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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ouça o Bloco de Esquerda sobre os CTT mas não inale - é meio caminho andado

Os CTT estão numa transformação profunda e têm que ao mesmo tempo cumprir o serviço público salvaguardado no contrato de concessão com o Estado. Devemos ouvir o Bloco de Esquerda mas não inalar não vá ficarmos com o pensamento enevoado.

É que na altura própria o regulador que monitoriza o contrato irá pronunciar-se conforme o contrato está ou não a ser cumprido . É isto e nada mais.

Estão a fechar lojas ? Pois estão, mas a Caixa Geral de Depósitos está a fechar muitas mais e a despedir muito mais pessoal, é uma empresa 100% pública ( logo tem maior responsabilidade no serviço prestado às populações) e não se ouvem as meninas do Bloco. Porque será ? É mesmo por amor ao povo, aos pobrezinhos ?

Imagens televisivas mostram o balcão aqui das Olaias que vai fechar mas não mostram que 500 metros mais à frente há outro balcão dos CTT que não vai fechar. Batota da grossa.

A empresa referiu que o encerramento de 22 lojas situadas de norte a sul do país e nas ilhas "não coloca em causa o serviço de proximidade às populações e aos clientes, uma vez que existem outros pontos de acesso nas zonas respectivas que dão total garantia na resposta às necessidades face à procura existente".

Por aqui é assim, fecha uma loja mas fico cá com outra. Mas eu não inalo ao contrário da rapaziada do Bloco e do PCP .

O BE a mostrar a sua pior face numa posição abjeta

A Lei sobre o financiamento dos partidos para além da vergonha do processo encontrado que envolve todos os partidos mostrou a verdadeira natureza do Bloco de Esquerda. Em comunicado isolado da posição dos outros partidos que aprovaram a Lei vem dizer que aprovou embora não esteja de acordo. Aprovou para vigiar os outros partidos.

Para Lobo Xavier, os partidos “tiveram comportamentos diferentes” quando abordaram esta questão, referindo que o PS defendeu “as soluções e o processo até ao fim” e considerando a posição do Bloco de Esquerda “abjeta”. “As declarações hipócritas do BE, que votou tudo aquilo, a tentar pôr-se de fora e a arranjar explicações pindéricas para as decisões que foram aprovadas é do pior momento da vida portuguesa no ano de 2017.”

É bom para a Democracia o BE estar a apoiar o governo, mostra que é igual aos outros e não pode continuar a armar que é eticamente superior aos outros.

Pode enganar-se alguns durante algum tempo mas não durante o tempo todo .

PS : Ana Catarina Mendes :

"Da lei aprovada não resulta nenhum aumento da subvenção estatal, nenhum aumento de dinheiros públicos para os partidos."

Já se está a entrar no campo da mentira compulsiva. Que falta de vergonha.

O BE a embalar o berço ao PS

É cada vez mais evidente o distanciamento do velho PCP que se mantém agarrado ao discurso de sempre, contra o défice, o pagamento da dívida, a política próEuropa de António Costa.

Ao contrário, o Bloco está cada vez mais fofinho. Na mesma semana Mortágua e Galamba deslumbram-se perante a hipótese de serem ministros, num governo PS/BE , naturalmente .

Na Câmara de Lisboa, o vereador do BE mete os pés pelas mãos por forma a não desafinar com Fernando Medina. Uma espécie de ensaio.

Claro que, este BE no poder mostra que sofre dos mesmos vícios de todos os outros partidos e isso é bom. Deixa de poder jogar a habitual carta da superioridade moral, da capacidade de resolver problemas de ser mais capaz e mais justo. Como se viu pelo seu herói Syriza na Grécia.

O Syriza engoliu o que teve de engolir apesar de tudo o que antes prometeu em nome da conservação do poder – o Bloco não é mais puro, nunca foi nem será, e por isso também engolirá o que tiver de engolir.

Diria mesmo que já está escrito nas estrelas: salvo surpresas de maior, lá para 2019 António Costa deverá poder libertar-se do PCP e fazer uma geringonça mais fofinha (e com menos arestas) só com o Bloco, altura em que o casamento por certo incluirá entregar ao partido de Catarina Martins algumas pastas ministeriais – tal como em Lisboa Fernando Medina já entregou pelouros a Ricardo Robles.

