Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Devem ser estes os tais constrangimentos de que fala a extrema esquerda

BCE mantém a taxa de juro em 0% e o programa de compra de dívida até ao fim do ano ou mesmo para além desse limite se tal for necessário. Claro que os mercados reagiram positivamente com a taxa de referência a 10 anos a recuar para mínimos e as expectativas económicas a melhorarem. Tudo isto ao contrário do que dizem os que querem sair da União Europeia e da Zona Euro.

Os constrangimentos de pertencermos à Zona Euro de que falam o PCP e o BE devem ser estes. A União Europeia empresta o dinheiro, manda para cá 353 mil milhões em subsídios não reembolsáveis, segura os credores e os mercados e ajuda à consolidação das contas públicas.

A inflação ainda não está na medida certa (2%)  mas é um objectivo que o BCE prossegue . Para já está afastada a deflação um buraco negro que nos atormentou mas que o BCE afastou. Tudo constrangimentos europeus impostos a este país onde as manhãs cantariam . Assim vamos melhorando à boleia do crescimento dos países europeus para onde exportamos.

“É verdade que o crescimento está a melhorar, que as coisas estão a ficar melhor”, afirmou o presidente do BCE perante os jornalistas esta quinta-feira. E acrescentou: “Em 2016 estávamos a falar de uma recuperação frágil e desigual. Agora é sólida e abrangente“.

Já esta quinta-feira, o INE divulgou dados que mostram que a confiança dos consumidores portugueses avançou em Abril pelo oitavo mês seguido para o valor mais alto em quase 20 anos. Também na Zona Euro os dados são positivos, tendo a Comissão Europeia, também esta manhã, revelado que a confiança de consumidores e empresários no bloco do euro cresceu em Abril para máximos de quase 10 anos.

Tudo constrangimentos, bom, bom, era estarmos fora da UE e juntarmo-nos aos BRIC como defende o João Oliveira, chefe da bancada do PCP na AR.

O BCE não salva apenas os países do sul...

Com as boas notícias do défice até esquecemos a maior dívida pública de sempre em Portugal. Tudo graças à ajuda impagável do BCE, que em bom tempo veio em nosso auxílio. 

Com a taxa da inflação a descer para menos de 2% na Alemanha desejada pelo banco central, a Alemanha poderá diminuir a pressão sobre o BCE para que este proceda à normalização das políticas monetárias. O BCE poderá então prosseguir o seu objectivo de manter o euro fraco e fomentar o crescimento económico na Europa, afastando o aumento das taxas de juro e a desaceleração da compra de activos pelos menos até às eleições em França e na Alemanha.

Este apoio à manutenção no poder dos partidos moderados nas principais economias da Europa, visa evitar mais instabilidade política provocada por partidos populistas que poderão por em causa a União Europeia ou até mesmo a moeda única . Na Holanda correu bem e até poderemos esperar um Brexit mais brando .

Ultrapassadas as eleições na França - factor decisivo - as eleições na Alemanha já serão um micro evento entre Merkel e Schulz que não assusta .

O problema para Portugal é se a partir daí o BCE iniciar a normalização da política monetária. Isso sim é que nos deve assustar .

PS : Ler no Expresso - Paulo Barradas

 

No melhor pano cai a nódoa

A Zona Euro está a atravessar o melhor momento na economia depois da crise. Apesar disso a actividade económica em Portugal pode desacelerar ou mesmo contrair nos próximos seis a nove meses segundo a OCDE. E é nisto que andamos quando não se tomam medidas estruturais e os parceiros do governo exigem despesa pública .

Depois da reversão de várias medidas tomadas pelo governo anterior o governo corre atrás do prejuízo.

nódoa.jpg

 

A possibilidade de um novo resgate não está afastada

Quem o diz é Francisco Veloso o futuro director da escola de negócios do Imperial College afirma que a retirada dos estímulos pelo BCE e uma subida das taxas de juro de Portugal vão testar a solidez da actual solução governativa e obrigar o Executivo a tomar medidas.

