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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A enorme irresponsabilidade da CGTP na Autoeuropa

Quem o afirma é o secretário geral da UGT. “É uma enorme irresponsabilidade o sindicato da CGTP [SITE-Sul] ter avançado daquela forma para uma greve”, disse Carlos Silva defendendo que antes da convocação da paralisação, que ocorreu em 30 de agosto, “devia ter havido um esforço de negociação” e de perceber se havia disponibilidade da administração.

Herbert Diess diz-se “surpreendido” com os protestos dos trabalhadores da Autoeuropa, que vieram interromper vinte anos de estabilidade. Para além do mais, a necessidade de trabalhar aos sábados está acordada há dois anos, desde que ficou definido que a produção do T-Roc seria um exclusivo da fábrica de Palmela. O líder da Volkswagen acredita que, para além dos novos horários, a instabilidade na fábrica está relacionada com as várias mudanças na estrutura. Em primeiro lugar, a saída no início do ano de António Chora, representante de há muitos anos dos trabalhadores, e ainda, a entrada de um novo responsável de recursos humanos. A nova comissão de trabalhadores será eleita a 3 de outubro e poderão avançar as negociações.

Como não pode ser de outra maneira o plano de produção sempre previu o trabalho aos sábados para produzir o novo modelo.

Nenhuma surpresa para os sindicatos.

Em 2008 - Espanha perde produção na fábrica alemã de Navarra

A fábrica em Navarra que dava emprego a cerca de 15 000 trabalhadores e representava 10% do PIB da região, viu a empresa alemã ser deslocalizada para a República Checa . A razão foi em tudo igual à que se discute na AutoEuropa.

Os sindicatos afectos à extrema esquerda mostraram-se irredutíveis apesar de os sindicatos moderados terem acordado com o Grupo Alemão. O próprio governo regional se envolveu nas negociações tentando salvar a situação.

Os trabalhadores da AutoEuropa não podem esperar outra coisa que não seja ver a produção da fábrica de Palmela prejudicada . E será mais grave nos modelos de viatura futuros postos a concurso interno .

Esperemos que o bom senso impere e que seja possível uma solução negociada, porque se os sindicatos acreditam que podem vencer uma multinacional da envergadura da Volkwagen, estão bem enganados. Ainda por cima pelas razões que estão em cima da mesa...

Mais que uma greve

"A greve da Autoeuropa não é apenas um conflito laboral. É uma tentativa clara de um sindicato afecto à CGTP passar a controlar uma das maiores e mais importantes empresas do país.

E é um aviso do PCP ao governo, que necessita das exportações do novo modelo Volkswagen para manter um crescimento próximo dos 3% do PIB.

Ninguém duvida de que, se o PCP quiser, este conflito acaba imediatamente . Resta pois, saber o que o PCP quer em troca dessa decisão" (Expresso)

Entretanto, o ministro da economia já anunciou que viajou para Berlim para se encontar com o CEO do Grupo para lhe dar conta da importância que o governo atribui à continuação da fábrica em Portugal.

Resta pois, saber o que os alemães querem em troca dessa decisão.

O que o governo quer é simples de saber : Por isso, se  mostrou “certo de que em investimentos futuros a Volkswagen vai continuar a apostar nesta fábrica”. Mantendo o otimismo em relação ao diferendo na fábrica de produção de automóveis de Palmela (distrito de Setúbal), o ministro reafirmou que “vai ser possível encontrar uma solução”.

Com a geringonça não é possível reformar o país

Como começa estar à vista mesmo para os mais ingénuos. O que se passa na Auto Europa com a CGTP ao assalto a uma empresa estratégica por forma a influenciar o orçamento para 2018. E o PCP arranjará sempre uma cenário de rua para influenciar as decisões do governo. O seu braço armado a CGTP encarrega-se de fazer o trabalho de sapa.

