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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A austeridade não tinha sido removida ?

A que se deve a "taxa Mortágua" sobre o IMI ? A austeridade não tinha acabado e a crise não tinha ficado para trás ? Ou é uma taxa ideológica preço a pagar ao Bloco de Esquerda ?

Quando o défice andava acima dos 10% entendia-se mas agora que temos o défice mais baixo de sempre ?

Os proprietários – cerca de 212 mil –, estão a receber este mês de Agosto as notas de liquidação, que devem ser pagas em Setembro. O Governo estima arrecadar anualmente cerca de 130 milhões de euros depois de uma estimativa inicial de 160 milhões, mas algumas alterações, como as isenções para empresas e residentes em offshores, mas também o facto de alguns casais e herdeiros terem decidido dividir património para que a soma não chegasse ao limite mínimo da taxação, levou a uma redução do valor.

Sempre mais impostos, mais taxas e taxinhas apesar de estarmos numa situação muito melhor. Olha se não estivéssemos.

Havia uma alternativa .

GNR e PSP convidadas a andar a pé

É verdade que andar a pé faz bem ao coração mas fica-se por saber como é que se apanham os gatunos, os pedófilos , os incendiários e assaltantes de armas.

Ao mesmo tempo dizem-nos que não há austeridade. Mas os serviços públicos queixam-se. Falta a gasolina e não há dinheiro para a manutenção das viaturas que na sua maioria permanecem na oficina . Se isto não é austeridade...

Entretanto o comandante da GNR no Porto avisou que os efectivos de pessoal são os mesmo de há 50 anos .

Podem fazer a propaganda que quiserem mas os serviços públicos prestam maus serviços e há um coro generalizado de queixas. Não vale a pena insistir na tecla de que a austeridade acabou porque ela continua.

Não estou a criticar a austeridade, mas critico a austeridade cega e critico o défice que vai além do que Bruxelas exige. E critico que se faça de conta que se está a aumentar salários e pensões. Bem sei que as eleições estão à porta mas não vale tudo. Por cada aumento de despesa há um aumento de impostos ou de cativações.

 

A politica de austeridade continua

O crescimento económico, a criação de emprego e o controlo do défice só foram possíveis nos dois últimos anos porque a austeridade continua.

Em declarações à CNBC, o especialista considera que, mais do que a actuação do Governo na devolução de rendimentos, é a política expansionista do Banco Central Europeu (juros baixos, euro barato e compras de activos) que está a sustentar a retoma.
"Portugal ainda é uma das economias mais vulneráveis. (…) Só porque se está na direcção certa, não quer dizer que se esteja fora de perigo," considerou Stubbs àquela televisão norte-americana.

E a solução governativa que apoia o governo pode não durar para sempre.

 

 

A enorme austeridade que a geringonça continuou a impor ao país

Quem quis ir além da Troika ?

Tudo isto — PERES, corte radical no investimento público e cativações brutais de verbas inscritas no Orçamento para 2016 —, tudo isto constitui os ingredientes principais e decisivos da enorme austeridade que a “geringonça” continuou a impor ao país. E o país, largamente infantilizado, geralmente desinformado e alegremente ludibriado pela narrativa do governo, canta hossanas ao cocheiro da “geringonça”, António Costa. A avaliar pela candura da entrevista concedida ao PÚBLICO de 27 de Julho pelo líder parlamentar do Bloco, este acólito do Governo de Costa finge-se indignado com a dimensão das cativações aplicadas por Centeno, declarando com manifesta estultícia que “o Governo não tinha mandato político para fazer cativações deste nível”! O Bloco não lhe concedera poderes para tanto! Infelizmente, o ridículo não mata.

A enorme dose de austeridade que Costa impôs ao país, e que este engoliu sem dar por ela, era em parte totalmente desnecessária: Bruxelas apenas exigiu um deficit de 2,4%, mas Costa quis ir para além da troika e mostrar mais serviço do que lhe pediam — um deficit de 2,1%. 