O PS já se moveu  em direcção ao BE e agora é ver alguns dos seus elementos mais radicais na primeira linha

 

O sadismo e o histerismo do Bloco de Esquerda

Isto só acaba com uma maioria absoluta do PS.

Li há dias que Manuel Alegre e Francisco Assis, tão diferentes que eles são, estavam unidos na revolta perante a forma como o sádico BE abusa do masoquista PS. E realmente assim é. Não há praticamente uma semana em que o frágil BE não ataque, insulte, ofenda, difame, provoque o PS e o seu Governo.

Porquê que isto é assim do lado do BE? Por um lado, e desde logo, porque os histéricos e os sádicos são assim, vão até ao limite para ver se conseguem que alguém lhes coloque uma barreira e os faça parar – fazem mal ao outro, sentem prazer nisso, não conseguem parar. Histeria e sadismo podem por isso andar bem juntos.

O Bloco é um partido de impotência objetiva, que tudo exige sem conta, peso nem medida, pois nada o gratifica, nada o sossega, nada o apazigua ou acalma.

E porquê o masoquismo do lado do PS? É difícil lidar com histéricos, sabe qualquer psicólogo e alguns mais – é difícil reagir a um sádico, pois constroem o seu poder sobre fragilidades, culpabilidades, receios de si e dos outros

O PS é, como todos os partidos moderados de esquerda, uma entidade culpabilizada por não poder ou não conseguir ser tão revolucionário, tão radical, tão idealista, como os sonhos de juventude e os idealismos pueris antecipariam. É assim fácil cair na dependência afetiva de um sádico e de sonhar em colocar-se no lugar do histérico ou de ilusoriamente o tentar normalizar. Há por isso um lado masoquista no PS quando chega ao Governo (exceto com Soares e Sócrates, por razões distintas…).

E custa ver uma personalidade, forte e solar como António Costa, a vergar-se às  chicotadas, aos gritos, aos mecanismos de tortura que Catarina Martins e Mariana Mortágua manejam genialmente.

O irresponsável radicalismo anti-negócios do BE

A associação das empresas de energia renováveis afirma que a taxa que o BE propôs para constar no orçamento de 2018 levaria grande parte das empresas do sector à falência.

E disse mais, disse que houve duas empresas que recuaram na intenção de investimento associado a empresas estrangeiras só com a proposta do BE (400 a 500 milhões de euros).

E há no PS também quem se deixe seduzir por este esquerdismo irresponsável.

Vital não parece surpreendido com o facto de a medida ter sido proposta pelo BE. “Que o BE tenha congeminado esta brilhante solução de ‘expropriação por via fiscal’, isso faz parte do irresponsável radicalismo anti-negócios, típico da agremiação”, escreve no seu blogue.

Vital considera que a aplicação da sobretaxa a um setor protegido da área energética “lesava os direitos contratuais dos investidores” e “contrariava manifestamente a aposta nacional nas energias renováveis” que Portugal tem feito. “Nada a recomendava, portanto. Pelo contrário”, considera o ex-eurodeputado.

Seriam maiores as indemnizações contratuais que a receita arrecadada. Tudo gente séria e conhecedora neste BE.

A violência do discurso entre parceiros da maioria

O BE acusou o PS e o primeiro ministro de não ter palavra honrada. E o curioso é que ninguém no Parlamento se levantou para defender o PS e António Costa.

O discurso de Mariana Mortágua foi de uma violência extrema deixando no PS e no governo um registo que não se apagará. Há coisas que se dizem entre parceiros no silêncio dos gabinetes mas não no Parlamento. O BE quis que a distancia entre partidos ficasse bem definida na opinião pública.

O PCP centrou o seu discurso nas suas contribuições para o orçamento, dizendo que o documento é melhor graças às suas propostas aprovadas.

E a seguir temos a CGTP com a sua proposta dos 600 euros como salário mínimo e o descongelamento das carreiras para toda a administração pública.

E o PS declara que vai voltar-se para o PSD para conseguir consensos estruturais

Afinal os incêndios continuam a andar por aí...

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Cedência do PS ao “lobby” da Energia é “o que de pior há na política”

O BE está muito desiludido com o PS e com o governo. Uma proposta para baixar as rendas excessivas às eléctricas, negociada "artigo a artigo" entre o PS e o BE, foi hoje recusada pelo mesmo PS que a negociou. Andar com a palavra atrás não é palavra honrada.

