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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Alguém telefonou a António Costa naquele fim de semana

As devoluções estão feitas agora entramos na fase em que é preciso tomar decisões dolorosas para alguém. Foi o caso das energias limpas, num fim de semana alguém telefonou ao primeiro ministro e foi o bastante para dar o dito por não dito. E nem sequer pode dizer que desconhecia o resultado da negociação com o BE porque consta do relatório.

"É a segunda amarra da geringonça que começa a ceder. Tudo indica que será pelo taticismo político que a geringonça se desmoronará. As últimas autárquicas fizeram soar os alarmes de comunistas e bloquistas. Estão a ser engolidos pelo PS. Ficou claro que a partir desse momento a geringonça só teria rodas para andar enquanto fosse possível manter o marketing político da devolução de rendimentos. Ora, se o Governo for responsável (como se espera e se exige), em algum momento terá que colocar um travão às pretensões das corporações da função pública que têm vindo a ressuscitar nos últimos tempos. Ceder demasiado aos sindicatos da função pública (grandes bastiões de influência do Partido Comunista) não só é pagar um preço que não se pode pagar, como também é acentuar uma injustiça relativamente ao setor privado, que sofreu muito mais com a crise, que não tem emprego garantido, que não tem tempo para greves e que se bate para sobreviver num mercado cada vez mais exigente e competitivo."

Uma boa razão para acabar com a náusea

Escreve um insuspeito jornalista próximo do PCP. O PS traiu o BE e o PCP ? Parece que sim, mas PCP e BE por enquanto estão impedidos de tirar as devidas ilações, seriam arrasados eleitoralmente se tomassem a iniciativa de terminar com a solução conjunta.

Só António Costa tem força política para mudar o sentido de voto da bancada socialista de 6ª feira para 2ª feira, alguém das eléctricas fez o trabalho nesse fim de semana junto do primeiro ministro. E conseguiu o que queria.

António Costa traiu ontem o Bloco de Esquerda? Parece-me óbvio que sim... Tal como traíra o PCP ao tentar virar o país contra as subidas salariais dos funcionários públicos.

Tirarão o Bloco e o PCP consequências sérias dessas traições? Duvido que, para já, o possam fazer sem serem penalizados eleitoralmente. Por isso hesitarão... mas a moinha fica lá, até ao dia em que a incompetência, a arrogância, a corrupção ou um negócio esquisito lhes dê boa razão para acabar com a náusea... Será antes dos dois anos que faltam para as eleições?

O prémio de consolação que o Porto não pediu

A gente nem acredita, mas temos que nos habituar a estes deslizes idiotas de António Costa "o habilidoso". Não haverá no Infarmed um comprimido para o primeiro ministro recuperar o bom senso ?

Como é possível que um político tão habilidoso como António Costa esteja a acumular erros atrás de erros desde o Verão? Há asneiras para todos os gostos. Erros políticos calamitosos, como a gestão dos fogos; erros ridículos de comunicação, como o tweet do Panteão; erros de tibieza e falta de estratégia, como nas negociações com os professores. E agora, isto: o primeiro-ministro hesitante e teacher friendly da semana passada resolveu travestir-se de macho man da descentralização. Vai daí, embrulhou o Infarmed e os seus 350 trabalhadores em papel de Natal e foi ao Porto oferecê-los a Rui Moreira, que tinha ficado triste por perder a Agência Europeia do Medicamento para Amesterdão.

Há tanta gente a mudar o discurso sobre Costa

Nicolau Santos há uns meses atrás entoava loas a António Costa e ao governo. Era o crescimento da economia, era o crescimento da Zona Euro, o desemprego que descia e os juros que baixavam. De um momento para o outro começou a duvidar do primeiro ministro.

Agora diz que o futuro é cheio de dificuldades para António Costa, 2017 e 2018 não vão continuar os bons resultados de 2016 e que, entalado entre Marcelo e as cada vez maiores exigências de PCP e BE, vai precisar de " nervos de aço".

O que Nicolau Santos começou a ver é que o crescimento da economia é o resultado das circunstâncias, não é estrutural, já está a reduzir. Que a dívida não desce e a redução do défice já está a ser criticado pelos seus apoios à esquerda.