"A terceira lição é que o tempo das reformas acabou. Não é possível reformar e modernizar o país enquanto, simultaneamente, se acerta a agenda com PCP e BE, satisfazendo as suas clientelas sindicais e evitando hostilizar o seu posicionamento ideológico. PCP e BE, nomeadamente através do braço da CGTP, constituem as forças políticas mais resistentes à mudança. Isso é absolutamente claro nas matérias laborais ou nos assuntos europeus. Mas não só. Por exemplo, convém não esquecer que, na educação, as políticas públicas que, nos últimos 15 anos, sustentaram a melhoria de desempenhos dos alunos nas avaliações internacionais foram todas implementadas contra esses partidos e os seus agentes educativos. Com mais ou com menos reversões, um futuro com geringonça arrisca-se a ter um horizonte de estagnação."

 

Governo em pânico com o que se passa na AutoEuropa

Enquanto Jerónimo vai dizendo que é um disparate as acusações de partidarização na AutoEuropa, todos os outros partidos olham com preocupação para o diferendo.

"E choca-me por duas coisas: em primeiro lugar pelo que isso possa implicar em termos de, ou deslocalização desta empresa para fora [do país] - e é fácil que o façam -, significando, um aumento exponencial do desemprego na região e, em particular, que não seja possível que os sindicatos possam dialogar com a comissão de trabalhadores e com a administração", disse à Lusa a secretária-geral adjunta do PS, à margem de uma homenagem a Mário Soares e Maria Barroso, na sede do PS em Palmela, no distrito de Setúbal.

O que se está a passar na empresa vai ter um impacto muito negativo num 2º semestre que já se adivinhava em declínio na economia, nas exportações e no emprego. O governo bem à sua maneira esconde-se.

 

Uma mão cheia de nada

A Autoeuropa durante mais de vinta anos foi um oásis de paz laboral, bom desempenho competitivo, boa produtividade, trabalhadores a usufruirem de condições remuneratórias  e complementares muito acima dos outros trabalhadores portugueses.

Face a este cenário o que tem o PCP/CGTP para oferecer aos trabalhadores ?

Precariedade, insatisfação laboral, greves, falta de trabalho, deslocalização da produção e, por último, deslocalização da própria fábrica e consequente desemprego. Alguém tem dúvidas ?

Cabe na cabeça de alguém que uma multinacional com o impacto que tem na economia, seja de que país for, vai agachar-se perante os estalinistas portugueses ? O que é que estes estalinistas têm para oferecer de bom aos trabalhadores, à fábrica, ao país ? ZERO!

Sendo isto claro, do que se trata então ? Trata-se de uma guerra política. Na fábrica com o BE. No orçamento com o governo. Fazer prova de vida depois de andar dois anos a engolir sapos atrás de sapos.

Trabalhar um sábado - rotativamente e compensado com um dia semanal - é injusto, nunca visto ? Que dirão a isto os médicos e enfermeiros nos hospitais só para dar este exemplo ? E são trabalhadores mais e melhor instruídos, com uma pressão laboral muito superior e ganham menos - embora os comunistas achem que não, mas há uma grande diferença entre tratar seres humanos e montar automóveis.

Os sindicalistas estalinistas da CGTP não têm nada para oferecer aos trabalhadores da Autoeuropa . De uma participação de 75% dos trabalhadores desceu-se num ápice para 41% de adesão dos mesmos trabalhadores . Parou-se a produção ? Grande coisa, basta faltar um operário numa linha de montagem para a parar. Tal como num Bloco operatório basta faltar a enfermeira instrumentista ou outro elemento da equipa para que a operação não se faça.

O que me deixa entre o divertido e o preocupado é que, estes comunistas, que amam o comunismo acima de todas as coisas, incluindo os trabalhadores, considerem que uma mão cheia de nada engane durante o tempo todo os tais 41% que aderiram.

Os trabalhadores deviam ter o direito de chamar à responsabilidade, incluindo criminal, todos aqueles que por razões ideológicas os empurram para aventuras trágicas. É que lá para o fim, daqui a uns anos - poucos- torna-se verdade o que um deles dizia na televisão. Não sou trabalhador sou dirigente sindical.

 

Votar de braço no ar como no PREC

Sem voto secreto dá nisto . 75% votam a favor mas depois só aderem 41% . Temos o PREC e as suas boas práticas de volta.

Esta diferença é a dimensão do medo . Uma votação controlada pelos sindicatos populistas e que cumprem uma missão política e uma participação individual segundo o querer livre de cada um.