Uma cambalhota sem rede do PS que foi mal compreendida mesmo entre os socialistas mas, não é uma decisão fácil, porque pode influenciar negativamente o investimento na energia limpa. Mas para o BE esse é o lado para onde dorme melhor.

O plenário da Assembleia da República chumbou esta tarde, pela conjugação dos votos contra do PS e do CDS, a proposta do Bloco de Esquerda que criava nova contribuição a pagar pelas empresas do setor das energias renováveis.

Os votos favoráveis dos proponentes, a que se somaram os do PCP, PEV, PAN e do deputado socialista Ascenso Simões não foram suficientes para salvar a proposta, que, na sexta-feira, tinha sido aprovada em comissão, por via de um sentido de voto dos socialistas que fora precisamente o oposto do desta tarde, ou seja, a favor. O PSD absteve-se.

 E, a verdade, é que de sexta feira para cá não se conhece razão suficiente para mudar o sentido do voto. As brechas vão-se abrindo entre os partidos da geringonça . Nada de que não suspeitássemos .

O PCP e o BE apoiam os professores ou o governo ?

Pensamento do dia:

Mais um hino à hipocrisia

O kamarada Jerónimo e a trotskista caviar Katarina, numa absoluta demonstração de hipocrisia sem vergonha, vieram hoje a publico dizer que apoiam a greve dos professores.

Se de facto apoiam as reivindicações dos professores, então porque é que votaram a favor de um Orçamento de Estado onde tais reivindicações não estão incluidas?

Se de facto estão do lado dos professores, e dado que a aprovação do OE na especialidade esta totalmente dependente dos votos do PCP e do BE, porque não dizem então ao governo que ou coloca no OE a dotação orçamental necessaria para financiar os custos do descongelamento das carreiras dos professores, ou caso o governo não o faça, votarão contra o OE?

E assim nos vão tratando como se fossemos todos uma cambada de tolos e ignorantes.

As meninas do BE deixaram de ser donzelas

Estão contra a recém nomeação do Presidente dos Fogos ( Unidade de Missão para os Incêndios) por vir de uma empresa privada do sector. Estão contra o direito de mobilidade do trabalhador.

“A posição do Bloco de Esquerda sobre a nomeação do Tiago Oliveira é não só completamente troglodita como um violento ataque aos direitos dos trabalhadores, um retrocesso civilizacional brutal, ao pretender limitar a liberdade dos trabalhadores mudarem de entidade patronal, inibindo o exercício de funções públicas em função da avaliação política da atuação das suas entidades patronais.”

E quem deixa de ser donzela não tem como voltar atrás...

As razões das moções de censura apresentadas por PCP e BE

Claro que nenhuma delas é "aproveitamento político " ou "truque grotesto" como é agora a apresentada pelo CDS. Isso dança ao sabor da música dos grandes detentores da verdade. Os que se atribuem coerência e ética superiores a todos os outros.

"Não vale a pena dirigir a questão ao PCP e ao BE que, respectivamente, qualificam a iniciativa de “aproveitamento político” e de “truque grotesco”. Não vale a pena porque os registos da Assembleia da República permitem-nos averiguar aquilo que, efectivamente, estes partidos consideram de gravidade política suficiente para justificar a pertinência de uma moção de censura. Nos últimos 10 anos (2008-2017), o PCP apresentou 6 moções de censura, uma das quais através do PEV – 2008, 2010, 2012 (Junho), 2012 (Outubro), 2013, 2014. O que as justificou? As ofensivas brutais “contra o valor dos salários” (2012), o “ataque brutal aos direitos dos trabalhadores” (2008), “a destruição da vida de tantos portugueses” (2012) e o “sentimento popular de rejeição da política de direita” (2014). Nesse mesmo período, o BE apresentou 3 moções de censura – 2008, 2011, 2012. O que as justificou? A “defesa das gerações sacrificadas” (2011), a recusa do “Tratado Orçamental” (2008) e o “direito aos salários e às pensões” (2012).

Claro que arder metade do país e morrerem 110 pessoas não justifica nenhuma moção de censura. Basta comparar com as razões apresentadas por PCP e BE.