Franciso Veloso, director da escola de negócios da Universidade Católica, considera que a retirada dos estímulos monetários do BCE vai levar a uma forte subida das taxas de juro exigidas pelo mercado na dívida portuguesa. Isso "vai criar uma prova de fogo ao actual governo e à actual solução governativa", afirma no programa Conversa Capital, uma entrevista conjunta do Negócios e da Antena 1. ( ver vídeo )

É no que dá uma economia a crescer poucochinho, uma dívida monstra e uma já elevada taxa de juro . Diz quem sabe .

francisco-veloso.png

 

BCE faz ultimato a Portugal

Lá se foi o conto de fadas. Isto estava perto do paraíso mas os malandros de Bruxelas vêem problemas onde Costa e Marcelo imaginam sonhos. E o que está lá a fazer Constâncio ?

Sair dos défices excessivos directamente para os desiquilibrios macroeconómicos só não é uma palhaçada porque tudo isto é muito sério . Há limites para os truques em matéria orçamental e o BCE zangou-se com o que o governo anda a fazer. 

O BCE quer um ultimato a Portugal: mais reformas ou mais receitas, avançou o Negócios. Quer dizer mais cortes na despesa do estado ou mais impostos ou as duas coisas . A autoridade monetária, um dos parceiros da troika, pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco. 

Esta posição do BCE foi avançada a 20 de Março numa análise à avaliação realizada em Fevereiro pela Comissão Europeia aos desequilíbrios na UE.

Nessa altura, Bruxelas fez uma avaliação negativa sobre os progressos feitos pelo Governo português em matéria de reformas. Um ano antes, a Comissão Europeia tinha feito um conjunto de recomendações a Portugal. No início de 2017, Bruxelas foi ver se Portugal estava a cumprir. As autoridades europeias deixaram um cartão vermelho e alguns amarelos. Para já não há cartões verdes.

Agora o culpado é Constâncio lá para a frente logo se vê. Abriu a caça aos gambozinos . Jerónimo e Catarina devem estar indignados não se sabe é com quem . Com o governo do PS ?

bce.jpg

 

Sanções ? Estamos no caminho

Esta posição do BCE tem alguma coisa a ver com a perspectiva do governo sobre a real situação do país ? Há alguma injustiça em relação a Portugal quando todas as instituições avisam o país ?

Banco central pede mão mais pesada da Comissão Europeia para os países com desequilíbrios excessivos que não implementam as reformas necessárias. É o caso de Portugal que no ano passado prometeu muito, mas acabou por fazer pouco.

Para os casos mais graves, como o português, onde foi identificado um desequilíbrio excessivo, está prevista a abertura de um Procedimento por Desequilíbrio Excessivo, que exige a apresentação de um programa de medidas correctivas. Ao abrigo deste procedimento está prevista uma sanção de 0,1% do PIB ao ano para os países que não dêem resposta ao desequilíbrios e ignorem as recomendações. E é aqui que o BCE entende que a Comissão tem sido demasiado branda, defendendo o uso de sanções tal como previsto nas regras.

Factos são factos diz António Costa .

Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

Uma das vantagens de Portugal integrar a União Europeia é que há um contínuo escrutínio do que que se faz por cá em termos de governação. Cá dentro a verdade oficial é que andamos sempre a dar lições ao mundo. Nós é que estamos certos. Mas a realidade encarrega-se de mostrar que nós é que estamos errados.

Agora é o BCE, o mesmo que anda com uma mão por baixo do menino a amparar, vem dizer que é "surpreendente" que Portugal e a Croácia não avancem com as reformas necessárias. Estamos sempre bem acompanhados. 

