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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Evitar o Brexit com novas regras para a imigração

Dá muitas voltas, passa muito tempo e exige muitas negociações mas a seguir vem o que tem que ser. No caso manter o Reino Unido na União Europeia e apertar as regras da imigração. Evitar o brexit.

É bem verdade que os que têm razão têm também que ter paciência e esperar pelo tempo certo. Ter razão antes do tempo normalmente é um drama.  

O antigo chefe do Governo britânico frisa que, existindo uma renegociação com Bruxelas, bem como mudanças na política nacional, se alcançaria o duplo objetivo de acautelar as preocupações dos britânicos e a permanência na União Europeia.

Entre as propostas incluídas no relatório está, por isso, a criação de um registo obrigatório para os imigrantes que cheguem ao Reino Unido, permitindo que as autoridades saibam se vão para ali trabalhar ou estudar.

Já alguns antes disseram isto mas a ideia só está a ganhar peso agora. Há uns anos quem dissesse algo parecido não era menos que um reaccionário.

Segundo o documento, esta medida já foi aplicada na Bélgica

O brexit levanta sérias dúvidas

Antes de ficar bem melhor o Reino Unido vai ficar bem pior com a saída da União Europeia . Para já pede um período de transição. Ora, como sabemos ( veja-se o exemplo da Noruega que está em transição há 24 anos) os períodos de transição nunca acabam.

Mas um período de transição também não é uma panaceia para o Reino Unido. Os britânicos já começam a ter um vislumbre dos custos económicos do Brexit à medida que os negócios internacionais, que outrora usaram o Reino Unido como um hub para as suas operações na Europa, começam a relocalizar algumas das suas actividades. Enquanto o governo britânico tenta manter a ficção de um rigoroso período de transição limitado, este processo vai acelerar-se. Além disso, a UE vai usar o período de transição para mudar as suas próprias regulações e, assim, os negócios que gerem emprego e as elevadas receitas fiscais vão ter de mudar-se para território da União Europeia.

A boa notícia é que o brexit vai ser um exemplo para todos. Antes de ficar bem melhor vai ficar bem pior. E de uma forma ou outra dentro da União Europeia mas em situação bem menos confortável .

O brexit custa mais que a intervenção da troika em Portugal

A França fala em 100 mil milhões de euros que o Reino Unido terá que devolver à União Europeia. A ajuda a Portugal ficou-se pelos 78 mil milhões de euros.

Há por aí uns pândegos que queriam a saída de Portugal da UE . Até lançaram uma campanha para preparar a saída, mas que morreu à nascença. Mostra bem que o que move esta gente é  o ódio à Europa. Nem contas fazem e se fazem escondem-nas ou vão dizendo que não pagam.

"Podemos sempre debater o montante, mas o facto de o Reino Unido ter de pagar o que deve ao orçamento da União Europeia é um pré-requisito não negociável no início das negociações", adiantou ainda o ministro das Finanças da França.

Queremos o nosso dinheiro de volta. Lembram-se de quem disse esta frase ?

Afinal pertencer à Zona Euro é bom

O brêxit, dos ingleses, tenta a todo o custo ficar dentro da Zona Euro . Vendem para a Zona Euro 230 mil milhões e importam 290 mil milhões. Querem continuar com esta troca tal como se fossem membros efectivos da zona euro. Ter as vantagens e não ter as desvantagens. O melhor de dois mundos.

Primeiro uma fase de transição em que nada ou quase nada muda. E depois desse período temporário um "sistema o mais livre possível e sem fricções". No que diz respeito ao brexit, são estas as intenções do governo britânico para as questões aduaneiras.

De acordo com o documento que o governo britânico tornou público ontem, durante o período de transição - uma espécie de união aduaneira temporária com a UE - continuaria a existir livre circulação de mercadorias entre o Reino Unido e a União Europeia e ambos partilhariam as mesmas tarifas em relação a países terceiros. No fundo, os britânicos continuariam a fazer parte da união aduaneira apesar de já terem saído. "Estar ao mesmo tempo dentro e fora da União Aduaneira é uma fantasia", escreveu no Twitter Guy Verhofstadt, o responsável máximo do Parlamento Europeu para as negociações do brexit.

E agora que a Europa cresce, afastada a crise, não são só os britânicos que tentam tudo para ficar. Em Portugal deixou de se ouvir que é necesssário preparar o país para sair e a Grécia cumpre escrupolosamente os ditâmes de Bruxelas . Os partidos anti-europa representam uma ninharia representativa do querer dos cidadãos. Cerca de 70% são pró-europa.

