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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O PCP e o BE apoiam os professores ou o governo ?

Pensamento do dia:

Mais um hino à hipocrisia

O kamarada Jerónimo e a trotskista caviar Katarina, numa absoluta demonstração de hipocrisia sem vergonha, vieram hoje a publico dizer que apoiam a greve dos professores.

Se de facto apoiam as reivindicações dos professores, então porque é que votaram a favor de um Orçamento de Estado onde tais reivindicações não estão incluidas?

Se de facto estão do lado dos professores, e dado que a aprovação do OE na especialidade esta totalmente dependente dos votos do PCP e do BE, porque não dizem então ao governo que ou coloca no OE a dotação orçamental necessaria para financiar os custos do descongelamento das carreiras dos professores, ou caso o governo não o faça, votarão contra o OE?

E assim nos vão tratando como se fossemos todos uma cambada de tolos e ignorantes.

As meninas do BE deixaram de ser donzelas

Estão contra a recém nomeação do Presidente dos Fogos ( Unidade de Missão para os Incêndios) por vir de uma empresa privada do sector. Estão contra o direito de mobilidade do trabalhador.

“A posição do Bloco de Esquerda sobre a nomeação do Tiago Oliveira é não só completamente troglodita como um violento ataque aos direitos dos trabalhadores, um retrocesso civilizacional brutal, ao pretender limitar a liberdade dos trabalhadores mudarem de entidade patronal, inibindo o exercício de funções públicas em função da avaliação política da atuação das suas entidades patronais.”

E quem deixa de ser donzela não tem como voltar atrás...

As razões das moções de censura apresentadas por PCP e BE

Claro que nenhuma delas é "aproveitamento político " ou "truque grotesto" como é agora a apresentada pelo CDS. Isso dança ao sabor da música dos grandes detentores da verdade. Os que se atribuem coerência e ética superiores a todos os outros.

"Não vale a pena dirigir a questão ao PCP e ao BE que, respectivamente, qualificam a iniciativa de “aproveitamento político” e de “truque grotesco”. Não vale a pena porque os registos da Assembleia da República permitem-nos averiguar aquilo que, efectivamente, estes partidos consideram de gravidade política suficiente para justificar a pertinência de uma moção de censura. Nos últimos 10 anos (2008-2017), o PCP apresentou 6 moções de censura, uma das quais através do PEV – 2008, 2010, 2012 (Junho), 2012 (Outubro), 2013, 2014. O que as justificou? As ofensivas brutais “contra o valor dos salários” (2012), o “ataque brutal aos direitos dos trabalhadores” (2008), “a destruição da vida de tantos portugueses” (2012) e o “sentimento popular de rejeição da política de direita” (2014). Nesse mesmo período, o BE apresentou 3 moções de censura – 2008, 2011, 2012. O que as justificou? A “defesa das gerações sacrificadas” (2011), a recusa do “Tratado Orçamental” (2008) e o “direito aos salários e às pensões” (2012).

Claro que arder metade do país e morrerem 110 pessoas não justifica nenhuma moção de censura. Basta comparar com as razões apresentadas por PCP e BE.

António Costa, primeiro-ministro de Lisboa

António Costa desde os catorze anos que anda na política entre o Terreiro do Paço e S. Bento. Não conhece o país. Após dois anos de governação a realidade está aí para quem quer ver. Não há uma só reforma.

Quando olhamos para os seus dois anos como primeiro-ministro, aquilo que vemos é uma gestão política confinada ao eixo Terreiro do Paço-São Bento, com incursões pontuais a Bruxelas. O Governo leva muito mais tempo a reunir-se com o Bloco e com o PCP do que a pensar no futuro de Portugal, até porque as grandes reformas estão bloqueadas à esquerda. A chamada “geringonça” é uma máquina carente de assistência técnica permanente, pelo que não é de espantar que quando o país real telefona para São Bento a linha esteja ocupada. Não são só os bombeiros e a GNR que não conseguem contactar a Protecção Civil – o Portugal profundo também não consegue falar com o primeiro-ministro.

Entregar o ouro ao bandido

Jerónimo de Sousa tem um fantasma. Que o PS venha a ter uma maioria absoluta. O PCP ficaria como o idiota útil que ajudou o PS a governar, a ganhar uma maioria absoluta e que em troca seria remetido para a insignificância .

