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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A aldrabice que nos venderam

Que a austeridade era uma opção ideológica . "E, sobretudo, que tudo aquilo que foi “vendido” aos portugueses, durante anos, que a austeridade era uma opção ideológica, que não era possível crescer sem investimento público e que não era possível pagar a divida sem a reestruturar, não passava de uma “aldrabice” económica."

A austeridade mantém-se descobriram agora os sindicatos

Pois mantém. Os contribuintes que pagam cada vez mais impostos sabem-no bem. A Administração Pública e os Pensionistas começam agora a perceber que o que receberam como aumentos não resolve coisa nenhuma . Ainda pensaram que era só o inicio mas desiludiram-se. Não há dinheiro e o governo diz que o congelamento dos salários e os aumentos ( a CGTP exige 4%) não cabem no orçamento.

Se o crescimento é poucochinho ( embora nos vendam umas percentagens assim assim mas escondendo o efeito base) estavam à espera de quê ? Não repararam que a dívida continua a crescer ? E que as cativações com a consequente degradação dos serviços públicos já não se podem esconder ? E que o défice externo é cada vez maior ?

Caros sindicalistas bem vindos à realidade.

O sucesso de Portugal levanta questões perturbadoras

A política de reversão de rendimentos teria sido possível sem a política de austeridade ? Teria sido possível com taxas de juro a 7% ? E com um défice de 11,2% ? E com um desemprego de 17% ?

O FMI diz que o seu objectivo foi puramente de reequilíbrio financeiro, as questões sociais daí resultantes eram assunto da União Europeia. Cabia a Bruxelas mutualizar a dívida, a Berlim investir mais . O desemprego não teria caído tanto.

O artigo, que faz o governo português corar de elogios, faz crer que Portugal “pode oferecer-se como um modelo para o resto do continente”. E diz porquê: “conseguiu aumentar o investimento público, reduzir o défice, reduzir o desemprego e alcançar um crescimento económico sustentado”. Tudo isto devolvendo rendimento e confiança às pessoas e atraindo de novo os investidores. Numa frase: “Portugal conseguiu aquilo que nos tinha sido dito que era francamente impossível”.

O sucesso de Portugal é “inspirador e frustrante” porque levanta questões perturbadoras: “Para quê esta miséria humana na Europa? E a Grécia, onde mais da metade dos jovens caiu no desemprego, onde os serviços de saúde foram dizimados, onde a mortalidade infantil e o suicídio aumentaram? E Espanha, onde centenas de milhares foram expulsos de suas casas? E França, onde a insegurança económica alimentou o crescimento da extrema direita?”. 

Teria sido ou não necessário ? A certeza que podemos ter é que só atravessamos o inferno porque o país descambou financeiramente . Se o país não tivesse mergulhado na situação pré-bancarrota não teria sido necessária a austeridade.

Todos os países que mantiveram as contas públicas equilibradas não precisaram da austeridade.

Eis a prova.

A austeridade não tinha sido removida ?

A que se deve a "taxa Mortágua" sobre o IMI ? A austeridade não tinha acabado e a crise não tinha ficado para trás ? Ou é uma taxa ideológica preço a pagar ao Bloco de Esquerda ?

Quando o défice andava acima dos 10% entendia-se mas agora que temos o défice mais baixo de sempre ?

Os proprietários – cerca de 212 mil –, estão a receber este mês de Agosto as notas de liquidação, que devem ser pagas em Setembro. O Governo estima arrecadar anualmente cerca de 130 milhões de euros depois de uma estimativa inicial de 160 milhões, mas algumas alterações, como as isenções para empresas e residentes em offshores, mas também o facto de alguns casais e herdeiros terem decidido dividir património para que a soma não chegasse ao limite mínimo da taxação, levou a uma redução do valor.

Sempre mais impostos, mais taxas e taxinhas apesar de estarmos numa situação muito melhor. Olha se não estivéssemos.

Havia uma alternativa .

GNR e PSP convidadas a andar a pé

É verdade que andar a pé faz bem ao coração mas fica-se por saber como é que se apanham os gatunos, os pedófilos , os incendiários e assaltantes de armas.

Ao mesmo tempo dizem-nos que não há austeridade. Mas os serviços públicos queixam-se. Falta a gasolina e não há dinheiro para a manutenção das viaturas que na sua maioria permanecem na oficina . Se isto não é austeridade...

Entretanto o comandante da GNR no Porto avisou que os efectivos de pessoal são os mesmo de há 50 anos .

Podem fazer a propaganda que quiserem mas os serviços públicos prestam maus serviços e há um coro generalizado de queixas. Não vale a pena insistir na tecla de que a austeridade acabou porque ela continua.

Não estou a criticar a austeridade, mas critico a austeridade cega e critico o défice que vai além do que Bruxelas exige. E critico que se faça de conta que se está a aumentar salários e pensões. Bem sei que as eleições estão à porta mas não vale tudo. Por cada aumento de despesa há um aumento de impostos ou de cativações.

 

A politica de austeridade continua

O crescimento económico, a criação de emprego e o controlo do défice só foram possíveis nos dois últimos anos porque a austeridade continua.

Em declarações à CNBC, o especialista considera que, mais do que a actuação do Governo na devolução de rendimentos, é a política expansionista do Banco Central Europeu (juros baixos, euro barato e compras de activos) que está a sustentar a retoma.
"Portugal ainda é uma das economias mais vulneráveis. (…) Só porque se está na direcção certa, não quer dizer que se esteja fora de perigo," considerou Stubbs àquela televisão norte-americana.

