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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Impressionante aceleração da economia na Alemanha e em França

As economias da Alemanha e França estão a puxar pelas economias dos outros países da União Europeia. A Espanha também cresce acima dos 3% e as exportações portuguesas também estão a beneficiar com o comportamento da economia do dois gigantes europeus. A descida do desemprego na Zona Euro é a primeira consequência positiva .

Estamos no caminho certo e no momento certo porque as eleições naqueles dois países estão à porta e este comportamento da economia e do desemprego reforça os partidos pró-europa .

"Esta é uma recuperação abrangente entre os maiores membros da Zona Euro, com um crescimento de 0,6% previsto para Alemanha e França, enquanto Espanha parece ter beneficiado de um crescimento entre 0,8% e 0,9% no primeiro trimestre, de acordo com os dados do PMI."

De destaque é também o emprego entre os países da moeda única, que terá tido o maior crescimento em nove anos e meio, com acelerações nas maiores economias. "Muito bem-vindo numa região que ainda sofre com um desemprego perto dos dois dígitos é o crescimento do índice do emprego para o nível mais alto em quase uma década, sugerindo que devemos esperar que a taxa de desemprego caia mais nos próximos meses", sublinha Williamson.

As ameaças externas reforçam coesão da União Europeia

Alemanha e França lado a lado após o Brexit . É um movimento previsível face a uma ameaça exterior reforçar a coesão e os dois grandes países líderes europeus já o perceberam.

O presidente alemão,  social-democrata, admitiu que a Europa “deve ser capaz de responder” às aspirações dos seus cidadãos e sublinhou que a UE é “indispensável e iniludível”. François Hollande pronunciou-se no mesmo tom, afirmando, segundo o texto, a “responsabilidade eminente” de Paris e Berlim de “dar uma orientação à Europa e uma visão aos respectivos povos”, para que possam “empenhar-se plenamente na construção da Europa do futuro”

Aprender com os últimos difíceis anos e reforçar os princípios humanistas em que assentou a constituição da UE é a melhor forma de reforçar a coesão europeia.

Entretanto o impacto do Brexit começa a fazer-se sentir com algumas importantes empresas a fazerem as malas para abandonar Londres e instarem-se em Bruxelas e noutras cidades europeias.

Portugal já criou uma comissão " Portugal in " para junto das empresas ingleses fazer lobby e as convencer a instalarem-se no nosso país.

O mercado de 400 milhões de consumidores é um argumento que não se pode ignorar .

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Schulz na Alemanha e Macron em França - o reencontro do motor histórico da UE

Uma Alemanha mais integradora e uma França mais liberal seriam ouro sobre azul para um novo alento da União Europeia.  Um reencontro do eixo histórico Alemanha-França pró União Europeia mas agora ao contrário . Mais integração por parte da Alemanha menos nacionalismo por parte da França . Um encontro  de posições políticas no centro esquerda .

Não estão longe um do outro na geografia política. "Martin Schulz irá conduzir o SPD alemão um pouco mais para a esquerda e Emmanuel Macron está ligeiramente à direita dos socialistas franceses. Podem encontrar-se a meio", explica ao DN o cientista político Kai Arzheimer, da Universidade de Mainz. Talvez a proximidade ideológica faça esbater o fosso geracional: o francês tem 39 anos e o alemão já vai nos 61.

Jérôme Creel, diretor do departamento de estudos na Sience Po, também vê com simpatia essa eventual mudança de protagonistas políticos em Paris e em Berlim: "Um eixo franco-alemão entre Schulz e Macron levaria a uma situação curiosa: uma viragem intervencionista na Alemanha associada a uma viragem liberal em França. Em comparação com a situação atual isso representaria uma convergência de pontos de vista entre as duas nações." Este professor de Economia julga que isso poderia levar a UE a "reencontrar o seu motor histórico".

Só por cima do cadáver da Alemanha

É claro que os indicadores positivos ( que há alguns) são melhor que nada mas são tão poucochinhos que pouco são melhores que nada.

As reversões e o apregoado fim da austeridade puseram os investidores em alerta e é por isso que a nossa dívida é o pior negócio para os tomadores e que os juros sobem mais que todos os outros.

Não há investimento, a economia não cresce, a dívida aumenta e os juros sobem. Uma situação perto do dramático. Os partidos da extrema esquerda clamam por renegociar a dívida já que, o governo não o pode fazer porque no nosso caso, implica perdão parcial da dívida. Só por cima do cadáver da Alemanha. 

O colunista da Bloomberg lamenta que o Governo tenha, por sinal, “perdido o apetite por controlar o endividamento e manter a troika longe”. Os investidores estão a começar a aperceber-se que algo mudou na política portuguesa e os próximos tempos não se afiguram fáceis.

O que é irónico é que António Costa está agora a perceber o que Jorge Sampaio disse há alguns anos. Há vida para além do défice .

 

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Antes que o aumento dos juros nos entre pela chaminé

trajectória das taxas de juro é de crescimento e já tocamos nos 4%, apesar do programa de compras de dívida do BCE, que já está a reduzir e que pode acabar durante 2017 . Se for assim é preciso que o Pai Natal nos traga : 

Dos Estados Unidos uma política de investimento  que coloque o país novamente como locomotiva da economia mundial.

Da Alemanha uma política de maior consumo que por arrastamento puxe a economia europeia via exportações.

