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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A ilusão percentual

O PIB do primeiro semestre de 2017 permanece abaixo dos máximos de 2007 e 2008. Até no primeiro semestre de 2011, quando da iminência da bancarrota, o primeiro ministro, José Sócrates, teve de pedir ajuda financeira da troika, a economia portuguesa conseguiu gerar mais riqueza do que agora .

Tão importante quanto a percentagem é conhecer o ponto de partida, ou seja, a base sobre a qual é calculada a taxa de crescimento. Ora, convém lembrar que a base destes 2,8% foi o PIB do primeiro semestre de 2016, o período logo após a tomada de posse do governo, que ficou marcado pelo colapso do investimento e pelo abrandamento da economia .

Crescer a partir de uma base baixa, como foi o caso do primeiro semestre de 2017, é bem mais fácil do que crescer  de uma base mais robusta,  como será o caso do segundo semestre de 2017.

É por isso que ninguem arrisca elevar a fasquia para os 3%.

Não chega é preciso crescer mais rapidamente do que a dívida

Em particular,  o país deveria crescer significativamente acima da taxa de crescimento “natural” da dívida pública – a taxa de juro implícita média da dívida pública, que provavelmente será de cerca de 3,3% em 2017.[1]

Ou seja, seria fundamental ambicionar crescer mais rapidamente do que a dívida. Em termos nominais, entre 4% e 5% ao ano, e não 3,4% como no 1º trimestre do ano corrente. O Orçamento do Estado de 2018 e dos anos seguintes deveriam ter esse objectivo. Dessa forma teríamos duas das três componentes que determinam a trajectória de variação da dívida pública – a taxa de crescimento económico nominal e o saldo primário positivo (saldo orçamental antes da despesa com juros) -, a contribuir marcadamente para a redução da dívida pública, e que em conjunto teriam um efeito favorável na terceira componente, a taxa de juro da dívida da República.

E uma elevada taxa de crescimento económico não deixaria de se traduzir num melhor nível de vida para os portugueses, sendo importante para assegurar que, no longo prazo, a economia portuguesa seja competitiva e dinâmica, atraindo investimento produtivo e pessoas.

 

Crescimento da economia mais acelerado na Zona Euro (2,2%)

Revisto em alta para o conjunto dos 13 países da Zona Euro (2,2%). A maioria das economias acelerou o seu crescimento.

Entre os 13 países da Zona Euro que divulgam os dados do segundo trimestre do ano, sete registaram um acelerar do ritmo de crescimento, com a Letónia a liderar, ao registar um aumento do PIB de 4,8%. Os Países Baixos foram os segundos que mais cresceram (3,8%) , seguidos por Espanha (3,1%). 

Na União Europeia o crescimento do PIB foi de 2,3%, o que também corresponde a uma revisão em alta do PIB, já que os dados preliminares apontavam para um crescimento de 2,2%.

Também na terça-feira, a Alemanha revelou que a economia aumentou 2,1% em relação ao segundo trimestre de 2016, registando também um acelerar do seu crescimento.

Itália revelou já esta quarta-feira de manhã que o PIB cresceu 1,5%, o que corresponde ao maior crescimento anual desde 2011.

Por estes dias a norma é crescer mais é pois natural que Portugal também cresça.

Deixaram-se de ouvir as aves agoirentas que queriam sair da Zona Euro e da União Europeia. Derrotados dizem que estão a ganhar.

Quase quatro anos de crescimento

Afinal o crescimento da economia ficou-se pelos 2,8% o mesmo que no trimestre anterior.

De acordo com o INE, o PIB cresceu apenas 0,2% quando comparado com o que havia acontecido nos primeiros três meses do ano, um abrandamento significativo face ao que aconteceu nos últimos três trimestres. No primeiro trimestre do ano, a economia cresceu 1% face ao trimestre anterior. Há um ano que o ritmo de crescimento em cadeia não era tão baixo.

Os valores divulgados esta segunda-feira, 14 de Agosto, saíram abaixo da expectativa dos analistas que apontavam para um crescimento de cerca de 3% (0,4% em cadeia). Segundo o INE, o comércio internacional pressionou negativamente o andamento da economia, enquanto o investimento puxou pela economia, permitindo a estabilização do crescimento em termos homólogos.

Comparando com os primeiros três meses do ano, o crescimento do PIB desacelerou para 0,2%. Este valor é o mais baixo desde o segundo trimestre de 2016 e representa uma desaceleração forte, quando comparado com o crescimento trimestral de 1% que tinha sido registado entre janeiro e março.

