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BandaLarga

as autoestradas da informação

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PCP e BE apoiam "este" PS ?

António Costa quer fortalecer o Euro e a União Europeia .

  • Construir o euro é construir a Europa e defender o euro é defender a Europa — defender uma União que garante há 60 anos a paz e a prosperidade entre os povos europeus”, declarou, antes de justificar a urgência de uma reforma na arquitetura da zona euro.

    “Os europeístas responsáveis não podem ficar paralisados perante a ascensão do nacionalismo, do protecionismo, do populismo e da xenofobia. A União precisa de um novo ciclo virtuoso de crescimento e de convergência. A Europa só pode responder aos presentes desafios se estiver mais unida”, salientou.

Já não há governo

O que se passou ontem na Assembleia da República foi patético. Um primeiro ministro atacado à esquerda e à direita, perdida a maioria à esquerda e a clemência de uma maioria à direita .

Foram dias que espelharam o alheamento em que vive o Governo e os seus parceiros, indiferentes ao descrédito que infligiram à classe política com o debate, o motorista a recolher assinaturas porta a porta, a CIP a dizer não ter assinado o acordo que o primeiro-ministro disse já estar assinado ou coisa parecida. Porventura, atingiu os pináculos do ridículo quando os Verdes declararam, na prática, sem valor o acordo que assinaram com o PS no Parlamento, justificado pela defesa intransigente dos trabalhadores.

E a incapacidade de nada poder fazer culpando o governo anterior da alta de juros que empobrece o país.

Não ganhou eleições nem cumpre acordo

Num outro qualquer país António Costa já tinha ido à vida. Chefia um governo de derrotados sem estabilidade e sem credibilidade e, com os primeiros problemas sérios, não cumpre o acordo que assinou com BE e VERDES .

É, claro, que vive à sombra da decisão do Presidente da República de nada mexer até às autárquicas. Mas nas últimas sondagens a popularidade de Costa já levou um trambolhão e o PS recuou. A inércia é a força mais difícil de vencer, uma vez descolada ...

É preciso dizer o óbvio : se a esquerda chumbar o acordo de concertação social significa que as posições conjuntas caíram, a estabilidade política que serve de razão-de-ser deste governo morreu e a Assembleia da República tem que ser dissolvida.

O chumbo do acordo em concertação social e o modo como o PS se obrigou a negociar ignorando o que prometera à esquerda comprovam a vulnerabilidade das posições conjuntas. Estavam condenadas ao desacordo desde o início. 

A partir de agora António Costa é Primeiro Ministro em nome de quê ? Não ganhou eleições, não tem uma maioria ...

No acordo que o atual governo assinou com Os Verdes – um dos membros da ‘geringonça’ – estava prometido: “Não constará do Programa de Governo qualquer redução da TSU das entidades empregadoras”. No acordo com o Bloco firmara-se também: "Não constará do programa de governo qualquer redução da Taxa Social Única das entidades empregadoras". 

Costa violou então as posições conjuntas, a esquerda ajudará a chumbar a concertação social e o governo minoritário do PS perde toda a sua legitimidade.

E o PSD é que salvará a geringonça ? É absurdo . 

Passos voltou a fazer politica

soluçao política que governa o pais não chega como sempre foi evidente. O PCP nunca deixou de o dizer. Apoiam o que consta no acordo não mais do que isso. Tem sido uma machadada no apregoado talento político de Costa. Agora, que chegam as decisões políticas e que haverá, inevitavelmente, desacordos, pede;se que Passos Coelho faça o papel que cabe ao BE e ao PCP. Baixa política .

Costa prometeu a todos os portugueses que a geringonça seria uma maioria política estável e confiável. Isso significa que não precisa nem do PSD nem do CDS para governar. Sei que não é fácil para Costa cumprir as suas promessas, mas o regresso de Passos à política coloca-o sob pressão. O PM terá que demonstrar que a geringonça continua a ser uma maioria estável. E há aqui um teste fundamental para o futuro da política portuguesa. Quando o PSD está com o CDS no governo, não precisa de pedir ao PS para aprovar medidas por falta de comparência dos democratas-cristãos. Se o PS precisa do PSD quando se alia aos comunistas e aos bloquistas, então a geringonça ainda não tem a maturidade suficiente para governar Portugal. Cresçam, sejam responsáveis e aprendam a governar sem pedirem ajudas ao PSD e sem fazerem queixinhas. Passos voltou a fazer política. Habituem-se.

É a economia que está errada ao não crescer diz António Costa

António Costa está mesmo convencido que nós somos burros. Mas isso já sabíamos o que ainda não sabíamos é que o INE e todas as instituições nacionais e internacionais que apontam para um baixo crescimento da economia também são burros e incompetentes.

A economia, diz Costa, está a crescer mais do que se diz e ele tem índices avançados - só para ele - que provam isso mesmo. Afinal está tudo bem .

"Não governamos para a estatística", afirmou no entanto o governante, referindo no entanto que a economia mudou e que há hoje "critérios diferentes de medição e avaliação", sem especificar.

"Estes são os fundamentais. Tenho de consolidar o que alcancei e avançar mais", referiu. 

O milagre é simples como se vê. Há critérios diferentes de medição e avaliação que ninguém mais conhece.

Não há dinheiro para nada em 2017 como poderá haver em 2018 se não há crescimento ?

