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BandaLarga

as autoestradas da informação

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O que António Costa não quer perceber

Pode custar-lhe o apoio parlamentar dos dois partidos extremistas mas, o que António Costa ainda não percebeu, é qual o custo político traduzido orçamentalmente do apoio parlamentar que recebe.

Ceder nas exigências do PCP e BE leva ao que estamos a ver . Trata-se de governar para uma pequena parte do país, a que se acolhe à sombra do Estado, e que corresponde à visão ideológica dos dois partidos e a uma parte do PS.

"como anda a ser usada a margem orçamental e qual o impacto das escolhas governativas nos serviços públicos prestados por um Estado que arrecada uma colecta recorde de impostos."

Pelo que sabemos as dezenas de reuniões para preparação do orçamento ( e com o de 2018 são três) tratam quase exclusivamente do reforço dos rendimentos da administração pública.

O aumento dos salários dos enfermeiros( 200 milhões) é praticamente igual a toda a verba vertida no orçamento para a protecção civil ( 220 milhões).

É, claro, que arde quando faz calor e entope quando chove. Não se pode esperar outra coisa mas, o que não podemos aceitar, é que esta política orçamental para assegurar o apoio dos partidos da esquerda corresponda a centenas de mortes.

Por falta de meios.

A prioridade são os progressos alcançados na Zona Euro

Avançar com maior integração dos países na União Europeia é a prioridade e a constituição do novo governo alemão não atrasará esse objectivo. Merkel foi corajosa porque mesmo em campanha eleitoral nunca deixou cair essa bandeira.

Tem havido várias posições públicas: o presidente (da Comissão Europeia, Jean-Claude) Juncker fez uma intervenção muito importante na reabertura do Parlamento Europeu, o presidente (do Conselho, Donald) Tusk convocou uma cimeira da zona euro para Dezembro, para aprofundarmos a reflexão sobre a Zona Euro, o presidente (francês, Emmanuel) Macron, a chanceler (alemã, Angela) Merkel recentemente tomaram posições públicas sobre a matéria, a senhora (primeira-ministra britânica, Theresa) May fez um discurso muito importante sobre o processo do Brexit, portanto há vários temas em cima da mesa que são importantes", disse.

 

António Costa abriu a Caixa de Pandora

Maior crescimento do século. Menor défice dos últimos 15 anos. António Costa andou a convencer o povinho que isto está uma maravilha. A dívida cresce ? Isso não interessa nada.

E depois desses anúncios todos como pode o PCP e o BE não exigir este e o outro mundo ?

Agora Costa anda a dizer aos parceiros que não há dinheiro o que não encaixa nada bem na narrativa oficial. Já as instituições financeiras também torcem o nariz, não há maneira de sairmos do "lixo". Pois, é verdade, alguma vez será mas o PCP e o BE precisam que seja agora antes das eleições autárquicas. Têm que mostrar aos seus eleitorados que valeu a pena engolir tanto sapo.

Se o PCP levar uma pequena beliscadura que seja na sua presença autárquica, não há como Jerónimo convencer os seus camaradas que valeu a pena. Aliás, Jerónimo e Catarina já vieram dizer, não vá o diabo tecê-las, que a geringonça não é repetível.

Mas, é claro, que só na noite das eleições é que saberemos se há ou não repetição. António Costa vai ter a mais amarga das vitórias ou a mais devastadora das derrotas.

Salvar a própria pele não é para todos.

 

O fantasma de Costa

Do ponto de vista da economia são para já boas as noticias mas todos sabem que são contingentes e que qualquer constipação dá cabo delas. O problema é que o poder desgasta e corrompe.

Ninguém chega ao fim de quatro anos sem os seus traumas. Como o do incêndio de Pedrógão e a sua descoordenação  ; ou o furto de Tancos e a sua despreocupação : o aumento do tempo das listas de espera para cirurgias; os problemas com greves, com aumentos salariais, com o que for.

Enfim... há uma série de problemas que são normais e comuns a qualquer Executivo. O problema de Costa é que, não tendo maioria e precisando do duo de esquerda, tem de lhe pagar. E quanto mais lhe paga mais lhe é exigido e menos autonomia e liberdade o Governo e o PS têm.

É uma espécie de fantasma que o assola.

PS: Henrique Monteiro - Expresso

Costa é pior que Sócrates

Sócrates tem esta linda opinião sobre António Costa que se pode ler na página do SOL aí em baixo. 

Mais: em 2009, Portugal era um oásis de estabilidade e prosperidade – segundo a maioria dos jornais da época, Sócrates havia reduzido o défice orçamental, colocado a economia a crescer novamente e promovida uma mais efectiva justiça social. Os funcionários públicos foram aumentados, criou-se o “cheque bebé” (talvez a medida mais ridícula do Portugal democrático!), desceu-se o IVA e já se prometiam novos aumentos e mais benesses sociais. Isto era Portugal no mundo da fantasia socrática. Depois o que aconteceu? Veio a troika, iniciando-se um período de austeridade muito difícil para os portugueses.

