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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A Grécia também está a ser salva pelo turismo

Quinze pacotes de austeridade depois a Grécia do Syriza está a ser salva pelo turismo . Fazem turismo aqueles que têm as contas públicas equilibradas, défices controlados, dívidas pagáveis e economias fortes .

Foi decidida mais uma renegociação da dívida grega . A extrema esquerda na Grécia está a fazer o mesmo que Passos Coelho e António Costa . Recuperar as contas, ganhar credibilidade e tempo .

Sem investimento e sem uma economia a crescer 3% a 4% não conseguimos pagar a dívida .É verdade na Grécia e é verdade em Portugal . Não vale a pena enganarmo-nos a nós mesmos.

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Centeno foi escolhido porque executou a austeridade desejada por Bruxelas

Trocado por miúdos

Por : José Eduardo Martins

Centeno foi escolhido, afinal, por ter os resultados de consolidação que Bruxelas estima e que só não se chamam austeridade porque a onda de crescimento, na Europa, disfarça e o ministro cativa. Muito

A escolha de Mário Centeno para presidente do Eurogrupo foi, fora das redes sociais, a vitória portuguesa menos celebrada de sempre.

O feito vem, afinal, forçar várias clarificações e, mesmo que delas todos tenham fugido a correr, desta vez não há como não reparar em, pelo menos, três coisas:

Trocado por miúdos, nada de essencial vai mudar na União Europeia, a maioria de esquerda não existe e a direita tem de mudar de vida.

Na Europa, o impulso juvenil do Presidente Macron, reclamando mais entrega de soberania em torno de mais partilha de risco, ficou sem resposta. Nada importante vai mudar nos problemas estruturais da União Económica e Monetária (UEM).

Se o PPE, leia-se Angela Merkel, permite a eleição de mais um ministro das Finanças socialista, agora do Sul, é porque até podemos avançar no Fundo Monetário Europeu (pouco acrescentando ao Mecanismo Europeu de Estabilidade que os alemães já aceitaram) mas nada de partilha de risco, mais transferências ou convergência real.

Dito de forma mais simples, isso significaria transferências de recursos que nenhum dos eleitorados do Norte da Europa aceita. É assim a vida: de uma lógica vestefaliana pouco contrariável, aliás.

Em breve se perceberá tudo isto ao mesmo tempo que, esgotadas as reversões e confrontado com as escolhas sérias, se revela com clareza o logro desta aparência de maioria.

O nosso ministro foi escolhido, afinal, por ter os resultados de consolidação que Bruxelas estima e que só não se chamam austeridade porque a onda de crescimento, na Europa, disfarça e o ministro cativa. Muito.

Tanto que o novo paradigma de maioria fica conhecido por originalidades nunca antes reclamadas de esquerda, como fazer desaparecer o investimento público e aumentar a receita fiscal por via dos impostos indiretos.

Não admira, mesmo nada, que a maioria não tenha festejado a escolha. Ela ilustra que não são a maioria que dizem ser.

Vale a pena aprofundar o pensamento dos parceiros da maioria parlamentar, sobre a União e o Euro, de que o Eurogrupo é só um acidente:

Escreve José Manuel Pureza, do BE: “O resgate da democracia passa hoje por uma rutura com a prisão em que a União Económica e Monetária se tornou. Sem essa rutura, a substituição da Troika pelas instituições europeias, sendo simbolicamente importante, é algo que conhecemos bem: alternância sem alternativa.”

Mais claro, João Ferreira, do PCP: “A adesão ao Euro foi um desastre e a permanência é um desastre. Recuperar a soberania monetária é recusar esta sentença… O abandono do Euro não será nenhuma varinha mágica, mas é necessário para recuperar do atraso, da estagnação e da dependência… O Euro e a União Económica e Monetária são um obstáculo ao desenvolvimento. Um obstáculo que tem de ser removido.”

Enquanto isso, o PM vai a Bruges abrir o ano letivo do Colégio da Europa, com um discurso oficial sobre a importância de concluir a UEM e oferece o empenho de Portugal para a coisa, repetindo tudo o que o PSD escreveu em 2015.

A maioria de esquerda é como a anedota do alentejano que se acha casado por amor já que não tem interesse nenhum na mulher. Se não estão de acordo sobre ficar ou não na União e no Euro, estarão de acordo sobre o quê, afinal?

Mas a direita tem pouco de que rir... Depois de dois anos em que não antecipou os efeitos do crescimento que lançou. Mais ou menos artimanha, a consolidação está aí. E precisa falar de outra coisa. Infelizmente não tem sido o caso.

(Artigo publicado na VISÃO 1293, de 14 de dezembro de 2017)

Portugal é o exemplo que a austeridade produz bons resultados

Hoje muita coisa seria feita de modo diverso. "Ir além da troika" não foi avisado. A austeridade podia ter sido mais suave e dessa forma não ter os maus resultados sociais que teve. Fica a experiência.

