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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O défice da balança comercial vai de mal a pior

As exportações travaram a fundo em Setembro agravando o défice da balança comercial que já vai em 1,18 mil milhões de euros. As importações também travaram mas menos.

Em termos acumulados, o terceiro trimestre de 2017 foi o pior desde os três meses terminados em Dezembro de 2016, no que se refere às exportações.
As vendas de bens para o exterior cresceram 7,6% no trimestre terminado em Setembro, registando assim um abrandamento do ritmo de crescimento trimestral pelo segundo mês consecutivo. Este é mesmo o ritmo de aumento das exportações mais brando desde o final do ano passado, período em que cresceu 4,9%, mas em que as exportações vinham a recuperar.

Foi sempre pelo défice das contas externas que Portugal teve que pedir ajuda externa primeiramente pela dívida e depois por programas de intervenção.

Até Setembro o país já tinha importado 200 000 carros através de crédito bancário e a compra de casas com recurso aos bancos também já despertou a tal ponto que os preços dispararam e já há quem fale em bolha.

As mesmas medidas dão o mesmo resultado e agora só falta que alguma coisa corra mal lá fora. Já nem sequer está nas nossas mãos. 

Teodora Cardoso :   "E não é esse o único problema: “Por outro lado, o turismo tem estado a produzir um efeito que tem de ser tido em conta com grande prudência, que é o aumento dos preços do imobiliário, que como sabemos foi um dos motivos da grande crise de 2011”.

Feliz o país que em tempos de bonança pensa na próxima crise

É que ela, a crise, vai chegar. Pode ser daqui a dois anos, ou a quatro ou a seis mas vai chegar e se nos apanha com a dívida aos níveis actuais vamos ter que pedir novamente ajuda externa. É por isso que há muita gente sabedora que avisa.

Colocar o défice a Zero como faria o Prof Daniel Bessa bem ao contrário do PCP e do BE que exigem mais défice ( dinheiro para gastar) .

Em 2016, a maioria dos países da zona euro tinha dívidas públicas entre os 80% e os 100% do PIB (a média da zona Euro é de 91%). Entre esses países está a Alemanha (que apesar dos excedentes orçamentais não prevê reduzir muito substancialmente a sua dívida), a França, a Espanha e a Áustria.

Urge que Portugal reduza a sua dívida para os 90%. Isto só se faz com um plano concreto que dê prioridade ao "como" e " enquanto tempo ". Ora em Portugal o que o governo nos diz é que "a dívida vai dar um trambolhão" . Esperamos sentados .

Contudo, tendo apenas por base as projeções do Governo, e tomando-as como certas, a única conclusão a que se chega é que a dívida pública em valor absoluto vai aumentar este ano, em relação a 2016, e vai também aumentar no próximo ano, em relação a 2017.

Bruxelas vê desvios significativos

Jerónimo e Catarina bem dizem que nunca perceberam a diferença entre um défice mais baixo e outro mais alto. Nunca ninguém lhes explicou o que mostra que são os malandros neo-liberais que nos querem tramar.

A Comissão Europeia não acredita no cálculo do ajustamento estrutural feito pelo Executivo e depois de refazer as contas avisa que a meta traçada pelas autoridades portuguesas está abaixo do combinado. 
Além disso, o Executivo comunitário salienta dúvidas quanto à evolução da despesa líquida primária, outro indicador usado para avaliar o cumprimento das regras orçamentais.
"Também a taxa de crescimento nominal da despesa líquida primária excede a taxa recomendada de 0,1%, apontando para um fosso igual a 1,1% do PIB em 2018."

E hoje estamos em greve para aumentar a despesa primária em salários e pensões.

A tragédia pôs a nu a austeridade escondida

PCP e BE sempre souberam da austeridade escondida como forma de atingir o défice pretendido. A tragédia teria sempre acontecido mas não nas proporções verificadas  bem como as listas de espera na Saúde . Em ambos os sectores a austeridade escondida veio ao de cima com vítimas como nunca aconteceu. "

Há números que valem mais do que mil palavras. A verdade, como aprendemos com a sabedoria popular, vem sempre ao de cima como o azeite. À medida que o tempo passa e chegam os dados, percebemos como é que foi possível repor os salários da função pública e eliminar cortes de pensões e, ao mesmo tempo, reduzir o défice público em 2016. A dimensão dos cortes mascarados de “cativações” ultrapassa o que se fez na era da troika.

Os números foram divulgados pela UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) na análise à proposta de Orçamento do Estado para 2018 e são reveladores da táctica que foi usada para o Governo tornar o que parecia impossível realizável.

A tragédia dos incêndios pôs a nu essa estratégia de cortes já que obrigou a olhar para o Orçamento na perspectiva de um serviço específico. Este Governo dotou a protecção civil com menos recursos financeiros do que aqueles que tiveram na era da troika, como se pode ler neste trabalho do Observador, Fact checks. As verdades e enganos na moção de censura. Nunca saberemos o peso que teve a falta de recursos financeiros no que se passou nos incêndios deste Verão.

Assim serão precisos 500 anos para pagar a dívida

Daniel Bessa( ministro de Guterres) diz o que muita gente confirma. Patriótico e de esquerda ( para usar o chavão comunista) era não subir as pensões e com os mil milhões em excesso baixar o défice para zero.

