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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Alemanha e Reino Unido preparam fim dos carros a gasolina e gasóleo

A partir de 2030 não haverá em circulação carros com motores a gasóleo e a gasolina . E não havendo nestes países é fácil concluir que os restantes países não terão outro caminho.

Milhões de empregos ligados à exploração do petróleo e aos motores de combustão serão substituídos pela aposta na mobilidade eléctrica que abre uma janela de oportunidade para empresas produtoras de alumínio, fibra de carbono, lítio e outros materiais especiais utilizados no fabrico de baterias, células de iões de lítio, módulos electrónicos, entre outros.

Esta pretensão está em linha com as intenções já anunciadas por alguns países da Europa, e fora dela, de acabar com as vendas de veículos de propulsão “convencional” a curto prazo. É o caso da Noruega e da Holanda, sendo que até a Índia já se está a preparar para vir a ser o primeiro grande mercado mundial a disponibilizar só e apenas automóveis eléctricos a partir de 2035.

Impressionante aceleração da economia na Alemanha e em França

As economias da Alemanha e França estão a puxar pelas economias dos outros países da União Europeia. A Espanha também cresce acima dos 3% e as exportações portuguesas também estão a beneficiar com o comportamento da economia do dois gigantes europeus. A descida do desemprego na Zona Euro é a primeira consequência positiva .

Estamos no caminho certo e no momento certo porque as eleições naqueles dois países estão à porta e este comportamento da economia e do desemprego reforça os partidos pró-europa .

"Esta é uma recuperação abrangente entre os maiores membros da Zona Euro, com um crescimento de 0,6% previsto para Alemanha e França, enquanto Espanha parece ter beneficiado de um crescimento entre 0,8% e 0,9% no primeiro trimestre, de acordo com os dados do PMI."

De destaque é também o emprego entre os países da moeda única, que terá tido o maior crescimento em nove anos e meio, com acelerações nas maiores economias. "Muito bem-vindo numa região que ainda sofre com um desemprego perto dos dois dígitos é o crescimento do índice do emprego para o nível mais alto em quase uma década, sugerindo que devemos esperar que a taxa de desemprego caia mais nos próximos meses", sublinha Williamson.

As ameaças externas reforçam coesão da União Europeia

Alemanha e França lado a lado após o Brexit . É um movimento previsível face a uma ameaça exterior reforçar a coesão e os dois grandes países líderes europeus já o perceberam.

O presidente alemão,  social-democrata, admitiu que a Europa “deve ser capaz de responder” às aspirações dos seus cidadãos e sublinhou que a UE é “indispensável e iniludível”. François Hollande pronunciou-se no mesmo tom, afirmando, segundo o texto, a “responsabilidade eminente” de Paris e Berlim de “dar uma orientação à Europa e uma visão aos respectivos povos”, para que possam “empenhar-se plenamente na construção da Europa do futuro”

Aprender com os últimos difíceis anos e reforçar os princípios humanistas em que assentou a constituição da UE é a melhor forma de reforçar a coesão europeia.

Entretanto o impacto do Brexit começa a fazer-se sentir com algumas importantes empresas a fazerem as malas para abandonar Londres e instarem-se em Bruxelas e noutras cidades europeias.

Portugal já criou uma comissão " Portugal in " para junto das empresas ingleses fazer lobby e as convencer a instalarem-se no nosso país.

O mercado de 400 milhões de consumidores é um argumento que não se pode ignorar .

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Schulz na Alemanha e Macron em França - o reencontro do motor histórico da UE

Uma Alemanha mais integradora e uma França mais liberal seriam ouro sobre azul para um novo alento da União Europeia.  Um reencontro do eixo histórico Alemanha-França pró União Europeia mas agora ao contrário . Mais integração por parte da Alemanha menos nacionalismo por parte da França . Um encontro  de posições políticas no centro esquerda .

Não estão longe um do outro na geografia política. "Martin Schulz irá conduzir o SPD alemão um pouco mais para a esquerda e Emmanuel Macron está ligeiramente à direita dos socialistas franceses. Podem encontrar-se a meio", explica ao DN o cientista político Kai Arzheimer, da Universidade de Mainz. Talvez a proximidade ideológica faça esbater o fosso geracional: o francês tem 39 anos e o alemão já vai nos 61.

Jérôme Creel, diretor do departamento de estudos na Sience Po, também vê com simpatia essa eventual mudança de protagonistas políticos em Paris e em Berlim: "Um eixo franco-alemão entre Schulz e Macron levaria a uma situação curiosa: uma viragem intervencionista na Alemanha associada a uma viragem liberal em França. Em comparação com a situação atual isso representaria uma convergência de pontos de vista entre as duas nações." Este professor de Economia julga que isso poderia levar a UE a "reencontrar o seu motor histórico".

Só por cima do cadáver da Alemanha

É claro que os indicadores positivos ( que há alguns) são melhor que nada mas são tão poucochinhos que pouco são melhores que nada.

As reversões e o apregoado fim da austeridade puseram os investidores em alerta e é por isso que a nossa dívida é o pior negócio para os tomadores e que os juros sobem mais que todos os outros.

Não há investimento, a economia não cresce, a dívida aumenta e os juros sobem. Uma situação perto do dramático. Os partidos da extrema esquerda clamam por renegociar a dívida já que, o governo não o pode fazer porque no nosso caso, implica perdão parcial da dívida. Só por cima do cadáver da Alemanha. 