O chefe da missão que esteve em Portugal reconhece isso mas afirma que a sua missão era aquela e que os problemas sociais eram da competência da União Europeia. Pode ser que sim mas alguma coisa falhou.

Portugal é hoje o exemplo de que a Europa e a Alemanha precisam para demonstrar que austeridade produz bons resultados a médio-prazo e que é compatível com um Estado com políticas sociais e capacidade para gerar emprego. Obviamente, há muitos factores externos a beneficiar o actual momento, mas a União Europeia alimenta-se sobretudo de números e de percepções passadas aos mercados.

Pressionado pelas metas da UE e pelas exigências de dois partidos visceralmente contra a UE, Centeno conseguiu cumprir embora à custa de um menor investimento público acompanhado por um menor investimento privado cujas consequências poderão ser desastrosas no crescimento da economia.

E se assim for a dívida ao nível a que está não é sustentável. Estamos longe de um mar de rosas.

E é preciso não esquecer que alguém baixou o défice de 11% para 3% no primeiro ano da austeridade...

 

 

Em concreto este governo esconde-se no abstrato

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 Este governo abriu, honra lhe seja, uma nova forma de austeridade. Não acabou com a austeridade, longe disso, mas mudou-lhe a natureza.

Amortiza a dívida mas em contrapartida não paga aos fornecedores . Somos, logo a seguir à Grécia ( quem havia de ser) o Estado que mais tarde paga aos seus fornecedores. Assim também eu seria o Ronaldo das finanças...

E para quem não sabe ou não quer saber, mas eu digo na mesma, só esse atraso corresponde a pelo menos meio ponto percentual no crescimento da economia. Já para não falar nos mortos pela Legionella num Hospital público por falta de manutenção e limpeza .

Nas cantinas das escolas públicas ( 48 escolas já se queixaram) a alimentação é abaixo de cão, o Estado paga 1,10 Euros por aluno . Mas está bem de ver, nós temos um ministério que trata dos problemas dos professores e não da Educação e dos alunos. 

A Geringonça chegou de mansinho, sem nos dar conta, assentou e envolveu tudo e todos com o seu manto de silêncio. Ao fim de dois anos levantou e deixou ver o que encobriu. É da sua natureza.

A irresponsabilidade de dizer que a austeridade acabou

Se acabou então paga. É assim que raciocina quem viu o seus rendimentos diminuírem . Professores, enfermeiros, polícias, juízes, e todos os que pertencem à função pública . Todos os outros, os que ainda pagam o enorme aumento de impostos e não têm sindicatos que os defendam, amoucham .

Não há dinheiro, este foi o argumento de António Costa que deu margem para os seus parceiros do governo ameaçarem. "Mas houve dinheiro ( milhares de milhões) para os bancos." Esquecem-se é de dizer que para os bancos foi uma só vez enquanto para a função pública são Xmilhões no primeiro ano, 2Xmilhões no segundo e ... nXmilhões daqui para a eternidade . Para sempre .

É claro, há muito, que quem deita Portugal para a bancarrota ( já por três vezes em democracia) são os políticos, os banqueiros e os grandes empresários que sugam o Estado até ao tutano. Mas não são só eles. 

" Logo abaixo das nossas lastimáveis elites e da sua vocação para a corrupção, há uma série de corporações poderosas, mais a grande massa dos trabalhadores do Estado e dos reformados, que foi crescendo ao longo do tempo por boas e por más razões. Esse Estado, sem profundas reformas, é insustentável. Ele pode ser alimentado durante alguns anos através do crescimento da economia, mas à primeira mudança de ciclo económico o país vai outra vez ao charco. Não é uma questão de “se”. É uma questão de “quando”.

António Costa, o "habilidoso", tropeçou no virtuosismo e caminha rapidamente para um pedido de ajuda externo.

Basta ouvir as exigências de Jerónimo e Catarina .

Os professores agora sabem que a austeridade não acabou

Os professores sentem-se injustiçados e têm razão em relação à sua discriminação pela Geringonça, mas há que lembrar que os nossos profs são os melhor remunerados da OCDE em termos de paridade do poder de compra .
O problema é que ao contrário do governo anterior que sem pensar em eleições dizia que não podia pagar e que a austeridade seria um princípio geral para vigorar, este governo faz de conta que pode pagar e mente dizendo que a austeridade acabou...

E, agora, os sindicatos já querem mudar a luta da rua para o Parlamento onde precisam do PSD para votar a favor face ao chumbo do PS .

A vida às vezes é tramada...