Assim é que o país ganharia reputação aos olhos dos nossos credores e preparávamos o país para a crise seguinte que mais tarde ou mais cedo chega aí. Nos tempos bons poupar para não abanar ao primeiro trambolhão. Foi o que fizeram todos os países que evitaram crise, já nós, andávamos alegremente a gastar dinheiro em TGV que nunca saíram do papel.

“Isso é que daria ao mundo um sinal de que os dez milhões de senhoras e cavalheiros deste país estão preocupados com este problema [da dívida elevada] e, de uma vez por todas, resolveram dar-lhe uma resposta”, referiu ao jornal. Para Daniel Bessa, a dívida pública elevada é “um barril de pólvora” que lhe causa “preocupação”. “O que este país não geriu (…) foi [o] risco. Acumulou dívida em excesso, um dia as coisas desandaram e a dívida caiu em cima de nós”,

O governo queria crescer pelo aumento da despesa e pelo aumento do consumo interno mas está a crescer pelas exportações. Mas ainda bem mesmo que o governo não saiba porquê.

Défice da conta corrente o que sempre nos levou à bancarrota

Entre Abril e Julho Portugal teve um défice de 1 100 mlhões. O segundo mais elevado da Zona Euro .

No segundo trimestre, o saldo da balança de transacções correntes em Portugal foi negativo em 1,1 mil milhões de euros. Portugal é assim dos poucos países da União Europeia com um saldo negativo neste indicador das contas externas no segundo trimestre.

Uma posição no ranking que, apesar de já ter acontecido no passado mais recente, ganha relevância dada a dimensão da economia portuguesa (os dados apresentados são em valor e não em função do PIB) e a tendência de saldos positivos registados recentemente.

A deterioração do saldo de conta corrente de Portugal deve-se sobretudo à evolução negativa da balança comercial, já que as importações têm nos últimos meses crescido de forma mais acentuada do que as exportações. Um desequilíbrio que não tem sido possível compensar com a evolução positiva nos serviços, que beneficiam com o bom momento no turismo.

Jerónimo e Catarina sabem não vale a pena fazer de conta

António Costa : Ainda assim, Costa insiste que “temos de continuar a ter rigor nas contas públicas" e que o Governo irá tão longe quanto possível, desde que não comprometa a trajectória de redução da dívida e do défice ."

Jerónimo e Catarina renegam o essencial do que andaram a dizer durante anos. O governo cumpre o Tratado Orçamental Europeu e PCP e BE apoiam. 

A realidade é tramada .

O défice varrido para debaixo do tapete

Nem sequer o défice que nos é apresentado como um bom resultado é resultante de boas práticas. Claro que uma parte dele é obtido com boas práticas mas não faltam truques. E também é claro que mais tarde ou mais cedo vamos pagar isto tudo. Centeno não controla o défice nem a dívida.

"Em relação às grandes opções tomadas pelo Governo, que dependem sobretudo de decisões políticas, sabemos já como foi feito em 2016. A devolução mais rápida de salários da função pública, de alívio fiscal dos rendimentos do trabalho e do “bónus” dado aos restaurantes com a descida do IVA, foram compensados em parte pelo aumento de impostos indirectos e sobre o património. O resto, decidido ao longo do ano em função da execução, foram os cortes drásticos no investimento e na despesa prevista, com a retenção de quase 1.000 milhões de cativações que se tornaram definitivas.

Foram medidas de emergência, para garantir um bom resultado do défice apenas no primeiro ano?

Provavelmente não, porque há indícios de que este ano a fórmula está a ser semelhante."

E o dinheiro falta na Educação, na Saúde, na Administração Interna com os resultados que se conhecem. Os pré-avisos de greve estão em cima da mesa.

Quem cabritos vende e cabras não tem ...

A politica de austeridade continua

O crescimento económico, a criação de emprego e o controlo do défice só foram possíveis nos dois últimos anos porque a austeridade continua.

Em declarações à CNBC, o especialista considera que, mais do que a actuação do Governo na devolução de rendimentos, é a política expansionista do Banco Central Europeu (juros baixos, euro barato e compras de activos) que está a sustentar a retoma.
"Portugal ainda é uma das economias mais vulneráveis. (…) Só porque se está na direcção certa, não quer dizer que se esteja fora de perigo," considerou Stubbs àquela televisão norte-americana.

E a solução governativa que apoia o governo pode não durar para sempre.

 

 

A enorme austeridade que a geringonça continuou a impor ao país

Quem quis ir além da Troika ?

Tudo isto — PERES, corte radical no investimento público e cativações brutais de verbas inscritas no Orçamento para 2016 —, tudo isto constitui os ingredientes principais e decisivos da enorme austeridade que a “geringonça” continuou a impor ao país. E o país, largamente infantilizado, geralmente desinformado e alegremente ludibriado pela narrativa do governo, canta hossanas ao cocheiro da “geringonça”, António Costa. A avaliar pela candura da entrevista concedida ao PÚBLICO de 27 de Julho pelo líder parlamentar do Bloco, este acólito do Governo de Costa finge-se indignado com a dimensão das cativações aplicadas por Centeno, declarando com manifesta estultícia que “o Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível”! O Bloco não lhe concedera poderes para tanto! Infelizmente, o ridículo não mata.

A enorme dose de austeridade que Costa impôs ao país, e que este engoliu sem dar por ela, era em parte totalmente desnecessária: Bruxelas apenas exigiu um deficit de 2,4%, mas Costa quis ir para além da troika e mostrar mais serviço do que lhe pediam — um deficit de 2,1%.