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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os lamentos de Centeno não nos tiram do "lixo"

E os factos são factos de António Costa também não . A M&S manteve Portugal no lixo.

“Os mercados querem que Portugal encontre formas de crescer para lhe permitir pagar as suas obrigações. É essa a grande preocupação dos mercados. E querem que Portugal mantenha um grau de responsabilidade financeira que permita pagar a dívida".

Na altura, Centeno desvalorizava os relatórios feitos por bancos de investimento, como o Commerzbank, que viam com desconfiança a viragem da página da austeridade prometida pelo novo Governo.

Um ano depois dessa entrevista, em novembro de 2016, Mário Centeno aproveitou uma entrevista ao tablóide alemão Bild para deixar claro que uma das prioridades do Governo seria persuadir as agências de rating (as três grandes, Standard & Poor’s, Moody’s e Fitch) a tirarem a notação de risco de Portugal de lixo. Seria algo essencial, porque permitiria que mais investidores pudessem financiar o Estado português. Vários analistas têm avisado que quando o Banco Central Europeu (BCE) deixar de comprar dívida portuguesa nos mercados, se o rating não tiver subido até lá, a falta de investidores poderá colocar Portugal numa “situação dramática”.

É nesta situação que estamos . Factos são factos e não há nenhuma narrativa pós verdade que mude a realidade.

E a DBRS aguenta com a responsabilidade ?

Em Abril próximo a DBRS terá que avaliar novamente a dívida portuguesa. É verdade que a agência Canadiana tem, à custa de Portugal, uma enorme  publicidade mas, também corre o perigo de as três principais agências continuarem a manter Portugal no "lixo". E o feitiço voltar-se contra o feiticeiro .

Enquanto, pelo menos uma das agências principais não elevar a notação do País, corremos o risco de o caldo se entornar, como seja as taxas de juro crescerem acima dos 4% referidos pela DBRS. Ora, a verdade, é que já lá andamos este ano .

Aquilo que foi uma grande alavanca para a DBRS pode tornar-se um peso insuportável . Até o BCE sacode a água do capote dizendo que manterá a compra de dívida enquanto a agência mantiver o país acima de "lixo". É um passa responsabilidade que não augura nada de bom e mostra bem que o percurso da economia e das contas do estado não convencem. É uma questão de tempo se o governo continuar a governar à vista. Sem reformas estruturais , sem crescimento da economia e controlo da dívida que foi das que mais cresceu em toda a europa no último ano.

Cantemos ossanas quando uma das agências principais tirar o país do "lixo". Até lá estamos com a cabeça no cepo.

O Primeiro Ministro mente mais e melhor

Mente tão docemente :  Os dados do PIB que o INE deu a conhecer na sexta-feira, dando conta de um crescimento de 0,2% no segundo trimestre, “aumentou as nossas preocupações sobre as perspetivas de crescimento, que parecem estar a abrandar no terceiro trimestre”, disse o responsável.

“Por isso, a perspetiva mantém-se estável, mas parecem estar a crescer pressões de várias frentes”, acrescentou, lembrando a exigência da Comissão Europeia de que Portugal avance com mais cortes de despesa, algo que o Governo português se tem recusado a fazer por não considerar necessário para atingir os seus objetivos.

A DBRS vai rever a nota dada a Portugal em outubro, precisamente uma semana depois de Portugal ter de apresentar à Comissão Europeia uma lista com as medidas tomadas para corrigir a trajetória orçamental e garantir que sai da situação de défice excessivo este ano.

Se a nota descer um nível adeus confiança sobre a dívida pública

Ameaçam cortar-nos o oxigénio

Não há uma única entidade nacional ou internacional que preveja um caminho decente para o nosso país. A própria agência de notificação que, juntamente com o BCE, nos liga ao oxigénio, a canadiana DBRS, admite baixar o rating do país.

Em causa para esse corte está um eventual "enfraquecimento do compromisso político perante políticas económicas sustentáveis", a reversão das reformas estruturais ou caso a "incerteza política se torne persistente".

