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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que está em risco na AutoEuropa é uma parte de 40 mil milhões de investimento

investimento das grandes empresas de automóveis em todo o mundo para lançar e construir os novos modelos de viaturas eléctricas é gigantesco. É justamente nesta altura que os sindicatos na AutoEuropa destroem a paz social que sempre existiu na fábrica de Palmela .

A Volkswagen é a fabricante com o maior volume de investimento projectado – 40 mil milhões de dólares até 2030. A Daimler tem planeado um investimento de 11,7 mil milhões de dólares para lançar 10 carros totalmente eléctricos e 40 híbridos.

Fontes das marcas automóveis disseram à agência de notícias que uma fatia considerável deste investimento tem o mercado chinês como destino, pois o Governo deste país impôs quotas para os automóveis eléctricos a partir de 2019.

É, claro, que estas decisões de investimento fogem à esfera de influência dos governos dos países onde se encontram instaladas as fábricas periféricas dos Grupos. As fábricas são escolhidas segundo factores bem definidos e que a AutoEuropa conhece muito bem o que a levou a ganhar a produção do actual modelo em linha de produção. Após vinte anos de qualidade, cumprimento de prazos e competitividade.

O actual braço de ferro da CGTP com a administração da fábrica está a deitar tudo fora pelo esgoto.

A própria UGT também já avisou

 

A luta heróica contra a unicidade sindical deu frutos

"Não vale a pena em Portugal, numa democracia com quase 44 anos, continuarmos a pensar que se chega a uma mesa de negociações, se tomam decisões e depois quando todos estão de acordo com o pré-acordo, vem-se cá para fora e diz-se aos trabalhadores: ‘assinei aquilo, mas não estou de acordo’. Instrumentalizam os trabalhadores e vendem gato por lebre. É o que está a acontecer na Autoeuropa e nós temos de ser sérios.”

Carlos Silva

Secretário-geral da UGT

A UGT aponta caminho perigoso na AutoEuropa

A Comissão de Trabalhadores chega a acordo com a Administração mas depois vem cá para fora e faz uma assembleia de trabalhadores onde estão 500 dos 5 000 trabalhadores da fábrica e não assina o acordo..

"Ainda há gente que agita e confunde os trabalhadores e não fala verdade. Mas nós falamos (...). Esta é a gravidade que a CGTP está a potenciar. Agora já pedem o apoio do primeiro-ministro quando, entretanto, fizeram agitação lá dentro. Lembrem-se do que aconteceu na OPEL da Azambuja. Temos de garantir que não esquecemos os exemplos do passado", disse Carlos Silva.

O líder da UGT defendeu que "se a Comissão de Trabalhadores da Autoeuropa decide aceitar pré-acordos, tem de assumir a responsabilidade de os assinar" e "não pode fazer um referendo ou um plenário de cada vez que há uma alteração", apontando que "num universo de cerca de cinco mil trabalhadores participam no plenário 400 ou 500".

Os trabalhadores da AutoEuropa já aceitam o que rejeitaram

Já estão a ganhar como se previa. Agora a administração da empresa nem sequer concede as condições apresentadas aos trabalhadores e rejeitadas no inicio do processo.

"Os trabalhadores não têm de ser castigados por terem uma opinião diferente da opinião da administração. Nós achamos, como Comissão de Trabalhadores, que devia ter sido, pelo menos, implementado tudo aquilo que tinha sido decidido para a primeira parte do ano e não castigar os trabalhadores, retirando-lhes o prémio, retirando-lhe 175 euros de prémio, cinco minutos de sobreposição da mudança de turnos, dez minutos de intervalo e mais 25% (pelo trabalho aos sábados) que seriam pagos no âmbito do pré-acordo, e que agora só será pago ao fim de três meses, se a produção atingir os números que a administração pretende", acrescentou.

Na opinião do representante dos trabalhadores da Autoeuropa, a administração da empresa deveria, pelo menos, ter implementado o pré-acordo que tinha negociado com a actual Comissão de Trabalhadores, apesar de o mesmo ter sido rejeitado por larga maioria dos funcionários da fábrica de automóveis de Palmela."

E segundo o membro da Comissão de Trabalhadores a fábrica nunca será deslocada porque é na fábrica de Palmela que está instalada toda a capacidade de tratamento de chapa para todo o Grupo. Se bem percebo mesmo que essa secção da fábrica permaneça  o resto da produção - linhas de produção - poderão ser deslocadas facilmente.

Ficam com o osso e pelos vistos os trabalhadores ficam satisfeitos .

