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BandaLarga

as autoestradas da informação

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A entrevista a Costa mostra que estão feitos uns com os outros

Entrevista de Costa ao "Expresso", não existe.
Uma porcaria. Três jornalistas para recolher respostas...
Costa esqueceu (e a jornalada colaborou) que já existe o "Peti 3+", um plano de obras públicas sobre as prioridades estratégicas nas infra-estruturas, ferroviárias, rodoviárias, aeroportuárias, portuárias, aprovado com amplo consenso técnico, associativo e sindical em 2014 e 2015.
Recordados? Foi discutido no Parlamento, está calendarizado e discriminado por fontes orçamentais; nacionais, comunitárias e privadas.
Ninguém, naquela entrevista, "lembrou" a Costa que já existe um plano!! O que é feito dele?
Consenso com a oposição? como levar isto a sério?
Evidente, o que Costa quer, é o retorno às tristes PPPs, com fartos retornos a meia dúzia de eleitos, banca no meio, e alavanca para a "economia interna".
O retorno à política socrática, em resumo.
Depois... o ridículo, a pasmaceira na jornalada: Costa procede ao maior corte no investimento público dos últimos 60 anos e quer o quê?... obras públicas. Consensos...
Costa queixa-se de a banca estar a priviligiar o crédito à habitação. Esquece (e a jornalada também) que tal acontece porque o governo não tem uma política económica - para que serve a politica fiscal, o ramo incentivos, Nicolau e Santos Guerreiro?
Enfim, depois de serem "comidinhos", só falta os jornalistas tomarem as dores e responderem por Costa à oposição.
Espero que não aconteça. Senão... "Tá tudo feito".

Ao contrário de António Costa Marcelo interrompeu as férias

Ao contrário de António Costa, Marcelo interrompeu as férias . É um sinal claríssimo de afastamento político .

Perante a tragédia diária o governo não toma decisão nenhuma desde logo demitir os responsáveis. E porque será ?

O actual primeiro ministro foi ministro da Administração Interna, logo responsável pelas políticas do governo de Sócrates para a floresta. É realmente difícil demitir alguém sem em primeiro lugar demitir-se a si próprio.

É que o que temos na floresta, no essencial, é obra de Costa. Os aviões Kamov e os helicópteros, o SIRESP , a organização dos meios e a falta deles, e o afastamento dos vigilantes e dos proprietários. 

Jorge Coelho demitiu-se após a derrocada da Ponte de Entre-os Rios. Sabemos hoje que o então ministro tinha numa das gavetas um relatório técnico a avisá-lo dos estado da ponte. A que não ligou nenhuma.

António Costa perante a tragédia que não há como esconder, vem agora dizer que a "culpa não morrerá solteira" . E descobriu também que as calhas técnicas por onde deviam passar os cabos ópticos foi dinheiro deitado à rua. Ninguém sabia ou quem comprou o SIRESP e negociou contratos e os assinou, fechou os olhos aos postes de madeira muito mais baratos mas que ardem com os fogos ?

António Costa que negociou o SIRESP e os meios aéreos se levar a peito a sua declaração, não tem refúgio possível. É que não lhe faltam relatórios técnicos metios na gaveta.

Marcelo anda a fazer-lhe a cama onde se irá deitar.

 

 

Pode acontecer que o governo arda este verão

António Costa optou por uma táctica de disseminação de responsabilidades — como bem notou António Barreto no Diário de Notícias. Num primeiro momento, cedeu ao PSD a criação de uma equipa de peritos no âmbito do Parlamento e disparou perguntas e inquéritos, para, depois, impor a "lei da rolha" aos bombeiros. E, desde o início, desvalorizou o papel de esclarecimento público do Estado e a responsabilidade política do Governo.

Mas, perante a pressão da comunicação social, Costa despistou-se. Levado pelo seu excesso de auto-suficiência, começou a precipitar-se nas respostas, como na declaração de que estava tudo esclarecido sobre os mortos de Pedrógão. E colocou-se no "olho do furacão". Nada indica estar em causa a solidez da maioria que apoia o Governo, mas pode até acontecer que o Governo arda este Verão. Se isso acontecer, dever-se-á apenas à incapacidade do primeiro-ministro de evitar tropeçar no novelo que criou.

