Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Crises : Cavaco e Costa

CRISES | CAVACO E COSTA
Sendo personalidades políticas tão distintas, eis primeiros-ministros de cognome comum: como D. Manuel I foi o nosso rei Venturoso, ao gerir e colher os frutos do trabalho do seu antecessor (D. João II), Cavaco Silva e António Costa foram governantes venturosos. Os seus antecessores, Mário Soares e Passos Coelho, respetivamente, herdaram terríveis crises financeiras do país e tiveram de chefiar governos de salvação nacional e de decretar brutais medidas impopulares. Como cirurgiões rigorosos, com os seus ministros das Finanças, usaram o bisturi da austeridade, fizeram cortes que doem, para tratar a doença da bancarrota e preparar o doente para melhores e mais saudáveis tempos. Sujeitaram-se a demagogias baratas e a todas as mentiras das oposições, a ódios de cidadãos em revolta e a designações injustas e ofensivas das suas pessoas e das suas intenções. Fizeram o que tinham de fazer, nas circunstâncias. E salvaram o país, foram patriotas apenas tendo por rumo os interesses do país. Fizeram o «trabalho sujo», limparam o lixo que outros lhes deixaram e, como é habitual, foram penalizados nas eleições seguintes. Os que vieram depois - Cavaco em 1986 e Costa em 2015 - colheram os frutos do trabalho duro e difícil dos que os antecederam, chamando a si os louros e a popularidade. A política e a memória das pessoas são isto. Florestas de enganos, teatros de faz de conta. O poder e a sua embriaguez, poderosos atores.

Há quem esconda as consequências de uma saída do euro

Quem fala da saída do euro esconde as consequências . Trinta a quarenta por cento de desvalorização da nova moeda . As taxas de juro sem a almofada do BCE aumentariam de forma insustentável .

Esta operação não seria possível fazer em sigilo total pelo que as fugas de capitais para o estrangeiro nos dias (semanas) anteriores seriam catastróficas . A corrida aos bancos dos médios e pequenos depositantes (já que os grandes colocariam o dinheiro em off shores) obrigaria ao seu fecho .

Uma forma certeira de por uma país em pé-de-guerra e os portugueses ainda mais pobres.

publico-2017-03-19-4e0740.jpg

"Eu acho que não se vai desmoronar a zona do euro, porque qualquer governo com o mínimo de bom senso que à sexta-feira pense em tirar o seu país do euro, no domingo entra em pânico sobre aquilo que acontece na segunda-feira”.

 

O livro de Sampaio é "legal" já o de Cavaco...

Jorge Sampaio estava farto de Santana e não esteve com meias medidas. Ofereceu-nos Sócrates . Legal ( leia com pronuncia dos nossos irmãos brasileiros).

Sim, Sampaio podia lá com Santana, mesmo que este fosse apoiado por uma maioria absoluta e que as instituições estivessem a funcionar normalmente.

E , além disso, Cavaco Silva fala de conversas "privadas" com Sócrates, primeiro ministro, logo conversas que não podem ser referidas no livro. Já Sampaio fala de conversas "privadas" com Santana mas era Santana o primeiro ministro ? Quem não perceber esta subtil diferença não percebe nada. Logo, Cavaco comete um crime enquanto Sampaio contribui para uma melhor informação do povo ignaro.

Porque se Santana não estava à altura de ser um primeiro ministro ( não tinha ganho eleições tal como Costa) só restava a Sampaio demiti-lo. Já Cavaco que viu o país acelerar para a bancarrota não podia fazer nada ao timoneiro que nos estava a afundar.

Se não perceberem eu explico melhor .

 

 

Cavaco Silva : o PEC lV já não resolveria nada

Estava de facto em causa o pagamento de salários e pensões . A Grécia e a Irlanda já tinham pedido a ajuda externa mas Sócrates prosseguia uma política errada .

Cavaco Silva admitiu que, “mesmo que o PEC IV fosse aprovado já não teríamos conseguido evitar a ajuda externa”. O ex-Presidente admitiu que a situação a que Portugal chegou — “o que estava em cofre era reduzidíssimo” — fazia com que o país não tivesse “recursos para satisfazer as suas necessidades” e que “podia, de facto, estar em causa o pagamento de salários e pensões”.