 

A CGTP pensava que a AutoEuropa estava agarrada

Há tomadas de posição do PCP e da CGTP completamente incompreensíveis. Na AutoEuropa é uma delas. Julgavam que após o enorme investimento feito na fábrica de Palmela de 600 milhões o Grupo alemão VW , estaria agarrado ao país . Até porque a AutoEuropa recebeu toda a produção do modelo T-ROC para todo o mundo. Como se verifica pelos sinais que têm vindo a público enganaram-se redondamente.

Para já os horários são os que estavam combinados com a Comissão de Trabalhadores e que estão na base da proposta vencedora e os sindicatos recuaram na apresentação dos avisos de greve.

Calculo que este refrear dos "avanços" tem a ver com a questão dos investimentos que o Grupo alemão está a fazer para lançar a produção da nova geração de carros eléctricos. Para Palmela não há novos investimentos. Uma das reinvindicações dos sindicatos passou a ser o investimento numa nova "linha de montagem" para, segundo eles, facilitar a produção acordada.

Ora esta nova exigência, está em linha com a rídicula proposta de Arménio Carlos de o governo negociar com o governo alemão a estratégia do grupo por forma a que a produção dos carros eléctricos passe por Portugal. O Grupo alemão já veio dizer que não passa .

A linha que está a ser montada é a da morte lenta da AutoEuropa que vai ficar agarrada à estratégia de descontinuidade dos carros a combustão, enquanto os carros eléctricos e toda a tecnologia a desenvolver e o necessário e brutal investimento será canalizado para outras paragens.

O Arménio Carlos já desapareceu das televisões e o governo não pia, embora ande a piar baixinho junto dos alemães.

Se a AutoEuropa for deslocada ou se não obtiver mais nenhuma produção, com os milhares de desempregados e a machadada no PIB e nas exportações correspondentes, estaremos perante um crime económico punível por Lei.

É um crime público, não é necessário alguém queixar-se mas, os trabalhadores desempregados, não devem deixar o assunto morrer solteiro.

Olhem em volta e identifiquem os culpados .

 

 

 

 

 

AutoEuropa pode perder produção para Marrocos

Ninguém compreende as motivações da CGTP para manter este braço de ferro com o Grupo alemão. Após a produção do actual modelo a fábrica de Palmela nunca mais ganhará um novo modelo para produzir.

Arménio Carlos sabe isso já veio exigir que o governo "negoceie" com o governo alemão a produção dos carros eléctricos . O estalinista sindicalista já sabe que o Grupo alemão escolheu uma empresa na Alemanha para desenvolver e construir os novos modelos de carros.

"A Volkswagen fez um grande investimento na Autoeuropa e não vai sair de Portugal enquanto não estiver amortizado. Mas a partir desse momento, se não houver juízo, a Autoeuropa está em situação de desvantagem em relação a outras fábricas que ficariam encantadas por receber novas produções. Estou a lembrar-me da República Checa e de Marrocos, que está a ter uma expansão fabulosa e tem recebido investimentos da indústria automóvel europeia", afirmou Mira Amaral, em declarações ao Diário de Notícias."

O representante em Portugal da marca já veio dizer que se o modelo não for produzido nas quantidades fixadas " será produzido noutro país qualquer".

António Costa deu-lhes poder puxando-os para o arco da governação e todos nós estamos a pagar caro . A AutoEuropa representa 1% do PIB num país que cresceu em média nos últimos 15 anos entre 1% e 2% .

Os milhares de trabalhadores da AutoEuropa e das fábricas fornecedoras estão a ser arrastados para uma luta perdida. Eles que comparados com os restantes trabalhadores portugueses são várias vezes previlegiados.

 

Se a VW não conseguir produzir aqui vai para outro lado qualquer

Quem o diz é o representante em Portugal do Grupo Volkwagen que acha um disparate a discussão que decorre entre a administração da fábrica e os sindicatos.

E lembra : a fábrica de Palmela dá trabalho directo a 3 000 trabalhadores e indirecto a mais 5 000 . Representa 1% do PIB num país onde o crescimento do PIB anda entre o 1% e o 2% .

"Não acredito [que as entregas sejam afectadas]. Mas acredito que se a própria marca vir que não vai conseguir produzir mais de 200 mil carros na Autoeuropa arranjará maneira de os produzir noutro lado qualquer", disse o administrador da SIVA, Pedro de Almeida, esta sexta-feira, 5 de Janeiro.
"Acho que isso não vai acontecer [deslocalização da produção]. Mas é um absurdo esta discussão num país que cresce 1%-2%, e numa fábrica que pesa mais de 1% do PIB e com mais de 4 mil postos de trabalho. Há pessoas que têm de trabalhar ao sábado, é chato, mas não entendo como não se chega a um entendimento. Acho que há aqui um braço-de-ferro absurdo, na minha opinião", afirmou o responsável da empresa que vende Volkswagen, Audi e Skoda.

