Saltar para: Posts [1], Pesquisa [2]

BandaLarga

as autoestradas da informação

BandaLarga

as autoestradas da informação

Caixa negra e guerra aberta

É preciso apurar responsabilidade e incompetências . Não podemos continuar a fazer de conta que não se passa nada.

A “incompetência do Governo não pode encontrar justificação na meteorologia”, berrava o BE em 2015, face a 28 mil hectares queimados e, suponho, morto nenhum. Agora, a actriz Catarina Martins implora no Twitter: “Que venha a chuva. Bom dia”. A brandura é partilhada pelo PCP, o qual, salvo por um patético “pedido de esclarecimento”, refugiou-se no luto. “Luto”, aqui, é código para “ganhar tempo”. Não surpreende a cumplicidade dos partidos comunistas no arranjo. Não surpreendem os esforços do PS na elaboração do arranjo. Não surpreende o aval do PR ao arranjo, visto que já só os ceguinhos não vêem a verdadeira função do prof. Marcelo. E não surpreende a ajuda das televisões e dos jornais à eficácia do arranjo.

jornal-de-noticias-2017-06-28-d4735e-x.jpg.png

 

i-2017-06-28-ef2d12-x.jpg

E guerra aberta

diario-de-noticias-2017-06-28-4b2277-x.jpg

 

 

O PCP abre a porta à nova vida de Costa

A convergência entre o PS, o PSD e o CDS é cada vez mais visível acusa o PCP numa altura em que ainda não se sabe qual o efeito político e eleitoral do incêndio assassino. Mas já todos perceberam que há uma vida antes e depois para António Costa.

O PCP, como é natural, já o percebeu e já veio dizer que se o governo tivesse ouvido as suas propostas ter-se-iam evitado as mortes .

Acusa o governo de estar aquém do necessário e de seguimento às políticas de Bruxelas. À submissão , quebrando um longo período de aparente apaziguamento em relação à União Europeia.

... Jerónimo de Sousa apontou "os constrangimentos impostos no investimento público, as cativações orçamentais que agravam a afectação de financiamento em áreas como a saúde, a educação, a cultura ou a modernização do sistema de transportes, bem como a recusa em ir mais longe na reposição de direitos ou na resposta a questões como a da reforma de trabalhadores com longas carreiras contributivas".

Estas matérias, sustentou, "todas ditadas e justificadas com o cumprimento das determinações da União Europeia, mostram, ao contrário do que o governo sustenta, o confronto entre a sujeição às imposições europeias e a resposta plena e sustentada aos problemas do povo e do país".

Sempre foi óbvio que a opção que o PCP aponta ao governo não desapareceu, esteve e estará presente. E o caminho pró - europa continuará a abrir feridas profundas entre os partidos que apoiam o governo.

 

 

 

O verão da tolerância zero para António Costa

António Costa correu para as televisões para fazer o "damage control" mas o seu desconforto era visível e a coisa não correu bem. É óbvio que, politicamente, há um antes e um depois do incêndio de Pedrógão Grande . 

Catarina Martins reza para que venha chuva e Jerónimo diz que é preciso saber a verdade. A confiança foi-se. António Costa faz perguntas mas o que se exige dele é que dê respostas. Para mais sendo um ex-ministro das florestas.

O PS pela voz do César "pater família" ensaia o discurso do "não é conveniente a partidarite" tentando evitar as perguntas a que o governo terá que responder. A população está em choque e exige a verdade. Já há versões terríveis de testemunhas presenciais do descontrole da coordenação do combate ao incêndio .Veja-se que por enquanto o verão está no início mas todos sabemos que este verão vai ser tão mau como todos os outros. A confiança foi-se.

Num artigo duro sobre o que se está a passar em Portugal, o correspondente do “El Mundo” escrevia que esta tragédia pode por fim à carreira política de António Costa. A profecia parece-me claramente exagerada, mas toca numa questão que está ainda adormecida no debate: quais são as consequências políticas? É lícito concluir que se fosse com outro Governo, e sobretudo com outra oposição, a discussão política já teria subido de tom. 

Mas nas próximas semanas será inevitável .

 

 

EL Mundo : fim da carreira política de António Costa

Enquanto por cá os instalados do sistema não querem críticas lá fora a imprensa não faz a coisa por menos face à tragédia. Prognostica o fim da carreira política do primeiro ministro e a demissão da ministra da Administração Interna.