8.Ora, as semelhanças do tempo que vivemos hoje com 2009 não são mera coincidência: António Costa, o invejoso, quer imitar José Sócrates. Também hoje vivemos um tempo de euforia que basicamente consiste em voltar a 2009: repor os salários dos funcionários públicos, repor a progressão nas carreiras, repor, repor, repor…A ideia de futuro de António Costa consiste apenas em regressar ao passado. Ao mesmo passado que levou à tanga – e depois á troika. Porquê? Porque António Costa está-se a marimbar para si, para nós – Costa, tal como José Sócrates, só se preocupa com o seu poder pessoal.

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Fazer consensos com Costa que os rompe ?

Querer consensos como governante enquanto como oposição não só os não fez como os rompeu ? Podia ser uma boa definição de António Costa.

Não deixa de ser extraordinário que alguém que, como líder de oposição, tudo fez para impedir esses consensos e até destruiu os poucos com que o seu partido se tinha comprometido, os venha agora, como primeiro-ministro, solicitar e reivindicar. Extraordinário, mas não surpreendente. É até consistente.

A razão porque, antes, fez tudo contra qualquer consenso é a mesma porque agora os deseja ardentemente. Para António Costa, um consenso vale não por aquilo em que assenta mas pelo ganho político para quem governa. Não é assim de estranhar que aquilo a que na oposição sempre se negou hoje seja por si tão desejado. O comportamento de António Costa é logicamente consistente, mas moralmente incoerente (uma vez que espera dos outros aquilo que não esteve disponível para lhes dar).

António Costa e a Altice/PT

Em conferência de imprensa um dos administradores da Altice/PE disse alto e bom som que o SIRESP não falhou.

O modelo de comunicações está desenhado (foi comprado) segundo determinadas capacidades e limitações e não pode ser julgado se o ambiente em que opera ultrapassa essas capacidades e limitações.

É como comprar um carro com velocidade limite de 120Kms/hora e depois querer que a viatura acelere aos 200Kms/hora.

De quem é a culpa ? Antes de tudo de quem compra ( António Costa) mas o vendedor também tem culpa. Um e outro quiseram fazer negócio e deixaram para mais tarde a análise da capacidade. Entre um momento e outro quem perdeu com os incêndios e a incapacidade do SIRESP foi o Estado.

É por isto que o primeiro ministro tanto ataca a empresa. Andaram anos a esconder o problema até que uma tragédia humana obrigou os responsáveis ao passa culpas. E, pelos vistos, não foi possível resolver o problema atrás da cortina como tantas vezes se faz em Portugal.

Se calhar a Altice, que primeiramente, nem sequer tinha capacidade para comprar as primeiras empresas( pequenas) não precisa do governo para comprar a PT e a TVI.

E, isso em Portugal, é intolerável .

Os ataques à PT depois da compra da Media Capital

António Costa ataca a PT a qualquer pretexto. Ou é por a empresa estar em processo de emagrecimento, com um processo de despedimento de 3 000 trabalhadores - que estão a mais em comparação com as suas concorrentes - ou porque o SIRESP falhou.

A culpa já foi atribuída . Estado 0 - Privado 1 . 

O primeiro ministro já se deu à redundância de dizer que o melhor mesmo é mudar de operadora. Tanto no SIRESP como nos telemóveis dos cidadãos, isto num mercado concorrencial. O que levará o primeiro ministro a fazer um ataque público a uma empresa que opera num mercado concorrencial ?

Será que tem a ver com a compra por parte da ALTICE da Media Capital, empresa de comunicação social que assim escapa ao controlo do governo ?

A táctica é a mesma da Coreia do Norte. Tenham juízo olhem que eu...

 

António Costa julga que somos todos burros

Enquanto o país arde e o SIRESP não funciona o primeiro ministro brinca com a tragédia. É que quem anda agora a vender a imagem de um político de horizontes largos foi ministro da Administração Interna, e que por isso mesmo foi a pessoa ( ou umas das poucas pessoas) que poderia ter evitado os actuais incêndios ( ou pelo menos os incêndios-tragédia).

Num desespero cego não consegue furtar-se a esta figura ridícula de dar lições sobre antecipação dos desastres. Logo ele que atirou milhões de euros para cima do problema com os resultados que agora estão à vista.

António Costa julga que somos todos ingénuos como António José Seguro.

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O ricochete da lei da rolha

António Costa não quer perceber que há um antes e um depois de Pedrógão Grande. Grande parte da confiança perdeu-se como se vê neste caso da listagem do número de mortes.

Habituado a atirar a culpa para cima dos outros - do anterior governo, dos bombeiros, da Altice, de Bruxelas ...- foi longe demais e centralizou a informação para melhor a controlar. Resultado ? Ninguém acredita em ninguém. Um tremendo tiro no pé.

Enfim, a culpa é de toda a gente menos de quem nos governa. Aliás, para Costa, as polémicas fazem pouco sentido. São mesmo desnecessárias. E percebe-se porquê, para ele estão sempre “encerradas” e “esclarecidas”. O problema são as que não estão nem encerradas, nem esclarecidas.

Pedrógão não se apaga ficará para sempre agarrado à pele deste governo, e não vale a pena Costa empurrar o problema com a barriga como faz sempre .

É que como se vê a lei da rolha faz ricochete.