívida no Produto Interno Bruto, Bessa refere-se ao valor absoluto da dívida (milhares de milhões de euros).
O problema é que a chamada de atenção de Daniel Bessa é muito importante. Porque olhar apenas para o peso da dívida no Produto tem limitações. Mormente no caso português. Porquê? Porque não é seguro que a economia portuguesa continue a crescer ao ritmo atual (sobretudo porque o governo está a reverter as reformas estruturais impostas pela Troika). E é até possível que estagne ou entre em recessão. Ora numa situação destas, como a dívida em valor absoluto continuará a aumentar, com a estagnação do PIB, ou recessão, o seu peso no Produto voltará a aumentar.
Mário Centeno sabe sabe muito bem que é assim. Mas como entretanto se tornou mais político que economista (exatamente o contrário do que deve ser um ministro das Finanças), vai desvalorizando estes riscos. É pena

Feliz o país que em tempos de bonança pensa na próxima crise

É que ela, a crise, vai chegar. Pode ser daqui a dois anos, ou a quatro ou a seis mas vai chegar e se nos apanha com a dívida aos níveis actuais vamos ter que pedir novamente ajuda externa. É por isso que há muita gente sabedora que avisa.

Colocar o défice a Zero como faria o Prof Daniel Bessa bem ao contrário do PCP e do BE que exigem mais défice ( dinheiro para gastar) .

Em 2016, a maioria dos países da zona euro tinha dívidas públicas entre os 80% e os 100% do PIB (a média da zona Euro é de 91%). Entre esses países está a Alemanha (que apesar dos excedentes orçamentais não prevê reduzir muito substancialmente a sua dívida), a França, a Espanha e a Áustria.

Urge que Portugal reduza a sua dívida para os 90%. Isto só se faz com um plano concreto que dê prioridade ao "como" e " enquanto tempo ". Ora em Portugal o que o governo nos diz é que "a dívida vai dar um trambolhão" . Esperamos sentados .

Contudo, tendo apenas por base as projeções do Governo, e tomando-as como certas, a única conclusão a que se chega é que a dívida pública em valor absoluto vai aumentar este ano, em relação a 2016, e vai também aumentar no próximo ano, em relação a 2017.

A dívida vai continuar a subir em 2018

Se é em relação ao PIB vai descer mas se a relação é entre valores absolutos então vai subir. E como a média europeia da dívida anda à volta dos 80% e a nossa anda nos 132% então não há dúvida nenhuma que a nossa é mesma alta e vão ser precisos 20 anos para chegar a um valor razoável. O resto é retórica a que o actual governo nos habituou.

“Se há coisa que não vai diminuir em 2018 é a dívida, vai subir. Vamos ter um défice de 1% do PIB, são 1700 milhões de euros que vai ser preciso ir buscar ao mercado. Há operações que o governo pode ter de fazer, não sei se fará alguma na CGD, que aumentará a dívida (…). O peso da dívida no PIB vai diminuir, mas lá está: o ministro das Finanças talvez pudesse ser mais rigoroso quando fala destas coisas (…). Dívida é uma coisa, o peso no PIB é outra. É bom que desça o peso no PIB, do meu ponto de vista era bom que a dívida não subisse. Mas vai subir”.

Contudo, tendo apenas por base as projeções do Governo, e tomando-as como certas, a única conclusão a que se chega é que a dívida pública em valor absoluto vai aumentar este ano, em relação a 2016, e vai também aumentar no próximo ano, em relação a 2017.

E a dívida é a segunda que mais cresce

Daqui a uns tempos vão-nos dizer que a dívida reduziu. Primeiro fazem-na crescer e depois reduzem-na para o nível anterior. Grande vitória a maior do século, aposto.

De acordo com os dados do Eurostat, revelados esta terça-feira, 24 de Outubro, no caso do défice Portugal registou o terceiro maior aumento entre os países da Zona Euro. Já na dívida a subida é a segunda mais elevada entre os países do Euro.

No segundo trimestre a dívida pública em Portugal situou-se em 249 mil milhões de euros, o que representa 132,1% do PIB. Este valor representa um agravamento de 1,7 pontos percentuais face ao primeiro trimestre (130,4%), sendo que na Zona Euro só a Lituânia fez pior (aumentou o endividamento em 2,6 pontos percentuais para 41,7% do PIB).

Olhando para o conjunto dos países do Euro, a dívida pública baixou para 89,1% no segundo trimestre, menos uma décima do que nos três meses anteriores.

 Como se vê estamos só 40% acima da dívida do conjunto dos países do Euro. Coisa pouca.

Assim serão precisos 500 anos para pagar a dívida

Daniel Bessa( ministro de Guterres) diz o que muita gente confirma. Patriótico e de esquerda ( para usar o chavão comunista) era não subir as pensões e com os mil milhões em excesso baixar o défice para zero.

Assim é que o país ganharia reputação aos olhos dos nossos credores e preparávamos o país para a crise seguinte que mais tarde ou mais cedo chega aí. Nos tempos bons poupar para não abanar ao primeiro trambolhão. Foi o que fizeram todos os países que evitaram crise, já nós, andávamos alegremente a gastar dinheiro em TGV que nunca saíram do papel.

“Isso é que daria ao mundo um sinal de que os dez milhões de senhoras e cavalheiros deste país estão preocupados com este problema [da dívida elevada] e, de uma vez por todas, resolveram dar-lhe uma resposta”, referiu ao jornal. Para Daniel Bessa, a dívida pública elevada é “um barril de pólvora” que lhe causa “preocupação”. “O que este país não geriu (…) foi [o] risco. Acumulou dívida em excesso, um dia as coisas desandaram e a dívida caiu em cima de nós”,

O governo queria crescer pelo aumento da despesa e pelo aumento do consumo interno mas está a crescer pelas exportações. Mas ainda bem mesmo que o governo não saiba porquê.

A dívida, em termos absolutos, cresce todos os meses

A dívida já ultrapassou os 250 mil milhões de euros . O governo que a faz crescer todos os meses diz que agora a vai fazer descer. O que não diz é que a descida é para os níveis anteriores ao crescimento. Faz novos empréstimos aumentando-a, para a fazer descer. E assim se batem novos recordes .

O ministro das Finanças, Mário Centeno, ainda em meados de Setembro, reiterou a previsão de descida da dívida em percentagem do PIB, assumindo mesmo que esta deveria registar "a maior redução em 19 anos" ainda este ano. Mas em valores reais, o montante da dívida continua a subir. 

Ninguém quer discutir esta questão. A dívida continua insustentável. "

O primeiro-ministro António Costa referiu, após a melhoria da notação da S&P, que prevê que a partir de Outubro o rácio da dívida pública sobre o PIB comece a baixar, terminando o ano abaixo dos 128%. Note-se que em 2008, antes da grande crise financeira do subprime, a dívida pública em percentagem do PIB era de 71%. Depois apresentou um crescimento muito acentuado até 2012, atingindo 126%, e agravando-se, estabilizou, nos últimos anos, nos 130%.

O Ministério das Finanças prevê que até 2020 este rácio ainda seja de 118%, num cenário em que o quadro macroeconómico se mantém estável e positivo como é actualmente.

Ora isto demonstra, por si só, a insustantibilidade da dívida pública portuguesa. Mesmo num cenário bastante positivo de economia a crescer 2%, défice público abaixo dos valores apresentados nas últimas décadas e economia europeia e mundial a crescer, Portugal será incapaz de, nos próximos anos, reduzir acentuadamente a dívida pública em percentagem do PIB para valores sustentáveis, que cumpram com os compromissos que Portugal assumiu com os seus parceiros europeus.