Que o crescimento na Europa comece forte e sólido com mais consumo na Alemanha. Tal como os Estados Unidos, também a Alemanha tem poder e, mais ainda, margem financeira para avançar com um generoso plano de investimento público. Um desejo que, se se tornasse realidade, tiraria a Zona Euro da armadilha de estagnação sob ameaça de deflação em que se encontra.

Uma política orçamental alemã que seja expansionista é neste momento a chave para a resolução de uma das divisões europeias, aquela que separa o Norte do Sul, porque uns emprestaram e os outros se endividaram. A prosperidade gerada por mais procura na Alemanha é igualmente um contributo para ultrapassar a divisão entre o Leste e o Oeste sobre a imigração. Muitos imigrantes encontrariam trabalho e os cidadãos desses países sentiriam menos que eles são um peso. Mas esta, não esquecer, é uma carta ao Pai Natal.

 

 

Parece mal dizê-lo mas isto é música para Passos Coelho

A um mês e meio das legislativas portuguesas, o 3º resgate à Grécia põe o governo de Merkel sobre pressão pelos seus próprios apoiantes. Pelas razões inversas, o Siryza ameaça partir-se . E o FMI só se junta ao resgate se for considerado um "hair cut" à dívida grega. Está montada a tempestade perfeita. 

Os deputados alemães nem querem ouvir falar de perdão da dívida e os deputados gregos não aceitam o que consideram o resgate mais oneroso de todos. E o FMI diz que a dívida grega não é sustentável.

O terceiro resgate à Grécia será ao longo desta semana debatido e votado pelos parlamentos dos países da zona euro, depois de ter sido aprovado oficialmente na última sexta-feira pelos ministros das Finanças do euro. Da aprovação do acordo pelos parlamentos locais depende a disponibilização da primeira tranche do empréstimo a Atenas - que servirá para reduzir os pagamentos em atraso e cumprir com os pagamentos de dívida que vencem ainda esta semana.

O cartaz de campanha de Passos Coelho , sem fotos , continua a ser pintado na Grécia e na Alemanha.

O que é que não entendem acerca da Grécia ?

Os Alemães, com aquele mau feitio habitual, não mandam dizer por ninguém. Quem não percebe pode meter explicador :

                  “Não vamos permitir que sejam os trabalhadores alemães e as suas famílias a pagarem pelo exagero das promessas eleitorais de um governo parcialmente comunista”, atirou Sigmar Gabriel, numa coluna de opinião que será publicada esta segunda-feira no jornal alemão Bild."

 

 

Quanto mais te agachas mais mostras o cu - ditado Grego

Parte dos alemães já admite pagar indemnizações à Grécia. Mas o que são exactamente as reparações de guerra que a Grécia acha que a Alemanha lhe deve? Há três tipos diferentes. Um é a reparação que o Estado agressor e vencido deve pagar aos Estados agredidos, outras são indemnizações individuais a sobreviventes ou descendentes de vítimas de crimes dos nazis e finalmente há o empréstimo forçado do Banco Nacional grego ao regime nazi.

Está a mudar a opinião dos alemães que concordam que a Grécia foi dos países que mais sofreu com a barbárie nazi. A Polónia já foi ressarcida. São cerca de 17 mil milhões de euros que a Grécia exige.

É a primeira vitória grega nesta cruzada do novo governo. Oxalá se sigam outras. A solidariedade é indispensável na UE.

A Alemanha não é só Merkel e o ministro das finanças

O vice-presidente do governo Alemão não está de acordo com o seu ministro das finanças quanto às propostas Gregas. Sigmar Gabriel diz que há agora bases para se progredir no caminho de um acordo.

Para o vice-chanceler da Alemanha e líder do SPD, a carta grega é um primeiro passo na boa direcção, pelo que não deve ser rejeitada publicamente. "Devemos usar essa nova atitude por parte do Governo grego como um ponto de partida para as negociações, e não rejeitá-la publicamente de antemão" .

Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão e líder do SPD que governa em coligação com a CDU de Angela Merkel, reagia assim sobretudo à reacção do seu ministro das Finanças à carta de Atenas.  Também a Comissão Europeia considera que a carta de Atenas é um sinal positivo que pode abrir caminho a um compromisso entre a Grécia e os demais países da Zona Euro.

O Eurogrupo tem as condições reunidas para chegar a uma decisão que aproveite à Grécia e à União Europeia.

A Europa entrou na fase do relaxamento

Já todos passamos por um aperto. Um acidente de viação que evitamos à tangente ; uma viagem de avião que teve que furar uma tempestade ; um assalto do qual saímos mais ou menos airosamente. A fase a seguir é encher o peito, controlar a respiração e jurar que não tornamos a cair noutra. Vínhamos depressa demais e há sítios por onde não se anda sozinhos. Pecamos .

É o que está agora a passar-se com a União Europeia. Afinal não fomos tão lestos quanto o necessário, podíamos ter feito melhor aqui e acolá. Alguns tomam mesmo meio xanax outros, preocupam-se em partilhar a experiência com os filhos para que estes não caiam na mesma situação. E há os que bebem uns copos para comemorar o resultado. Não se passou nada...

Alemanha não aceita a proposta grega por não ser uma "solução substancial". Comissão Europeia considera que o pedido "abre a possibilidade de um compromisso razoável".

Há erros no passado - reparem, no passado - que não se podem repetir no futuro. O susto já lá vai...