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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Não se fez nada para a economia crescer. Jerónimo tem razão

Foi o turismo que beneficiou das convulsões em vários países . Portugal recebeu o turismo que fugiu dessas paragens. O governo não fez nada para que o PIB crescesse. Os factores de crescimento estão todos na mesma.

João Salgueiro considera que o crescimento de 2,8% do PIB no primeiro trimestre deste ano não foi um bom desempenho e que Portugal precisa de crescer mais e de forma constante.

"Não resolve o problema, não se fez nada para isso. Aconteceu", sustenta o economista.

O antigo presidente da Associação Portuguesa de Bancos (APB) afirma que o Governo não fez nada para que este crescimento se verificasse, atribuindo o mesmo a um conjunto de circunstâncias.

Jerónimo de Sousa tem razão.

Jerónimo de Sousa aderiu ao comentário da direita

Porquê ir mais além no défice se com isso se retiram meios para o investimento e para reversão de direitos dos trabalhadores ? Lutaremos até ao fim no Orçamento de 2018 :

""há muito a fazer! não podemos exultar, pelo que foi conseguido, porque estamos ainda longe de repor condições de vida perdidas nestes últimos anos ou porque neste último trimestre crescemos 2,8%, comparativamente ao início de 2016, sabendo nós, como sabemos que partimos de um patamar muito baixo, resultado de um longo período de regressão e estagnação económica", segundo o secretário-geral do PCP, justificando com a conjuntura favorável (turismo, baixa no petróleo, desvalorização do euro, baixas taxas de juro, retoma nos mercados das exportações)."

Jerónimo de Sousa aderiu ao comentário de direita . Só pode ser !

Ó querida, estão aqui a dizer que vai um carro em contra mão . Um ? Centenas !

Desta vez é a Moody's a prever : Num relatório divulgado esta sexta-feira, 19 de Maio, a agência de notação financeira antecipa que a subida do PIB deverá abrandar de 1,7% este ano para 1,4%, em 2018, abaixo das estimativas do Governo que apontam para um crescimento da economia de 1,9% no próximo ano. Já o défice deverá deteriorar-se para 2% do PIB em 2018, o que compara com os 1% previstos pelo Executivo de António Costa.  

E há quem diga que o caminho não é este :

No paper são identificadas três formas de utilizar essa expansão orçamental: investimento público, financiamento de reformas estruturais e recapitalização dos bancos para resolver o problema do malparado. Blanchard admite que as experiências passadas em Portugal podem suscitar alguma preocupação, com investimento em estradas em vez de educação, mas que a quebra do investimento público dos últimos anos indicia que se pode justificar um reforço

Na sua avaliação à situação portuguesa actual, o economista nota que estamos perante uma recuperação tímida, em que a economia mantém muitos dos problemas estruturais anteriores, com crescimento baixo e produtividade quase estagnada. 

Ó querida, estão aqui a dizer que vai um carro em contra mão . Um ? Centenas !

 

O custo da Dívida Pública aumentou para 3,4%.

Luis Faria
2 h ·
 

O governo tem-se esforçado por transmitir a ideia que a sua estratégia económica e orçamental tem funcionado bem.

Apresenta, para esse efeito, os resultados obtidos com a descida do desemprego e o crescimento da economia. Ao mesmo tempo, sugere que a descida do défice público para 2% do PIB evidencia que, afinal, era perfeitamente possível reverter rapidamente as medidas de austeridade sem pôr em causa a consolidação orçamental e as metas assumidas com a União Europeia.

Em conclusão, segundo os socialistas, estes resultados comprovam que a austeridade dos anos anteriores era desnecessária e só aconteceu por obsessão ideológica do anterior governo. Como os socialistas gostam de dizer, fica provado por esta solução de governo que, afinal, havia mesmo alternativa.

Sem surpresa, não têm razão.

E não têm razão desde logo, porque o que se passa hoje em Portugal não tem qualquer comparação com a situação vivida em 2011, quando o então Primeiro-ministro José Sócrates pediu a intervenção do FMI.

Qualquer pessoa medianamente consciente e informada sabe o que se passou então. O País perdeu acesso a financiamento externo na sequência de desequilíbrios fortíssimos, envolvendo quer as contas públicas – com défice superior a 10% do PIB, registados tanto em 2009 como em 2010 – quer as contas externas, com um défice grave ao nível da balança de pagamentos, representando uma dívida externa, pública e privada, numa trajectória de insustentabilidade.