Mas o engraçado é que estes derrotados acham que estão a ganhar... 

Lançar a pedra, esconder a mão, assobiar para o lado, e fingir que nada foi

O artigo de hoje: Lançar a pedra, esconder a mão, assobiar para o lado, e fingir que nada foi.

O partido do Sr. Farage, Partido Pela Independência do Reino Unido, o maior defensor e precursor da saída do RU da União Europeia, e que ao longo de várias eleições do passado recente, apresentava crescentes e significativas votações, não conseguiu eleger nem um único deputado esta semana.

E a comunicação social, nem uma palavra ainda publicou sobre isto.

Então não deveria o povo britânico, agora mais do que nunca, dar o seu voto aqueles que andaram a convencer os eleitores para votarem na saída da UE? Não deveriam ser esses defensores do Brexit a ter que assumir agora a condução dos destinos da nação e também os custos dessa saída?

O Sr Farage, e mais uns tantos do seu séquito, no qual também incluo a hipócrita Theresa May, (que na sombra também sempre manobrou a favor da saída da UE), que andaram anos a lutar contra a UE, e a prometer um melhor futuro, ao povo britânico, e a garantir-lhes que iriam ficar muitíssimo melhor saindo da UE do que mantendo-se dentro, simplesmente desapareceu de cena, para parte incerta. Nem uma simples palavra mais lhes ouvimos sobre a saída da UE, nem sobre o futuro que se adivinha para o RU.

É o que se chama lançar a pedra, acertar na vítima, esconder a mão, assobiar para o lado, fingir que nada têm com o que aconteceu, e se possível ainda atiram as culpas para cima de outros.

Uma coisa começa a ser cada vez mais evidente: o povo britânico, já se apercebeu que foram enganados, e deixados à sua sorte. E se houvesse novo referendo, o sim à UE ganharia com toda a certeza.

O "hard Brêxit " pode parir uma pequena Inglaterra

A União Europeia não pode deixar que o Reino Unido fique melhor fora do que dentro pelo que o "hard Brêxit" não é uma figura de estilo, sob pena de muitos quererem o mesmo . Sol na eira e chuva no nabal .

Já o Reino Unido, não tendo outro caminho que não seja cumprir o resultado do referendo tudo fará para suavizar o brêxit . Quem tem nas costas a casa a arder não pode transferir recursos para a frente de batalha.

Com muitos escoceses – 62% dos quais votaram para ficar na UE – a serem arrastados para um "hard Brexit" pelo governo conservador do Reino Unido, o argumento para um referendo à independência da Escócia pode ser convincente. O futuro da Irlanda do Norte continua também em aberto. O estado de espírito de uma pequena Inglaterra pode tornar-se real.

May, a primeira ministra Britânica, prometeu logo após o referendo que não haveria eleições antecipadas mas voltou com a palavra atrás e marcou eleições antecipadas para Junho deste ano . Ganhando, e tudo aponta para que sim, ficará com uma maioria sólida no parlamento que lhe dará força negocial com a UE.

Mas os que se afirmam solidamente pró-europeus não vão deixar cair os braços. Um "hard Brêxit" pode fazer-se sentir com fragor na economia do Reino Unido.

May está também a jogar um jogo arriscado em relação à sobrevivência do Reino Unido.

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Seja qual for o resultado a França não sairá da União Europeia

Para a França sair da União Europeia é preciso um referendo e a saída ganhar. Ora, as sondagens dizem que numa segunda volta com Le Pen o seu adversário, seja qual for, ganhará com 72% dos votos. Estes 72% dos votos corresponde aos franceses que não querem abandonar a Europa.

É por haver esta "segunda volta" chamemos-lhe assim, que Le Pen na primeira volta faz o pleno dos seus apoiantes. Este raciocino é frequente nas respostas dos franceses que são entrevistados à saída das urnas. Quer dizer, a segunda volta funciona como um seguro democrático e de vida.

Voto de protesto na primeira volta, voto pró europa na segunda volta. O dia de hoje é, naturalmente, importante, mas não é decisivo. Dentro de duas semanas, aí sim, será decisivo porque uma mais que improvável vitória de Le Pen abriria a porta a um referendo sobre a saída da Europa. Em Inglaterra, Cameron, ex-primeiro ministro, para resolver um problema de legitimidade dele próprio, abriu a porta ao Brexit . Hoje sabemos que a diferença foi mínima e que o futuro, os jovens, votaram pró-europa e que o governo inglês quer ficar com as vantagens de pertencer ao espaço europeu sem ter as responsabilidades.