Mas Portugal está a crescer acima da Zona Euro

A repetição dos erros do passado

A economia cresce o que é bom é o resultado do bom momento das economias para onde exportamos. Mas do que depende de nós os erros são os mesmos.

No seu comentário deste domingo, Marques Mendes também chamou a atenção para a repetição dos erros do passado. "O crédito ao consumo e ao imobiliário está demasiado elevado. É mau. Se as pessoas estão muito endividadas, correm o risco de ficar ainda mais endividadas no futuro. O crédito às empresas está muito baixo. É mau. Não se incentiva o investimento produtivo. Ficamos pelo imobiliário, o que não é saudável", afirmou.

Luís Marques Menes prosseguiu, dizendo que a poupança está em níveis muito baixos. "Devia estar a ser estimulada", apontou.

Além disso, "o investimento público continua a cair. O que é muito perigoso. Dá cabo dos serviços públicos. Veja-se o exemplo dado esta semana pelo Comandante da PSP do Porto: como o Estado não investe, o número de efectivos da PSP é o mesmo de há 70 anos", rematou.

Prova-se assim que Portugal ganha muito com o facto de estarmos na UE ( dos 28 países 27 têm a economia a crescer) e os países da Zona Euro estão todos a crescer e também se prova que a austeridade resultou.

É, claro, que sempre se pode fazer melhor e o programa de austeridade não foi perfeito, longe disso. Mas as políticas que estão a repetir os erros do passado dependem de nós .

Não há refúgio para estes erros.

 

Tal como na Europa taxa de desemprego cai em Portugal

A taxa de desemprego em Portugal caiu para 8,8% acompanhando a descida que se verificou em toda a União Europeia . Há criação de emprego sazonal mas também com origem na evolução positiva da economia.

Com excepção da Estónia o desemprego caiu em todos os países da Zona Euro e da União Europeia acompanhando o crescimento da economia.

Mas o emprego cresceu ainda mais, o que indica não só um regresso de pessoas que estavam desempregadas a uma situação de emprego, mas também a entrada de novos trabalhadores no mercado de trabalho.

Cresce a economia e o emprego na Zona Euro e na UE

E o PIB da UE ( 28 estados) cresceu 2,2% no 2º trimestre e na Zona Euro cresceu 2,1%. Os que andaram todos estes anos a desejarem a saída do país da Zona Euro calaram-se. E crescer acima de 2% quer dizer que o emprego também aumenta como se disse aqui. Vem nos livros.

É o maior crescimento desde 2011. As políticas de contenção do défice afinal estão a dar resultados.

Portugal com a sua reduzida dimensão e uma economia muito aberta ao exterior vai por arrasto. E a Grécia que estava bem pior que nós também está a sair da crise e a aproximar-se da média europeia depois de pacotes sucessivos de contenção orçamental. Num caso e noutro o turismo é o motor.

Todos a crescer. Terá isto a ver com a habilidade de António Costa ?

Desemprego caiu em 27 dos 28 estados membros da UE

Com a economia a crescer em toda a Zona Euro o desemprego caiu . Portugal tem agora 9% fixando-se abaixo da média

Entre os 28 Estados-membros da União Europeia, as taxas de desemprego mais baixas em Junho foram registadas na República Checa (2,9%), Alemanha (3,8%) e Malta (4,1%) enquanto as mais altas verificaram-se na Grécia (21,7% em Abril) e Espanha (17,1%).

Comparando com o mesmo mês do ano passado, o desemprego caiu em todos os Estados-membros da União Europeia excepto a Estónia (os dados mais recentes mostram que o desemprego se fixou em 6,5% em Maio de 2016 e 6,9% em Maio de 2017).

Entretanto o IGDP diz que a notação da dívida portuguesa só deverá sair do "lixo" lá para Setembro de 2018 um dos muitos sinais (maus) de que pode haver borrasca na execução orçamental . E a dívida que não cessa de crescer.

Oxalá que as eleições autárquicas não levem a aumentar a despesa com obras para votante ver.

Quanto ao défice (1,5%) com a evolução prevista para a economia não deve haver dificuldade em alcançá-lo.

Portugal beneficia da pujança das economias europeias

A não ser que a geringonça tenha um braço bem comprido a verdade é que o crescimento da economia do nosso país acompanha a pujança das economias europeias. Estão todas a crescer na Zona Euro. Ora isto nada tem a ver com as políticas da geringonça.

