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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Sem resolução dos impedimentos estruturais ao investimento

Após dois anos de governação o actual governo não dá mostras de resolver os impedimentos estruturais ao investimento que teria de crescer cerca de 6,7% para que a economia se mantenha ao nível de 2%. Não o fazendo o crescimento a médio prazo tenderá para 1,2%.

Há outro indicador péssimo :

Mas há um indicador onde se fazem ajustamentos nas expectativas: a balança de conta corrente. Este indicador mostra o saldo de um determinado país face ao exterior — é o resultado da balança comercial (troca de bens e serviços), balança de rendimentos e balança de transferências (como por exemplo as remessas de emigrantes).

E em menos de um mês, o FMI ficou mais pessimista: os excedentes externos são mais curtos e em 2022 o défice já será de 1,4% (em vez dos 1,2% anteriormente estimados).

Entretanto, os portugueses andam a importar automóveis, nada menos de 200 000 até Setembro . Foi sempre por causa das débeis contas externas que Portugal já recorreu por três vezes em democracia à ajuda externa. Sempre pela mão do PS.

Mas, entretanto, com o aumento de 10 euros aos funcionários públicos e pensionistas, seu eleitorado natural, andamos todos a viver muito melhor.

O nível do PIB em 2017 é inferior em 1,5% ao de 2008

É este o maior crescimento do século como gosta de lhe chamar António Costa .Mas como se vê é poucochinho vamos em 2008...

A previsão surge inscrita no Boletim Económico de Outono e é acompanhada de contextualização internacional e histórica: "O crescimento em 2017 [de 2,5%] é 0,3 pontos percentuais superior ao actualmente projectado para a área do euro, interrompendo a tendência de divergência real verificada desde o início da década de 2000" lê-se no documento que nota que, ainda assim, "o nível do PIB em 2017 é 1,5% inferior ao de 2008", ou seja, ainda inferior ao verificado imediatamente antes da crise.

E as projecões para 2018 e 2019 são de 2% e 1,7% respectivamente, apesar do ciclo económico positivo que a Zona Euro está a atravessar .

Ninguém perde eleições com um ciclo económico de crescimento como o que estamos a atravessar, resultado das medidas que foram tomadas para combater a crise . Depois de bater no fundo só pode crescer...

A economia já está a abrandar

Teodora Cardoso aponta para um abrandamento no resto do ano que se fixará em 2,7%. Para 2018 aponta para 2,1% e e abrandará em 2019 e 2020 para 1,7%.

É este o sucesso para um país que tem que pagar uma dívida monstruosa e que vê as suas contas externas deteriorarem-se de forma dramática.

Nada do que está a acontecer em Portugal é estrutural e sustentável, vamos à boleia de condicionantes externas que capricharam em alinhar .

O Conselho das Finanças Públicas considera que as exportações líquidas “deverão apresentar um contributo líquido nulo em 2017”. Por isso, o PIB irá crescer principalmente graças aos contributos positivos da procura interna, onde se destaca o investimento — o CFP projeta um aumento de 9,1% da formação bruta de capital fixo. O consumo privado deverá crescer 2,2%.

Mas se os números são bastante positivos, "temos de ter em conta um conjunto de riscos", continuou a presidente do CFP, entre os quais destacou "a tentação de voltamos a apostar no crescimento da despesa pública como uma forma considerada necessária para reforçar o crescimento da economia e para resolver o conjunto de problemas estruturais que a economia portuguesa continua a exigir", afirmou.

 

Mais despesa não leva a mais crescimento

É o que nos tem mostrado a realidade, mais despesa não  implica mais crescimento . Mas um conjunto de economistas ligados ao PS deu à luz um estudo muito conveniente neste momento.

O que há de errado com este documento, que nos promete o paraíso? Em primeiro lugar, imaginar que o problema de crescimento português é um problema de falta de procura, quando os estrangulamentos se encontram do lado da oferta. A evidência empírica do país dentro do euro é que viveu sempre com elevado excesso de procura (uma outra forma de designar os défices externos) e isso traduziu-se em dívida externa e não em crescimento.

Em segundo lugar, partir do dogma de que mais despesa pública significa mais crescimento, o que é contrariado pela experiência dos últimos anos. Em terceiro lugar, e eticamente mais grave, a ausência de uma secção sobre as consequências sobre as contas e dívida externas, que têm uma elevada probabilidade de apresentar problemas, como já estamos a assistir em 2017, em que o maior crescimento económico está a reduzir fortemente o excedente externo. Tem ainda que se acrescentar que o saldo positivo nas contas externas é extremamente frágil, porque se baseia num nível de investimento muito abaixo da média histórica, enquanto a poupança das famílias está em mínimos. Para além disso, a reposição de rendimentos conduz à compra de bens de consumo duradouro, com uma componente importada da ordem dos 90%, que no caso dos automóveis é ainda superior.

A falácia do crescimento

A falácia do crescimento de quase 3%

Vamos lá falar um pouco sobre o crescimento da nossa economia.

