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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Tudo ao contrário do que prometeram fazer

A surpresa é o PCP e o BE apoiarem as medidas de austeridade do governo e as recomendações de Bruxelas. O PS esse, limitou-se a dar o dito pelo não dito.

Os socialistas prometeram assim, que, caso o seu programa viesse a ser adoptado, a economia portuguesa iria crescer 2,4% em 2016 e 3,1% em 2017, no contexto de uma fortíssima aceleração do investimento. Já o défice fixar-se-ia em 3,0% do PIB no primeiro ano e em 2,5% no segundo, o que pressupunha uma consolidação orçamental muito mais suave do que aquela que o governo de PSD e CDS preconizava. O pilar da estratégia do PS assentava no “virar a página da austeridade” e na promoção de um crescimento económico mais rápido.

Porém, já no poder, os socialistas limitaram-se a alterar parte da composição da austeridade, não afrontando Bruxelas. É verdade que desagravaram impostos directos, só que por outro lado agravaram os indirectos, reduziram o investimento público e congelaram despesas correntes, com especial incidência na aquisição de bens e serviços. Por conseguinte, e também com o auxílio de medidas extraordinárias, em 2016 o défice acabou por ser de apenas 2,0%, mas a economia desiludiu e cresceu somente 1,4%. Para o ano, espera-se um défice de 1,0%, mas um crescimento económico de 1,8% – valores significativamente diferentes daqueles que foram apresentados em campanha eleitoral. O governo acabou, assim, por preferir uma consolidação mais acelerada, deixando o rápido crescimento para outra altura; o contrário do que havia sido prometido.

Uma austeridade disfarçada

O governo não fez o que disse que ia fazer . A austeridade é a mesma do governo de Passos Coelho mudou o método . E tem sido na verdade um milagre . Agora com o Programa de Estabilidade e Crescimento está aí sem disfarces.

Controlar o "monstro estatal" fazendo crer que estamos melhor do que estávamos . Olha para o que eu digo não olhes para o que eu faço . Devolver salários e pensões ao mesmo tempo que aumenta os impostos indirectos que demoram mais tempo a serem percepcionados pelo contribuinte . E não olhes para o teu poder de compra nem para as análises e estatísticas.

Portugal já tinha sido um caso de estudo pela resistência que os cidadãos revelaram perante a dose de austeridade a que foram submetidos especialmente em 2012. Volta agora a ser um caso de estudo, para economistas e políticos, que queiram investigar como se aplica uma política de austeridade financeira, com o apoio da esquerda tradicional e moderna, e convencendo a população em geral que a sua vida está e vai ficar muito melhor do que de facto está. É de se lhe tirar o chapéu.

Tudo reafirmando o empenho na União Europeia e na Zona Euro . Voilá .

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Sem alternativa à austeridade

austeridade continua sob a forma de cativações, maus serviços públicos e cortes no investimento . Com os partidos que apoiam o governo a divergir no essencial, a integração europeia, não podia ser de outra forma .

Depois de quatro anos de “austeridade”, Costa esperava ganhar as eleições, e o PCP e o BE ascender ao nível do Syriza. Mas não aconteceu nem uma coisa nem outra. O insucesso das esquerdas portuguesas juntou-as no que é uma simples tentativa de ocupação do Estado, para benefício das suas clientelas. Que mais poderiam fazer em conjunto? PS, PCP e BE reconhecem divergir sobre a “integração europeia”. Mas a “integração europeia” diz respeito ao tipo de regime político e ao modelo de sociedade. Ou seja, PS, PCP e BE estão separados em relação ao que é fundamental. Por isso, não estão em condições de se unir em grandes iniciativas.

E os "outlooks " das agências estão aí para o demonstrar .

Austeridade silenciosa

 

A grande mentira sobre as contas públicas começa numa ilusão.  A austeridade que Centeno prometeu acabar está melhor do que nunca.  Tinha prometido aos partidos da "geringonça" cortar E950 milhões na despesa. Afinal cortou mais de E 3 mil milhões. Se os números não enganam, porque passa a ideia que os tempos de apertar o cinto terminaram ?

A resposta está no tipo de cortes que o governo fez . Investimento, fornecimentos e serviços externos e contratos com o Estado. Quem trabalha para o Estado foi a grande vítima da austeridade do PS. No anterior governo o alvo tinha sido quem trabalha no Estado ou é por ele suportado. Em vez de salários e pensões o PS escolheu cortar nos gastos externos dos serviços e naquilo em que o Estado investe.

O mais curioso é que o PS está a aplicar à letra a recomendação da Troika de reduzir o défice por via da despesa. No fundo, a aplicar o programa do PSD de 2011 que este nunca conseguiu fazer.

