Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Alemanha e Reino Unido preparam fim dos carros a gasolina e gasóleo

A partir de 2030 não haverá em circulação carros com motores a gasóleo e a gasolina . E não havendo nestes países é fácil concluir que os restantes países não terão outro caminho.

Milhões de empregos ligados à exploração do petróleo e aos motores de combustão serão substituídos pela aposta na mobilidade eléctrica que abre uma janela de oportunidade para empresas produtoras de alumínio, fibra de carbono, lítio e outros materiais especiais utilizados no fabrico de baterias, células de iões de lítio, módulos electrónicos, entre outros.

Esta pretensão está em linha com as intenções já anunciadas por alguns países da Europa, e fora dela, de acabar com as vendas de veículos de propulsão “convencional” a curto prazo. É o caso da Noruega e da Holanda, sendo que até a Índia já se está a preparar para vir a ser o primeiro grande mercado mundial a disponibilizar só e apenas automóveis eléctricos a partir de 2035.

Transformar a energia de um carro em movimento em energia electrica

Muita gente achou um disparate a previsão de um economista americano que dá oito anos para os carros a gasolina e a gasóleo desaparecerem substituídos por energia eléctrica.

Chega agora a notícia que já foi feito um primeiro teste em que um carro transforma a energia gerada pelo movimento do carro em energia eléctrica. Numa dimensão muito maior o principio é carregar as baterias com o movimento do carro tal como já se faz hoje .

Nós vemos o carregamento dinâmico como uma das soluções para melhorar e facilitar a utilização dos veículos elétricos”, afirma Eric Feunteun, Diretor do Programa de Veículos Elétricos do Grupo Renault. “Nós somos inventores e por isso queremos carregar os veículos elétricos sem necessitar de fios. Esta demonstração de carregamento dinâmico é a incarnação desta ideia”, explica Steve Pazol, vice-presidente e diretor geral da Wireless Charging, Qualcomm Incorporated.

O Projeto FABRIC teve início em janeiro de 2014 e terminará em dezembro de 2017. Congrega 25 parceiros, de nove países europeus, onde se incluem construtores de automóveis, fornecedores de equipamentos, fornecedores de serviços e organismos de pesquisa sobre as infraestruturas automóveis, estradas e energia. Tem como principal objetivo proceder à análise da fiabilidade do carregamento dinâmico de veículos elétricos como meio para aumentar a difusão destes veículos

Vejam lá se os oito anos previstos são um excesso e como tal um disparate

Em 2025 todos os carros serão eléctricos

É uma revolução como foram as máquinas digitais de fotografar em relação às máquinas analógicas de fotografar.

A previsão de Tony Seba está apenas à distância de oito anos, o que pode parecer um período curto. Mas o especialista defende que, já sendo rápido, o ritmo da inovação nesta área só tende a acelerar. De tal modo que, em poucos anos, além de os carros serem movidos a eletricidade, pouca gente será dona de um carro próprio. Optar por carros elétricos, com condução autónoma, pode ser muito mais racional do ponto de vista económico: os automóveis do futuro podem ser 10 vezes mais baratos, calcula Tony Seba. São carros que podem ter, facilmente, uma vida útil de um milhão e meio de quilómetros, assinala o estudo.

             "Estamos à beira de uma das maiores revoluções mais bruscas, profundas e abrangentes que algum dia houve na indústria dos transportes. Os motores de combustão vão entrar num círculo vicioso de custos cada vez maiores”.

Dentro de oito anos não há carros a gasolina e a gasóleo

Quem o afirma é um professor de uma universidade americana. "Computadores sobre rodas" é o que vem aí e puxados a energia eléctrica. Não esteja surpreendido na Alemanha já há quem pense assim

O petróleo cairá para os 20 dólares o barril o que colocará os produtores em muitos maus lençóis. São milhões de postos de trabalho que serão reconvertidos . A nova indústria está a ser desenvolvida pela Apple e pela Google e não nas marcas tradicionais de automóveis .

Com energia limpa tudo vai mudar ao nível do ambiente e as grandes cidades vão ser mais limpas e menos barulhentas. Desde a AutoEuropa que não conseguimos atrair um investimento estrutural com uma grande criação de postos de trabalho e a formação de um cluster.

Nós cá em Portugal temos lítio, sol e gente capaz, o grande objectivo era conseguir trazer para o país a gigafábrica de produção de baterias .

 

Os fumos de uma oportunidade tecnológica no sector automóvel

O escândalo da golpada nos automóveis de várias marcas vai provocar uma revolução no sector automóvel .O rombo na confiança dos utilizadores é de tal ordem que vai acelerar de forma violenta a produção em massa de carros eléctricos, com a inerente necessidade de descobrir novos processos e técnicas inovadoras . E está a esvaziar a prepotência do povo alemão com um banho de humildade. Escusam de olhar com sobranceria os povos do sul da Europa porque como cá se diz " no melhor pano cai a nódoa"

O golpe baixo cometido contra a concorrência vai levar a Alemanha a começar quase do zero como todos os outros, investindo na investigação de novas tecnologias. Já há carros que se movem à custa de motores a energia eléctrica dentro das cidades e de motores a gasolina fora das cidades. Ainda não têm capacidade de armazenamento de energia eléctrica suficiente para os carros terem uma autonomia aceitável. Mas com este escândalo esse e outros problemas técnicos terão resolução rápida.

Não há problemas técnicos, há problemas sociais e de mercado .

Carros eléctricos no centro das cidades e a gasóleo fora delas

A poupança na importação em petróleo pode ser da ordem dos 40% e ganhamos todos em saúde. Está dependente das estruturas de apoio de reabastecimento das baterias que por enquanto são limitadas. Mas tudo pode ser muito mais rápido se tivermos carros a energia eléctrica dentro das cidades e a gasóleo fora delas. O que já é uma realidade. O mesmo carro com as duas motorizações.

A adopção de carros eléctricos pode significar a redução das importações de petróleo em 40% até 2030. A conclusão é de um estudo citado esta terça-feira, 10 de Março, pelo britânico The Guardian.

A análise pressupõe a existência de mais de seis milhões de veículos eléctricos em 2030. Duas décadas depois, o indicador deverá ascender aos 23 milhões de viaturas.

Com as perspectivas de redução até 47% nas emissões de dióxido de carbono, motivada por esta opção de mobilidade. Para quem estiver interessado estão aqui os preços.

Aqui está uma boa política a que o estado pode deitar mãos incentivando e subsidiando a compra deste tipo de veículos que inclui os de duas rodas.

As cidades sem poluição automóvel



Já há uma empresa americana a colocar milhares de postos de carregamento de baterias na Europa. Enquanto não se reduz o tempo de carregamento o automobilista pode simplesmente trocar a bateria descarregada por uma carregada. Agora inicia-se a competição e como sempre aconteceu os progressos e inovações vão aparecer de imediato.

Ter as cidades livres de carros movidos a gasolina está à distância de uma bateria com maior potência e da vontade dos governos não produtores de petróleo. A Europa tem imenso a ganhar com esta inovação. Cortar grande parte da importação de combustíveis e livrar-se da poluição ( também sonora) nos grandes centros  é um objectivo estratégico . Por enquanto o preço inicial de compra é também uma barreira por ser alto embora seja rapidamente recuperado pelo preço  do combustível. É uma questão de vontade política. Sem produção de petróleo a Europa deverá incentivar ( fiscalmente) a reconversão da frota automóvel.