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BandaLarga

as autoestradas da informação

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Os anti- UE podem agora praticar uma " politica patriótica e de esquerda"

Hoje na emissão de títulos de dívida a 10 anos o estado pagou 4,22% para colocar cerca de 3 mil milhões, cerca de 20% do total a colocar em 2017. É a taxa mais elevada desde 2014 .

Assistimos a uma escalada imparável da taxa de juro da dívida pública apesar da rede de protecção da compra de dívida por parte do BCE. Esta taxa já é mais elevada que a taxa média do total da dívida, levando em conta todos os prazos, incluindo os prazos a curto prazo. Quer dizer, estamos a substituir dívida de curto prazo com taxas à volta dos 3,5% por uma taxa superior a 4%.

Há quem diga que a diferença não é ainda dramática mas se a trajectória de subida continuar os credores estarão mais reticentes a emprestar e abre-se o caminho para novo resgate. Nesta altura só 14% do total da dívida está nas mãos de investidores privados o que mostra já uma enorme resistência à compra

Sem crescimento da economia que implica investimento não saímos desta pobreza franciscana apesar de a zona euro estar a crescer de forma sólida .

Se nas eleições autárquicas, o menor dos males for uma vitória com maioria absoluta do PS, podendo deixar cair o apoio do PCP e do BE, é muito possível que os constrangimentos e chantagem de que falam o PCP e o BE desapareçam, e Portugal possa beneficiar da nova fase de crescimento da UE.

Uma política "patriótica e de esquerda " seria o PCP e o BE romper com o apoio ao PS e deixar os socialistas governar sozinhos. A não ser assim vamos continuar a patinar, com a economia a definhar, os juros a crescer e a dívida a aumentar.

Tem a palavra o patriotismo da extrema esquerda .

 

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