...este ano vai continuar a reposição de rendimentos a funcionários públicos e pensionistas. E o garrote no investimento e gastos com os privados. A economia vai continuar a crescer uma miséria e o monstro começa a engordar. E, para animar a festa a dívida pública, aquela que ainda é "lixo", não para de crescer .Já vai nos 130,4% do PIB. E não dá sinais de diminuir.

Para terminar, fique com esta informação : a dívida pública irlandesa era de 120% do PIB em 2012 . Em 2016 ficou nos 75,4%.

PS : Expresso - João Vieira Pereira

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Então sempre é verdade - a austeridade aumentou

Em cada 10 euros de consolidação orçamental (redução do défice) oito vieram da redução da despesa. Não se paga a fornecedores, fizeram-se cativações, degradaram-se os serviços públicos . E este governo já leva dois orçamentos da sua lavra não venham com histórias da carochinha.

Tirando o primeiro esboço do Orçamento do Estado – bastante alterado antes de ser aprovado – nenhum documento orçamental do Governo previa que fosse a despesa a dar o maior contributo para a consolidação de 2016. No OE 2016, o Executivo esperava que a redução dos gastos representasse 26% do esforço orçamental, previsão que foi aumentando no Plano de Estabilidade e no OE 2017, mas sem nunca ultrapassar os 41%. Na realidade, os números agora conhecidos mostram que a despesa foi responsável por 83% da consolidação.

E, dizem que não houve orçamentos rectificativos. Bem, cada qual chama-lhe o que quiser.

Crescer, crescer a economia .Tudo o resto é empurrar os problemas com a barriga.

Estamos no faz de conta habitual

Marcelo deixou desta vez que a boca lhe fugisse para a verdade. É que efectivamente o aumento dos impostos indirectos está a sair do pelo dos contribuintes. Ninguém diria, ouvidos que sejam o Jerónimo e a Catarina que louvam as reversões e os avanços.

O défice foi obtido à custa da degradação dos serviços públicos na saúde e na educação e com medidas não repetíveis. A redução do investimento prejudica a economia e o emprego no futuro, até o Jerónimo o afirma, quer dar solta ao défice que ele sabe que não é de confiança . A Catarina, contra a opinião expressa do secretário de estado do trabalho, reafirma que quer avanços na legislação laboral. 

Estamos no faz de conta habitual Agarrem-me ...e depois engolem os sapos todos que forem precisos para se manterem na rota europeia. Em paralelo vão dizendo que o governo é do PS e que eles (PC e BE) nada têm a ver com a acção governativa. E soam os alarmes, esta semana tanto Jerónimo como Catarina vieram avisar do desastre que seria se o PS tivesse maioria e não precisasse deles. Já conhecem as sondagens deste mês ?

Para quem é europeísta ouvir António Costa reafirmar o apego do PS à União Europeia e à Zona Euro, é um descanso. Esse é o objectivo principal sejam os socialistas ou os social democratas a governar. O que os separa é instrumental .

Já com os comunistas o que nos separa deles é a União Europeia, a Zona Euro e a Democracia.

 

 

A austeridade aplicada foi demasiado severa

O FMI já o afirmou há tempos, agora é a vez desta instituição alemã. Austeridade a mais foi contraproducente .

Os cortes por vezes "drásticos" na despesa neutralizaram os efeitos das reformas estruturais, agravando a recessão em Portugal, Espanha e Itália. Num estudo publicado esta quarta-feira, 22 de Fevereiro, o instituto de investigação económica alemão DIW conclui que a política de austeridade aplicada entre 2010 e 2014 foi "contraproducente" porque amplificou os efeitos da recessão.

"As políticas deveriam consistir em reformas estruturais – por exemplo, aumentando a idade da reforma, reformando o mercado de trabalho, simplificando burocracias e reformando o sistema fiscal – e consolidações orçamentais mais modestas", concluem. Medidas orçamentais que favoreçam o investimento também são aconselhadas.

"Uma combinação de medidas como esta poderia aumentar o potencial de crescimento a médio prazo, aliviando os orçamentos através do aumento de receita fiscais", concluem os autores.

 

Tem tudo para acabar em desgraça

Diz que foi passada a página da austeridade mas é difícil encontrar um governo, mesmo o de Passos, que fizesse tantas cativações de despesa corrente e de investimento. E como a economia não cresceu isto vai acabar mal é uma questão de tempo.

E não se espere que PCP e BE acalmem nas suas reinvindicações para maior despesa em 2017. E como a economia não vai crescer, a dívida e os juros continuarão a subir .Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo.

