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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Quantos tiveram coragem para erguer a voz ?

Quantos protestaram quando a Caixa Geral de Depósitos foi ocupada? E quando o BCP foi tomado de assalto? E quando o Governo manobrou nos bastidores para impedir que o mercado funcionasse na OPA da PT? Ou quando este tentou utilizar a PT para comprar a incómoda TVI? Ou ainda quando os reguladores independentes, como o da energia, foram afastados? Que vozes se ouviram quando a Entidade Reguladora da Comunicação Social se comportou como obediente guardião do dono? Quem se indignou quando Sócrates vetou o primeiro negócio de venda da Vivo pela PT para depois impor o catastrófico negócio da compra da Oi? Quantos levantaram a voz quando os PIN foram utilizados para passar por cima de planos e regulamentos?

Ao mesmo tempo ia-se forjando uma aliança crucial com o grupo Espírito Santo e com Ricardo Salgado. O primeiro momento chave dessa aliança foi a forma como o Governo de Sócrates, e a CGD de Armando Vara, ajudaram os Espírito Santo a manterem o controle da Portugal Telecom durante a OPA da Sonaecom. Outros momentos de grande cumplicidade se seguiriam, até à intervenção final do primeiro-ministro na desastrosa operação de compra da Oi, um negócio político intermediado por São Bento e pelo Palácio do Planalto, um negócio que acabaria por levar à destruição da PT tal como a conhecíamos.

Uma mulher coragem

Também, enquanto familiar, já lutei ao lado de uma mulher coragem. Com cancro e sem cabelo. Usava, (nem sempre), um lenço com o que ocultava parte da calvície mas que não evitava os olhares estranhos. Uns de comiseração outros de curiosidade. Quem já passou por isto sabe que no meio de tanta dor não há lugar para a vaidade . E no caso de Laura Ferreira não há lugar para a caça aos votos.

Para certa gente ( de esquerda e de direita) há lugar ao vale tudo na luta política. Desde logo porque os que pensam da mesma forma são "bonzinhos", andam preocupados com as pessoas, ao contrário de quem pensa de maneira diferente que tem como razão de vida roubar os pobres.

Frequentemente cai-lhes a máscara, como foi agora o caso de gente de "esquerda" acerca da mulher do primeiro ministro. Caçar votos, dizem, entre dois whiskies e um arroto de estupidez e de cegueira ideológica. Em 74/75 a voz rouca do Marechal Costa Gomes levava os revolucionários a dizer :  "cancro cumpre a tua missão". Como se vê não é de agora.

"“Parece um gesto muito simples, mas é corajoso e pode ajudar muita gente. Pode levar outros a pensar que qualquer pessoa pode ter cancro e pode continuar a ter uma vida.”

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