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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Portugal tem o maior peso do custo dos juros no PIB

E, mesmo assim, graças ao BCE poupou uns 10 mil milhões em juros desde que se iniciou o programa de compra de dívida.

Existe o risco crescente que a confiança na sustentabilidade das finanças públicas dos países sofra uma erosão assim que as taxas de juro subam, o que ameaça colocar pressão sobre a política monetária para responder a este problema, afirma o Bundesbank. E teme que os países mais endividados da região tenham dificuldades em cumprir o serviço da dívida quando as taxas de juro começarem a subir.

Nas várias estatísticas que publica no seu boletim mensal, o Bundesbank coloca Portugal como o país da Zona Euro onde o custo com pagamento de juros tem um maior peso no PIB, o que aliado ao elevado peso da dívida (acima dos 130% do PIB) coloca o país como um dos mais vulneráveis a um aumento dos juros por parte do BCE.

O peso dos custos com juros até baixou em 2016 para o equivalente a 4,24% do PIB, mas é o único país do euro onde o rácio permanece acima dos 4%.

Após quase dois anos deste governo as ameaças continuam a ser muitas e graves. Mas parece que quem diz isto não é patriota.

 

Os anjos da guarda

A DBRS que nos mantém acima do "lixo" e assim permite ao país beneficiar do "Quantative Easing" do BCE - outro anjo - tem sido bem benévolo para Portugal atendendo ao seu comportamento com outros países. Se seguisse apenas as medidas e objectivos quantificáveis, a sua percepção quanto à nossa dívida seria igual às outras agências. Lixo.

E é mesmo possível estimar quanto é que esta subjectividade ajuda o rating português: entre 2010 e 2016 ela reforçou-o, em média, num nível. Ou seja, pelo menos durante grande parte desse período, foi essa subjectividade que permitiu manter Portugal fora da classificação "lixo".

Convinha que por cá se abrandasse a euforia, as coisas não são como as pintam. Lá fora há muito quem tenha sérias dúvidas sobre a sustentabilidade do modelo de governação. E as restantes agências de notação financeira recentemente não melhoraram a visão que têm sobre Portugal. Não podem estar todas erradas ou juntas em campanha contra a novel "tróika" - PS, PCP e BE.

E assim como quem não quer a coisa saltaram com estrondo - do PCP e do BE - as cativações que foram enganando alguns cá dentro mas que não enganaram as agências que cedo perceberam como se baixou o défice. 

O mais baixo de sempre . Pois...

Por onde andam as vozes da desgraça ?

O PCP até tinha afivelada uma campanha para preparar o país para a saída da Zona Euro. Entrou mudo e saiu calado. No Brexit as vozes da desgraça subiram de tom. Era agora. Não foi, pelo contrário a Zona Euro está a crescer e a fortalecer-se.

O BE também achava natural que o país se preparasse para uma eventual saída do Euro . Era o tempo do milagre Siryza e do Podemos . E apareceram os estudos sobre a saída do Euro e logo aí se viu que as soluções propostas empobreciam o país de forma definitiva.

Mário Draghi, o presidente do BCE, em Sintra, sublinhou que as vozes da desgraça "são agora sussurros que mal se ouvem" .O fim do Euro era um desejo manifestamente exagerado.

É necessário que o caminho a trilhar não se desvie da direcção certa, com uma economia robusta, a sustentabilidade das contas públicas e o olhar no futuro.

A maioria silenciosa está onde sempre esteve. Com a União Europeia e a Zona Euro.

 

O crescimento está de volta na Europa

Pela primeira vez em muitos anos o crescimento na Europa é superior ao dos Estados Unidos . Isto vai levar à retirada dos estímulos do BCE (compra de dívida) . Fica a inflação que ainda não chegou aos 2% objectivo do banco central europeu.

Assim, prevê que o processo de retirada de estímulos seja anunciado em Setembro e comece a ser executado em Janeiro. O que vai ter fortes consequências nos próximos dez anos .

As taxas de juro estão historicamente baixas mas vão ter que crescer . E como investir num cenário de mais crescimento, subida da inflação e menos apoio do banco central? "Comprar imobiliário na Península Ibérica".

Devem ser estes os tais constrangimentos de que fala a extrema esquerda

BCE mantém a taxa de juro em 0% e o programa de compra de dívida até ao fim do ano ou mesmo para além desse limite se tal for necessário. Claro que os mercados reagiram positivamente com a taxa de referência a 10 anos a recuar para mínimos e as expectativas económicas a melhorarem. Tudo isto ao contrário do que dizem os que querem sair da União Europeia e da Zona Euro.

Os constrangimentos de pertencermos à Zona Euro de que falam o PCP e o BE devem ser estes. A União Europeia empresta o dinheiro, manda para cá 353 mil milhões em subsídios não reembolsáveis, segura os credores e os mercados e ajuda à consolidação das contas públicas.

A inflação ainda não está na medida certa (2%)  mas é um objectivo que o BCE prossegue . Para já está afastada a deflação um buraco negro que nos atormentou mas que o BCE afastou. Tudo constrangimentos europeus impostos a este país onde as manhãs cantariam . Assim vamos melhorando à boleia do crescimento dos países europeus para onde exportamos.

“É verdade que o crescimento está a melhorar, que as coisas estão a ficar melhor”, afirmou o presidente do BCE perante os jornalistas esta quinta-feira. E acrescentou: “Em 2016 estávamos a falar de uma recuperação frágil e desigual. Agora é sólida e abrangente“.