Uma coisa é certa. É o país que está a perder .

Os alemães com as pernas a tremer na AutoEuropa

Com as pernas a tremer o grupo alemão VW já  escolheu o centro de produção que concentrará a maior parte dos modelos eléctricos.

...fábrica de Zwickau, como esta unidade fabril na região da Saxónia será a que vai concentrar a maioria da produção dos novos eléctricos. Nas palavras de Herbert Diess: será convertida no “maior centro de mobilidade eléctrica de toda a Europa”.

...confirmou também aquilo que já se sabia – a assinatura de contratos com fornecedores, de modo a permitir à marca concretizar aquilo que ela própria classifica como “a maior ofensiva de produtos e de tecnologia da história”. Sendo expectável que os acordos assinados prevejam fornecimentos a larga escala, pois só com volume a marca germânica conseguirá praticar os preços acessíveis que promete para a sua nova gama de eléctricos.

Sabendo isto, Arménio Carlos veio exigir que o governo português negoceie com o governo alemão e com o Grupo VW enquanto empurra os trabalhadores para as greves .

Não há coincidências...

A prenda da CGTP

AutoEuropa sempre foi um mau exemplo para os trabalhadores. Produz com qualidade a preço competitivo, com paz social e pagando acima dos outros trabalhadores portugueses.

Pode lá ser.

Logo que António Chora saiu para a reforma a CGTP viu a oportunidade e lançou o ataque ao poder na fábrica de Palmela. Exige que a Administração negoceie com os sindicatos e não com a Comissão de Trabalhadores . Claro que a CGTP controla grande parte dos sindicatos.

E agora já exige que o governo português negoceie com a administração e o governo alemão a estratégia da empresa para, assim, assegurar os futuros investimentos na fábrica.

A existência de contratos verticais por setor - metalúrgicos, bancários, etc. - amarraria em cada setor de atividade os trabalhadores uns aos outros - e no topo da pirâmide estaria a CGTP, como central mais importante. 

Por isso, quando a troika chegou a Portugal, bateu-se por outro princípio: em vez da contratação coletiva, a negociação empresa a empresa.

Ora a AutoEuropa é o exemplo mais conseguido da negociação empresa a empresa. Há que a destruir ou que a controlar. Arménio Carlos jura que não haverá deslocalização da fábrica algo que ele não controla e o governo português também não.

Quem corre riscos são os trabalhadores . O investimento para o actual modelo está feito mas para as viaturas eléctricas do futuro o Grupo alemão escolherá os países onde se reunirem condições laborais e fiscais estáveis.

Quando os trabalhadores passarem de bem remunerados a desempregados a CGTP dirá que a culpa é do capitalismo internacional.

parque-autoeuropa.jpg

 

 

Como é que ninguém se tinha lembrado disto ?

Arménio Carlos quer que o governo negoceie a estratégia da Fábrica alemã...

Rui Mendes Ferreira

4 h ·
 

"Os amanhãs que cantam"

Na sua peregrinação rumo ao paraíso socialista, onde prometem abundância de leite e do mel, gratuito, onde tudo virá sem esforço algum nem trabalho, o camarada Arménio, disse hoje que que irá solicitar ao governo, que passe a obrigar a Autoeuropa, a produzir carros elétricos.

O camarada Jerónimo e Arménio, não descansam até que não consigam expulsar os sacanas dos alemães, esses grandes exploradores capitalistas, consigam voltar aos tempos da economia planificada e aos saudosos "planos quinquenais" da ex URSS, que, como é sabido, tão bons resultados geraram.

Os sócios da CGTP, e demais malta dos amanhãs que cantam, se não tomam juízo, nem carrinhos de linhas ou de rolamentos, lá irão produzir, num futuro que se afigura cada vez mais próximo.

Mas os camaradas podem sempre exigir que a fábrica seja nacionalizada, que lhes seja entregue a sua gestão, e depois podem geri-la a seu belo prazer, aplicando lá todas as suas teorias ideológicas, e de gestão, e em pouco tempo estarão a exportar, como nunca, paletes de carros........carros de bois, ou carroças, para a Venezuela, Cuba, e Coreia do Norte.

Vai ser assim tal e qual. Vai uma aposta?