Como diz o Prof. Teixeira dos Santos, que nos conselhos de ministros passava a vida a dizer que ‘não chega’ e, se não chega, entra em execução mais tarde. Por isso digo que o problema fica transposto para 2018, porque em 2018 todas essas medidas estarão em vigor desde 1 de janeiro. E, se não chega em 2017, estou para saber como é que chega em 2018.

É a economia, António

Não vale a pena fazer de conta. Sem economia a crescer não há aumentos de salários e pensões sem aumento de impostos. E quem recebe de um lado paga pelo outro, saldo nulo.

Quando um primeiro ministro faz o  número circense de que tudo vai bem quando há mais alunos a concorrer ao ensino superior percebe-se o desespero. O naufrago agarra-se à primeira tábua mesmo que afunde à primeira onda.

As exportações caíram como há muito não acontecia. As importações levaram um tombo de todo o tamanho consequência do arrefecimento da actividade económica. O PIB cresce menos de metade do prometido.

O aumento dos impostos indirectos, segundo aumento, diga-se, já é publicamente anunciado e o IRS vai ser mexido. Para baixo é que não é. E a redução do IVA ainda não teve tempo de lançar achas para a fogueira bem como o custo acrescido das 35 horas.

Todos nos avisam mas o PM já perdeu a noção da diferença entre um optimista e um animador de pista. Mas basta olhar para a sua mais recente declaração. Não lembra ao careca, ó António.

 

O Primeiro Ministro mente mais e melhor

Mente tão docemente :  Os dados do PIB que o INE deu a conhecer na sexta-feira, dando conta de um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, “aumentou as nossas preocupações sobre as perspetivas de crescimento, que parecem estar a abrandar no terceiro trimestre”, disse o responsável.

“Por isso, a perspetiva mantém-se estável, mas parecem estar a crescer pressões de várias frentes”, acrescentou, lembrando a exigência da Comissão Europeia de que Portugal avance com mais cortes de despesa, algo que o Governo português se tem recusado a fazer por não considerar necessário para atingir os seus objetivos.

A DBRS vai rever a nota dada a Portugal em outubro, precisamente uma semana depois de Portugal ter de apresentar à Comissão Europeia uma lista com as medidas tomadas para corrigir a trajetória orçamental e garantir que sai da situação de défice excessivo este ano.

Se a nota descer um nível adeus confiança sobre a dívida pública

Não há almoços grátis

O desastre é maior do que o previsto. A economia não arrancou, o consumo interno não aumentou e não fez nada pelo emprego e o investimento afundou. Agora dizem que vai ser no segundo semestre. Vêm aí os dinheiros do Programa Europeu 2020, mas a situação é tão má que se pergunta. E onde está o dinheiro para cobrir a participação nacional nos investimentos sem rebentar de vez com o défice ?

Os culpados são os países nossos melhores clientes nas exportações. Angola, Espanha, Brasil...mas então não era a reposição dos rendimentos que nos salvaria ? E, sim, a economia já vinha débil do último trimestre de 2015. São todos culpados menos a solução política contra natura que salvou a pele a Costa.

Ainda há pouco tempo António Costa jurava que cumpriria com Bruxelas mas, como é da sua natureza, já se prepara para o adultério .

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Para quê apear António Costa ?

Nas presentes circunstâncias há que dar corda a Costa para que mais rapidamente se possa enforcar

Se há uma coisa que devia preocupar António Costa, é esta: ninguém exige a sua demissão, ninguém parece ter pressa em derrubá-lo, ninguém lhe cobiça o lugar. Ora, não há pior sinal para um governante em Portugal.

Quase todos os oligarcas desconfiam que o governo vai acabar mal e ninguém está tentado a substitui-lo. Houve certamente muitas razões para esta súbita acalmia. Mas uma razão está talvez acima de todas: a crença em cenários favoráveis dissipou-se rapidamente, e hoje quase só o governo parece ainda preso a essa ilusão. Percebeu-se que o “fim da austeridade” teria de ser pouco mais do que simbólico, com muitas “cativações adicionais” escondidas nas notas de rodapé. Tornou-se claro que a Comissão Europeia não deixaria Costa abusar demasiado do dilúvio monetário do BCE, que tanto desespera os aforradores alemães. Não ia haver um grande banquete, com eleições à sobremesa. Portugal também não se vai transformar noutra Irlanda, que o ano passado, depois do ajustamento, cresceu 7%.

Para quê apear Costa ?

Sócrates nunca teria sido PM sem ter ganho as eleições

É uma frase assassina para António Costa. Sócrates não lhe perdoa o afastamento e a falta do que chama solidariedade do PS. Mas apoia o actual governo. Sócrates faz o pleno.

Entretanto vê os papéis do Panamá reforçarem as suspeitas sobre si e a sua ex-mulher foi constituída arguida na Operação Marquês. O cerco aperta-se e Sócrates vai deixando avisos. Ou são ameaças ?

Aponta o erro político no caso BPI e diz que Marcelo fala demais e que irá acalmar.

Quando a realidade bater à porta de António Costa, Sócrates ou terá já o apoio do PS ou será um dos seus piores críticos apesar dos "seus melhores amigos políticos " estarem no governo". Ele sabe como tudo isto acontece e não terá ilusões quanto ao enquadramento macro-económico traçado por Centeno.

E atenção às mudanças de cadeiras que o governo poderá promover no Ministério Publico .