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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Se fosse consciente, fugia

O Orçamento de Estado foi aprovado pelo PCP e BE mas sem aplausos. E os incêndios dão-lhes razão. Em 2017 antes do verão um secretário de estado avisou : se fosse consciente, fugia . Governo e apoios sabiam que 2016 já tinha sido o pior ano de fogos e 2017 tinha tudo para ser ainda pior. Mas no Orçamento não havia dinheiro como não há no orçamento hoje aprovado .

"O Governo sabia que 2017 teria tudo para ser pior do que 2016. De outra forma, como se explica que um secretário de Estado tenha afirmado em Maio que se “fosse consciente, fugia”? Recordo que para este ano foi projectada uma redução do défice de 1522 milhões de euros no OE 2017. Ao mesmo tempo, foi orçamentado apenas mais 2,5 milhões de euros para a “Protecção Civil e Luta Contra Incêndios” da Segurança Interna face ao valor inscrito no OE 2016; ainda assim a dotação total é inferior em 18 milhões face à de 2015 (OE 2015). Não se poderia ter dado uma maior importância a esta rubrica dado o diagnóstico? Se tal tivesse ocorrido teriam os decisores políticos alegado “custos incomportáveis” em matéria de contratação de vigilantes da natureza? Aparentemente, a este facto acrescem erros de “casting”. É o caso das trocas de metade do comando da protecção civil, o que segundo analistas pode ter conduzido a descoordenação."

Portugal e União Europeia estão numa relação

A economia melhora, o desemprego baixa e 74% dos portugueses aprovam a integração de Portugal no Euro.

“Há um aspeto estrutural/demográfico que será relevante. Já temos esta moeda há 15 anos, as pessoas que hoje são inquiridas conhecem o euro há bastante tempo. Eventualmente, alguns nem se lembram do escudo ou nunca o usaram”, refere Filipe Garcia, da consultora IMF.
 
“Apesar dos altos e baixos que teve, o euro é um projeto genericamente bem conseguido, veio trazer estabilidade, aumentou o poder de compra e a abertura ao exterior. Se as coisas agora estão melhor, as pessoas tendem a aprovar o que têm. É natural.”
 

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A Direita quer o PS nas mãos da Esquerda

O PSD e o CDS não aprovam o orçamento e o primeiro não apresenta qualquer proposta de alteração. É a forma encontrada para deixar o PS nos braços do PCP e do BE. Carlos César já mostra ansiedade : Carlos César também falou no apelo deixado pelo ministro dos Negócios Estrangeiros numa entrevista ao jornal Público, reforçando o mesmo. “Não há aqui um apelo a uma coligação ou aliança espúria, mas apenas o apelo a que o PSD regresse ao país, regresse ao país real e não seja um partido excluído da vida parlamentar e da política como se está a autopropor não apresentando qualquer proposta de alteração ao Orçamento”.

É, claro, que a oposição não está a auto-excluir-se está tão só a obrigar a que a extrema esquerda não cumpra a ameaça "este não é o nosso orçamento". Pouco ou muito este orçamento vai ter que ser o orçamento de todos os que estão reunidos na "posição conjunta governamental".

Não vale a pena fazer de conta. Este orçamento foi apresentado como uma alternativa credível contra a opinião da maioria das instituições nacionais e internacionais. A que título é que se entra num barco a meter água pelos muitos rombos que apresenta?

Este não é o nosso orçamento mas vamos aprová-lo

PCP e BE andam há semanas a ameaçar o orçamento. Agarrem-me se não...como se tivessem outro caminho senão aprová-lo. Mas na especialidade lá estaremos a lutar pelos nossos objectivos, ameaçam. Como se o orçamento tivesse margem para maior despesa. Agarrem-me...

Este não é o nosso orçamento é o orçamento do PS, como quem diz, se falhar está encontrado o culpado...BE afirmou que o partido será “extraordinariamente exigente para que na especialidade se dê mais resposta aonde ela está a faltar” tal como o PC : O líder, no entanto, avisou que vai marcar a sua posição contra “vários aspetos”, e “intervir com determinação” na especialidade.

E nós, os que pagamos isto tudo, olhamos para este orçamento e perguntamos onde anda a diferença entre um orçamento austeritário e um orçamento restritivo. 

E depois disto : “O PS sentia-se entalado, claro, entre os parceiros de esquerda e Bruxelas. Tinha que responder de um lado e do outro“, conta fonte do Governo. “E a coisa ficou séria com Bruxelas. A coisa foi mais ‘como é que a gente consegue fazer isto?

E Jerónimo e Catarina não fazem por menos : agarrem-me...

 

Um acordo que não garante a aprovação dos orçamentos é estável ?

Um governo que  assenta num acordo que não garante a aprovação dos orçamentos é tudo menos estável. Todos os anos ( se os houver) o governo vai depender daquilo a que o PCP chama " as condições objectivas" que são sempre as que o partido determina . E as medidas que o PS vai ter que tomar agradarão muito pouco ao PCP. O BE contenta-se com pouco desde que seja a Catarina Martins a anunciar.

É bom que se tenha como certo que a austeridade não acabou . Vamos ver até que ponto o PCP tem capacidade para engolir sapos.

Durante a reunião, segundo fontes socialistas, algumas das dúvidas colocadas por membros da Comissão Política do PS residiram precisamente no ponto do acordo político (aprovado com apenas cinco votos contra), em que apenas se prevê um mecanismo de consulta entre PS, Bloco de Esquerda, PCP e "Os Verdes" em relação aos orçamentos do Estado, não havendo "preto no branco" uma garantia de aprovação.