PS : São José Almeida - Público

António Costa vai ser julgado pelo que fez e não pelo que diz que fez

Os parceiros do PS todos os dias acordam com um pesadelo. As sondagens que os remetem para o fundo da tabela. As cativações que deixam os serviços do estado numa calamidade.  A prossecução dos objectivos europeus que tanto abominam .

E até as boas notícias resultam de a Zona Euro estar a viver um bom momento. O BCE mantém o país fora do "lixo" . A economia cresce à boleia das exportações ( essa treta)  e do Turismo ( essa praga ) . E o desemprego desce mas continua nos 9% .

A dívida que só depende de nós é que não desce e os juros que dependem da capacidade de pagar a dívida são dos mais elevados. Isto apesar da cobertura do BCE. E o investimento está metido na gaveta . Isto tudo depois de a meio do ano o governo ter abandonado o seu programa ( consumo interno).

Será Costa capaz de manter esta aura de estadista por muito mais tempo ? No último mês o que se viu foi um governo sem liderança, um primeiro ministro de férias e uma ópera-bufa de cativações e de contradições.

E o BE e o PCP abandonaram de vez as suas tentações separatistas da UE e da Zona Euro ? É que apoiar este governo e estas políticas significa que perderam politicamente em toda a linha .

Eu não me queixo bem pelo contrário só tenho pena que seja tão poucochinho .

 

PCP e BE cativados

A partir de Junho do ano passado a economia da Zona Euro começou a espevitar e Portugal a crescer por arrasto . Mas não chegou aos 2,5% e Centeno teve que lançar mão das cativações que PCP e BE engoliram sem protesto. Agora estão a arder como parte do país.

Bem podem dizer que não sabiam ou que foram enganados - o orçamento executado não é o que aprovaram grita Mariana - mas a verdade é que o orçamento para 2018 ainda vai ser mais difícil . O crescimento da economia vai reduzir-se - nas previsões do governo - e isso vai manter ou mesmo aumentar as cativações .

Entretanto Costa, ganha tempo nas várias frentes da bagunça. A Pedrogão ainda nem sequer chegou a famosa comissão independente, Tancos está a revelar-se uma batalha política - como Vasco Lourenço acusa - e o governo derrete-se como um gelado no pico do verão.

PCP e BE estão entalados contra a parede vão ter que negociar o orçamento e as cativações e lá se vai a credibilidade dos seus protestos.

Hoje são evidentes as razões que levaram as agências de rating a não melhorarem a notação do país e os avisos frequentes das instituições financeiras. A dívida que não desce ( a segunda maior de todas), as taxas de juro que são o triplo das de Espanha, as reversões justas mas não prudentes. Tudo para acomodar o suposto milagre do défice mais baixo de sempre que PCP e BE engolem a custo.

Mas, mais uma vez estavam todos errados e nós é que estávamos certos.

António Costa não esteve de férias

Estou convencido que o primeiro ministro não esteve de férias tão desajeitadas são as explicações para a sua ausência do país num momento tão grave. E quem é que nunca teve de ajustar o calendário das suas férias por razões familiares ou profissionais ?

Ver Costa no terreno com a tragédia ainda a desenvolver-se e depois desaparecer é inaceitável. Um enigma como lhe chamou Manuela Ferreira Leite.

O que veio a público sobre a sua participação na compra do SIRESP e da sua entrega à gestão privada explica em muito o inusitado desaparecimento. Covardia ? É curto .

Trata-se com toda a evidência de um movimento táctico com o objectivo de retirar toda a carga possível de responsabilidade ao primeiro ministro. Que o seu rosto não se identifique com a tragédia nem com o ridículo roubo de Tancos.

A preocupação com a sua popularidade mandando efectuar uma sondagem mostra isso mesmo.

E a seguir à tragédia do fogo e do roubo vieram as cativações que mostraram como é falso o défice mais baixo de sempre. E a ligação que logo se fez entre a falta de meios resultantes das cativações e o descalabro dos serviços.

Não, António Costa não esteve de férias e se esteve ainda é pior. O comandante do navio a afundar é o último a abandonar o convés . Mesmo que, como no caso do Titanic, os "metais" continuem a tocar .

