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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Na CGD há direitos adquiridos e nenhuma vergonha

Benefícios que mais ninguém tem são considerados direitos adquiridos por quem beneficia deles. A mesma CGD que nós contribuintes temos que recapitalizar com o nosso dinheiro. Importam lá os prejuízos ?

A Caixa Geral de Depósitos (CGD) vai deixar de pagar aos trabalhadores o subsídio de refeição durante os dias de férias, de acordo com uma nota interna, disse hoje à Lusa o coordenador da Comissão de Trabalhadores .
 
Mas a Comissão de Trabalhadores já veio dizer que considera o subsídio de refeição durante os dias de férias, um direito adquirido. É sempre assim, entre nós: por mais infundados e iníquos que sejam os privilégios públicos - sempre pagos pelos contribuintes -, eles são sempre direitos adquiridos e intocáveis para quem deles beneficia.
 
Nas empresas públicas é um fartar e é claro que não querem uma gestão profissional . Tem que atender ao social...

Se a CAIXA não fosse pública, talvez...

Eis as razões apresentadas para a não revelação pública dos maiores créditos concedidos pela CAIXA . Se não houvesse aquele montante monstruoso de imparidades , se tudo fosse transparente, talvez estas razões fossem razoáveis . 

O argumento para pedir a nulidade do acórdão do Tribunal da Relação que determina o levantamento do dever de segredo da CGD.

“Basta pensar em matérias como o acesso ao crédito, questões concorrenciais, segredo comercial, e mesmo da intimidade da vida privada dos cidadãos e das empresas”, sublinha o Banco de Portugal no mesmo documento.

Ora, tudo isto estaria muito bem e seria de considerar se a reputação do banco público não fosse o que é , se em vez de andar em negociatas milionárias financiasse as Pequenas e Médias Empresas e a economia . Mas do que se sabe é tarde para esconder o rabo do gato escondido.

Banco de Portugal diz que publicação de créditos da CGD trará “ameaças graves”

Alberto Gonçalves (Observador ) : Estratégia A Minha Pátria é a Banca Portuguesa. Excepto quando se encontra à disposição de indivíduos devidamente credenciados pela oligarquia, a CGD é uma instituição sensível que deve ser tratada com consideração e pinças. Perder tempo com irrelevâncias, mesmo que as irrelevâncias incluam, entre habilidades sortidas, as intrujices cometidas pelas mais altas figuras do Estado, é matar a Caixa, é descurar os “enormes desafios que o país enfrenta” (cito um patriota aflito) e é, vendo bem, um acto de traição.

A CAIXA dos partidos

O pior que nos podia acontecer acabou mesmo por acontecer. Parecia possível ter uma administração na CGD livre dos partidos, mas os partidos juntaram-se todos para fazer uma barreira e, aos olhos do povo, a administração passou a ser culpada. A história julgará uns e outros.

O governo deve uma explicação ao povo. Os socialistas não podem comportar-se como se o Estado lhes pertencesse . Não há responsáveis. Não aconteceu nada e seguem em frente. Depois dizem que são "avanços" . E, claro, não há "grândoladas", nem manifestações, nem ruído . Na Beira Baixa dizem que "a burro que está a comer não se lhe deve mexer na barriga" . A geringonça cumpre o ditado em pleno.

Na CGD pública haverá sempre uma gestão política

Eis a grande lição. Mas alguém acredita que o problema fosse a declaração de rendimentos ? Não, não foi, a grande questão é que a classe política sempre viu a CGD como sua e não quer que passe para as mãos de profissionais independentes. Banqueiros que lhes possam dizer não, que administrem a CGD segundo as boas práticas da gestão bancária e não segundo os interesses políticos de quem está no governo.

Havia quem achasse que se tinha encontrado enfim uma solução não política para a CGD. Têm aí a resposta . Uma tragédia para o governo e para a CAIXA , porque se as dúvidas já eram muitas a partir de agora só tem dúvidas quem é ceguinho. A CAIXA é uma coutada política e não serve, nunca serviu, para financiar as pequenas e médias empresas exportadoras e a economia em geral . Se a ideia era destruir o resto da reputação da CAIXA pública conseguiram.

Vamos ver quem é que se segue.

O malabarista político caiu fora da CAIXA

Desta vez o malabarista político calculou mal o salto e caiu fora da caixa de segurança. Palavra dada palavra honrada, assegurou ao gestor que não era preciso depositar a declaração de rendimentos e património no Tribunal Constitucional. Agora, apertado por uma Lei da sua lavra diz, candidamente, que já entregou a sua.

A isto chama-se tirar o tapete a António Domingues e vamos ver se além do tapete não lhe tira a CAIXA de segurança e se os danos no banco publico não serão já inevitáveis e incalculáveis.

A deputada Catarina Martins, tomada pela mesma febre criativa veio propor que a declaração de António Domingues ficaria secreta. Ora isto é o contrário do espírito e letra da Lei. O BE esqueceu muito rapidamente a luta de classes. O que a Lei diz é que as declarações depositadas no Tribunal Constitucional são para serem tornadas publicas. Para que serviriam se assim não fosse ?

É uma vergonha o que se está a passar entre o governo e a administração da Caixa. Depois do governo ter dobrado a espinha perante as exigências de um gestor, vemos agora que o governo para conseguir o que queria mentiu. Depois de cinco mil milhões de euros ( que a anterior administração nunca exigiu), depois de salários milionários, depois de membros propostos para administração terem sido aconselhados a frequentarem cursos de preparação, temos a CAIXA à beira do abismo.

