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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O comportamento da economia é medíocre na melhor das hipóteses

Quem o diz é um reputado economista com carreira internacional, Ricardo Reis. O comportamento da nossa economia não é bom, é medíocre na melhor das hipóteses.

Portugal está a crescer mais que o esperado, mas continua a crescer abaixo da média da União Europeia. O resto da Europa está a crescer ainda mais acima do que tinham sido as previsões iniciais. Como tal o comportamento não é particularmente bom.

A segunda questão tem a ver com a sustentabilidade . A boa notícia é que o crescimento não está a vir da procura interna mas sim das exportações e do turismo.

A terceira questão - mais uma má notícia - é que a economia portuguesa desde 2000 que não cresce, a nossa crise de 2011 exigia mais do que uma limpeza das contas públicas ou austeridade e mais do que uma correcção do sistema financeiro. Requeria reformas importantes da estrutura produtiva .

No tempo da troika fizemos algumas reformas importantes, mas este governo tem feito bastante pouco principalmente devido às limitações impostas em termos políticos.

Já não há reformas há alguns anos e ainda é preciso fazer bastantes. E este é mais um reputado economista que avisa, que tira gaz às bravatas de António Costa. Por acaso, ou não, hoje nem sequer é o único. Francisco Louçã também diz que o resgate vem a caminho.

PS : Expresso

Portugal cresceu abaixo da zona euro no 3º trimestre

Dos vinte e sete países só seis ficaram abaixo de Portugal. Tendo em conta todos os países da União Europeia com dados relativos ao terceiro trimestre, apenas seis apresentaram taxas de crescimento do PIB mais reduzidas que Portugal. Quatro deles integram a Zona Euro: Grécia (1,3%), Itália (1,7%), Bélgica (1,7%) e França (2,2%). Os outros dois são a Dinamarca (+1,3%) e o Reino Unido (1,5%).
 
Entre os países da Zona Euro que apresentaram o crescimento mais elevado no terceiro trimestre destacam-se Malta (+7,7%), a Letónia (+6,2%) e Eslovénia (+4,9%).

E aí está a zona euro a crescer o que contraria frontalmente os profetas da desgraça. Portugal aproveita a boleia . Antes assim.  

Em 2018 produziremos riqueza ao mesmo nível de 2007

Os maiores crescimentos do século dão nisto. Estamos a chegar a 2007 no que diz respeito ao PIB. É a isto que o governo chama estarmos muito melhor e a preparar o futuro.

Na verdade, Augusto Mateus questionou: “Como pode uma empresa crescer sem investimento? E como uma economia pode crescer sem investimento?” O especialista admitiu que a economia portuguesa enfrenta uma séria crise de investimento, público e empresarial.

Portugal na sua opinião está muito afastado das outras economias europeias. Apresenta um enorme desequilíbrio financeiro. “Portugal precisa de financiamento externo ainda durante muito tempo. Temos de prestar atenção a isso e qualquer alteração às taxas de câmbio, de juro vai criar-nos problemas graves”, acrescenta.

Em vez disso andamos, ou melhor, anda o governo, pela trela do PCP e BE a aumentar a despesa pública e a pagá-la com aumento de impostos. Não seria melhor cortar na despesa em vez de cortar no investimento para conter o défice?

E, para os papagaios que andam muito preocupados com o aumento do turismo convém que saibam que esta actividade representa 16% do PIB.

Pelo menos não estraguem com aumentos de impostos sobre as empresas.

O primeiro ministro a congratular-se. Quem terá a culpa ?

Isto está melhor. Eu diria até muito melhor. Comparem estes dois títulos do DN e vejam como temos direito à verdade . Qual delas ? É à escolha se entender alguma coisa do assunto porque se assim não for vai para a cama descansadinho .

É, pá, isto até está a crescer, o maior crescimento do século.

E a dívida ? E o défice ? E o aumento da despesa pública ? E a deterioração dos serviços públicos ? É, pá, isto está melhor apesar dos mortos. É o que temos...

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 Sabemos que foi sempre o défice externo que nos trouxe por três vezes a troika pelas mãos do PS, ou não ? É que o défice externo depois arrasta a dívida, os juros, o défice das contas públicas...

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 Estão a ver ? O primeiro ministro a congratular-se. Bonito, pá. Só temos cinco países atrás de nós em vinte e oito.  Quem é que terá a culpa ?

Gigantes do Euro acordam e protegem crescimento de Portugal

Agora o crescimento já é possível no quadro da União Europeia e da Zona Euro . E a dívida já é gerível . A falta de coerência é lamentável .

A economia da moeda única deverá terminar o ano com o maior crescimento desde 2007, empurrada pelo desempenho dos seus pesos-pesados: Alemanha, França, Itália e Espanha. Os quatro gigantes do euro são responsáveis por mais de metade das vendas de Portugal ao exterior.

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Ciclo de ouro na economia da Zona Euro

As esquerdas queriam sair da Zona Euro porque a economia no quadro do Tratado Orçamental não crescia. Afinal está a crescer e está aí à porta um ciclo de ouro.