O crescimento económico em 2017, já aponta para valores acima dos 2,5%, mas será todo este crescimento saudável, sustentável, e repercutido de forma correcta, e nos sectores da economia onde se cria verdadeira riqueza interna?

Não, de todo! Não é nada disso que se está em boa verdade a passar, pois expurgando factores externos, o crescimento real interno é de 0,7%. Ou seja, miserávél.

As empresas exportadoras, de capitais nacionais, estão praticamente estagnadas, ou até com vendas externas em regressão. Só as de capitais essencialmente estrangeiros, como sejam multinacionais ou de forte domínio estrangeiro, é que têm dado algum contributo, mas os capitais gerados nestas empresas, são geralmente repatriados para destinos onde não pagam impostos, pelo que tb não ficam muito tempo em Portugal. Ou seja, criação de emprego nas indústrias, e na produção de bens transacionáveis e para exportação, ou para consumo interno em substituição de importações, com este governo, é ZERO.

Assim, o que existe, é crescimento interno de caráter meramente conjuntural, portanto passageiro e efemero, alimentado por factores externos onde não temos o menor controlo, tais como a afluência enorme de turismo, resultante da fuga de outras zonas mais competitivas que se encontram em zonas de guerra, e que têm contribuído para um aumento considerável do consumo de bens importados. Aquilo a que os actuais governantes chamam de sucesso, é a transformação de um povo, de um país e de uma economia, em funcionários e funcionalismo público, e em servidores de mesas de esplanadas.

Votámos ao modelo de crescimento sustentado numa base de consumo, e não na produção interna nem de exportações de bens tangíveis.

Desde produtos alimentares aos automóveis, tudo novamente a ser adquirido por recurso ao crédito, à total ausência de poupança das famílias, que em 2017, já atingiu o seu valor mais baixo de sempre, e uma vez mais, tudo a ser sustentado em mais endividamento externo.

Sobre a suposta devolução de rendimento às famílias, não passa de mais uma enorme falácia, repetida exaustivamente pelos governantes, e com ressonância na domada comunicação social.

Na realidade o que o governo fez, foi dar aumentos de rendimentos à classe do sector público, mas em contrapartida retirou esses mesmos valores pela via dos aumentos de impostos aos restantes cidadãos portugueses, e em termos líquidos, até retirou muito mais a todos os portugueses, que o que só a alguns deu. É a célebre técnica de dar em público com uma mão, enquanto às escondidas, com a outra mão, vai retirando a todos, aquilo o que deu a alguns poucos privilegiados, e no final, feitas as contas, é mais o que retirou que o que deu.

Quanto ao investimento, quer o público quer o privado, está praticamente reduzido a nada, e o pouco que se faz, nãon tem tido quaisquer efeitos práticos na produtividade nem na eficiência.

Em 2016 a população residente continuou a diminuir, e em 2017 continua na senda do mesmo trajecto. Emigração dos mais novos e natalidade negativa, continuam a persistir.

Exceptuando gastos públicos descontrolados e os enormes deficits públicos, em tudo o mais, estamos a praticar a quase totalidade das mesmas receitas, que nos levaram à 3ª falência, e a mais um resgate por entidades externas. Mas como o deficit agora é menor, entrámos num processo de "morte lenta", mas igualmente garantida a prazo.

Economicamente, regressamos igualmente ao processo de empobrecimento, pois a perda de competitividade e a queda de produtividade regressou, pelo que aqui o atraso sustentado é já a realidade, e a morte lenta pela estagnação, é já tb igualmente uma certeza.

Em português bem simples, já estamos novamente a comprar fora e a consumir muito mais que o que produzimos, e como não colocamos poupança nos bancos, tudo isto anda novamente a ser pago com recurso a crédito externo.

Em menos de ano e meio, o actual governo esbulhou totalmente o superavit (excedente ou saldo positivo) que o anterior governo tinha conseguido alcançar ao longo de 3 anos seguidos, facto inédito em toda a nossa história após o 25 de Abril de 74, na nossa balança externa e na balança de capitais. Passámos de uma nação que estava em processo de enriquecimento, já há 3 anos seguidos, na ordem de quase 2% do PIB anualmente, para uma nação novamente em processo de empobrecimento.

Em 5 anos passados após uma dura, mas não inédita falência, o povo português, volta a dar mostras nada terem aprendido com os erros de um passado, ainda muito recente.

Podemos dizer, que a culpa é dos governantes? Poder podemos, mas só nos estaremos a enganar a nós próprios. Os actuais governantes, só estão a dar e a fazer aquilo que a maioria do povo português quer.

Os actuais governantes, estão a enganar uma vez mais o povo português, é um facto, mas não o estão a fazer só porque seja essa a sua vontade. O actual governo, está a enganar o povo português, sim, mas porque o povo português não só quer ser enganado, como gosta e exige ser enganado.

Uma boa semana a todos
Rui Ferreira.

Em cadeia Portugal teve um dos crescimentos mais fracos da Europa

A economia devia estar a crescer 3,5% para pagar a dívida e melhorar a vida dos cidadãos sem colocar em risco a consolidação orçamental.