É por isso que avisa que uma segunda edição da geringonça é altamente improvável a não ser que o PCP tenha tantos votos que possa aspirar a ser governo. Doutra forma não brinca.

O seu braço armado - a CGTP- já avisou que o governo PS está muito aquém do cumprimento dos acordos é preciso um governo patriota e de esquerda . E nós todos sabemos o que isso quer dizer, quanto à relação com a União Europeia e a Zona Euro .

Catarina Martins diz que a geringonça é irrepetível deixando a entender que só com mais votos e a governar. Face às sondagens sente-se injustiçada, logo o BE que se arroga pai de tantas medidas de esquerda.

É, claro, que o futuro próximo não é brilhante - é tudo poucochinho - e PCP e BE não podem deixar de se afastar o mais possível do governo de que não fazem parte. A responsabilidade é toda do PS que continua a fazer uma governação de direita . Tudo o que é bom deve-se à determinação e exigência dos partidos à esquerda tudo o que é mau deve-se ao PS de direita.

Só fazendo parte do governo e com mais votos . António Costa pode pagar caro ter remetido os partidos que o apoiam para o papel de idiotas úteis.

 

O governo não se deixou contaminar pelo PCP

E o próprio BE está bem longe do PCP e das suas posições antidemocráticas . O que é bem visível nas suas posições em relação à Venezuela. Mais tarde ou mais cedo esta clivagem profunda estará em cima da mesa . E quais serão as consequências ?

Governo e BE alinham ao lado das posições da UE não só nesta caso mas também, aqui e ali com pequenas nuances, no geral . Pode o PCP manter o apoio político ao governo quando as divergências são tão evidentes ? E presentemente em que a UE e a Zona Euro ganham músculo podem os comunistas manter a sua posição quanto à pertença do espaço europeu ?

Este tipo de divergências desgastam o governo? 

A minha questão não é se desgastam... O que acho é que, à partida, limitam a possibilidade de sucesso de uma solução política desta natureza e retiram sempre alguma energia a uma solução governativa em que o partido do governo está dependente - não para estas coisas, mas para muitas outras - de partidos, como é o caso do Partido Comunista, em relação ao qual nós temos divergências profundíssimas. Não são divergências de pormenor. Mas isso não é nada de novo. Já se sabia que ia ser assim. ( Francisco Assis)

PCP e BE cativados

A partir de Junho do ano passado a economia da Zona Euro começou a espevitar e Portugal a crescer por arrasto . Mas não chegou aos 2,5% e Centeno teve que lançar mão das cativações que PCP e BE engoliram sem protesto. Agora estão a arder como parte do país.

Bem podem dizer que não sabiam ou que foram enganados - o orçamento executado não é o que aprovaram grita Mariana - mas a verdade é que o orçamento para 2018 ainda vai ser mais difícil . O crescimento da economia vai reduzir-se - nas previsões do governo - e isso vai manter ou mesmo aumentar as cativações .

Entretanto Costa, ganha tempo nas várias frentes da bagunça. A Pedrogão ainda nem sequer chegou a famosa comissão independente, Tancos está a revelar-se uma batalha política - como Vasco Lourenço acusa - e o governo derrete-se como um gelado no pico do verão.

PCP e BE estão entalados contra a parede vão ter que negociar o orçamento e as cativações e lá se vai a credibilidade dos seus protestos.

Hoje são evidentes as razões que levaram as agências de rating a não melhorarem a notação do país e os avisos frequentes das instituições financeiras. A dívida que não desce ( a segunda maior de todas), as taxas de juro que são o triplo das de Espanha, as reversões justas mas não prudentes. Tudo para acomodar o suposto milagre do défice mais baixo de sempre que PCP e BE engolem a custo.

Mas, mais uma vez estavam todos errados e nós é que estávamos certos.

Há uma coligação PS/BE na forja

O BE rendeu-se ao poder. O recente estudo sobre a dívida mostra-o à evidência .O PCP continua a pugnar por uma renegociação de ruptura e o seu isolamento está cada vez mais próximo . A geringonça tem dias difíceis pela frente .