Os indicadores avançados já disponíveis praticamente para a totalidade do segundo trimestre confirmam uma nova aceleração – algo que de resto é comum também nos restantes países da área do euro.

Acrescenta que "grande parte do contributo positivo deverá vir novamente do investimento privado e das exportações, que estarão a beneficiar da pujança dos principais parceiros económicos que pertencem á área do euro, e da variação de existências que deverá compensar a queda do primeiro trimestre".

Os tais países que compõem a Zona Euro que Portugal devia abandonar

A Zona Euro está a dar a grande surpresa que alguns esperavam

Pensamento do dia:

Sobre o RU, o Brexit, a UE, e as suas políticas económicas.

Economia do RU ao longo de 2017:

- PIB crescimento: 0,3% (a caminho da recessão, e um crescimento já inferior à inflação, o que denota já entraram num processo de empobrecimento)
-Queda enorme no poder de compra, e nos níveis salariais.
-Inversão da trajectória da Taxa de desemprego
- Inflação 2,9% (a mais alta dos últimos 5 anos)
- Moeda: Libra face ao Euro e Dollar, já acumula uma desvalorização superior a 15% com tendência para agravamento, existindo estimativas que apontam para uma desvalorização superior a 20%.
- Balança comercial altamente deficitária.
- Contas públicas: dívida pública continua em crescendo, deficit público inverteu a tendência de descida.
- A balança de capitais que até então apresentava um saldo altamente positivo, desde o Brexit, passou a deficitária, o que demonstra fuga de capitais, e diminuição brutal da entrada de investimento externo.
- Já há empresas a deslocalizar as suas bases no RU, para dentro da UE, e
este processo praticamente ainda nem se iniciou. Muitas são as empresas que
estão somente a aguardar os resultados das negociações do Brexit, para
tomarem essa decisão.
- Rating do RU em tendência negativa.

Economia da ZONA EURO 2017

- PIB com crescimento de 2,1%, e pela primeira vez desde a
sua fundação, TODOS os países membros estão a
conseguir crescer em simultâneo.
- Inflação: 1,3%, e 0,8% sem combustíveis.
- Crescimento do PIB é quase o dobro da taxa de inflação.
- Crescimento real de salários e de poder de compra.
- Prossegue a trajectória de diminuição da Taxa de
desemprego, tendo até aumentado o ritmo da sua descida.
- Moeda: Euro e face a Libra e Dollar - Euro a valorizar
novamente, e a estabilizar acima de 1,1 de USD, com
perspectivas optimistas. E a caminho da paridade com a
Libra.
- Balança comercial com superavit, e a bater recordes
nos seus excedentes.
- Contas públicas: dívida pública do conjunto dos países da
zona euro continua numa clara tendência de diminuição,
face ao PIB total.
- Deficits Públicos do conjunto dos países da zona euro, continuam a sua trajectória de diminuição, a caminho do objectivo de eliminação total, tendo atingido o valor mais baixo de sempre desde a criação da moeda única. E apesar
da contínua diminuição do peso dos gastos dos Estados nas economias, a zona euro consegue crescer de forma sustentada e comum a todos os países da eurozona, como nunca antes aconteceu.
- A balança de capitais com saldo positivo, o que demonstra que a zona euro está a captar investimento externo, e está a receber capitais provenientes das suas exportações para fora da zona euro.
- Rating da zona euro, em claro crescimento e com tendência positiva.

Para os amantes do Brexit, para os anti União Europeia, para os anti Euro, para os anti contas públicas sérias, equilibradas, e não deficitárias, a que erradamente e estupidamente muitos chamam de "austeridade", e para os amantes e defensores de endividamentos e acumulação de dívidas públicas, podem continuar nessa vossa senda da defesa do indefensável, pois só atesta a vossa ignorância.

O que vocês teimam em não querer ver, ou fazem de conta que não vêem, a sacana da realidade faz questão de vos esfregar na cara, o oposto de tudo o que vocês representam.

Já agora, para os que previam a implosão da UE e do euro, com a saída do RU, desenganem-se. Não só não aconteceu, como não irá acontecer, como a União está mais forte, vai ficar ainda mais forte e mais coesa sem os britânicos. Os factos assim o estão a comprovar.

Para vocês, tenho só as seguintes palavras: os factos e os números, resultantes da adopção das políticas contra as quais vocês estiveram e continuam a estar, são tão clarinhos e tão limpinhos, que nem é preciso dizer mais nada.