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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Ainda estamos em situação de dependência externa

Há ainda duas agências financeiras que nos mantêm em situação de "lixo". É preciso que se pronunciem a favor, só assim é que o país será beneficiado.

"Mas a procissão ainda vai no adro. Para já, as outras duas agências principais, a Fitch (BB+) e a Moody’s (Ba1) ainda consideram que comprar dívida portuguesa é um investimento especulativo. Como Mário Centeno recordou, continuamos muito endividados. E, enquanto assim for, estaremos sempre sujeitos aos maus humores dos mercados. É por isso que discursos como o de Mariana Mortágua, que recentemente disse que já fizemos a consolidação que havia para fazer e que o défice estava demasiado baixo, estão fundamentalmente errados. Usando a linguagem do PCP, até se poderiam dizer que são anti-patrióticos, dado que se vingassem nos manteriam numa situação de dependência externa."

Tudo o que corre mal não é da responsabilidade deste governo

Já em 2016 houve um forcing por parte do governo para a saída da dívida de "lixo" . Não foi em 2016 nem será em 2017, talvez lá para 2018. E é preciso que a dívida baixe . É claro que a culpa é do governo anterior.

Tudo o que corre bem é da responsabilidade do actual governo pese embora todos reconhecerem que o bom ambiente internacional ( principalmente de Espanha que cresce há 3 anos consecutivos acima de 3% ), o BCE mantendo os juros baixos e o baixo preço do petróleo contribuam de forma decisiva .

Sem uma firme descida da dívida a avaliação não sairá do "lixo" e até o BE e o PCP já vieram dizer que quem classifica o país é o povo não são as agências de rating. Há melhor prova que o "lixo" é para manter ?

Como a despesa não para de crescer já por aí anda mais um imposto depois do IMI do mês passado. É só esperar pelo orçamento. Sempre que há uma reversão de salários e pensões há um novo imposto .

Tudo o que corre mal em Portugal é da responsabilidade de outros. O endividamento, a diminuição de investimento público, as dificuldades na saúde, os atrasos na justiça, as deficiências na segurança, os fogos florestais, o roubo de Tancos, a impunidade da corrupção, o conflito com os médicos e as tensões nas forças armadas encontram-se nessa situação: culpas evidentes do governo anterior, da oposição e do estrangeiro.

O governo anda a distribuir o que não tem. Da última vez fomos à bancarrota. Mas também aí a culpa foi do chumbo do PEC IV.

 

Portugal só sairá do lixo quando a dívida descer

As boas notícias são circunstanciais. Sem reformas estruturais a dívida não sairá do lixo.

E o tempo está a jogar contra o governo, nota-se pela agitação nos médicos, nos juízes, nos magistrados, na Autoeuropa e nos professores (o inefável e alucinado sindicalista Nogueira não consegue contê-los).

A bondosa DBRS vai mantendo o país com a cabeça fora de água mas as outras agências vão jogando o jogo de dois passos atrás e um para a frente. Só daqui a um ano é que sairemos do lixo quando o governo nos invade todos os dias com vitórias ? Algo não bate certo .

Entretanto a compra de dívida por parte do BCE vai terminar no fim do ano, os alemães já a discutem judicialmente . Se em tempos favoráveis não se fazem reformas estruturais, não se prepara o futuro, quando vierem tempos de vacas magras voltaremos ao mesmo de sempre.

Mas PCP e BE estão contra as reformas que mexem nos seus eleitorados, dificultando a governação,  Adivinham-se tempos difíceis até às legislativas de 2018 .

"Claro que há condições para, ao fim de seis anos, essa mudança acontecer e o país voltar a estar cotado pelas agências como um dos que têm qualidade e oferecem segurança a quem quer investir - um passo que pode determinar o continuamente adiado regresso do investimento a Portugal. E aí é que é o diabo. Com a dívida pública a engordar continuamente, não há agência (à exceção da sempre benevolente canadiana DBRS) que não desconfie da capacidade de manter os restantes números em boa evolução. Há cinco semestres consecutivos que a dívida está acima dos 130% e em julho voltou a agravar-se, atingindo os 249,165 mil milhões de euros. Isto numa altura em que o governo começa a negociar bombons orçamentais para os partidos que lhe asseguram a maioria parlamentar, com PCP e Bloco a exigir que o executivo de António Costa vá muito mais longe no alívio fiscal, nos aumentos das pensões, no descongelamento de carreiras da função pública..."

