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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Recuperação da economia : o efeito de base

Após uma recessão há uma recuperação .

O crescimento homólogo de 2,8% no segundo trimestre causou alguma desilusão face às elevadas expectativas – no Jornal Económico noticiámos previsões de economistas que, no melhor cenário, apontavam para um crescimento de 3,4%.

Mas é bom pôr as coisas em perspectiva. Com dois trimestres consecutivos de crescimento sólido, a primeira metade do ano revelou uma dinâmica pouco comum nos anos mais recentes. É quase certo que o conjunto do ano traga a maior taxa de crescimento deste século.

Esta recuperação está a ser conseguida com a estabilização do consumo e dos rendimentos dos portugueses, com as exportações a manterem uma impressionante capacidade de crescimento, mesmo depois de anos de expansão robusta. E, finalmente, o investimento está a dar sinais de vida.

É certo que podemos estar perante um fenómeno por vezes ignorado na análise económica: o efeito de base. Depois de uma queda acentuada da atividade económica, é comum haver recuperações pujantes logo a seguir, apenas porque o ponto de partida para calcular a taxa de variação encolheu.

Historicamente, o país tem, desde os anos 70, quebras de atividade mais acentuadas uma vez em cada década, e recuperações mais ou menos demoradas logo a seguir.

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