A discussão da moção de censura mostrou isso mesmo. PCP e BE não se coibiram de criticar duramente o governo pela inabilidade, fragilizando-o para iniciar uma escalada de exigências com impacto no aumento da despesa e tornando mais dificil o orçamento para 2018.

Estamos naquela triste fase da parábola do leão moribundo até os burros lhe dão coices.

Leia aqui o que Nicolau dizia há bem pouco tempo

António Costa tem medo do presidente da associação dos bombeiros ?

Vi na televisão senão não acreditava. O primeiro ministro ouviu ameaças gritadas do Marta Soares, presidente da Liga dos Bombeiros. E nem mexeu os olhinhos .

Não brinque connosco, olhe que nós não temos medo, pomos tudo em pratos limpos, paramos tudo...e, neste tom do alto do Congresso Nacional dos Bombeiros, paralisou António Costa.

Qualquer outro teria, no mínimo, abandonado a sessão mas, Costa, ouviu sem pestanejar até ao fim e depois lá fez o discurso habitual que agora é que é, não vai faltar dinheiro, nem os aviões da força aérea. E por falar de aviões depois de sabermos que a Força Aérea tem aviões equipados com equipamento que detecta os fogos ainda no início de dia ou de noite, então é que o país devia obrigar a que o Primeiro Ministro explique bem explicadinho porque face à previsão medonha não deu ordem aos militares para porem os aviões no ar.

António Costa está a viver um pesadelo, melhor do que ninguém sabe que perdeu a confiança dos portugueses, nada será como antes e, por isso, anda tolhido pelo medo. O sorriso prepotente desapareceu e deu lugar ao desassossego.

Um Primeiro Ministro ouvir o que ouviu Costa sem se indignar e colocar o adversário no seu sítio, deixa muitas dúvidas. A primeira de todas é se o PM tem medo da poderosa associação dos bombeiros e porquê.

Começam a alinhar-se os astros

António Costa está fragilizado perante Marcelo . PS está fragilizado perante PCP e BE . E o governo está mais fragilizado perante o Presidente da República e perante o PCP e o BE. Os astros começam a alinhar-se para o que pode vir a acontecer. Tudo vai ser diferente daqui para a frente.

Os partidos à esquerda do PS recusaram apoiar o governo na recente rejeição da Moção de Censura. O discurso duro de Marcelo abriu a porta a eleições antecipadas que têm que esperar pela nomeação do secretário geral do PSD e, Santana Lopes, fala em fim antecipado de legislatura.

As greves, os avisos e as ameaças voltaram à rua justamente quando se discute o orçamento para 2018. E Bruxelas avisa sobre os perigos que rondam o défice combinado para 2017 e 2018.

Esta Frente de Esquerda em que PS defende a União Europeia e o PCP e o BE a rejeitam não pode enganar todos durante o tempo todo.

Costa mostrou novamente a sua falta de carácter

Carácter é coisa que o homem não tem ( que o diga Seguro). O discurso de ontem mostrou-o à saciedade. Nem uma palavra para as vítimas, zangado porque as pessoas abandonadas à sua sorte pelo governo de que é primeiro ministro se deixaram apanhar pela morte.

O que se passou em Pedrógão e agora no centro do país, segundo a leitura de Costa não tem nada a ver com a governação - orçamento que não atribui verbas para o interior onde vivem os mais pobres e indefesos, retirada dos meios de combate para poupar dinheiro enquanto aumenta os salários das suas clientelas políticas .

António Costa governa para assegurar o apoio parlamentar do PC e do BE que têm as suas clientelas políticas na administração pública . É essa a sua prioridade enquanto espera que a situação da economia melhore puxada pelas economias exteriores. O investimento é miserável e não se percebe como sem investimento se cria emprego.

Mas a sorte sempre ajudou estes prepotentes até ao momento em que a maioria vê que não é génio, é roto. Ontem a maioria começou a ver quem é este homem que nos governa rodeado dos mesmos que rodearam Sócrates .

O Presidente da República com o seu discurso tocou a dobrados.

António Costa a chamar o diabo

Foram os incêndios, o roubo de Tancos, as cativações, o défice externo, a dívida e agora a PT e a Autoeuropa. E o discurso de verão.