Com a austeridade nos serviços públicos me enganas

O aumento dos salários da função pública e das pensões foi feito à custa da austeridade degradando os serviços públicos . Mil milhões de cativações foram o instrumento.

Não é crível que PCP e BE não tenham visto . Menos ainda os sindicatos da função pública. E os fornecedores que viram os pagamentos atrazarem-se e sentiram a devolução frequente de facturas. Todos sabiam mas nenhum se atreveu a dizer que o rei ia nu. As razões são simples de entender.

O Banco de Portugal e a Comissão das Finanças Públicas avisaram mas foram sempre cercados pela propaganda governamental . Não é por acaso que Carlos Costa ( o do banco de Portugal ) e Teodora Cardoso ( a presidente da Comissão de Finanças) foram e são os inimigos de estimação. E as Agências de Notação que não vão na cantiga e mantêm a dívida no "lixo" ( a tal que não cessa de crescer)

O governo prefere o curto prazo, os votos dos funcionários públicos, ao longo prazo, os bons serviços públicos . E o investimento ( a falta dele) também só se sente no longo prazo.

Entretanto, espera-se que a economia cresça à boleia da recuperação da Zona Euro e do Turismo. No final logo se vê, é esta a estratégia do primeiro ministro ( quem vem atraz que apague a luz)

"A Conta Geral do Estado de 2016 revelou que tinha razão quem alertou para a impossibilidade de aumentar os salários da função pública e, ao mesmo tempo, reduzir o défice orçamental na fase da recuperação em que estávamos. Todos estavam a olhar para a despesa que o Governo dizia que ia fazer, inscrita no Orçamento do Estado aprovado na Assembleia da República. Como sempre se fez. As análises e comentários foram sempre realizados tendo como referência esse documento. Nunca passou pela cabeça de ninguém que as cativações se transformassem em cortes efectivos daquela dimensão, o valor histórico de 942,7 milhões de euros."

Fim da austeridade - afinal havia outro caminho

Major-General Raúl Cunha: " Que segurança é esta, perguntam as pessoas. Mas é preciso ter em conta que houve uma diminuição de meios de forma abrupta, uma diminuição de verbas que põem em causa a vigilância electrónica e outras. Hoje é só com rondas móveis. Seria desejável que estivesse tudo muito bem guardado. Não há atualmente possibilidades financeiras nem de pessoal." #temosomelhordefice

Tancos e Pedrógão Grande são consequência da austeridade

Nem sequer estou a criticar porque sei bem que quando há apertos orçamentais a forma de controlar é centralizar as decisões ao mais alto nível. Centeno faz o que tem a fazer segura o dinheiro conforme as necessidades do controlo orçamental e do défice.

Em Tancos a vídeo vigilância não funciona há dois anos. Razão ? Não é prioritário e o dinheiro não chegou a tempo. O simples arranjo da rede exterior do quartel foi solicitado há dois meses mas a autorização só chegou há dois dias.

Nos incêndios faltaram os meios. Antenas inoperacionais, helicópteros em manutenção em plena fase aguda dos incêndios. Que diabo os serviços podem não ser um exemplo de eficácia mas não podem ser assim tão maus. Tiveram que esperar a sua vez .

Na saúde há uma lista de espera que anda entre os 120 00 e os 200 000 doentes. Há dinheiro para os casos graves mas os casos programados podem esperar, pelo menos 90 dias.

É a austeridade que continua neste governo depois da austeridade mais aguda do anterior governo. O défice desceu de 11% para 4,4% com Passos Coelho e agora está a descer para 1,5% com António Costa . E o crescimento da economia não gera mais impostos de um dia para o outro.

Mas a austeridade tem este efeito negativo que pode chegar subitamente. Ardem as florestas e roubam-se paióis  militares e depois vamos a ver e num caso e noutro não houve dinheiro para manter a vigilância e a confiança.