Após ano e meio de governo PS

A narrativa aproxima-se cada vez mais da "narrativa socrática". O país foi à bancarrota mas a culpa foi de quem não aprovou o PEC IV.

Com dois orçamentos da sua lavra o actual governo não pode fazer de conta que as consequências - boas e más - não são da sua responsabilidade.

Os desastres dos fogos e o gravíssimo roubo de material de guerra são consequência das políticas orçamentais. Bem como a classificação das agências de rating . Continuaremos no "lixo" enquanto não descermos a dívida e não limparmos a banca do "mal parado "

"Como tem feito em relatórios anteriores, a Fitch sublinha que dívida pública é muito elevada (130,4% do PIB em 2016) e superior à média na Zona Euro (90%), referindo ainda que, embora sendo "baixo", tem de assumir como "não negligenciável" o risco de o país impor controlos de capitais, numa referência à possibilidade de uma renovada crise que ponha em dúvida a permanência de Portugal no euro. "

Não disparem eu sou só o mensageiro .

O diabo está nas agências de rating

Apesar da melhoria do défice e do PIB as agências de rating continuam desconfiadas com a sustentabilidade da dívida e com o impacto nos juros da retirada da compra de dívida pelo BCE. Lá para 2019 se tudo correr bem talvez melhorem a avaliação do país.

As empresas pedem previsibilidade fiscal e melhoria da notação mas se a primeira está nas mãos do governo a segunda depende de factores estratégicos que o governo não está a combater.

“Houve um esforço enorme feito de forma desigual na nossa sociedade, mas que está a contribuir para a situação atual. Nos últimos dez anos, o endividamento global da economia portuguesa não variou muito. Mas o das empresas baixou 36%. Foram as empresas que fizeram este ajustamento, com alguns custos” e redução das ambições em termos de investimento, realça. “Sem investimento, é difícil ver um futuro com crescimento sustentável.”

É preciso que o Estado faça a sua parte quanto à redução da dívida mas a este ritmo só daqui a 15/20 anos é que chegaremos a um nível aceitável. E com os actuais juros ( mesmo em queda) superiores ao crescimento do PIB não sairemos do "lixo" tão cedo.

"O gestor explica que se as empresas chegarem com garantias de bancos portugueses ao estrangeiro há maior probabilidade de os financiamentos serem rejeitados. E isto acontece com a construtora, na Tanzânia, revela, sendo este facto reflexo da desconfiança relativamente a um país que é “lixo” para as agências de rating. O presidente da Mota-Engil não acredita que a notação do país mude em breve. “Estou convencido de que vai demorar algum tempo”.

Sabemos o que fazer só falta fazer

A avaliação das agências de rating não sobe e sabe-se porquê. Há, aliás, um grande consenso  sobre as medidas necessárias a implementar só falta fazer."

“Não estou a ver porque é que as agências de rating devem subir as notações do país”, disse o antigo ministro da economia Daniel Bessa durante um debate sobre competitividade da economia portuguesa, na Porto Business School (PSB) – para enfatizar que sobrevivem deficiências estruturais que não foram tocadas. Está nesse âmbito, nomeadamente, a dívida pública – o mais recente ‘cavalo-de-batalha’ do debate político entre o Governo e a oposição. Mas também a despesa – ou mais propriamente a má despesa, que atira dinheiro para cima dos problemas, sem contudo os resolver.

Está também neste âmbito, disse ainda, alterar algum do ‘satatus quo’: Portugal é um dos piores países do mundo desenvolvido em termos de custo da energia – nomeadamente da energia elétrica. “E parece que é tudo legal”, ironizou, comentando, sem a referir, a EDP e a questão das rendas excessivas.

Nestes termos, para o economista, o primeiro desafio do país em termos de competitividade tem a ver com um tema central do debate político: “a redução estrutural do défice público, de forma a alcançar excedentes permanentes e permitir a redução da dívida pública”. Outros temas que o economista revela são “a sustentabilidade do sistema bancário; o fomento da inovação e do empreendedorismo; implementar reformas no mercado do trabalho; e desmantelar a burocracia dos serviços públicos.

Seja como for há um “enorme consenso sobre o que fazer” em todas essas frentes, o que, para o ex-ministro de um governo socialista, “só falta fazer”.

Com PCP e BE a apoiar o governo estas medidas nunca serão implementadas.