"A evidente falta de coordenação entre as autoridades, tanto a nível dos trabalhos de extinção, como da comunicação com os media, provocaram uma enxurrada de críticas à gestão do desastre por parte do Governo do primeiro-ministro António Costa, e em particular da ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, a menos de quatro meses das eleições legislativas em Portugal”.

“Caos no maior incêndio da história de Portugal: 64 mortos, um avião fantasma e 27 aldeias evacuadas”. É este o título do artigo do El Mundo que esta quarta-feira sintetiza o quarto dia de combate aos fogos que continuam a arder no centro do país — e onde o jornal espanhol profetiza o fim da carreira política de António Costa, à custa de uma “gestão desastrosa da tragédia”.

Os oligarcas não querem que se faça política com as vítimas dos incêndios mas então para que serve a política ?

Mas o principal é isto: o incêndio terá sido detectado por volta das 14h00, e a maior parte das mortes terão acontecido ao fim da tarde, na estrada, depois das 18h00. Que fez o Estado durante toda essa tarde? Tudo isto se parece demasiado com a crónica de muitas mortes anunciadas.

Os que querem agora calar são os mesmos das grândoladas e das perseguições aos membros do anterior governo por todo o país.

António Costa insulta a memória

Costa não consegue fazer política com verdade. Joga com a memória das pessoas. É intencional, o que faz pensar que Costa não deve ter em boa conta quem o ouve... "Pela primeira vez", diz o politiqueiro, "em muitos anos", uma rating (neste caso a Fitch) muda a perspectiva para "positivo".
Falso. A 11 de Abril de 2014, foi precisamente a Fitch que alterou a perspectiva para "positivo". Reverteu esta apreciação em 2016... para estável.
Perdeu-se, pelo menos, um ano.
Costa insulta a memória: faz o mesmo com o emprego, com a economia, com o défice. A fazer fé no homem, o desemprego só começou a baixar em 2016, os resultados da economia e no défice surgiram, apenas, desde que assaltou o poder...

Crises : Cavaco e Costa

CRISES | CAVACO E COSTA
Sendo personalidades políticas tão distintas, eis primeiros-ministros de cognome comum: como D. Manuel I foi o nosso rei Venturoso, ao gerir e colher os frutos do trabalho do seu antecessor (D. João II), Cavaco Silva e António Costa foram governantes venturosos. Os seus antecessores, Mário Soares e Passos Coelho, respetivamente, herdaram terríveis crises financeiras do país e tiveram de chefiar governos de salvação nacional e de decretar brutais medidas impopulares. Como cirurgiões rigorosos, com os seus ministros das Finanças, usaram o bisturi da austeridade, fizeram cortes que doem, para tratar a doença da bancarrota e preparar o doente para melhores e mais saudáveis tempos. Sujeitaram-se a demagogias baratas e a todas as mentiras das oposições, a ódios de cidadãos em revolta e a designações injustas e ofensivas das suas pessoas e das suas intenções. Fizeram o que tinham de fazer, nas circunstâncias. E salvaram o país, foram patriotas apenas tendo por rumo os interesses do país. Fizeram o «trabalho sujo», limparam o lixo que outros lhes deixaram e, como é habitual, foram penalizados nas eleições seguintes. Os que vieram depois - Cavaco em 1986 e Costa em 2015 - colheram os frutos do trabalho duro e difícil dos que os antecederam, chamando a si os louros e a popularidade. A política e a memória das pessoas são isto. Florestas de enganos, teatros de faz de conta. O poder e a sua embriaguez, poderosos atores.

Professores de português sem colocação devem emigrar

António Costa faz o mesmo convite razoável anteriormente feito por Passos Coelho. Uma das grandes vantagens da União Europeia é que torna os horizontes pessoais e profissionais muito mais alargados.

Gente capaz, jovem, não tem que passar os melhores anos da sua vida numa vil e apagada tristeza . Porque com a União Europeia podem emigrar com segurança, viver e trabalhar em países europeus onde se ganha bem e se beneficia de uma boa qualidade de vida.

Mas com Passos Coelho isto tornou-se numa indignação generalizada na esquerda, com Costa "no pasa nada".