O colunista da Bloomberg lamenta que o Governo tenha, por sinal, “perdido o apetite por controlar o endividamento e manter a troika longe”. Os investidores estão a começar a aperceber-se que algo mudou na política portuguesa e os próximos tempos não se afiguram fáceis.

O que é irónico é que António Costa está agora a perceber o que Jorge Sampaio disse há alguns anos. Há vida para além do défice .

 

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Antes que o aumento dos juros nos entre pela chaminé

trajectória das taxas de juro é de crescimento e já tocamos nos 4%, apesar do programa de compras de dívida do BCE, que já está a reduzir e que pode acabar durante 2017 . Se for assim é preciso que o Pai Natal nos traga : 

Dos Estados Unidos uma política de investimento  que coloque o país novamente como locomotiva da economia mundial.

Da Alemanha uma política de maior consumo que por arrastamento puxe a economia europeia via exportações.

Que o crescimento na Europa comece forte e sólido com mais consumo na Alemanha. Tal como os Estados Unidos, também a Alemanha tem poder e, mais ainda, margem financeira para avançar com um generoso plano de investimento público. Um desejo que, se se tornasse realidade, tiraria a Zona Euro da armadilha de estagnação sob ameaça de deflação em que se encontra.

Uma política orçamental alemã que seja expansionista é neste momento a chave para a resolução de uma das divisões europeias, aquela que separa o Norte do Sul, porque uns emprestaram e os outros se endividaram. A prosperidade gerada por mais procura na Alemanha é igualmente um contributo para ultrapassar a divisão entre o Leste e o Oeste sobre a imigração. Muitos imigrantes encontrariam trabalho e os cidadãos desses países sentiriam menos que eles são um peso. Mas esta, não esquecer, é uma carta ao Pai Natal.

 

 

Parece mal dizê-lo mas isto é música para Passos Coelho

A um mês e meio das legislativas portuguesas, o 3º resgate à Grécia põe o governo de Merkel sobre pressão pelos seus próprios apoiantes. Pelas razões inversas, o Siryza ameaça partir-se . E o FMI só se junta ao resgate se for considerado um "hair cut" à dívida grega. Está montada a tempestade perfeita. 

Os deputados alemães nem querem ouvir falar de perdão da dívida e os deputados gregos não aceitam o que consideram o resgate mais oneroso de todos. E o FMI diz que a dívida grega não é sustentável.

O terceiro resgate à Grécia será ao longo desta semana debatido e votado pelos parlamentos dos países da zona euro, depois de ter sido aprovado oficialmente na última sexta-feira pelos ministros das Finanças do euro. Da aprovação do acordo pelos parlamentos locais depende a disponibilização da primeira tranche do empréstimo a Atenas - que servirá para reduzir os pagamentos em atraso e cumprir com os pagamentos de dívida que vencem ainda esta semana.

O cartaz de campanha de Passos Coelho , sem fotos , continua a ser pintado na Grécia e na Alemanha.

O que é que não entendem acerca da Grécia ?

Os Alemães, com aquele mau feitio habitual, não mandam dizer por ninguém. Quem não percebe pode meter explicador :

                  “Não vamos permitir que sejam os trabalhadores alemães e as suas famílias a pagarem pelo exagero das promessas eleitorais de um governo parcialmente comunista”, atirou Sigmar Gabriel, numa coluna de opinião que será publicada esta segunda-feira no jornal alemão Bild."

 

 

Quanto mais te agachas mais mostras o cu - ditado Grego

Parte dos alemães já admite pagar indemnizações à Grécia. Mas o que são exactamente as reparações de guerra que a Grécia acha que a Alemanha lhe deve? Há três tipos diferentes. Um é a reparação que o Estado agressor e vencido deve pagar aos Estados agredidos, outras são indemnizações individuais a sobreviventes ou descendentes de vítimas de crimes dos nazis e finalmente há o empréstimo forçado do Banco Nacional grego ao regime nazi.

Está a mudar a opinião dos alemães que concordam que a Grécia foi dos países que mais sofreu com a barbárie nazi. A Polónia já foi ressarcida. São cerca de 17 mil milhões de euros que a Grécia exige.

É a primeira vitória grega nesta cruzada do novo governo. Oxalá se sigam outras. A solidariedade é indispensável na UE.

A Alemanha não é só Merkel e o ministro das finanças

O vice-presidente do governo Alemão não está de acordo com o seu ministro das finanças quanto às propostas Gregas. Sigmar Gabriel diz que há agora bases para se progredir no caminho de um acordo.

Para o vice-chanceler da Alemanha e líder do SPD, a carta grega é um primeiro passo na boa direcção, pelo que não deve ser rejeitada publicamente. "Devemos usar essa nova atitude por parte do Governo grego como um ponto de partida para as negociações, e não rejeitá-la publicamente de antemão" .

Sigmar Gabriel, vice-chanceler alemão e líder do SPD que governa em coligação com a CDU de Angela Merkel, reagia assim sobretudo à reacção do seu ministro das Finanças à carta de Atenas.  Também a Comissão Europeia considera que a carta de Atenas é um sinal positivo que pode abrir caminho a um compromisso entre a Grécia e os demais países da Zona Euro.

O Eurogrupo tem as condições reunidas para chegar a uma decisão que aproveite à Grécia e à União Europeia.