O resgate a Portugal “foi o resultado de políticas desenvolvidas ao longo do tempo, em particular desde 2008, num contexto internacional muito complexo”. Políticas que “geraram um grande desequilíbrio das contas externas e nacionais na ordem de 10% do produto, que conduziram a situação de emergência nacional. Nem Estado nem empresas conseguiam contrair empréstimos no exterior”, sublinhou o antigo Chefe de Estado.

A razão de Cavaco Silva

Cavaco Silva também teve a intuição que António Costa já andava a preparar o acordo com a extrema esquerda que Sócrates, valha a verdade, nunca quis e nunca deixou fazer . E Cavaco acrescenta :

" Não obstante muitas críticas e acusações ao antigo primeiro-ministro, nomeadamente de lhe ter mentido, Cavaco Silva reconhece o facto de José Sócrates nunca se ter deixado "capturar" pelo PCP ou pelo BE.

"Sempre o vi bem consciente de que o caminho defendido por estes partidos seria desastroso para Portugal e para os portugueses. O caminho leninista que querem implementar só tem gerado miséria e totalitarismo", diz Cavaco, considerando que se José Sócrates "tivesse ido por aí", a herança deixada pelos seus Governo teria sido muito pior.

"A verdade é que não existe na Europa, nem tão pouco no mundo, qualquer país que seja desenvolvido e que registe um caminho de sucesso tendo partidos da extrema-esquerda a determinar a condução da política económica", acrescenta.

 

Delito de Opinião - O homem imperfeito

O texto perfeito sobre Cavaco Silva é um delito de opinião . Na verdade, à esquerda, nunca ninguém viu em Cavaco as virtudes que fazem da Democracia o melhor de todos os sistemas :

Creio no entanto que os historiadores futuros preferirão salientar, do seu duplo mandato em Belém, o facto de representar a ascensão do homem comum ao supremo patamar da hierarquia política portuguesa, devidamente mandatado pelo sufrágio universal. Cavaco Silva foi o primeiro Presidente civil não oriundo das endogâmicas famílias políticas da classe média-alta lisboeta que em regra se vão revezando nos circuitos da decisão. Homem da província, com raízes humildes, funcionou como personificação viva das virtudes e defeitos da democracia, um sistema em que o elevador social funciona e supera as delimitações territoriais dos clãs dominantes.

Neste sentido prestou um bom serviço ao regime democrático - incipiente e frágil mas superior a qualquer outro. Por definição, o regime dos  homens imperfeitos. Porque a perfeição, a que tantos aspiram, na política só existe em ditadura.

Num belo dia num blogue que partilhava com uma dezena de pessoas da esquerda e da extrema esquerda, corriam as eleições que levaram Cavaco ao segundo mandato, chamei a atenção para o facto de apoiarem o candidato " com voz de barítono, olho azul, de família brazonada de Agueda, sem profissão que se conheça, dado aos poemas e frequentemente acusado de ter abandonado os seus camaradas em África...". O contrário de Cavaco Silva.

Que não, responderam-me, o pai dele ( de Cavaco) não era pobre tinha uma bomba de gasolina...

bomba-gasolina-daly-waters-pub-australia-1100x641.

 

Jerónimo não gosta da transparência

Cavaco Silva exigiu transparência no acordo do PS com o PCP e o BE.  Tem todo o direito de exigir a clarificação do acordo antes de dar posse ao governo. É o que faz com todos os governos . Com os actuais acordos, que todos os que os leram classificam como ambíguos, que poderia fazer Cavaco depois de ouvir tanta gente ? Avançar primeiro para um governo de iniciativa presidencial ? Dar posse a um governo na base da desconfiança ?

O PCP julga-se o guardião da Constituição. Tudo o que não lhe agrada é contrário à Constituição, mas o Presidente da República tem responsabilidades próprias entre as quais assegurar-se que os compromissos internacionais são cumpridos. Ora PCP e BE não deixam dúvidas a ninguém. São contrários ao cumprimento dos acordos que nos ligam à União Europeia e à Nato . Não basta, pois, dizer que congelam durante uns tempos essa parte essencial da sua doutrina.

Num texto publicado no site da Presidência na internet, após ter recebido o secretário-geral socialista, Cavaco Silva fez saber que as "posições conjuntas sobre situação política" assinadas pelo PS com os outros partidos parlamentares de esquerda "suscitam dúvidas quanto à estabilidade e à durabilidade de um governo minoritário do PS, no horizonte temporal da legislatura."

