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BandaLarga

as autoestradas da informação

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BCE faz ultimato a Portugal

Lá se foi o conto de fadas. Isto estava perto do paraíso mas os malandros de Bruxelas vêem problemas onde Costa e Marcelo imaginam sonhos. E o que está lá a fazer Constâncio ?

Sair dos défices excessivos directamente para os desiquilibrios macroeconómicos só não é uma palhaçada porque tudo isto é muito sério . Há limites para os truques em matéria orçamental e o BCE zangou-se com o que o governo anda a fazer. 

O BCE quer um ultimato a Portugal: mais reformas ou mais receitas, avançou o Negócios. Quer dizer mais cortes na despesa do estado ou mais impostos ou as duas coisas . A autoridade monetária, um dos parceiros da troika, pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco. 

Esta posição do BCE foi avançada a 20 de Março numa análise à avaliação realizada em Fevereiro pela Comissão Europeia aos desequilíbrios na UE.

Nessa altura, Bruxelas fez uma avaliação negativa sobre os progressos feitos pelo Governo português em matéria de reformas. Um ano antes, a Comissão Europeia tinha feito um conjunto de recomendações a Portugal. No início de 2017, Bruxelas foi ver se Portugal estava a cumprir. As autoridades europeias deixaram um cartão vermelho e alguns amarelos. Para já não há cartões verdes.

Agora o culpado é Constâncio lá para a frente logo se vê. Abriu a caça aos gambozinos . Jerónimo e Catarina devem estar indignados não se sabe é com quem . Com o governo do PS ?

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Sanções ? Estamos no caminho

Esta posição do BCE tem alguma coisa a ver com a perspectiva do governo sobre a real situação do país ? Há alguma injustiça em relação a Portugal quando todas as instituições avisam o país ?

Banco central pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco.

Para os casos mais graves, como o português, onde foi identificado um desequilíbrio excessivo, está prevista a abertura de um Procedimento por Desequilíbrio Excessivo, que exige a apresentação de um programa de medidas correctivas. Ao abrigo deste procedimento está prevista uma sanção de 0,1% do PIB ao ano para os países que não dêem resposta ao desequilíbrios e ignorem as recomendações. E é aqui que o BCE entende que a Comissão tem sido demasiado branda, defendendo o uso de sanções tal como previsto nas regras.

Factos são factos diz António Costa .

Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

Uma das vantagens de Portugal integrar a União Europeia é que há um contínuo escrutínio do que que se faz por cá em termos de governação. Cá dentro a verdade oficial é que andamos sempre a dar lições ao mundo. Nós é que estamos certos. Mas a realidade encarrega-se de mostrar que nós é que estamos errados.

Agora é o BCE, o mesmo que anda com uma mão por baixo do menino a amparar, vem dizer que é "surpreendente" que Portugal e a Croácia não avancem com as reformas necessárias. Estamos sempre bem acompanhados. 

O apoio parlamentar de que o governo minoritário PS necessita de dois partidos anti-UE necessariamente impede a tomada de medidas pró- europeias. Sempre se soube que este era o custo de tal apoio. Nada na manga, valha a verdade. Não há almoços grátis e PCP e BE nunca o esconderam.

""Isto é particularmente surpreendente no caso de Portugal e Croácia, uma vez que estes países comprometeram-se a uma agenda de reformas ambiciosas em 2016" e que foi por isso que "a Comissão decidiu não aplicar o procedimento por desequilíbrios excessivos".

Como se vê o "lixo", os avisos, as taxas de juro elevadas, o crescimento da dívida e a sua (não) negociação, a fuga dos mercados na compra de dívida são mais que justificados e não se trata de injustiça nenhuma.

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Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

O euro é irrevogável

Porque será que o PCP ataca o Euro e iniciou uma campanha nacional contra o Euro ?