Concebida para resistir o tempo possível, a actual solução de Governo está presa à sua transitoriedade original e dificilmente poderá projectar o país para tempo algum a não ser o do quotidiano. Nem o “optimismo crónico e às vezes ligeiramente irritante” de António Costa chega para apagar a imagem de que é um primeiro-ministro limitado pela sua minoria no Parlamento e pela necessidade de negociar com partidos que, na economia pelo menos, falam uma língua diferente. O modelo poupa-nos à instabilidade política, o que é uma dádiva, mas não dá para muito mais. O equilíbrio entre as pressões de Bruxelas e as exigências dos seus parceiros obriga a que o imediatismo tenha prioridade sobre a visão a prazo. Com greves como a da Autoeuropa, com palavras como investimento, risco, exportação, competitividade ou produtividade cada vez mais distantes do quotidiano, vai-se vivendo um dia de cada vez. O diabo, é certo, não está ao virar da esquina, mas foi num manto de lassidão assim que o défice, a dívida e a troika encontraram o ecossistema ideal para prosperar.

A entrevista a Costa mostra que estão feitos uns com os outros

Entrevista de Costa ao "Expresso", não existe.
Uma porcaria. Três jornalistas para recolher respostas...
Costa esqueceu (e a jornalada colaborou) que já existe o "Peti 3+", um plano de obras públicas sobre as prioridades estratégicas nas infra-estruturas, ferroviárias, rodoviárias, aeroportuárias, portuárias, aprovado com amplo consenso técnico, associativo e sindical em 2014 e 2015.
Recordados? Foi discutido no Parlamento, está calendarizado e discriminado por fontes orçamentais; nacionais, comunitárias e privadas.
Ninguém, naquela entrevista, "lembrou" a Costa que já existe um plano!! O que é feito dele?
Consenso com a oposição? como levar isto a sério?
Evidente, o que Costa quer, é o retorno às tristes PPPs, com fartos retornos a meia dúzia de eleitos, banca no meio, e alavanca para a "economia interna".
O retorno à política socrática, em resumo.
Depois... o ridículo, a pasmaceira na jornalada: Costa procede ao maior corte no investimento público dos últimos 60 anos e quer o quê?... obras públicas. Consensos...
Costa queixa-se de a banca estar a priviligiar o crédito à habitação. Esquece (e a jornalada também) que tal acontece porque o governo não tem uma política económica - para que serve a politica fiscal, o ramo incentivos, Nicolau e Santos Guerreiro?
Enfim, depois de serem "comidinhos", só falta os jornalistas tomarem as dores e responderem por Costa à oposição.
Espero que não aconteça. Senão... "Tá tudo feito".

Ao contrário de António Costa Marcelo interrompeu as férias

Ao contrário de António Costa, Marcelo interrompeu as férias . É um sinal claríssimo de afastamento político .

Perante a tragédia diária o governo não toma decisão nenhuma desde logo demitir os responsáveis. E porque será ?

O actual primeiro ministro foi ministro da Administração Interna, logo responsável pelas políticas do governo de Sócrates para a floresta. É realmente difícil demitir alguém sem em primeiro lugar demitir-se a si próprio.

É que o que temos na floresta, no essencial, é obra de Costa. Os aviões Kamov e os helicópteros, o SIRESP , a organização dos meios e a falta deles, e o afastamento dos vigilantes e dos proprietários. 

Jorge Coelho demitiu-se após a derrocada da Ponte de Entre-os Rios. Sabemos hoje que o então ministro tinha numa das gavetas um relatório técnico a avisá-lo dos estado da ponte. A que não ligou nenhuma.

António Costa perante a tragédia que não há como esconder, vem agora dizer que a "culpa não morrerá solteira" . E descobriu também que as calhas técnicas por onde deviam passar os cabos ópticos foi dinheiro deitado à rua. Ninguém sabia ou quem comprou o SIRESP e negociou contratos e os assinou, fechou os olhos aos postes de madeira muito mais baratos mas que ardem com os fogos ?

António Costa que negociou o SIRESP e os meios aéreos se levar a peito a sua declaração, não tem refúgio possível. É que não lhe faltam relatórios técnicos metios na gaveta.

Marcelo anda a fazer-lhe a cama onde se irá deitar.