E a solução governativa que apoia o governo pode não durar para sempre.

 

 

A enorme austeridade que a geringonça continuou a impor ao país

Quem quis ir além da Troika ?

Tudo isto — PERES, corte radical no investimento público e cativações brutais de verbas inscritas no Orçamento para 2016 —, tudo isto constitui os ingredientes principais e decisivos da enorme austeridade que a “geringonça” continuou a impor ao país. E o país, largamente infantilizado, geralmente desinformado e alegremente ludibriado pela narrativa do governo, canta hossanas ao cocheiro da “geringonça”, António Costa. A avaliar pela candura da entrevista concedida ao PÚBLICO de 27 de Julho pelo líder parlamentar do Bloco, este acólito do Governo de Costa finge-se indignado com a dimensão das cativações aplicadas por Centeno, declarando com manifesta estultícia que “o Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível”! O Bloco não lhe concedera poderes para tanto! Infelizmente, o ridículo não mata.

A enorme dose de austeridade que Costa impôs ao país, e que este engoliu sem dar por ela, era em parte totalmente desnecessária: Bruxelas apenas exigiu um deficit de 2,4%, mas Costa quis ir para além da troika e mostrar mais serviço do que lhe pediam — um deficit de 2,1%. 

Com a austeridade nos serviços públicos me enganas

O aumento dos salários da função pública e das pensões foi feito à custa da austeridade degradando os serviços públicos . Mil milhões de cativações foram o instrumento.

Não é crível que PCP e BE não tenham visto . Menos ainda os sindicatos da função pública. E os fornecedores que viram os pagamentos atrazarem-se e sentiram a devolução frequente de facturas. Todos sabiam mas nenhum se atreveu a dizer que o rei ia nu. As razões são simples de entender.

O Banco de Portugal e a Comissão das Finanças Públicas avisaram mas foram sempre cercados pela propaganda governamental . Não é por acaso que Carlos Costa ( o do banco de Portugal ) e Teodora Cardoso ( a presidente da Comissão de Finanças) foram e são os inimigos de estimação. E as Agências de Notação que não vão na cantiga e mantêm a dívida no "lixo" ( a tal que não cessa de crescer)

O governo prefere o curto prazo, os votos dos funcionários públicos, ao longo prazo, os bons serviços públicos . E o investimento ( a falta dele) também só se sente no longo prazo.

Entretanto, espera-se que a economia cresça à boleia da recuperação da Zona Euro e do Turismo. No final logo se vê, é esta a estratégia do primeiro ministro ( quem vem atraz que apague a luz)

"A Conta Geral do Estado de 2016 revelou que tinha razão quem alertou para a impossibilidade de aumentar os salários da função pública e, ao mesmo tempo, reduzir o défice orçamental na fase da recuperação em que estávamos. Todos estavam a olhar para a despesa que o Governo dizia que ia fazer, inscrita no Orçamento do Estado aprovado na Assembleia da República. Como sempre se fez. As análises e comentários foram sempre realizados tendo como referência esse documento. Nunca passou pela cabeça de ninguém que as cativações se transformassem em cortes efectivos daquela dimensão, o valor histórico de 942,7 milhões de euros."

Fim da austeridade - afinal havia outro caminho

Major-General Raúl Cunha: " Que segurança é esta, perguntam as pessoas. Mas é preciso ter em conta que houve uma diminuição de meios de forma abrupta, uma diminuição de verbas que põem em causa a vigilância electrónica e outras. Hoje é só com rondas móveis. Seria desejável que estivesse tudo muito bem guardado. Não há atualmente possibilidades financeiras nem de pessoal." #temosomelhordefice

Tancos e Pedrógão Grande são consequência da austeridade

Nem sequer estou a criticar porque sei bem que quando há apertos orçamentais a forma de controlar é centralizar as decisões ao mais alto nível. Centeno faz o que tem a fazer segura o dinheiro conforme as necessidades do controlo orçamental e do défice.

Em Tancos a vídeo vigilância não funciona há dois anos. Razão ? Não é prioritário e o dinheiro não chegou a tempo. O simples arranjo da rede exterior do quartel foi solicitado há dois meses mas a autorização só chegou há dois dias.

Nos incêndios faltaram os meios. Antenas inoperacionais, helicópteros em manutenção em plena fase aguda dos incêndios. Que diabo os serviços podem não ser um exemplo de eficácia mas não podem ser assim tão maus. Tiveram que esperar a sua vez .

Na saúde há uma lista de espera que anda entre os 120 00 e os 200 000 doentes. Há dinheiro para os casos graves mas os casos programados podem esperar, pelo menos 90 dias.

É a austeridade que continua neste governo depois da austeridade mais aguda do anterior governo. O défice desceu de 11% para 4,4% com Passos Coelho e agora está a descer para 1,5% com António Costa . E o crescimento da economia não gera mais impostos de um dia para o outro.

Mas a austeridade tem este efeito negativo que pode chegar subitamente. Ardem as florestas e roubam-se paióis  militares e depois vamos a ver e num caso e noutro não houve dinheiro para manter a vigilância e a confiança.

E não se operam milhares de doentes dentro dos prazos terapêuticamente aconselháveis também por falta de meios. Há bem pouco tempo sabia-se que só 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios era utilizada.

Não há milagres.