Este relatório sobre a sustentabilidade da dívida pública assinala um ponto de viragem. Receava-se, quando António Costa formou governo sob apoio parlamentar da extrema-esquerda, que esta arrastasse o PS consigo para o radicalismo eurocéptico. E discutia-se a possibilidade de, às custas dos socialistas, o Bloco de Esquerda crescer e ocupar mais espaço eleitoral. Em ambos os cenários, aconteceu o contrário. O que, de certo modo, é uma boa notícia: é sempre positivo para o sistema político quando um partido de protesto, como até agora foi o Bloco de Esquerda, sobrepõe o pragmatismo à ideologia e suja as mãos com os dilemas concretos da governação. Há uma coligação PS-BE na forja. E isso, no actual contexto político, implica deixar progressivamente o PCP de fora. Pode até faltar ainda muito tempo para eleições legislativas, mas já está uma guerra prestes a rebentar na geringonça.

As máscaras caíram

As mascaras caíram ao PCP e ao BE. Não, Macron e Le Pen não são a mesma coisa.

"Nem o espírito anti-fascista que comunistas e bloquistas reivindicam com tanto fervor foi suficiente para ajudá-los a não confundir o inconfundível. As máscaras caíram. E o álibi de Macron ter sido banqueiro e representar a alta-finança é demasiado cómodo, frágil e sobretudo hipócrita quando se está perante uma escolha política tão radical. De facto, a verdadeira questão que o velho PCP (historicamente refém da sua submissão ao comunismo soviético, ao ponto de a transferir para Putin, apoiante convicto, aliás como Trump, de Le Pen) ou o mais juvenil mas igualmente sectário Bloco não conseguem disfarçar é o seu anti-europeísmo primário, tão grosseiro e vesgo que não se importam de fazer dele contrabando com o seu tão incensado anti-fascismo.

Essa Europa melhor, mais integrada e solidária a que aspiramos, para além de qualquer miragem isolacionista e suicidária, é incompatível com o fanatismo anti-europeísta de comunistas e bloquistas. E será por aí que, quer se queira, quer não, chegará o momento da verdade entre um PS europeísta e os seus aliados de circunstância, prometidos aliás a um ocaso como aquele a que as presidenciais francesas conduziram uma esquerda e uma direita decrépitas. Não, Le Pen e Macron não são, de todo, a mesma coisa.

BE e PS querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal

Agora percebe-se melhor a guerra que o BE e o PS movem ao governador do Banco de Portugal . Querem deitar mão às reservas do Banco de Portugal para compor o défice.

Para isso exigem que o governador alivie as provisões para acorrer a prejuízos futuros e desta forma obrigar o banco a pagar maiores dividendos ao único accionista o Estado. Vem tudo na proposta hoje conhecida da autoria do BE e do PS para a negociação da dívida.

Entretanto, Bruxelas já veio dizer que não é possível oferecer melhores condições do que as já praticadas em termos de juros e de maturidades. Para baixar as taxas de juro ( à volta dos 1,33%) que já não deixa praticamente nenhum "fee" , seriam necessárias transferências entre orçamentos dos países membros, o que é proibido pelas normas europeias.

O PCP já veio dizer que a proposta contem micro soluções ( a macro solução do PCP é sair da Zona Euro e da UE), mas a verdade é que Portugal vive hoje ligado à máquina da UE. Como diz Bruxelas a solução para Portugal é crescer mais, sem isso nada feito .

É tudo poucochinho . 

O que é então errado? “Encurtar os prazos de emissão de dívida, como é proposto, isso é normalmente o que fazem os credores com pior qualidade e foi o que aconteceu a Portugal até 2011”.

E o que é perigoso? “É ir simplesmente deitar a mão às reservas do Banco de Portugal que já se percebeu é isso que o Partido Socialista e o Bloco de Esquerda querem“, notou Passos Coelho, dizendo que talvez se perceba agora melhor a “guerra” contra o governador do Banco de Portugal. “Há uma intenção clara do Governo poder deitar a mão às reservas, ao dinheiro que está no Banco de Portugal para, como medida extraordinária ajudar a compor os números do défice”.

Em declarações transmitidas pelas televisões, o líder do PSD começa por dizer que “adorava” que o país tivesse uma dívida “mais baixa”, ou seja, “que no passado, não se tivesse contraído tanta dívida de forma irresponsável”. Rejeitando responsabilidades do seu Governo — “não fui eu que o fiz”, afirmou — Passos adiantou que é agora necessário “responder a essa dívida”.