“O euro é o pilar do mercado único, é o seu pré-requisito, e sem mercado único não há União Europeia. É irrealista propor algo diferente do euro”, acentuou ainda face aos movimentos eurocéticos que vão a votos no calendário eleitoral deste ano. Além do mais, o euro tem o apoio de mais de 70% dos cidadãos na zona euro, alegou.

Draghi reforçou inclusive a sua posição, dando a entender que a moeda comum serve de guarda-chuva geopolítico: “Face aos desafios geopolíticos, o euro é um canal de solidariedade entre os seus membros”. O que é preciso, concluiu, é torna-lo mais forte, mais resiliente”.

Ora o PCP sempre esteve no outro lado da barreira na luta que opõe o Ocidente e a sua forma de vida democrática aos regimes totalitários comunistas. Como muito bem diz Draghi, o Euro sendo um dos pilares da União Europeia é também, necessariamente, um dos objectivos a abater pelos euro-cépticos e pelos que pugnam por uma sociedade comunista.

Não tem nada a ver com o interesse nacional e com "uma política patriótica e de esquerda.

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O milagre de São Draghi

No Causa Nostra : Quase cinco anos passados, acumulam-se os indícios de que a União está em vias de vencer definitivamente a guerra do Euro: está instalada, em ritmo ainda lento mas seguro, a retoma do crescimento económico e do emprego, da consolidação orçamental e da redução do endividamento público, acompanhada do afastamento do risco da deflação (inflação já superior a 1%), bem como do aumento consistente do sentimento positivo dos agentes económicos. Até a Grécia está a crescer de novo, a reduzir os juros implícitos da sua dívida e a encarar a hipótese de voltar ao mercado da dívida antes do termo do seu programa de assistência!"

Se calhar a austeridade não teria que ser tão dolorosa como foi mas, quem augurava o insucesso, vai que meter a viola no saco. E, já agora, o facto de 2017 ser ano de eleições um pouco por toda a Europa não explica a criação de um milhão de postos de trabalho ? É que não há coincidências .

 

Taxas de juro não param de crescer

Taxas de juro a 10 anos : No caso de Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos sobe mais de cinco pontos base para os 3,801%, um valor que compara com os 2,5% de há um ano. Os juros subiam na generalidade das maturidades mais longas.

Na zona euro, ao contrário de Espanha e Itália, que viam os juros a dez anos somar para 1,399% e 1,84%, respetivamente, na Alemanha, cujos ativos são considerados mais seguros pelos investidores, o comportamento era de queda em todos os prazos. A taxa da bund a dez anos cai para 0,202% .

O que assusta é o diferencial das nossas taxas de juro para as de Espanha e Itália que também lutam com problemas e para a os nossos próprios mínimos que já andaram à volta dos 1% . A trajectória é de agravamento por muito que o governo nos diga que tudo corre pelo melhor. E com a dívida também a crescer estamos perante um problema que por tão grande alguns teimam em não ver. 

 

Portugal não está fora de perigo de outra crise

Juros da dívida agravam com as decisões do BCE e com o aproximar do limite de compra de dívida a Portugal.

Em Outubro as exportações portaram-se mal nas mercadorias e nos bens, há que esperar pelo turismo para uma informação mais completa.

Em duas notas divulgadas entre ontem e hoje, o Commerzbank diz que as alterações anunciadas pelo BCE após a reunião de governadores dos bancos centrais europeus desta quinta-feira são “más notícias” para Portugal, sendo a dívida pública nacional uma das principais “vítimas”. “Está a tornar-se óbvio que o programa [de compra de ativos] irá atingir o seu limite em 2018. Isto são más notícias para Portugal, onde o limite do emitente [33% de aquisições] está próximo de ser atingido”, diz o banco alemão.

Os juros nacionais têm oscilado esta manhã entre subidas e quedas ligeiras. Depois de ter tocado um máximo de 3,849%, a ‘yield’ na maturidade a dez anos sobe 1,7 pontos base, para os 3,763%.