Já esta quinta-feira, o INE divulgou dados que mostram que a confiança dos consumidores portugueses avançou em Abril pelo oitavo mês seguido para o valor mais alto em quase 20 anos. Também na Zona Euro os dados são positivos, tendo a Comissão Europeia, também esta manhã, revelado que a confiança de consumidores e empresários no bloco do euro cresceu em Abril para máximos de quase 10 anos.

Tudo constrangimentos, bom, bom, era estarmos fora da UE e juntarmo-nos aos BRIC como defende o João Oliveira, chefe da bancada do PCP na AR.

O BCE não salva apenas os países do sul...

Com as boas notícias do défice até esquecemos a maior dívida pública de sempre em Portugal. Tudo graças à ajuda impagável do BCE, que em bom tempo veio em nosso auxílio. 

Com a taxa da inflação a descer para menos de 2% na Alemanha desejada pelo banco central, a Alemanha poderá diminuir a pressão sobre o BCE para que este proceda à normalização das políticas monetárias. O BCE poderá então prosseguir o seu objectivo de manter o euro fraco e fomentar o crescimento económico na Europa, afastando o aumento das taxas de juro e a desaceleração da compra de activos pelos menos até às eleições em França e na Alemanha.

Este apoio à manutenção no poder dos partidos moderados nas principais economias da Europa, visa evitar mais instabilidade política provocada por partidos populistas que poderão por em causa a União Europeia ou até mesmo a moeda única . Na Holanda correu bem e até poderemos esperar um Brexit mais brando .

Ultrapassadas as eleições na França - factor decisivo - as eleições na Alemanha já serão um micro evento entre Merkel e Schulz que não assusta .

O problema para Portugal é se a partir daí o BCE iniciar a normalização da política monetária. Isso sim é que nos deve assustar .

PS : Ler no Expresso - Paulo Barradas

 

No melhor pano cai a nódoa

A Zona Euro está a atravessar o melhor momento na economia depois da crise. Apesar disso a actividade económica em Portugal pode desacelerar ou mesmo contrair nos próximos seis a nove meses segundo a OCDE. E é nisto que andamos quando não se tomam medidas estruturais e os parceiros do governo exigem despesa pública .

Depois da reversão de várias medidas tomadas pelo governo anterior o governo corre atrás do prejuízo.

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A possibilidade de um novo resgate não está afastada

Quem o diz é Francisco Veloso o futuro director da escola de negócios do Imperial College afirma que a retirada dos estímulos pelo BCE e uma subida das taxas de juro de Portugal vão testar a solidez da actual solução governativa e obrigar o Executivo a tomar medidas.

Franciso Veloso, director da escola de negócios da Universidade Católica, considera que a retirada dos estímulos monetários do BCE vai levar a uma forte subida das taxas de juro exigidas pelo mercado na dívida portuguesa. Isso "vai criar uma prova de fogo ao actual governo e à actual solução governativa", afirma no programa Conversa Capital, uma entrevista conjunta do Negócios e da Antena 1. ( ver vídeo )

É no que dá uma economia a crescer poucochinho, uma dívida monstra e uma já elevada taxa de juro . Diz quem sabe .

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BCE faz ultimato a Portugal

Lá se foi o conto de fadas. Isto estava perto do paraíso mas os malandros de Bruxelas vêem problemas onde Costa e Marcelo imaginam sonhos. E o que está lá a fazer Constâncio ?

Sair dos défices excessivos directamente para os desiquilibrios macroeconómicos só não é uma palhaçada porque tudo isto é muito sério . Há limites para os truques em matéria orçamental e o BCE zangou-se com o que o governo anda a fazer. 

O BCE quer um ultimato a Portugal: mais reformas ou mais receitas, avançou o Negócios. Quer dizer mais cortes na despesa do estado ou mais impostos ou as duas coisas . A autoridade monetária, um dos parceiros da troika, pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco. 

Esta posição do BCE foi avançada a 20 de Março numa análise à avaliação realizada em Fevereiro pela Comissão Europeia aos desequilíbrios na UE.

Nessa altura, Bruxelas fez uma avaliação negativa sobre os progressos feitos pelo Governo português em matéria de reformas. Um ano antes, a Comissão Europeia tinha feito um conjunto de recomendações a Portugal. No início de 2017, Bruxelas foi ver se Portugal estava a cumprir. As autoridades europeias deixaram um cartão vermelho e alguns amarelos. Para já não há cartões verdes.

Agora o culpado é Constâncio lá para a frente logo se vê. Abriu a caça aos gambozinos . Jerónimo e Catarina devem estar indignados não se sabe é com quem . Com o governo do PS ?

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Sanções ? Estamos no caminho

Esta posição do BCE tem alguma coisa a ver com a perspectiva do governo sobre a real situação do país ? Há alguma injustiça em relação a Portugal quando todas as instituições avisam o país ?

Banco central pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco.

Para os casos mais graves, como o português, onde foi identificado um desequilíbrio excessivo, está prevista a abertura de um Procedimento por Desequilíbrio Excessivo, que exige a apresentação de um programa de medidas correctivas. Ao abrigo deste procedimento está prevista uma sanção de 0,1% do PIB ao ano para os países que não dêem resposta ao desequilíbrios e ignorem as recomendações. E é aqui que o BCE entende que a Comissão tem sido demasiado branda, defendendo o uso de sanções tal como previsto nas regras.

Factos são factos diz António Costa .