O primeiro-ministro António Costa disse que o compromisso do presidente francês sobre o ensino do Português é uma oportunidade para muitos professores de Português que não têm trabalho em Portugal. As declarações foram transmitidas pelos canais de televisão e não tardaram a ser comparadas às do anterior primeiro-ministro.

Há uma espécie de clorofórmio inebriante que transforma a mesma medida em boa ou má conforme a origem. Se é de Passos é má e neoliberal. Se é de Costa é de estadista. Foi assim que chegamos ao PEC IV de Sócrates. Só muito tarde houve coragem para nos libertarmos de um manto de silêncio.

Se Centeno esperava que Costa o fosse salvar

Bem pode ficar à espera sentado . Costa está no assunto da CAIXA como está em todos os assuntos que correm mal . Não está, não sabe, não foi ele. Mas Costa estava a par de tudo.

A partir deste dado, como poderá o governo aceitar a demissão de Mário Centeno sem arrastar António Costa? Não me parece que tal venha a ser possível e a geringonça tudo fará para travar mais revelações de sms e afins. Se a história fosse ao contrário, com o PSD à frente do executivo, há muito que o PS, o PCP e o BE teriam exigido a cabeça do ministro. Uma história que em si não é tão importante para a vida do país, desde que se entenda que a verdade não tem qualquer importância. Mário Centeno, já se percebeu, não é político, mas sim um gestor. Gosta de fazer o seu trabalho, mas esquece-se que a política não é uma área onde os “inocentes” se safem.

Com António Costa nada é o que parece

Camilo Lourenço

O artigo de hoje: O Presidente da República disse duas coisas completamente diferentes entre 5a e 2a feira. Na primeira jurou por Mário Centeno. Na segunda disse que o segurava porque isso é importante para o sistema financeiro.
Marcelo sentiu-se enganadom (só não se sabe se foi por Costa se por Centeno). De tal forma disse expressamente que tomou essa decisão porque o primeiro-ministro mantinha a confiança no ministro das Finanças. Mas Costa virou o bico ao prego e disse, explicitamente, que Centeno só continuava no governo depois de saber que o Presidente lhe mantinha o apoio.
É verdade que o comunicado da Presidência, onde Marcelo fez aquelas declarações (manter a confiança em Centeno), saiu a altas horas de 2a feira. Ou seja, já depois de Costa ter falado. Mas o que passou para a opinião pública foi a ideia de que o primeiro-ministro segura Centeno porque Marcelo o segurou também. Grande jogada do primeiro-ministro

Acabou o estado de graça, começou o festim

Marcelo foi apanhado com António Costa ao colo. O povo que votou nele não gostou . Há sempre um estado de graça mas o período de tempo pode ser mais ou menos prolongado . Quem votou em Marcelo foi também quem deu o maior número de votos ao PSD e que lhe deu a vitória nas eleições. Ainda tentou por água na fervura -  almoçou com Passos...

António Costa mostrou ao povo que derrotou o PS que não tem maioria nenhuma nem mesmo parlamentar . Quem tem a maioria é a oposição ou os parceiros à esquerda. Costa só tem maioria quando aqueles quiserem. E a partir de agora é um festim.

O PCP já está a jogar com os trunfos todos. PPPs na saúde só passam com os votos da oposição. Municipalização da Carris só passa com os votos da oposição . E o BE descobriu que com as iniciativas do PC, não tem relevância nenhuma. E o festim não se ficará por aqui porque "fortalecer o Euro é fortalecer a União Europeia " como diz António Costa .  

E isso obriga a muitos pedidos de ajuda ao PSD . Pior, só aquele secretário de estado que diz que o governo nunca mais vai precisar da direita para governar.

...os dois políticos mais populares estiveram em destaque, postos em causa de forma mais ou menos generalizada. Nunca tinha assistido ao ponto de inversão ter acontecido simultaneamente para o Presidente da República e para o primeiro-ministro. O incontestado Marcelo Rebelo de Sousa e o infalível António Costa, afinal, têm fragilidades evidentes e passaram a ser, naturalmente, contestados. Não falo das claques adversárias, falo das bases de apoio que se sentiram incomodadas com a prestação destes dois políticos. Marcelo por levar o governo ao colo, Costa por querer saltar do colo da esquerda para o colo da direita, como se fosse um direito natural.