A comissão de Bruxelas que negoceia com o governo inglês os termos do Brexit, não pode esquecer-se que tem os euro cépticos prontos a cantar vitória se " a Inglaterra ficar melhor fora do que dentro". É preciso fazer passar essa mensagem um óbvio contributo para a derrota de Le Pen.  

 

Brexit com sol na eira e chuva no nabal

Sol na eira e chuva no nabal.

Estes ingleses, tornaram-se numa comédia, e motivo de chacota na Europa.

Então quiseram abandonar a UE para não terem obrigações, mas querem manter os benefícios?

Querem sair da UE mas pretendem lá manter, importantes institutos de investigação financiados pela UE, querem lá manter a base das operações europeias do euro, sem sequer terem aderido à moeda única, e querem manter agências europeias, com milhares de postos de trabalho, altamente qualificados, e que é pago com os impostos de todos os outros países membros da UE?

Estes ingleses, já começam a fazer lembrar as nossas esquerdas, que querem manter as regalias e benefícios da UE, mas não querem nenhumas das obrigações daí decorrentes. Querem usufruir do poder de compra, a credibilidade, e o enorme benefício de termos uma moeda mundialmente convertível, mas depois não querem ter que cumprir as obrigações partilhadas, que uma moeda comum obriga a todos os seus membros.

É preciso ter muita lata, pois vergonha começam a demonstrar que já não têm muita.

PS : O ‘ministro do Brexit’ não aceita que o regulador europeu bancário e financeiro e Agência Europeia de Medicamentos façam as malas e abandonem Canary Wharf, em Londres.

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As ameaças externas reforçam coesão da União Europeia

Alemanha e França lado a lado após o Brexit . É um movimento previsível face a uma ameaça exterior reforçar a coesão e os dois grandes países líderes europeus já o perceberam.

O presidente alemão,  social-democrata, admitiu que a Europa “deve ser capaz de responder” às aspirações dos seus cidadãos e sublinhou que a UE é “indispensável e iniludível”. François Hollande pronunciou-se no mesmo tom, afirmando, segundo o texto, a “responsabilidade eminente” de Paris e Berlim de “dar uma orientação à Europa e uma visão aos respectivos povos”, para que possam “empenhar-se plenamente na construção da Europa do futuro”

Aprender com os últimos difíceis anos e reforçar os princípios humanistas em que assentou a constituição da UE é a melhor forma de reforçar a coesão europeia.

Entretanto o impacto do Brexit começa a fazer-se sentir com algumas importantes empresas a fazerem as malas para abandonar Londres e instarem-se em Bruxelas e noutras cidades europeias.

Portugal já criou uma comissão " Portugal in " para junto das empresas ingleses fazer lobby e as convencer a instalarem-se no nosso país.

O mercado de 400 milhões de consumidores é um argumento que não se pode ignorar .

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Quem é que mentiu aos Ingleses ?

O Brexit levanta enormes problemas . O primeiro é que o Reino Unido não pode ficar numa situação que seja mais favorável do que as dos membros efectivos da União Europeia. Quer dizer, o Reino Unido não pode esperar poder " escolher as cerejas " . Deixar o osso e ficar com o lombo .

O mesmo povo que votou o Brexit é o mesmo que pensa como segue no gráfico seguinte :

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 Quem é que andou a mentir a esta gente para votar na saída ? Este processo do Brexit e este gráfico mostram aonde pode chegar o populismo dos "farage" deste mundo, como Catarina Martins e Jerónimo de Sousa. Uma maioria absoluta de votantes ingleses espera manter-se com várias ligações à União Europeia . Os mesmos que votaram pela saída, aliás, bem menos que os que se mostram agora favoráveis à União Europeia. 

O Brexit vai ser uma vacina para os povos que tanto beneficiam com a União Europeia e com a Zona Euro . E as gerações mais jovens que votaram maioritariamente pela permanência terão a sua oportunidade de voltar quando as gerações mais velhas desaparecerem .

É verdade que em democracia a base é "um homem um voto " mas os mais velhos não devem cortar horizontes aos mais novos. O Brexit é uma machadada na esperança e nos horizontes dos mais novos por quem já cá não estará.

Contra mim falo .