O Presidente da República quer o(s) acordo(s) clarificados. Quem lhe pode levar a mal ? Transparência é fundamental nos acordos, em todos os acordos, especialmente onde entra o estado e as suas instituições. E não foi Jerónimo que ensaiou aquela hipótese de não haver acordo escrito dizendo que palavra de comunista basta ? É claro que é a essa luz que se entendem as assinaturas envergonhadas. E acordos escritos com afirmações vagas que dão para tudo, especialmente para quem quer ir decidindo caso a caso como o PCP, ainda mais exigem clarificação. 

Aí estão as ameaças democráticas

PCP já ameaça Cavaco Silva e o país com manifestações democráticas da CGTP se o presidente não der posse a um governo PS.

Cavaco Silva não está a exorbitar as suas funções . E este caminho já foi percorrido sem ameaças . Mas a democracia não está no ADN do PCP. Jerónimo acha que o povo e os trabalhadores são dele.

"Jerónimo de Sousa fez um ultimato a Cavaco Silva: “Qualquer tentativa para procurar subverter a Constituição terá resposta democrática dos trabalhadores e do povo”, disse o líder comunista esta quarta-feira."

E Arménio Carlos acha que subconcessão das empresas de transporte é gerir negócios. Também se percebe o nervosismo já que as empresas de transportes públicas são o seu ganha pão.

Se fosse precisa mais uma demonstração que o acordo de apoio a um governo PS não é credível nem estável com estes partidos, eles próprios encarregam-se de o mostrar . E, é claro, que quando estiverem de candeias às avessas com o PS a música será a mesma .

O povo e os trabalhadores são deles. Nada a fazer .

 

Cavaco esteve cinco meses a chefiar governo de gestão

Tudo normal ao contrário do que diz Sampaio da Nóvoa. Cavaco Silva diz aos jornalistas para olharem para a história. E é isso que tanta ansiedade causa no candidato apoiado pelas esquerdas. É que Cavaco Silva como primeiro ministro esteve cinco meses em gestão.

Ora, se tal calendário se repetisse e Passos tivesse essa longevidade em gestão, o Presidente nunca daria posse a Costa, deixando a decisão para o próximo chefe de Estado.

Claro que o PS anda ansioso, sabe bem que nada disto é original e deixa para o candidato a presidente da república a dramatização . O candidato às eleições presidenciais alertou que "o arrastar desta situação pode trazer uma degradação da situação política e até da situação social, pode trazer tensões, crispações, agressividades".

No auge da crise e da austeridade também estavam aí à esquina a degradação social e a agressividade . O papão habitual que se agita sempre nestas ocasiões. Mas por norma não há nem uma coisa nem outra. Para além, claro, das "grândoladas" e das manifestações espontâneas da CGTP.

A maioria contra um governo PS

As audições de Cavaco Silva aos parceiros sociais apresenta um cenário bastante previsível. A maioria está contra a posse de um governo PS apoiado por PCP e BE.

E há cada vez mais razões para se desconfiar que tal governo tenha pernas para andar. Os "acordos" são tudo menos pilares de estabilidade. O PCP já disse que só apoiará propostas de orçamento caso a caso, leia-se, que contenham as medidas que considera prioritárias.  O BE considera que tudo o que não seja nacionalizar tudo e todos é uma burla.

Dia 27 próximo, com a discussão da privatização da TAP e das subconcessões dos transportes vamos assistir ao primeiro teste. O argumento que a privatização da TAP é ilegal não tem por onde se pegue. O contrato foi assumido em Junho com o governo em funções plenas. E não há dinheiro nem para salários quanto mais para comprar aviões novos. E o accionista da TAP era o Estado não qualquer governo.

O PS está de cócoras nas mãos do PCP e a Catarina já se dá ao luxo de atacar os conceitos do autor do programa orçamental, Mário Centeno . Que não, não se pode falar da renegociação da dívida como Centeno fala. E um camarada do BE diz que sem renegociação da dívida não há mudança nenhuma nas politicas de austeridade .

Entretanto, todas as instituições financeiras dizem que o crescimento da economia andará pelos 1,6% este ano e nos próximos. Sabem como é que Mário Centeno acerta as contas ? Prevendo um crescimento da economia de 2,4%.

Não sei se estão a ver. Mais crescimento, mais impostos, mais receitas. E assim se pagam as despesas que o PCP e o BE exigem.

Assim também eu...