Os socialistas, que ainda em 2010, aprovaram e aplicaram dois PEC´s cheios de austeridade, pelos quais reduziam fortemente rendimentos e prestações sociais e agravavam impostos, sabem que se houvesse verdadeiramente alternativa a teriam posto em prática, evitando assim a intervenção externa e a consequente humilhação política para o seu governo e para o País.

Todos sabemos, infelizmente, que quando é demasiado tarde para actuar sobre as causas dos problemas, fica apenas a inevitabilidade de fazer o que é preciso para poder ter acesso ao dinheiro que é indispensável para evitar a rotura de pagamentos e a consequente miséria social e económica que esta acarreta.

Para finalizar, resta dizer o seguinte:

O crescimento da Economia para o valor de 2,8% (registado no 1º trimestre de 2017) e tão apregoado pelos socialistas, afinal não "cobre" o enorme aumento da dívida pública registada no 1º trimestre de 2017 (entre Janeiro e Abril deste ano, o custo da Dívida Pública aumentou para 3,4%. Como comparação: em 2016 foi de 2,8% e em 2015 foi o melhor ano, 2,7%!)

Portanto, ainda é demasiado cedo para abrir as garrafas de champanhe no Largo do Rato ....

Então a economia cresce apesar do Euro ?

A economia cresce mas não é com as medidas do governo que vincou bem que as suas medidas eram outras. Mas antes assim, o que interessa mesmo é crescer integrados na Zona Euro o que, segundo as iluminarias da extrema esquerda, não era possível. E cresce desde 2015, pouco mas cresce.

Não foi como nos venderam, apesar da dívida pública, que é como o algodão. O que António Costa e Mário Centeno deram em salários e pensões, tiraram em impostos e em cortes no investimento público e nas transferências para setores relevantes como a saúde por exemplo. Não subscrevo esta composição, mas pior seria que não tivessem feito nada.

Até agora, não houve reformas que aumentassem o PIB potencial da economia portuguesa. Estamos a beneficiar daquelas que foram realizadas no período da troika, especialmente no mercado de trabalho, e que não foram revertidas. Já estamos a crescer acima do nosso potencial, as empresas estão a aproveitar bem o crescimento dos principais mercados de exportação, o turismo surpreendeu tudo e todos, até o governo, mas não dá para tudo e, sobretudo, para sempre. O investimento, finalmente, começa a dar sinais de vida com os fundos comunitários.

As exportações eram uma treta e o consumo interno o milagre. Tudo ao contrário mas a economia cresce embalada pelo crescimento da Zona Euro. O que, segundo PCP e BE era impossível .

A economia pode ter crescido entre 0,2% e 0,9%

Até Março a economia em cadeia pode ter crescido entre 0,2% (BBVA) e 0,6% ( Católica ). Convenhamos que não é a mesma coisa. Mas a previsão da Católica dá um bom título : Até Março a economia pode ter tido um crescimento homólogo de 2,7%.

A nota de conjuntura de abril, do Núcleo de Conjuntura da Economia Portuguesa da Universidade Católica, é a mais otimista. Os economistas prevêem que o PIB tenha registado um crescimento de 0,9% face ao trimestre anterior e uma variação homóloga de 2,7%.

O ISEG continua otimista em relação ao crescimento económico em Portugal e estima uma aceleração do produto interno bruto (PIB) de 2,4% no primeiro trimestre de 2017. Em relação aos três meses anteriores, o PIB terá crescido 0,6%, de acordo com os dados do Síntese de Conjuntura Económica, de abril.

Menos otimistas são as previsões do BBVA, de meados de abril, estima um crescimento em cadeia de apenas 0,2%. A estimativa “resulta dos indicadores de consumo que continuam a evoluir, da falta de um maior dinamismo no investimento e de registos de importação de bens que contrariariam o bom comportamento das exportações”, cita a Lusa.

Com este leque de previsões alguém vai acertar ou ficar perto. Nós os pagantes é que ficamos baralhados . É que crescer 2,7% não é para todos e esmola grande pobre desconfia.

 

O crescimento está de volta na Europa

Pela primeira vez em muitos anos o crescimento na Europa é superior ao dos Estados Unidos . Isto vai levar à retirada dos estímulos do BCE (compra de dívida) . Fica a inflação que ainda não chegou aos 2% objectivo do banco central europeu.