 

PCP e BE apoiam "este" PS ?

António Costa quer fortalecer o Euro e a União Europeia .

  • Construir o euro é construir a Europa e defender o euro é defender a Europa — defender uma União que garante há 60 anos a paz e a prosperidade entre os povos europeus”, declarou, antes de justificar a urgência de uma reforma na arquitetura da zona euro.

    “Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida”, salientou.

Já não há governo

O que se passou ontem na Assembleia da República foi patético. Um primeiro ministro atacado à esquerda e à direita, perdida a maioria à esquerda e a clemência de uma maioria à direita .

Foram dias que espelharam o alheamento em que vive o Governo e os seus parceiros, indiferentes ao descrédito que infligiram à classe política com o debate, o motorista a recolher assinaturas porta a porta, a CIP a dizer não ter assinado o acordo que o primeiro-ministro disse já estar assinado ou coisa parecida. Porventura, atingiu os pináculos do ridículo quando os Verdes declararam, na prática, sem valor o acordo que assinaram com o PS no Parlamento, justificado pela defesa intransigente dos trabalhadores.

E a incapacidade de nada poder fazer culpando o governo anterior da alta de juros que empobrece o país.

Não ganhou eleições nem cumpre acordo

Num outro qualquer país António Costa já tinha ido à vida. Chefia um governo de derrotados sem estabilidade e sem credibilidade e, com os primeiros problemas sérios, não cumpre o acordo que assinou com BE e VERDES .

É, claro, que vive à sombra da decisão do Presidente da República de nada mexer até às autárquicas. Mas nas últimas sondagens a popularidade de Costa já levou um trambolhão e o PS recuou. A inércia é a força mais difícil de vencer, uma vez descolada ...

É preciso dizer o óbvio : se a esquerda chumbar o acordo de concertação social significa que as posições conjuntas caíram, a estabilidade política que serve de razão-de-ser deste governo morreu e a Assembleia da República tem que ser dissolvida.

O chumbo do acordo em concertação social e o modo como o PS se obrigou a negociar ignorando o que prometera à esquerda comprovam a vulnerabilidade das posições conjuntas. Estavam condenadas ao desacordo desde o início. 

A partir de agora António Costa é Primeiro Ministro em nome de quê ? Não ganhou eleições, não tem uma maioria ...

No acordo que o atual governo assinou com Os Verdes – um dos membros da ‘geringonça’ – estava prometido: “Não constará do Programa de Governo qualquer redução da TSU das entidades empregadoras”. No acordo com o Bloco firmara-se também: "Não constará do programa de governo qualquer redução da Taxa Social Única das entidades empregadoras". 

Costa violou então as posições conjuntas, a esquerda ajudará a chumbar a concertação social e o governo minoritário do PS perde toda a sua legitimidade.

E o PSD é que salvará a geringonça ? É absurdo . 

Passos voltou a fazer politica

soluçao política que governa o pais não chega como sempre foi evidente. O PCP nunca deixou de o dizer. Apoiam o que consta no acordo não mais do que isso. Tem sido uma machadada no apregoado talento político de Costa. Agora, que chegam as decisões políticas e que haverá, inevitavelmente, desacordos, pede;se que Passos Coelho faça o papel que cabe ao BE e ao PCP. Baixa política .

Costa prometeu a todos os portugueses que a geringonça seria uma maioria política estável e confiável. Isso significa que não precisa nem do PSD nem do CDS para governar. Sei que não é fácil para Costa cumprir as suas promessas, mas o regresso de Passos à política coloca-o sob pressão. O PM terá que demonstrar que a geringonça continua a ser uma maioria estável. E há aqui um teste fundamental para o futuro da política portuguesa. Quando o PSD está com o CDS no governo, não precisa de pedir ao PS para aprovar medidas por falta de comparência dos democratas-cristãos. Se o PS precisa do PSD quando se alia aos comunistas e aos bloquistas, então a geringonça ainda não tem a maturidade suficiente para governar Portugal. Cresçam, sejam responsáveis e aprendam a governar sem pedirem ajudas ao PSD e sem fazerem queixinhas. Passos voltou a fazer política. Habituem-se.