E não se operam milhares de doentes dentro dos prazos terapêuticamente aconselháveis também por falta de meios. Há bem pouco tempo sabia-se que só 40% da capacidade instalada dos blocos operatórios era utilizada.

Não há milagres.

Tudo ao contrário do que prometeram fazer

A surpresa é o PCP e o BE apoiarem as medidas de austeridade do governo e as recomendações de Bruxelas. O PS esse, limitou-se a dar o dito pelo não dito.

Os socialistas prometeram assim, que, caso o seu programa viesse a ser adoptado, a economia portuguesa iria crescer 2,4% em 2016 e 3,1% em 2017, no contexto de uma fortíssima aceleração do investimento. Já o défice fixar-se-ia em 3,0% do PIB no primeiro ano e em 2,5% no segundo, o que pressupunha uma consolidação orçamental muito mais suave do que aquela que o governo de PSD e CDS preconizava. O pilar da estratégia do PS assentava no “virar a página da austeridade” e na promoção de um crescimento económico mais rápido.

Porém, já no poder, os socialistas limitaram-se a alterar parte da composição da austeridade, não afrontando Bruxelas. É verdade que desagravaram impostos directos, só que por outro lado agravaram os indirectos, reduziram o investimento público e congelaram despesas correntes, com especial incidência na aquisição de bens e serviços. Por conseguinte, e também com o auxílio de medidas extraordinárias, em 2016 o défice acabou por ser de apenas 2,0%, mas a economia desiludiu e cresceu somente 1,4%. Para o ano, espera-se um défice de 1,0%, mas um crescimento económico de 1,8% – valores significativamente diferentes daqueles que foram apresentados em campanha eleitoral. O governo acabou, assim, por preferir uma consolidação mais acelerada, deixando o rápido crescimento para outra altura; o contrário do que havia sido prometido.

Uma austeridade disfarçada

O governo não fez o que disse que ia fazer . A austeridade é a mesma do governo de Passos Coelho mudou o método . E tem sido na verdade um milagre . Agora com o Programa de Estabilidade e Crescimento está aí sem disfarces.

Controlar o "monstro estatal" fazendo crer que estamos melhor do que estávamos . Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço . Devolver salários e pensões ao mesmo tempo que aumenta os impostos indirectos que demoram mais tempo a serem percepcionados pelo contribuinte . E não olhes para o teu poder de compra nem para as análises e estatísticas.

Portugal já tinha sido um caso de estudo pela resistência que os cidadãos revelaram perante a dose de austeridade a que foram submetidos especialmente em 2012. Volta agora a ser um caso de estudo, para economistas e políticos, que queiram investigar como se aplica uma política de austeridade financeira, com o apoio da esquerda tradicional e moderna, e convencendo a população em geral que a sua vida está e vai ficar muito melhor do que de facto está. É de se lhe tirar o chapéu.

Tudo reafirmando o empenho na União Europeia e na Zona Euro . Voilá .

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Sem alternativa à austeridade

austeridade continua sob a forma de cativações, maus serviços públicos e cortes no investimento . Com os partidos que apoiam o governo a divergir no essencial, a integração europeia, não podia ser de outra forma .

Depois de quatro anos de “austeridade”, Costa esperava ganhar as eleições, e o PCP e o BE ascender ao nível do Syriza. Mas não aconteceu nem uma coisa nem outra. O insucesso das esquerdas portuguesas juntou-as no que é uma simples tentativa de ocupação do Estado, para benefício das suas clientelas. Que mais poderiam fazer em conjunto? PS, PCP e BE reconhecem divergir sobre a “integração europeia”. Mas a “integração europeia” diz respeito ao tipo de regime político e ao modelo de sociedade. Ou seja, PS, PCP e BE estão separados em relação ao que é fundamental. Por isso, não estão em condições de se unir em grandes iniciativas.

E os "outlooks " das agências estão aí para o demonstrar .