Mas o maior crescimento do século não passa dos 2,5% e o governo é obrigado a render-se à realidade dizendo agora aos médicos, enfermeiros, magistrados que não tem dinheiro.

O descongelamento das carreiras também está limitado pelo orçamento . Não há dinheiro .

O Serviço Nacional de Saúde paga aos fornecedores muito para além da data de vencimento das facturas e o estado no seu conjunto deve às empresas privadas mais de 1 100 milhões de euros. É o descalabro para empresas descapitalizadas e que não têm acesso ao crédito bancário ainda às voltas com o malparado.

E o investimento está muito aquém do necessário. PCP e BE já iniciaram a retirada, nada têm a ver com o governo.

Ganhos do emprego e seus efeitos na economia não são sustentáves

emprego está no limite e o seu rápido desenvolvimento nos últimos dois anos que puxou pela economia vai abrandar.

“A principal razão para a subida do PIB no segundo trimestre de 2017 foi o crescimento do emprego de 3,5%. A questão agora é se os contributos [positivos] do emprego podem ser sustentáveis”, perguntam os especialistas da BMI Research. No relatório respondem que tal não é possível porque era preciso aumentar a atual força de trabalho.

“A recuperação económica de Portugal vai tornar-se gradualmente mais desafiante assim que os ganhos rápidos do emprego que deram gás à subida do PIB começarem a diminuir bruscamente nos próximos anos“, assinala o relatório. Contudo, os analistas acreditam que a produtividade passará a contribuir mais para o PIB, ainda que existam “restrições estruturais” a limitar a expansão da economia.

Restrições estruturais que se removem com reformas estruturais que os apoios do governo não deixam fazer.

A ilusão percentual

O PIB do primeiro semestre de 2017 permanece abaixo dos máximos de 2007 e 2008. Até no primeiro semestre de 2011, quando da iminência da bancarrota, o primeiro ministro, José Sócrates, teve de pedir ajuda financeira da troika, a economia portuguesa conseguiu gerar mais riqueza do que agora .

Tão importante quanto a percentagem é conhecer o ponto de partida, ou seja, a base sobre a qual é calculada a taxa de crescimento. Ora, convém lembrar que a base destes 2,8% foi o PIB do primeiro semestre de 2016, o período logo após a tomada de posse do governo, que ficou marcado pelo colapso do investimento e pelo abrandamento da economia .

Crescer a partir de uma base baixa, como foi o caso do primeiro semestre de 2017, é bem mais fácil do que crescer  de uma base mais robusta,  como será o caso do segundo semestre de 2017.

É por isso que ninguem arrisca elevar a fasquia para os 3%.

Não chega é preciso crescer mais rapidamente do que a dívida

Em particular,  o país deveria crescer significativamente acima da taxa de crescimento “natural” da dívida pública – a taxa de juro implícita média da dívida pública, que provavelmente será de cerca de 3,3% em 2017.[1]

Ou seja, seria fundamental ambicionar crescer mais rapidamente do que a dívida. Em termos nominais, entre 4% e 5% ao ano, e não 3,4% como no 1º trimestre do ano corrente. O Orçamento do Estado de 2018 e dos anos seguintes deveriam ter esse objectivo. Dessa forma teríamos duas das três componentes que determinam a trajectória de variação da dívida pública – a taxa de crescimento económico nominal e o saldo primário positivo (saldo orçamental antes da despesa com juros) -, a contribuir marcadamente para a redução da dívida pública, e que em conjunto teriam um efeito favorável na terceira componente, a taxa de juro da dívida da República.

E uma elevada taxa de crescimento económico não deixaria de se traduzir num melhor nível de vida para os portugueses, sendo importante para assegurar que, no longo prazo, a economia portuguesa seja competitiva e dinâmica, atraindo investimento produtivo e pessoas.

 

Crescimento da economia mais acelerado na Zona Euro (2,2%)

Revisto em alta para o conjunto dos 13 países da Zona Euro (2,2%). A maioria das economias acelerou o seu crescimento.

Entre os 13 países da Zona Euro que divulgam os dados do segundo trimestre do ano, sete registaram um acelerar do ritmo de crescimento, com a Letónia a liderar, ao registar um aumento do PIB de 4,8%. Os Países Baixos foram os segundos que mais cresceram (3,8%) , seguidos por Espanha (3,1%). 

Na União Europeia o crescimento do PIB foi de 2,3%, o que também corresponde a uma revisão em alta do PIB, já que os dados preliminares apontavam para um crescimento de 2,2%.

Também na terça-feira, a Alemanha revelou que a economia aumentou 2,1% em relação ao segundo trimestre de 2016, registando também um acelerar do seu crescimento.

Itália revelou já esta quarta-feira de manhã que o PIB cresceu 1,5%, o que corresponde ao maior crescimento anual desde 2011.

Por estes dias a norma é crescer mais é pois natural que Portugal também cresça.

Deixaram-se de ouvir as aves agoirentas que queriam sair da Zona Euro e da União Europeia. Derrotados dizem que estão a ganhar.