A austeridade que atinge a PSP é má de mais

É mau de mais para ser verdade o que o orçamento dedica à PSP. A gente sabe que a actual austeridade é boa mas, esta, nem nos tempos da troika. Confuso ? Só se andar distraído .

"Lembro-me que em 2011, quando veio a crise, nos pediram para fazer mais com menos. Agora é querer que façamos mais com nada. Dizem que a crise acabou, mas alguém se esqueceu de avisar a PSP. Nem nos piores anos da Troika a PSP esteve tão mal."

Mais de metade das viaturas estão inoperacionais e o efectivo reduziu-se em 1 000 agentes mas o orçamento não contempla verba para reposição e manutenção .

"Não prevejo nada de bom. As pessoas não têm noção do drama que vivemos todos os dias, com falta de pessoal, de meios. Mais de metade da frota automóvel está inoperacional e o policiamento de proximidade faz-se com viaturas emprestadas pelas autarquias."

Mas PCP, BE e PS não desarmam nas exigências a favor das suas clientelas eleitorais.

A boa austeridade mata

Rui Mendes Ferreira

8 h ·
 

Pensamento do dia:

A "boa" austeridade, mata.

Em 2014, foram infectadas 375 pessoas por "Legionella", das quais 12 viriam a falecer, vítimas da infecção, com origem em empresas do sector privado.

Hoje, temos umas dezenas de casos reportados, com duas mortes já confirmadas, vítimas de "Legionella", tendo o foco infeccioso, tido origem dentro do próprio hospital, público, onde supostamente estas infecções, deveriam ser debeladas.

A Ordem dos Médicos, entretanto, publicou hoje mesmo, um comunicado oficial, onde reporta que estas infecções no hospital S. Francisco Xavier, se devem aos cortes feitos pelo actual governo, nas despesas orçamentadas para as rubricas de trabalhos de manutenção e reparação.

Sobre estes factos, nem uma palavra se ouviu nem da parte de quem governa, nem dos partidos que apoiam o governo. É o mais absoluto silêncio.

Mas, face ao já habitual procedimento e miserável e hipócrita conduta, da parte de quem nos governa, assim como da parte dos partidos PS, PCP e BE, assim que alguém tiver a coragem de vir a público criticar, condenar, e exigir responsabilidades pelo que se está a passar no Hospital Francisco Xavier, aposto que iremos presenciar o seguinte:

- iremos ouvir dizer da parte de quem governa e quem lhes dá apoio, que quem critica não tem "direito moral" para criticar seja o que for, ou então que deviam era estar bem caladinhos, pois em 2014 morreu muito mais gente, e em 2017 "ainda só morreram" 2 pessoas, e assim sendo, até estamos é perante uma "melhoria"!!!!!!

- iremos igualmente ouvir, da parte de quem governa, e da parte daqueles que lhes dão o apoio, que: "qualquer menção a estas mortes, qualquer exigência ao governo para dar explicações públicas para o sucedido, e qualquer tentativa de responsabilização de quem governa, é "aproveitamento político".

Vai ser assim, tal e qual. Vai uma aposta?

A tragédia pôs a nu a austeridade escondida

PCP e BE sempre souberam da austeridade escondida como forma de atingir o défice pretendido. A tragédia teria sempre acontecido mas não nas proporções verificadas  bem como as listas de espera na Saúde . Em ambos os sectores a austeridade escondida veio ao de cima com vítimas como nunca aconteceu. "

Há números que valem mais do que mil palavras. A verdade, como aprendemos com a sabedoria popular, vem sempre ao de cima como o azeite. À medida que o tempo passa e chegam os dados, percebemos como é que foi possível repor os salários da função pública e eliminar cortes de pensões e, ao mesmo tempo, reduzir o défice público em 2016. A dimensão dos cortes mascarados de “cativações” ultrapassa o que se fez na era da troika.

Os números foram divulgados pela UTAO (Unidade Técnica de Apoio Orçamental) na análise à proposta de Orçamento do Estado para 2018 e são reveladores da táctica que foi usada para o Governo tornar o que parecia impossível realizável.

A tragédia dos incêndios pôs a nu essa estratégia de cortes já que obrigou a olhar para o Orçamento na perspectiva de um serviço específico. Este Governo dotou a protecção civil com menos recursos financeiros do que aqueles que tiveram na era da troika, como se pode ler neste trabalho do Observador, Fact checks. As verdades e enganos na moção de censura. Nunca saberemos o peso que teve a falta de recursos financeiros no que se passou nos incêndios deste Verão.

A aldrabice que nos venderam

Que a austeridade era uma opção ideológica . "E, sobretudo, que tudo aquilo que foi “vendido” aos portugueses, durante anos, que a austeridade era uma opção ideológica, que não era possível crescer sem investimento público e que não era possível pagar a divida sem a reestruturar, não passava de uma “aldrabice” económica."