Um crescimento económico mais fraco do que o esperado e que leve a uma deterioração da dinâmica da dívida pública também pode levar a uma revisão em baixa da nota atribuída pela DBRS a Portugal.

Ora isto é tudo o que os observadores têm apontado como os pontos fracos do orçamento para 2016. Que o crescimento está em queda e vai continuar é certo. Que a dívida, sem crescimento económico vai continuar a crescer é certo. Que o desemprego, sem investimento, vai continuar a crescer é certo ( aumentou para 12,3% quando já esteve em 9,1%). E que PS, PCP e BE em alguma curva do caminho e perante este cenário,  cada qual  seguirá o seu caminho também é certo. Só falta saber quem salta primeiro da geringonça

São os juros, estúpido !

Sobre o orçamento, e conforme as posições políticas, a leitura é completamente diversa. Para uns o orçamento é no mínimo preocupante para outros é justo ao repor rendimentos e assim relançar a economia. É claro que há um ambiente de preocupação tantos são os que interna e externamente, lançam avisos sobre os perigos e os potenciais incumprimentos.

Enquanto não chegarmos a Junho/Julho vamos andar assim. Mas não é possível andar no olho do furacão sem ter uma bússula. Actualmente um GPS. E, no caso, o GPS é a taxa de juros a 10 anos . Não percam tempo a discutir tudo e o seu contrário porque os argumentos são bons até esbarrarem numa qualquer parede. Mas os juros, senhores...

Lembro-me de Teixeira dos Santos a clamar no deserto apontando a barreira dos 7%. Chegados a este nível era preciso chamar o FMI e o Eurogrupo. Mas havia quem chorasse banha e ranho por cima do PEC IV. Estava ali a salvação. Se não houvesse um indicador numérico, resultado do livre jogo dos mercados, ainda chegávamos ao PEC XX com  metade do país a aplaudir. Depois vimos que o país estava bem pior do que o desejável e o povo teve que pagar as elevadas expectativas da economia do betão.

Por isso, meus caros, deixem-se de esbanjar energias e olhem para o comportamento das taxas de juro. E comparem com as que são praticadas em Espanha e Itália ( entre 1/2% ) e a Grécia onde era suposto estar a acontecer o "caminho Novo". É que após estes dois anos de governo de esquerda a Grécia paga 11% de taxa de juro a 10 anos.

A taxa de juros já vai em 4,4%

É claro que há razões externas que alimentam o continuo crescimento das taxa de juro da dívida mas a razão principal é a falta de credibilidade do orçamento . E o elo de segurança - a agência DBRS - que segura o país acima do lixo, é cada vez mais fraco.

António Costa vai dizendo que a culpa é do anterior governo que anda a chantagear o país em Bruxelas. Quer dizer os mesmos que andaram quatro anos a fazer de lacaios são agora os que influenciam as decisões do Eurogrupo.

"Vemos agora um maior risco de Portugal perder o seu único "rating" de grau de investimento, concedido pela DBRS. Esta classificação é crucial já que é necessário pelo menos uma notação de grau de investimento para um país ser elegível para o programa de compras do BCE", considerou Diego Iscaro, economista da IHS Global Insights. 

O orçamento ainda não está entregue mas o governo arrisca-se a ter que preparar um rectificativo para Abril. Já todos vimos este filme que nos levou a um resgate.

 

A Taxa da dívida já vai nos 4,077% e entra numa zona de perigo

Adensa-se o horizonte com a agência DBRS a única que mantém Portugal fora do lixo possa vir a baixar o rating da dívida. Um desastre anunciado.

A agência canadiana é a única que mantém Portugal em grau de investimento, o que permite à dívida portuguesa ser incluída no programa de compras do BCE. "Se a DBRS tomar alguma decisão que piore o rating da República, os efeitos serão drásticos e para já, nem gostaria de colocar essa hipótese", refere o director da gestão de activos do Banco Carregosa, Filipe Silva.