Assim, prevê que o processo de retirada de estímulos seja anunciado em Setembro e comece a ser executado em Janeiro. O que vai ter fortes consequências nos próximos dez anos .

As taxas de juro estão historicamente baixas mas vão ter que crescer . E como investir num cenário de mais crescimento, subida da inflação e menos apoio do banco central? "Comprar imobiliário na Península Ibérica".

Portugal tem o pior investimento público da União Europeia.

É o futuro que esta a ser defraudado. Não há milagres e como dizem algumas vozes da Igreja a Senhora não apareceu aos pastorinhos. Não passou de uma ilusão .

Tal como o famoso milagre orçamental português . Já se sabia que os 1,5% do PIB era o mais baixo de sempre a nível nacional mas não que era também o mais baixo a nível da União Europeia. Um desastre .

Ora, se possível, ainda pior, é que o governo acaba de rever em baixa a sua previsão para o investimento público - o ministro das finanças esperava 1,9% do PIB em 2016 e de 2,2% em 2017. Mas agora no Programa de Estabilidade de Abril já prevê uma subida de 1,5% do PIB em 2016, de 2,2% em 2017 e de 2,1% do PIB nos anos seguintes. Perto da catástrofe.

E é assim que se vão satisfazendo os funcionários públicos com aumento de salários e pensões. Um sacrifício do investimento público que nem sequer tem comparação com os tempos da bancarrota.

Todos são unânimes em dizer que esta política não pode ser considerada uma alternativa de esquerda para um modelo de crescimento sustentável.

Mas PCP , BE e CGTP - no caso de considerarmos a CGTP uma entidade independente do PCP - exigem a continuação da reversão das medidas que tiraram o país da bancarrota e Arménio Carlos até afirma " que chegou a hora de guinar à esquerda" leia-se gastar mais em despesa corrente e cortar no investimento.

E o crescimento da economia e a criação de postos de trabalho única forma de o país pagar a dívida e o povo viver melhor ?

Silêncio cá dentro ( com uns tímidos avisos de Marcelo) e os avisos lá de fora são campanhas de ingerência na nossa soberania.

O risco da recuperação lenta da economia

Esta é a principal preocupação não só do presidente da república mas também dos empresários. Uma retoma lenta que pode perdurar até 2020.

O investimento foi sacrificado em 2016 no altar do défice o que terá consequências funestas já este ano e nos próximos. E também o emprego não crescerá o suficiente.

As empresas portuguesas olham para a desaceleração económica e para a recuperação lenta da economia portuguesa como o principal risco nacional deste ano

Engane-se quem pensa que esta é apenas uma preocupação presente. As empresas portuguesas consideram que mesmo daqui a três anos, em 2020, o risco de recuperação lenta da economia continuará a verificar-se em Portugal.

 

Tudo ao contrário do que prometeram fazer

A surpresa é o PCP e o BE apoiarem as medidas de austeridade do governo e as recomendações de Bruxelas. O PS esse, limitou-se a dar o dito pelo não dito.

Os socialistas prometeram assim, que, caso o seu programa viesse a ser adoptado, a economia portuguesa iria crescer 2,4% em 2016 e 3,1% em 2017, no contexto de uma fortíssima aceleração do investimento. Já o défice fixar-se-ia em 3,0% do PIB no primeiro ano e em 2,5% no segundo, o que pressupunha uma consolidação orçamental muito mais suave do que aquela que o governo de PSD e CDS preconizava. O pilar da estratégia do PS assentava no “virar a página da austeridade” e na promoção de um crescimento económico mais rápido.

Porém, já no poder, os socialistas limitaram-se a alterar parte da composição da austeridade, não afrontando Bruxelas. É verdade que desagravaram impostos directos, só que por outro lado agravaram os indirectos, reduziram o investimento público e congelaram despesas correntes, com especial incidência na aquisição de bens e serviços. Por conseguinte, e também com o auxílio de medidas extraordinárias, em 2016 o défice acabou por ser de apenas 2,0%, mas a economia desiludiu e cresceu somente 1,4%. Para o ano, espera-se um défice de 1,0%, mas um crescimento económico de 1,8% – valores significativamente diferentes daqueles que foram apresentados em campanha eleitoral. O governo acabou, assim, por preferir uma consolidação mais acelerada, deixando o rápido crescimento para outra altura; o contrário do que havia sido prometido.