Recorde-se que o Commerzbank, esta quarta-feira, reconheceu os progressos feitos por Portugal, mas não descarta a hipótese de uma crise. O Commerzbank não acredita que a economia já esteja fora de perigo e relembra os problemas por resolver na banca.

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Só com gente vinda de fora

Tal como sempre disse e defendi, o BCE não deveria nunca ter comprado títulos de dívida pública de nenhum país, sem que esses países ficassem obrigados a implementar as reformas que cada um deles necessita para eliminar os seus déficits, iniciarem trajectórias descendentes nas suas dívidas públicas acumuladas, e tomarem as medidas necessárias para melhorar a produtividade e competitividade das suas economias.

Ao ter comprado títulos de dívida de todos os países membros do euro, gerando dessa forma uma baixa generalizada dos juros, a todos os países, sem no entanto ter recebido em troca, nenhum compromisso, nem obrigação, por parte dos países, de fazerem as reformas necessárias, só andaram a adiar o problema, e a dar balões de oxigénio, mais tempo e liberdade aos países faltosos, para que pudessem continuar a adiar e a empurrar prá frente com a barriga as resoluções dos seus problemas de governação e de contas públicas.

Pode ser que um dia a UE, deixe de acreditar no pai Natal, e acabe mesmo por ter que meter na cabeça, que com alguns países, só mesmo à força e com gente vinda de fora é que alguma vez farão o que tem que ser feito.

Mas pelos vistos, ainda não foi desta que aprenderam.

Não creio que só nos reste rezar

Na próxima semana a agência DBRS vai rever a avaliação sobre Portugal. Não me parece que a revisão se faça em baixa pois isso teria consequências desastrosas no financiamento do país. A política faz-se de pesos e contrapesos e atirar o país para o "lixo" seria como a detonação de uma bomba.

O BCE andou a vender que queria colocar um ponto final na influência das agências de rating mas nada fez quanto a isso. Estamos nas mãos de uma só agência a única que nos mantém acima do lixo. Centeno já se deslocou ao Canadá para falar com os responsáveis da DBRS e, parece, que conseguiu algumas garantias. Com a apresentação do orçamento que acolhe as linhas vermelhas de Bruxelas estarão afastadas as previsões mais pessimistas.

No entanto, consideram que a meta para o défice de 1,6% "como muito ambiciosa, dados os ganhos optimistas para as medidas de poupança e a estimativa de crescimento de 1,5%". E, dadas estas estimativas e as actuais regras de elegibilidade do BCE, prevêem que "nos próximos trimestres regresse o ruído sobre o "rating" da DBRS". 

Continuamos a um passo do abismo mas não à distancia de um Padre Nosso.

Juros da dívida de Portugal já estão a subir

BCE prepara-se para reduzir a sua intervenção na compra de títulos nos mercados incluindo Portugal. Foi quanto bastou para os juros iniciarem nova alta. É um dos tais eventos externos de que falávamos aqui há bem pouco tempo. Uma corrente de ar pode ser uma pneumonia para as nossas finanças.

A Bloomberg não especifica as fontes que lhe transmitiram a informação, dizendo que se trata de responsáveis do Banco Central Europeu. Mas a notícia pode ter um impacto significativo nos juros da dívida de Portugal e dos outros países, já que aponta para uma alteração no ritmo de compras mensais ao abrigo do programa decisivo de “quantitative easing“, ou seja, de estímulo monetário. Já ontem o comissário europeu alemão dizia que a "probabilidade de um segundo resgate é maior que zero". Azar, tinha o microfone ligado ( também disse que não o diria publicamente )

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A nossa taxa de juro a 10 anos estava ontem a 3,43% e a mesma taxa espanhola estava a 0.9% enquanto, o PIB em Portugal cresce a 1%( no máximo) e em Espanha cresce a mais de 3%. 

Chamem-me o que quiserem mas sou só o "go-between " , não atirem no mensageiro.