Mas no mercado, os receios sobre a decisão que a DBRS irá tomar no final de Abril aparentam aumentar.

Para o Commerzbank, "a inversão do novo Governo em relação às reformas e os seus planos para abrandarem de forma significativa o caminho da redução do défice orçamental deixam as obrigações portuguesas em risco de fraqueza adicional". O banco alemão alertou, numa nota de investimento, que a dívida portuguesa está perto de entrar numa "zona de perigo". 

A escalada dos juros portugueses, que desde o início do ano passaram de 2,516% para os actuais 4,077%, ocorre também numa altura de turbulência nos mercados financeiros, marcada por uma elevada aversão ao risco por parte dos investidores.

Esta enorme subida nunca ocorreu desde Fevereiro de 1997

 

E vão três

Três agências de rating avisam. A consolidação orçamental vai precisar de medidas adicionais.

Entre outras coisas, notamos, contudo, que a projeção de crescimento assumida para o PIB parece pender para o lado otimista. O que implica que se o crescimento económico tiver um desempenho abaixo do previsto pelo governo, serão necessárias medidas de redução do défice adicionais, para cumprir o objetivo. Aí, acreditamos que a estabilidade do governo seria colocada em causa”

A S&P tornou-se quarta-feira a terceira agência de rating em dois dias a mostrar dúvidas em relação aos planos orçamentais do governo, depois de a Moody’s e a Fitch terem feito o mesmo.

Só o governo acredita num crescimento de 2,1% contra os 1,7% de todas as instituições financeiras. Para nossa desgraça é fácil perceber quem tem razão.

Portugal volta ao lixo

Se a consolidação orçamental abrandar. Se as reformas estruturais enfraquecerem. Se...

Tudo a reflectir o que se vai sabendo. A agência de rating S&P avisa que descerá o rating de Portugal o que se traduzirá por juros mais altos e maior dificuldade em obter empréstimos.

Temos todas as razões para temer a reversão do caminho positivo até agora seguido. As instituições internacionais e o próprio Banco de Portugal apontam para um crescimento da economia entre 1,5% e 1,7 em 2015 e 2017 . O governo para equilibrar as contas aponta para crescimentos de 2,4% em 2016 e uns milagrosos 3,4% em 2017. Tudo num país que não cresce há 15 anos.

Há tantos "ses" que até assusta . Esperemos que a ponderação regresse e que PCP e BE deixem de pressionar o PS para fazer o que não pode. Quem não tem dinheiro não tem vícios. Jerónimo não para de avisar que a politica deste governo vai ser a mesma da do anterior, no essencial. E tira a conclusão. Só fora do Euro. Só fora da União Europeia.

Contrariamente ao que nos querem fazer crer esta "posição comum" assusta os credores e muito. Veio na pior altura quando o país já apresentava sinais positivos. A factura que António Costa vai apresentar ao país será muito difícil de pagar.

Nunca desejei tanto estar enganado.

Tal como PCP e BE queriam estamos a ficar igual à Grécia

As agências financeiras andam agitadas. Muito provavelmente a nossa notação financeira vai perder a única nota positiva que mantém o país no procedimento do BCE de compra de dívida. Se assim for será o inicio do caminho que só acabará no 2º resgate. Enfim, como tanto queriam PCP e BE ficaremos igual à Grécia que hoje se debate com uma greve geral.

Se ocorrer uma revisão em baixa, Portugal perderia a sua única notação de crédito em território de 'Investment Grade'. As implicações poderiam ser as seguintes: (1) o Banco Central Europeu deixaria provavelmente de poder incluir as obrigações Portuguesas no seu programa de compra de obrigações em mercado e (2) o sector bancário nacional deixaria provavelmente de poder usar as obrigações como colateral nas suas operações de refinanciamento, tendo que utilizar a linha de cedência de emergência de liquidez (com custos mais elevados).