E, pensarmos nós, que tudo isto foi concebido para que rapidamente a CAIXA fizesse chegar dinheiro à economia, às médias e pequenas empresas.

Malabarismo político sem rede, é o que é. Depois vê-se.

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Só falta a CGD ter valor para ser privatizada diz o novo presidente

O Presidente da Caixa Geral de Depósitos exigiu que o banco público seja igual a qualquer banco privado. Já foram preenchidas algumas das exigências. Administradores privados e sem estatuto público; recapitalização da CGD com dinheiro privado; remuneração dos accionistas segundo as regras do mercado ; e siga o link que ainda faltam nove razões exigidas por António Domingos.

O primeiro-ministro diz que a CGD tem de ser pública, 100% pública, mas os objetivos traçados para o banco público e acordados com a nova administração gritam outra coisa. Se o governo e a nova administração da CGD têm estes entendimentos, a conclusão óbvia é a de que a privatização é a peça que falta, e coerente, para completar o puzzle. A privatização acabava com uma série de contradições nos termos. Além disso, evitava que fossem os contribuintes a pôr o dinheiro sem direito ao exercício de controlo que cabe a qualquer acionista numa empresa privada.

Em que ficamos ?

 

O Bloco de Esquerda tem razão

Os salários milionários dos gestores públicos são uma afronta. Os da privada também (alguns) mas com esses podemos nós bem salvo quando o estado permite elevadas rendas que todos pagamos.

Entre o vencimento do Presidente da República e os 30 000 Euros por mês do presidente da Caixa há valores intermédios que até podiam e deviam estar ligados aos resultados da empresa. Mas não, o governo, bem à sua maneira, decidiu por si não dizendo água vai aos seus parceiros nem levando a decisão ao Parlamento. Entretanto já arranjou um bode expiatório, o BCE, que supervisiona a Caixa e, como tal, remete a responsabilidade da decisão para o Banco Central Europeu.

Catarina, por uma vez tem razão e não podemos deixar de notar o sepulcral silêncio sobre o assunto do PCP. Como é um banco público para os comunistas nada mais interessa e é de dar largas ao que tanto os indigna noutros  lugares.

Á laia de explicação dizem-nos que o salário do presidente da Caixa é a meridiana ( não confundir com a média) dos vencimentos praticados na banca, o que quer dizer que há tantos vencimentos inferiores como superiores o que nos dá uma pista sobre o que ganham os banqueiros que levaram a banca à bancarrota e, que, agora, pedem dinheiro aos contribuintes depois de levarem à miséria muita gente que confiou neles.

E, pronto, o BE tem razão e como já afirmo há muito tempo a mim interessam-me as opiniões sensatas e a bem do país e muito menos as ideologias.

 

O primeiro aviso sério do BE

A que António Costa não respondeu na AR. Trata-se dos vencimentos dos administradores da CGD que correspondem a 25 vezes o salário mínimo. O BE avisou que não considera o assunto encerrado . Costa percebe que este é o único assunto que lhe vai tirar votos e hoje reagiu. Prefere uma medida impopular a arriscar uma má gestão.

O PCP também não gosta e já o fez saber. Num momento em que se aumentam impostos e taxas, pagar vencimentos milionários mal seria que BE e PCP arriscassem .É um assunto que cala fundo nos seus eleitorados.

O Presidente da República já percebeu que esta medida é extremamente impopular e já o fez saber publicamente. Mas por mais que o governo revele habilidade para fazer crer que não há ninguém a perder não há como esconder os vencimentos milionários numa empresa pertença a 100% ao estado.

E o resumo é este :

  1. Só o PS concorda com o atual modelo que deixa os gestores do banco público sem limites salariais. O argumento é que, para atrair os melhores para o Estado, é preciso nivelar os preços com o que se pratica no mercado;
  2. O PCP não concorda com o modelo do PS e apresentou uma proposta para pôr todos os gestores a ganharem o máximo de 90% do que ganha o Presidente da República;
  3. BE e CDS, com o argumento de que é melhor do que nada, votaram a favor da proposta do PCP;
  4. O PSD não concorda nem com o modelo do PS nem com o modelo do PCP, por isso votou contra a proposta dos comunistas ao lado dos socialistas. Mas também não tinha outra na manga (vai apresentá-la até ao final da semana). Por isso, o Parlamento perdeu uma oportunidade de revogar a exceção salarial de que goza a Caixa Geral de Depósitos.

A Caixa entre linhas vermelhas

A trapalhada é grande e ameaça continuar. O Plano de Negócio negociado pelo governo e o BCE, apresenta linhas vermelhas para o PCP e o BE

Fundamentalmente, para comunistas e bloquistas, a CGD não tem como objectivo único ganhar dinheiro tem também que estar presente em todos os concelhos. Por isso não há que fechar os tais 300 balcões e despedir os 2 500 trabalhadores.

Mas esta é a mesma Caixa que viu aprovada uma recapitalização nos mesmos moldes dos outros bancos . Que não vai ao défice mas que vai à dívida e ao financiamento dos privados. Mil milhões em obrigações de alto risco e com taxas elevadas ( 4%-8%). A Caixa ainda vai ser uma geringonça à imagem do seu criador. Nem pública nem privada antes pelo contrário.

Louçã diz mesmo que aquela frase do plano de negócio que fala na revisão da actividade é sinistra. Ninguém sabe do que se trata e PCP e BE têm que se bater para que a Caixa seja ainda maior. Retirar de Espanha onde se perderam já mil milhões ? Nem pensar. Tal como o Estado a CGD tem que estar em todos os lugares mesmo que seja para atrapalhar.