A propaganda tem limites - é quase impossível sair este ano do "lixo"

Há vários políticos a pressionarem as agências de notação para elevarem a classificação da dívida pública . Mas ainda em Fevereiro a Presidente do IGDP dizia que não contassem com uma melhoria em 2017.

O défice foi reduzido com medidas extraordinárias que não se repetem e com cativações que reduzem a qualidade dos serviços públicos e que não são passíveis de manter durante muito mais tempo.

A dívida pública não desce, pelo contrário cresce, e isso para as agências de rating é fatal ...

As Agências têm insistido sobretudo na sustentabilidade da dívida pública, acima de 130% do Produto Interno Bruto (PIB), e na capacidade do Governo de manter o défice sob controlo como fatores de longo prazo que estão a prender o rating ao lixo.

A melhoria orçamental nos próximos dois anos depende fortemente em receitas de one-offs [não recorrentes] e no congelamento dos gastos em bens e serviços, o que provavelmente será difícil de sustentar a longo prazo”, considerou a Moody’s na reação

Vamos lá ver se em 2018 temos boas notícias .

 

 

Porque é que o "rating" de Portugal não melhora ?

A ideia que passa é que tudo está melhor mas, a verdade, é que o que está melhor são as perspectivas. Isto vai lá, as pessoas acreditam , se isto continuar assim, se não houver nenhum colapso interno ou externo...

A resposta é mais simples do que parece. Se se olhar para o que de facto se alterou, foram as perspetivas, de crescimento, das exportações, do investimento, dos empresários, dos consumidores. Os factos são: o défice reduziu, mas continua mais negativo do que o desejável. A sua redução depende, fundamentalmente, do crescimento económico que não é de todo controlável pela governação nacional, dependendo mesmo de muitos fatores exógenos que ninguém consegue controlar. A restruturação profunda do setor estatal não foi ainda executada. A Segurança Social continua a ser um problema a médio prazo. A dívida pública é das maiores da Zona Euro e uma das maiores do mundo (4.ª), acima dos 133% do PIB. Apesar de tudo, continuamos alvo das medidas.

Portugal deve ainda pensar que alguma desta recuperação económica se deve a um dos nossos maiores parceiros comerciais, Espanha, bem como a Europa como um todo, que têm vindo a verificar um crescimento económico digno de registo (3,2% e 1,9%). Este facto, "per si", demonstra a dependência externa, mas também a vulnerabilidade a outros fatores geopolíticos que nos poderão sempre afetar de forma decisiva.

Não faltam razões para cuidados e caldos de galinha

Muitas vitórias mas continuamos no "lixo"

Desta vez foi a agência de notação financeira Moody's que decidiu manter a dívida portuguesa no lixo. Falam, falam, mas eu não os vejo fazer nada. Vitória atrás de vitória mas nada. Parece que vem aí a saída dos défices excessivos, anunciada hoje mesmo por António Costa para contrabalançar a manutenção do país no lixo.

Entre as restantes grandes agências, também a Fitch e a Standard & Poor’s colocam Portugal neste patamar e com perspectiva "estável". Apenas a canadiana DBRS tem a dívida soberana do país fora de "lixo", no último grau da categoria de investimento de qualidade – sendo que o "outlook" é "estável".

Ao ser a única agência que mantém Portugal acima de "lixo", a DBRS tem o poder de ligar ou desligar Portugal da máquina do Banco Central Europeu, uma vez que é a única actualmente que garante a elegibilidade da dívida nacional para os programas de compra do BCE.

As razões das agências de rating

O país não melhora na avaliação das agências de rating porque ao contrário do governo e seus seguidores não vê melhorias no que é realmente importante .

Para haver uma subida de "rating" ou um "outlook" positivo, o rácio de dívida tem de estar numa tendência de descida duradoura e sustentável. A nossa expectativa é que, com base nas políticas de que temos conhecimento e das estimativas que usamos, o rácio de dívida desça, mas de forma lenta. O factor crítico é que o rácio de dívida continua muito elevado e é por isso que somos conservadores.

Nós sublinhamos no relatório o que tem de acontecer para um "outlook" positivo ou uma melhoria do "rating". Tem de haver provas de uma sustentada redução do rácio de dívida. E isso tem de vir via crescimento e via saldo primário. Está com o mesmo equilíbrio em ambas as direcções, como da última vez, porque da última vez também tivemos o "outlook" estável. Mas, claro, a estrutura económica tem sido um pouco mais encorajadora nos meses mais recentes.

O que temos é poucochinho .