As famílias gastam enquanto o crédito bancário pessoal aumenta, tudo na ilusão que há mais dinheiro para gastar. Estamos perto do principio que nos levou à crise. Isto vai acabar mal é tudo uma questão de tempo .

Se a tudo isto que nos colhe internamente juntarmos as várias tempestades que, externamente, nos espreitam, tem tudo para acabar em desgraça.

Até o défice a que baixaram a cabeça obedientemente, exigiu medidas de última hora não previstas e não repetíveis. Mas, no caso, ainda bem. Haja alguma coisa que se diga "mesa de Deus ".

Vamos andar muitos anos em austeridade

OCDE junta-se às restantes instituições financeiras ao prever que a nossa economia vai rastejar com crescimento na ordem dos 1,3% . Espera-nos muitos anos de austeridade. Quem disser o contrário está a mentir.

No entanto, o centro dos problemas parece ser o investimento, tanto o público como o privado. É a fraca evolução deste indicador, explica a OCDE, que justifica grande parte das dificuldades de crescimento. Os técnicos da organização vêem o crescimento a cair 2% este ano, avançando 0,7% no próximo. Ora, se pelo menos dois dos apoios do governo são inimigos do investimento privado estamos conversados, já que o investimento público está a ser cortado no altar do défice.

Como já foi referido, onde a OCDE não aconselha a poupar é no investimento público, preferindo uma redução da despesa corrente, especialmente com salários dos funcionários públicos. Fazer uma revisão dos gastos do Estado, como o Governo planeia fazer, também "pode levar levar a ganhos de eficiência".

Ora, o que se vê é o governo fazer exactamente o contrário . Aumentar a despesa pública com funcionários públicos e pensionistas compensando com impostos indirectos que prejudicam a economia . 

Pensamento do dia: "read my lips....no more taxes", ou "virámos a página da austeridade" - por Rui Ferreira.

 

Eis os novos escalões de IRS, propostos pelo actual governo.

Um casal, tenha um rendimento agregado familiar bruto de 20,100 euros/ano, representa um salário bruto, por cada conjuge, de 718 euros, brutos, mensais.

Temos assim, que com os novos escalões, um casal nestas circunstâncias, com um rendimento individual de 718 euros brutos mensais, entre IRS e os descontos para a Segurança Social, (TSU) passará a ter que entregar ao Estado, praticamente 50% do total do seu rendimento, o que fará, com que no final de cada mês, leve para casa, 360 euros líquidos.

Considerando que sobre este valor, ainda irá pagar IVA e muitos outros impostos, taxas e taxinhas, tudo de forma indirecta que é para que não lhe dôa tanto, tudo descontado, sobre os 360 euros líquidos, ainda lhe irão retirar, no mínimo, mais 25% sobre esse valor, ficando com somente 270 euros líquidos mensais para fazer face as suas despesas.

Temos assim, que um casal com rendimento conjunto mensal de 1436 euros / mês, irá ver o Estado, pela mão do actual governo, a confiscar-lhe 897 euros /mês, deixando-os somente com 538 euros / mês, para fazer frente às suas despesas.

Passámos a ter um Estado que se apodera de mais de 2/3 do rendimento de um casal, quando cada um deles ganhe 718 euros mensais brutos. Se isto não é um confisco, e um Estado ladrão, então o que será?

No anterior governo, as esquerdas,então na oposição, acusavam o executivo em funções, de considerar todo o cidadão, trabalhador ou aposentado, que apresentásse um rendimento individual, acima de 1600 euros/mês, como sendo "rico", pois era só acima destes valores que se aplicavam os cortes e a sobretaxa de IRS.

Agora, com o governo actual, a "bitola" para que as finanças considerem um trabalhador como "rico", irá passar a ser de 718 euros /mês.

Em 2017, com estas novas tabelas de IRS, Portugal consegue mais que triplicar o numeros de cidadãos considerados "RICOS".

E ainda dizem que as esquerdas não conseguem criar riqueza, nem gerar gente prospera e rica. Estes, em menos de um ano irão triplicar, às mãos das esquerdas. 

E para aqueles que andam sempre por aqui a dizer que não há almoços grátis, fica comprovado que afinal até há. Para o Estado, há almoços grátis, e como podemos ver, esse mesmo Estado, já se está a preparar, para em 2017, nos enviar a factura dos almoços que andam a fazer em 2016.

Mas nem tudo é mau, pois também foi este actual governo, que conseguiu virar a página da austeridade, e por isso já estamos a viver todos muito melhor. Não acreditam? Perguntem ao fisco em 2017, que eles irão dizer que sim!!!!