O apoio parlamentar de que o governo minoritário PS necessita de dois partidos anti-UE necessariamente impede a tomada de medidas pró- europeias. Sempre se soube que este era o custo de tal apoio. Nada na manga, valha a verdade. Não há almoços grátis e PCP e BE nunca o esconderam.

""Isto é particularmente surpreendente no caso de Portugal e Croácia, uma vez que estes países comprometeram-se a uma agenda de reformas ambiciosas em 2016" e que foi por isso que "a Comissão decidiu não aplicar o procedimento por desequilíbrios excessivos".

Como se vê o "lixo", os avisos, as taxas de juro elevadas, o crescimento da dívida e a sua (não) negociação, a fuga dos mercados na compra de dívida são mais que justificados e não se trata de injustiça nenhuma.

reformas.jpg

Devemos calar e esperar pelo PEC IV de Sócrates ?

O euro é irrevogável

Porque será que o PCP ataca o Euro e iniciou uma campanha nacional contra o Euro ?

“O euro é o pilar do mercado único, é o seu pré-requisito, e sem mercado único não há União Europeia. É irrealista propor algo diferente do euro”, acentuou ainda face aos movimentos eurocéticos que vão a votos no calendário eleitoral deste ano. Além do mais, o euro tem o apoio de mais de 70% dos cidadãos na zona euro, alegou.

Draghi reforçou inclusive a sua posição, dando a entender que a moeda comum serve de guarda-chuva geopolítico: “Face aos desafios geopolíticos, o euro é um canal de solidariedade entre os seus membros”. O que é preciso, concluiu, é torna-lo mais forte, mais resiliente”.

Ora o PCP sempre esteve no outro lado da barreira na luta que opõe o Ocidente e a sua forma de vida democrática aos regimes totalitários comunistas. Como muito bem diz Draghi, o Euro sendo um dos pilares da União Europeia é também, necessariamente, um dos objectivos a abater pelos euro-cépticos e pelos que pugnam por uma sociedade comunista.

Não tem nada a ver com o interesse nacional e com "uma política patriótica e de esquerda.

draghi.jpg

 

O milagre de São Draghi

No Causa Nostra : Quase cinco anos passados, acumulam-se os indícios de que a União está em vias de vencer definitivamente a guerra do Euro: está instalada, em ritmo ainda lento mas seguro, a retoma do crescimento económico e do emprego, da consolidação orçamental e da redução do endividamento público, acompanhada do afastamento do risco da deflação (inflação já superior a 1%), bem como do aumento consistente do sentimento positivo dos agentes económicos. Até a Grécia está a crescer de novo, a reduzir os juros implícitos da sua dívida e a encarar a hipótese de voltar ao mercado da dívida antes do termo do seu programa de assistência!"

Se calhar a austeridade não teria que ser tão dolorosa como foi mas, quem augurava o insucesso, vai que meter a viola no saco. E, já agora, o facto de 2017 ser ano de eleições um pouco por toda a Europa não explica a criação de um milhão de postos de trabalho ? É que não há coincidências .

 

Taxas de juro não param de crescer

Taxas de juro a 10 anos : No caso de Portugal, a yield associada às obrigações a dez anos sobe mais de cinco pontos base para os 3,801%, um valor que compara com os 2,5% de há um ano. Os juros subiam na generalidade das maturidades mais longas.

Na zona euro, ao contrário de Espanha e Itália, que viam os juros a dez anos somar para 1,399% e 1,84%, respetivamente, na Alemanha, cujos ativos são considerados mais seguros pelos investidores, o comportamento era de queda em todos os prazos. A taxa da bund a dez anos cai para 0,202% .

O que assusta é o diferencial das nossas taxas de juro para as de Espanha e Itália que também lutam com problemas e para a os nossos próprios mínimos que já andaram à volta dos 1% . A trajectória é de agravamento por muito que o governo nos diga que tudo corre pelo melhor. E com a dívida também a crescer estamos perante um problema que por tão grande alguns teimam em não ver.