Pelas previsões do próprio governo o crescimento da nossa economia vai reduzir-se em 2018 e 2019 e o país continuará na cauda . Apenas cinco países estarão atrás de nós. Mas nenhum destes países ( com excepção da Grécia) têm uma dívida/PIB tão má como a nossa.

É, claro, que devíamos ter trabalhado para agora beneficiar deste comportamento, se tivéssemos reduzido significativamente a dívida e posto o défice a zero. Em vez disso cortamos no investimento como nunca e aumentamos a despesa pública.

Há que encontrar um culpado... 

O OE é "mau" e a economia abranda no 3º trimestre

O orçamento está preso por quatro arames .

"Com uma política orçamental conservadora e prudente, Portugal teria já em 2017 atingido um equilíbrio orçamental nominal", critica o economista, que classifica este orçamento de "mau", apesar da cautela nas previsões macroeconómicas e em poucas mudanças na área fiscal, onde esperemos que seja abandonada a ideia de aumentar a taxa de IRC", que caso seja efectivado como pretende o PCP, colocaria a taxa máxima de imposto aplicado às empresas em 31,5%, "o valor mais alto dos países da União Europeia".

Segundo João Miranda Sarmento, a economia portuguesa está presa por "quatro grandes arames": uma política monetária expansionista do BCE [Banco Central Europeu], um crescimento moderado das economias europeias, o baixo preço do petróleo e um efeito de crescimento do turismo, pois embora outros sectores estejam também a crescer, o turismo sustenta parte considerável do crescimento.

Estes são "factores conjunturais que geram crescimento cíclico, que gera receita cíclica (ou menos despesa de juros no caso do BCE, que vai mantendo as taxas de juro historicamente baixas), que financia despesa estrutural".

Isto é a despesa veio para ficar mas a receita pode ficar ou não. E como nestas coisas o diabo pode não se ver mas anda sempre por aí...

 

 

Sem resolução dos impedimentos estruturais ao investimento

Após dois anos de governação o actual governo não dá mostras de resolver os impedimentos estruturais ao investimento que teria de crescer cerca de 6,7% para que a economia se mantenha ao nível de 2%. Não o fazendo o crescimento a médio prazo tenderá para 1,2%.

Há outro indicador péssimo :

Mas há um indicador onde se fazem ajustamentos nas expectativas: a balança de conta corrente. Este indicador mostra o saldo de um determinado país face ao exterior — é o resultado da balança comercial (troca de bens e serviços), balança de rendimentos e balança de transferências (como por exemplo as remessas de emigrantes).

E em menos de um mês, o FMI ficou mais pessimista: os excedentes externos são mais curtos e em 2022 o défice já será de 1,4% (em vez dos 1,2% anteriormente estimados).

Entretanto, os portugueses andam a importar automóveis, nada menos de 200 000 até Setembro . Foi sempre por causa das débeis contas externas que Portugal já recorreu por três vezes em democracia à ajuda externa. Sempre pela mão do PS.

Mas, entretanto, com o aumento de 10 euros aos funcionários públicos e pensionistas, seu eleitorado natural, andamos todos a viver muito melhor.

O nível do PIB em 2017 é inferior em 1,5% ao de 2008

É este o maior crescimento do século como gosta de lhe chamar António Costa .Mas como se vê é poucochinho vamos em 2008...

A previsão surge inscrita no Boletim Económico de Outono e é acompanhada de contextualização internacional e histórica: "O crescimento em 2017 [de 2,5%] é 0,3 pontos percentuais superior ao actualmente projectado para a área do euro, interrompendo a tendência de divergência real verificada desde o início da década de 2000" lê-se no documento que nota que, ainda assim, "o nível do PIB em 2017 é 1,5% inferior ao de 2008", ou seja, ainda inferior ao verificado imediatamente antes da crise.

E as projecões para 2018 e 2019 são de 2% e 1,7% respectivamente, apesar do ciclo económico positivo que a Zona Euro está a atravessar .

Ninguém perde eleições com um ciclo económico de crescimento como o que estamos a atravessar, resultado das medidas que foram tomadas para combater a crise . Depois de bater no fundo só pode crescer...

A economia já está a abrandar

Teodora Cardoso aponta para um abrandamento no resto do ano que se fixará em 2,7%. Para 2018 aponta para 2,1% e e abrandará em 2019 e 2020 para 1,7%.

É este o sucesso para um país que tem que pagar uma dívida monstruosa e que vê as suas contas externas deteriorarem-se de forma dramática.

Nada do que está a acontecer em Portugal é estrutural e sustentável, vamos à boleia de condicionantes externas que capricharam em alinhar .

O Conselho das Finanças Públicas considera que as exportações líquidas “deverão apresentar um contributo líquido nulo em 2017”. Por isso, o PIB irá crescer principalmente graças aos contributos positivos da procura interna, onde se destaca o investimento — o CFP projeta um aumento de 9,1% da formação bruta de capital fixo. O consumo privado deverá crescer 2,2%.

Mas se os números são bastante positivos, "temos de ter em conta um conjunto de riscos", continuou a presidente do CFP, entre os quais destacou "a tentação de voltamos a apostar no crescimento da despesa pública como uma forma considerada necessária para reforçar o crescimento da economia e para resolver o conjunto de problemas estruturais que a economia portuguesa continua a exigir", afirmou.