Os sindicalistas exultaram com a marcação da reunião para 7 de Setembro julgando que participariam nas negociações. Nada mais errado . A empresa já fez saber que não larga mão do trabalho ao sábado e que só negoceia com a Comissão de Trabalhadores .

Os sindicatos pressionam para que as negociações sejam marcadas para já, assim tentando marcar a agenda mas a administração só o fará depois de 3 de Outubro já com nova Comissão de Trabalhadores eleita.

Este bloqueio no setor automóvel “vem colocar na ordem do dia a necessidade de rever a lei da greve quanto às condições que devem legitimar a sua convocação e quanto à necessidade das decisões serem tomadas por voto secreto”.

Entretanto, o governo tão lesto a atacar a ALTICE/PT desapareceu em combate. Faço ideia do que se passará entre governo e a administração da empresa e entre o PS, BE e PCP no plano orçamental.

António Costa perdeu o pio não pode nem deve desagradar à mais importante empresa do país mas também não pode desagradar aos seus parceiros na geringonça.

A geringonça foi desenhada para corresponder a uma situação de curto prazo, sem uma estratégia de médio e longo prazo. O PS quer cumprir os ditames da União Europeia, PCP e BE querem exactamente o contrário . E, com a economia a crescer em todo o espaço europeu, não há como não cumprir o Tratado Orçamental inimigo de estimação dos dois partidos da extrema esquerda.

Para além de tudo isso, há uma guerra particular entre PCP e BE com vista ao controlo dos operários que nos últimos 20 anos tem sido reserva do BE e que permitiu paz laboral, elevada produtividade e uma significativa importância na economia nacional.

Mas para o PCP/CGTP nada disso é importante

Conflito na Autoeuropa é mais um reflexo da geringonça

Maria Luís Albuquerque :

Invocando a reversão das concessões a privados no setor dos transportes, a deputada do PSD diz que só “alguém desatento ou otimista acharia que o PCP ficaria por aqui”. Defendendo que o combate à iniciativa privada “faz parte da cartilha dos partidos de extrema esquerda”, Maria Luís diz que era uma questão de tempo até surgirem mais sinais dessa estratégia. Para a ex-ministra, o conflito laboral na fábrica de Palmela, é “mais um reflexo da geringonça e do preço que António Costa impõe ao País para ser primeiro-ministro sem ter sido eleito”.

Maria Luís denuncia o “silêncio e a cumplicidade” do PCP e do Bloco de Esquerda face à queda do investimento público e do “estrangulamento de serviços públicos”. Argumenta que é a troco da aprovação dos orçamentos do Estado, permitindo à “CGTP que se instale onde até hoje não tinha conseguido entrar”. Quanto ao PS, vai continuar a reclamar os méritos ...

Na Autoeuropa menos de metade dos trabalhadores aderiram à greve

Uma adesão histórica segundo os sindicalistas não chega a metade dos trabalhadores ( 41%). E, ao contrário do que os sindicalistas quiseram fazer crer a administração tornou a sublinhar que não negoceia com sindicatos.

 

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que não recua no trabalho ao sábado e que não negoceia com sindicatos, só com a comissão de trabalhadores.

A fábrica liderada por Miguel Sanches garante que só vai voltar à mesa de negociações com a nova comissão de trabalhadores, que vai ser eleita a 3 de Outubro.

Mas como a fábrica quer continuar a ouvir todas as partes envolvidas vai ouvir os sindicatos a 7 de Setembro mas não negociar. O objectivo da administração é assegurar o cumprimento de todas as encomendas dos seus clientes nos prazos acordados.

A verdade a que temos direito.

A Catarina faz bem em estar preocupada

"A greve na Auto-Europa não é nenhum conflito laboral, muito menos um acto heróico de defesa dos direitos dos trabalhadores. É tão-só o PCP a mostrar a António Costa (e ao BE) o seu (do PCP) imenso poder. A fábrica e os seus trabalhadores são meros peões na estratégia política do PCP e moeda de troca no seio da geringonça. E deve ser levado a sério. Em tempos, que muitos ainda recordarão, o PCP não hesitou em destruir o rico tecido industrial da península de Setúbal, provocando desemprego e miséria em massa, para mostrar quem manda naquela região."
Paulo Milheiro da Costa